3. Türk Kültür ve Mitolojisinde Kurt
1.2. Kahramanı Emziren ve Yetiştiren Kurt
Jaguaribe (1975, p. 31) relata que Pye (1966), revendo criticamente os principais significados sintetizados por ele acerca do conceito de desenvolvimento político, apresenta a conclusão sobre a “síndrome de desenvolvimento” alcançada por ele mesmo e por seus colegas:
De acordo com esses autores o processo de desenvolvimento político é caracterizado pelo aumento das três características principais, cujo crescimento cumulativo constitui a ‘síndrome de desenvolvimento’: (1) igualdade, (2) capacidade (significando capacidade política) e (3) diferenciação e especialização. [...] esses autores associaram as características dos processos de modernização política - aumento na capacidade do sistema e na diferenciação e especialização dos subsistemas e papéis - ao menos a um dos aspectos relevantes do processo de institucionalização política: o aumento na igualdade. E por igualdade eles entenderam: (I) alguma - maior ou menor - extensão de participação, (II) a universalidade da lei, ou igualdade legal e (III) recrutamento para os cargos políticos segundo padrões de desempenho - contra os padrões atributivos das sociedades tradicionais.
Desta forma, Lucian W. Pye (1966, pp. 31-48), em um esforço de síntese, resumiu os temas mais comuns e predominantes sobre desenvolvimento político em três dimensões que, segundo argumentou, são a essência do processo de desenvolvimento:
1) incremento da igualdade entre os indivíduos em relação ao sistema político (tendência para a igualdade)
Igualdade significa que as leis devem ter um caráter universalista, aplicável a todos de forma impessoal. A igualdade significa que o recrutamento para cargos políticos deve refletir padrões de realização de desempenho, e não considerações atributivas de um sistema social tradicional. Essa dimensão do desenvolvimento político, para Pye (1966, p. 45-46), pode ser medida, por sua vez, por três características: a) a participação popular nas atividades políticas. Passa-se de uma “cultura de sujeição” para uma “cultura de participação”. Produz- se o despertar político dos indivíduos, que se tornam cidadãos ativos, “implicados” na ação política; b) o caráter universal das leis, que se tornam gerais, impessoais, aplicáveis a todos, sem distinção nem privilégios; c) o recrutamento para os postos públicos, que deixa de se efetuar por via hereditária, ou no seio de uma classe ou casta, e passa a ser via mérito, levando em conta as competências, as aptidões e a formação.
2) aumento da capacidade do sistema político em relação ao seu ambiente
acrescida do sistema político para conduzir os negócios públicos, para regularizar os conflitos, para satisfazer as exigências populares. Em outros termos, a capacidade do sistema político são os meios pelos quais ele pode dar resultados, é a medida que um sistema político desempenha e exerce sua influência. Assim, a capacidade significa a magnitude, o escopo e a escala do desempenho do governo. Em outras palavras, a capacidade é a eficácia e a eficiência do governo. É a racionalidade na administração. É uma orientação secular na política do Estado. Isso significa o desempenho das ações por deliberações e justificativas. 3) aumento da diferenciação de instituições e estruturas dentro do sistema político (diferenciação e especialização)
Diferenciação é a difusão da especialização. Quando um sistema político se desenvolve, vários escritórios e agências desempenham funções especializadas. Assim, a diferenciação significa especialização baseada em um sentido último da integração (Pye, 1966, p. 47).
Todas as três características anteriormente mencionadas do desenvolvimento político podem ou não se ajustarem. Por exemplo, a pressão por mais igualdade pode perturbar o sistema político. A diferenciação pode reduzir a igualdade. Afinal, o desenvolvimento não é unilinear. Embora a característica da igualdade se interesse pela cultura política, os problemas de capacidade estão ligados ao desempenho do governo. Segundo Pye (apud Sharma & Sharma, 2007, p. 323-324), isto sugere que, em última análise, os problemas de desenvolvimento político giram em torno das relações entre culturas políticas, estruturas e processo político em geral.
Estas variáveis do desenvolvimento político não acontecem necessariamente em progressão simultânea. Ao contrário, a experiência histórica revela frequentes tensões entre estas três espécies de exigências. Assim, a tendência para a igualdade pode diminuir a capacidade do sistema político. Se bem que, nos sistemas em via de modernização, a necessidade de assegurar o desenvolvimento econômico e a integração nacional conduz, com frequência, à limitação da representação e da expressão dos interesses, para concentrar a autoridade num partido único ou num chefe carismático.
Segundo Lucian Pye (Aspeccts of political development, p. 62-67 apud Sharma & Sharma, 2007, p. 328-329), o desenvolvimento político enfrentou as seguintes crises, ao longo de seu progresso:
a) Crise de identidade
têm um intenso senso de nacionalismo e patriotismo e se identificam com a cultura nacional. Sua lealdade à nação é firme e clara. Na ausência de tal identidade com o sistema político, o sistema encontra-se em perigo.
b) Crise de legitimidade
Em um sistema político maduro a autoridade política deve ser legítima. Legitimidade aumenta a identidade e a fé. É por isso que as pessoas fazem todas as tentativas para derrubar um governo estrangeiro. Cada país estabelece uma Constituição para legitimar o governo. Crise de legitimidade resulta em mudança e revolução.
c) Crise de penetração
Em um sistema político maduro o governo deve penetrar na vida real das pessoas em toda parte. Um governo que não está interessado na vida quotidiana do povo corre constante perigo de explosões de demandas às quais pode não ser capaz de atender.
d) Crise de participação
Em um sistema político maduro o povo participa no funcionamento do governo. Isso não acontece nas colônias governadas por estrangeiros, onde as pessoas constantemente lutam para exigir a participação no governo. Apenas nos sistemas políticos democráticos existe suficiente participação da população no governo. Daí a crise de participação poder ser resolvida apenas por meio do desenvolvimento de um sistema político democrático.
e) Crise de integração
Cada sistema é composto por governantes e governados. No governo existem vários níveis de burocracia, vários órgãos governamentais pertencentes às esferas do executivo, legislativo e judiciário. Entre os governados existem muitos grupos baseados em região, idioma, religião, raça, classe, sexo etc. Em um sistema político maduro todos esses grupos devem estar razoavelmente integrados. Se isso não acontece, o desenvolvimento político enfrenta uma crise de integração.
f) Crise de distribuição
Em um sistema político maduro o governo tem meios adequados de distribuição de bens, serviços e valores para toda a sociedade. Se esses meios não estiverem disponíveis, o sistema político enfrenta uma crise de distribuição.
Segundo Pye, as crises anteriormente mencionadas determinam o progresso do desenvolvimento político. Portanto, uma teoria útil de desenvolvimento político deve enfrentar os tipos ou problemas que podem ser incluídos na categoria de crises.
2.2.4 Abordagem do desenvolvimento político, a partir do conceito de modernização