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Kamu Politikalarının Belirlenmesinde Bürokrasinin Etkileri

Para Cohn (1981), a introdução previdência social no Brasil teve como objetivo principal um meio de capitação de uma poupança forçada por duas razões, sendo a primeira, garantir um nível mínimo de consumo das classes de baixa renda e garantir a capacidade de trabalho dos assalariados através da assistência médica, propiciando investimentos em diversos setores da economia. A autora demonstra que o dinheiro dos trabalhadores também funcionava como um financiador para despesas sociais (saúde, educação, aposentadorias ou pensões e infraestrutura). Assim, este montante financeiro

se constituiu como um componente básico da organização das atividades econômicas e dos processos políticos no interior da sociedade brasileira como um todo.

A previdência social a partir dos anos 1930 passa a fazer parte do planejamento social, no caso específico brasileiro, em sua fase inicial voltou-se mais para os setores urbanos do que os agrários. Embora, o Brasil fosse nesta época, um país de caráter agroexportador e com uma incipiente indústria. Isto enfatiza que previdência social é mais restrita, por estar voltada para os trabalhadores urbanos ativos e seus dependentes. Dessa forma, é necessário analisá-la no contexto das políticas trabalhistas e sindical para os mesmos grupos de trabalhadores (COHN, 1981).

Assim, a questão mais genérica sobre a relação entre os processos econômicos e políticos no estudo de previdência social passa a ser mais especificamente a do entrelaçamento do populismo, do trabalhismo e da previdência social. Isto é, política previdenciária é um dos componentes principais do populismo bem como a capacidade potencial das classes assalariadas para romperem com os limites instituídos pela ordem política vigente também, ou seja, da "[...] mesma forma que a dominação de classes não se apresenta de maneira uniforme durante o período denominação da democracia populista, a capacidade de mobilização das classes assalariadas também oscila, na dependência das diferentes conjunturas políticas" (COHN, 1981, p. 36 P.36).

Para Erickson (1979), o sistema trabalhista brasileiro consiste em três pilares centrais, sendo o primeiro os sindicatos cujo interesse é representar os interesses dos trabalhadores, o segundo a previdência social que possui como objetivo prestar assistência social moderna, através de contribuições dos trabalhadores, empregadores e governo, deixando de atingir os seus alvos principais e por último a Justiça do Trabalho a qual foi construída para julgar disputas entre empregadores e empregados. Ou seja, tinha como foco questões que não eram resolvidas no plano de acordos dentro dos escritórios das empresas. Isto ilustra a característica da cultura política brasileira de procurar evitar o conflito direto, o que canaliza os problemas através das vias burocráticas, neste caso, a justiça.

Segundo Cohn (1981), revela-se o caráter controlador da previdência social em relação às classes assalariadas e sua principal característica era levantar debates e ter se construído em vários momentos um núcleo a partir do qual os problemas mais gerais da participação dos assalariados no processo de desenvolvimento brasileiro passam a ser discutido em diversas instâncias, as quais estão inscritas em um conjunto de mecanismos

através dos quais determinadas reivindicações são atendidas. Isto demonstra a semelhança com a legislação trabalhista, esvaziando a potencialidade e o significado da própria organização trabalhista. Assim, esses debates redundaram em uma maior participação dos assalariados no nível decisório e no desenvolvimento econômico.

A relação entre sindicato e previdência, no Brasil, apresentou de um modo paradoxal, ou seja, ao mesmo tempo em que a expansão das atividades assistenciais é controlada pelos dirigentes sindicais são estas que atraem os trabalhadores para os seus respectivos sindicatos, através da porta assistencial. Cohn (1981) afirma que a relação entre previdência social e sindicalismo se torna complexa, pois os sindicatos passam a representar uma opção às reivindicações ligadas à saúde, por exemplo. A nova relação entre trabalhadores e seus representantes sindicais, principalmente nos espaços mais engajados politicamente, que pressionam os respectivos institutos para obterem melhores serviços, agravando a situação assistencial daquelas categorias profissionais com menor organização política com uma pífia força para pressionar os seus respectivos institutos. A autora conclui que essa relação é enfatizada pela ineficiência sindical somada à ineficiência previdenciária, no que diz respeitos aos assalariados.

