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Bürokrasi Siyaset İlişkilerinde 12 Eylül 1980 Sonrası

III. BÖLÜM

3.6. Bürokrasi Siyaset İlişkilerinde 12 Eylül 1980 Sonrası

A Previdência Complementar é definida com uma entidade aberta ou fechada, a primeira opera com planos acessíveis a qualquer pessoa física, outra maneira, são os planos coletivos à pessoa jurídica contratada, conforme a LC 109, Artigo 26º. Essas empresas operam com finalidade lucrativa e se organizam sob a forma de S.A. As

seguradoras autorizadas a operar no ramo vida também podem oferecer planos de previdência complementar (MPS, 2013).

A partir da aprovação da Lei n° 6.435 em 1977 todas as seguradoras que trabalhavam no ramo vida foram a autorizadas a vender planos de Previdência Privada que poderiam ser de caráter aberto ou fechado, outro fator é que essas empresas visavam lucros e atuavam em dois segmentos, sendo o primeiro em entidades exclusivas de previdência privada e sociedades seguradoras com departamentos de previdência privada. A relação entre fundos de Pensão e Aposentadoria tem sido a combinação mais procurada pelas empresas que promovem a acumulação de recursos destinados ao pagamento de aposentadorias ou pensões aos seus empregados (GLAT, 1975 apud SORIA e SILVA, 2011). Seu surgimento modernoestá relacionado à pressão exercida sobre governos e capitalistas pelo movimento sindical, preocupado com a extensão da pobreza nos centros urbano-industriais, manifesta na forma de trabalhadores acidentados e/ou em idade avançada.

As entidades fechadas de previdência privada são denominadas de fundos de pensão cujos planos são endereçados a um público específico, ou seja, aos empregados de uma empresa (caso a entidade tenha patrocinador), grupo de empresa ou aos associados de entidade de classe ou representação. Essas entidades não possuem fins lucrativos e se organizam sob a forma de fundação ou sociedade civil, conforme a Lei nº 109, Artigo 21/03. Os fundos de pensão foram inicialmente implantados em empresas estatais com patrocínio de empresas públicas, os exemplos mais conhecidos são os fundos de pensão que movimentam um montante econômico significativocomo a Previ pertence ao Banco do Brasil; a Petros é da Petrobras; Funcef é da Caixa Econômica Federal entre outros. Posteriormente, à criação de alguns fundos de pensão ligados às empresas públicas, a PC foi implantada no setor privado.

Desse modo, entendemos por fundos de pensão21, instituições que inicialmente captam contribuições de um determinado conjunto de indivíduos com o objetivo de oferecer um rendimento no período posterior à vida ativa. Tais contribuições têm origem em geral no beneficiário e em outra entidade (empresas, sindicatos), e sua gestão pode ser feita diretamente pela entidade associada ou por uma instituição especializada. Desse

21 Os fundos de pensão são regulamentados pela Resolução N. 3792/2009 do Banco Central: Dispõe sobre as

diretrizes de aplicação dos recursos garantidores dos planos administrados pelas entidades fechadas de PC. Cap. II - Art. 5º A aplicação dos recursos deve observar a modalidade do plano e benefícios, suas especificidades e as características de suas obrigações, com o objetivo da manutenção do equilíbrio entre os seus ativos e passivos.

modo, os benefícios podem ser definidos ou de contribuição definida. No primeiro tipo, o beneficiário receberá uma média de 70% ou 80% do valor de seu salário no momento da aposentadoria. Já no segundo, é a contribuição o valor definido em princípio, e o benefício recebido na inatividade corresponderá à rentabilidade obtida pela entidade gestora a partir das aplicações do montante recebido (SORIA E SILVA, 2011).

Neste cenário, destaca-se também o papel das companhias de seguros que geralmente possuem um enquadramento legal próprio, com restrições diversas relativas à colocação de seus ativos financeiros. Estas empresas vendem produtos cuja essência é próxima a dos fundos de pensão, porém, nesse caso, o ramo é a vida, contando com as contribuições do indivíduo valorizadas segundo capitalização de mercado e correspondentes a um benefício quando relacionado à inatividade. Em países desenvolvidos, algumas companhias de seguros podem atuar como gestoras de fundos de pensão, como é o caso do Japão e da Escandinávia.

Outra modalidade aparece com os fundos mútuos ou fundos de investimento coletivo. Estes são entidades que reúnem poupanças individuais de pequenos investidores para fazer diversos tipos de aplicações em um portfólio que abrange ações, títulos de crédito, moeda, dentre outros. Normalmente, apresentam uma exigência de montante mínimo de participação bastante reduzida, e possuem um quadro regulamentar definido e estável. Um fundo mútuo possui um gerente de investimentos responsável pelas operações financeiras, e cada investidor no fundo é um acionista da companhia. Ainda sobre os fundos mútuos, há três categorias destes: 1) fundos de equidade, feitos com investimentos apenas em ações ordinárias - maior risco e ganho maior; 2) fundos de renda fixa, feitos de valores mobiliários corporativos ou governamentais - ganhos fixos e riscos mais baixos; 3) fundos balanceados - combinam ações e títulos de crédito dos fundos de investimento e oferecem risco moderado ou baixo (SÓRIA E SILVA, 2011).