Posteriormente ao Governo Vargas (1930-45) inicia-se um novo contexto político, aparecendo os partidos políticos de diferentes origens, os quais possuíam uma gama diversificada de tendências políticas, ilustrando diferentes agrupamentos políticos que disputavam os sindicatos e a previdência social, isto se resume na busca burocrática do Estado da época estado-novista. A citação abaixo demonstra esta discussão abaixo:

[...] período anterior a 1945 regulamentado as relações capital-trabalho, e definindo assim a atuação política das classes assalariadas, terá, portanto, que 'mostrar sua eficácia nesse novo contexto, como é também nele que se altera a relação entre previdência social assume crescente importância no jogo político-partidário como moeda na barganha em geral (quer para enunciar a "boa-vontade" dos diferentes estadistas para com a situação dos assalariados), ao nível dos sindicatos ela também cumpre esse papel de arregimentadora de votos em troca de favores especiais. E disse advém a inviabilidade da racionalização de todo o sistema previdenciário durante esse período, a medida em que sua eficiência política reside exatamente na utilização das instituições previdenciárias como fonte de poder, quer pessoal, quer partidário, como ilustra bem o caso do PTB, reforçando assim o modelo de dominação vigente (COHN, p.32, 1981).

A evolução da Previdência no Brasil, começou na década de 1910, quando os parlamentares Maurício de Lacerda, Nicanor Nascimento e Medeiros e Albuquerque

iniciavam as discussões sobre as relativas mudanças previdenciárias. O grupo liderado por estes parlamentares buscavam introduzir os ideais antiliberais que vigoravam na política da República Velha e após duas décadas de discussões, nos anos 1930 – durante o governo Vargas (1930-1945) – enfatiza-se as questões trabalhistas e sociais, como a jornada de trabalho determinada pela constituição, férias, trabalho infantil, indenização por acidentes de trabalho, trabalho feminino entre outras após os anos de 1930.

O Quadro 3 demonstra as principais mudanças que a Previdência Social passou no Brasil antes de chegar ao modelo em que conhecemos nos anos 2000 e, sobretudo no objeto de análise deste texto, os RPPS:

Quadro 3- Histórico da Previdência Social no Brasil (1889 - 2012)

ANO EXPLICAÇÃO

1889 - Proclamação da República.

Caixas mútuas de Pensões e Pecúlios e de Montepios; Instituições Mutualistas e Caixas Beneficentes.

1890 - O Decreto n° 221

Instituiu a aposentadoria para os empregados da Estrada de Ferro Central do Brasil. Posteriormente o benefício foi ampliado a todos os ferroviários do Estado através do Decreto n° 565.

1904: Criação da Caixa Montepio do Banco do Brasil.

Continha aproximadamente 50 funcionários (antecessora da Previ).

1919 - Lei de Acidente do Trabalho e sua evolução.

O risco profissional era assumido pelo empregador que goza dos lucros e responderia pelos riscos. Evoluindo para a Legislação previdenciária de 1967 e atualmente (2013), segue a Legislação Trabalhista vigente.

1923 - Decreto nº 4682

Lei Elói Chaves:

(CAPs)*

Obrigava a criação de CAPs para os funcionários das empresas ferroviárias. É considerada o embrião da Previdência Social.

Lei Elói Chaves determinou Decreto n° 16.037, criando o Conselho Nacional do Trabalho e atribuições relativas a Previdência Social.

1930 - Decreto n°

19.433. Criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. 1933 - Decreto n°

22.872.

Criação do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Marítimos (Primeira instituição brasileira de previdência social de âmbito nacional).

1938 - Decreto-Lei n° 288.

Criação o Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado.

1943 - Decreto-Lei n° 5.452

Consolidação das Leis do Trabalho ( 1º de maio), elaborada pelo Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. Primeiro projeto de Consolidação das Leis de Previdência Social.