As Leis complementares nº108/2001 e 109/2001 conservam os princípios e fundamentos técnicos próprios da previdência complementar como: caráter complementar ao regime público; autonomia em relação ao regime público; autonomia da vontade e prevalência do pacta sunt servaranda22; facultatividade de ingresso;

22 Pacta sunt servanda é um axioma jurídico que significa: pactos devem ser respeitados e cumpridos. Esta

expressão "declara ao estabelecer que os contratos são feitos para serem cumpridos. Contudo, se muito tempo depois, à época da execução das obrigações, a situação fática se alterou no plano social e econômico em comparação à situação existente na época da formação do contrato, inviabilizando o adimplemento, por tornar-se a obrigação, excessivamente onerosa, para uma das partes, esta teoria, implícita no Código Civil,

solidariedade entre as pessoas; relações jurídicas com submissão ao direito privado e supervisão governamental (HORVATH Jr, 2012).

Neste sentido, a legislação da Previdência Complementar diante das tendências econômicas sociais prioriza a transparência das operações; maior representatividade dos participantes nos órgãos deliberativos; aumento da segurança para os entes participantes (empregados e empregadores); profissionalização dos gestores; maior abrangência do sistema; estabilidade de regras; credibilidade e flexibilidade.

De acordo com o Horvath Jr, (2012), os sujeitos de relação jurídica de previdência Privada podem ser elencados nos seguintes itens:

ƒ As entidades de previdência complementar - abertas ou fechadas;

ƒ Os participantes - a pessoa física que adere ao plano e por isso em regra tem de contribuir. Isto se aplica as entidades fechadas públicas nas quais o participante sempre tem o que contribuir, porém, em relação às entidades fechadas privadas, pode-se ter os planos não contributários nos quais somente a patrocinadora custeia o plano;

ƒ Os beneficiários - pessoa física indicada pelo participante para fruir dos benefícios de caráter continuado;

ƒ Os assistidos - os participantes e beneficiários que se encontrem em momento de fruição das prestações;

ƒ Em geral, não pagam contribuições, salvo no caso de pagamento de contribuições excepcional para cobertura de déficit no plano ou na Entidade Fechada de Previdência Complementar (EFPC);

ƒ Os patrocinadores: pessoas jurídicas que mantendo com os potenciais participantes vínculo de caráter previdenciário, por intermédio de entidade fechada, vertendo contribuições para tal finalidade;

ƒ Os instituidores: pessoa jurídica de caráter profissional, classista ou setorial que institua para seus associados ou membros de plano de benefícios de caráter previdenciário, por intermédio de PC fechada ou aberta;

ƒ Estado: participa previamente a criação da relação jurídica no exercício de sua atividade reguladora que antecede a adesão do participante ao plano. A

admite a resolução ou modificação eqüitativa das condições do contrato ". (ROTTA & FERMENTÃO, 2008, p. 195-196).

constituição das PC e seu funcionamento dependem de prévia e expressa autorização conforme previsão dos artigos 33, I e 38 da LC 109/2001.

O Estado possui uma posição de curador, cabendo-lhe a função de assegurar o pleno acesso às informações relativas à gestão de seus respectivos planos e benefícios e, de um modo geral, proteger os interesses. Os trechos abaixo da LC 109/2001 reiteram o texto:

Art. 3º ação do Estado será exercida com o objetivo de: I - Formular a política de previdência complementar.

III - Determinar padrões mínimos de segurança econômico-financeira e atuarial, com fins específicos de preservar a liquidez, a solvência e o equilíbrio dos planos de benefícios [...].

IV - assegurar aos participantes e assistidos o pleno acesso às informações relativas à gestão de seus respectivos planos de benefícios; V - Fiscalizar as entidades de previdência complementar, suas operações e aplicar penalidades;

VI - Proteger os interessados dos participantes; e assistidos dos planos de benefícios.

O texto extraído da LC 109/2001 determina os princípios das PC, os quais estão inscritos no sistema de seguridade social e como tal suas previsões tem natureza de direito social por força do artigo 6º da Constituição Federal. Dessa forma, as atividades de regulação e de fiscalização são distintas da função de controle. Ou seja, é necessário realizar " [...] uma distinção fundamental: fiscalização não é controle. A primeira é exterior em relação à atividade fiscalizada, o segundo envolve a interferência, a ingerência na atuação controlada. A fiscalização é aferição [...] quanto a inexistência de ilicitudes, de desvios" (D´ANDREA, 2012, apud HORVATH JR., 2012, p. 73). Portanto, a relação entre o Estado e as PC não é de controle administrativo, mas a realização de um ato de polícia administrativa.

O item a seguir será abordado a implantação dos RPPS e as EC que regulamentam tanto o regimento destes Regimes quanto as informações no plano financeiro, ou seja, as regras estabelecidas pela União e pelo MPS. Contudo, a análise financeira dos RPPS a partir das legislações e pesquisa de campo nos Institutos escolhidos para realização desta pesquisa encontram-se com detalhadamente no capítulo 4. Após entender o objeto de estudo desta pesquisa será explicado os objetivos financeiros dos RPPS dentro dos Institutos de Previdência, realizando uma homologia com os Fundos de Pensão, já explicados o seu surgimento e funcionamento no mercado financeiro no item 3.1.2 desse capítulo.