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Kadın Sorunları ile İlgili Yazıların İçerik Çözümlemes

ARAŞTIRMANIN DİZAYNI VE METODOLOJİSİ

4.7. Kadın Sorunları ile İlgili Yazıların İçerik Çözümlemes

Notamos que na literatura ainda não existe consenso para a definição dos termos desistência e evasão. Podemos destacar quatro tipos de significados que autores costumam atribuir a esse último fenômeno educacional.

Gaioso (2005), por exemplo, considera a desistência como um motivo que gera a evasão, ao definir que o aluno evadido é

Aquele que deixou o curso por qualquer motivo que não seja a titulação; independente do motivo da saída que pode ter ocorrido por abandono (a matrícula não foi efetuada no curso dentro do prazo estabelecido); por transferência interna (permanência na instituição com mudança de curso) ou transferência externa (transferência para outra IES); por matrícula em curso de outra instituição via aprovação em vestibular; por desistência, reopção ou jubilamento (GAIOSO, 2005, p. 25, grifo do autor)

Outro significado para o termo evasão é dado por Barroso e Falcão (2004) em pesquisas sobre esse fenômeno na UFRJ. Segundo essas autoras,

A evasão no curso universitário é por definição o processo de abandono de qualquer curso dentro da UFRJ. Isto é, o aluno que faz outro concurso

vestibular (até mesmo para a própria UFRJ) é contado como aluno que abandona o curso. O aluno que solicita transferência de curso (e isso se dá principalmente para a licenciatura noturna em física) não faz parte do conjunto dos abandonos – é classificado como aluno transferido de curso (BARROSO; FALCÃO, 2004, p. 11, grifo do autor).

Discordamos da definição apresentada por essas autoras, pois embora as transferências de curso ocorram principalmente para a licenciatura noturna em Física (como acima colocado), pode ser que existam transferências para outro curso de uma área afim. Portanto, para nós, caso este último tipo de transferência exista, ela deve ser considerada como abandono.

O terceiro significado, que notamos em nossa busca, tem como exemplo trabalhos de autores como Arruda e Ueno (2003), que tratam desistência e evasão como sinônimos. No artigo “Sobre o ingresso, desistência e permanência no curso de Física da Universidade Estadual de Londrina: algumas reflexões”, de autoria dos mesmos, a palavra evasão surge, ainda que poucas vezes no texto, substituindo o termo desistência.

E, por último, ampliando ainda mais as definições, no referido trabalho, destacamos a seguinte declaração:

Apresentaremos inicialmente um resumo de aproximadamente 10 anos do curso de Física da UEL (licenciatura e bacharelado), onde constam os números de alunos matriculados, desistentes, jubilados, as transferências, os alunos ativos e o formados no período [sic]. Uma rápida análise desses dados é realizada para, em seguida, apresentarmos os dados referentes ao número médio de alunos por série, ou seja, da evasão média por série. (ARRUDA; UENO, 2003, p. 161, grifo do autor).

Diante desse trecho é possível também entender que a evasão é um fenômeno mais geral que engloba a desistência, o jubilamento e a transferência.

Ante as definições acima, buscamos uma uniformidade quanto ao uso deste termo na presente dissertação e, visando contribuir para discussões futuras sobre essa questão educacional, apresentaremos a seguir a nossa definição de desistência.

Diferentemente do que foi apresentado, nesta pesquisa sobre a desistência na licenciatura em Física do IFRN, elaboramos uma identidade institucional sobre este fenômeno. Como a investigação se deteve exclusivamente ao IFRN, algumas ações acadêmicas discutidas na pesquisa, relacionadas com a desistência, devem ser esclarecidas. Necessitamos, então, anunciar as definições adotadas aqui para os seguintes termos: desistência, jubilamento, cancelamento, transferência e evasão.

Desistência, para os fins desta investigação, será sinônimo de abandono e terá como definição o ato ou efeito de não prosseguir (FERREIRA, 1986, p.566), neste caso, de não prosseguir com o curso. Particularmente em nossa pesquisa, a desistência no IFRN será considerada como produto de quatro principais ações acadêmicas: o jubilamento, o cancelamento, a transferência e a evasão.

A primeira ação, isto é, o jubilamento, é caracterizada pelo desligamento acadêmico de um aluno (independentemente de sua vontade) realizado pelas autoridades institucionais do próprio IFRN. Por esse motivo, decidimos classificar o jubilamento como uma desistência forçada, a qual geralmente é motivada por dois fatores: a reprovação por dois semestres letivos consecutivos e a extrapolação do tempo máximo permitido, pela instituição, para a conclusão do curso.

O cancelamento é reconhecido por ser uma ação voluntária em que um aluno cancela oficialmente o seu curso, preenchendo um requerimento solicitando tal ação. Com base nisso, classificamos o cancelamento como uma desistência não-

forçada. Uma das causas mais comuns de cancelamento de curso é a opção por outro curso dentro do IFRN ou por outra instituição de ensino superior.

A transferência, embora ocorra, na maioria das vezes, entre cursos iguais de IES diferentes não implica a redução total do número de licenciados formados, visto que, se uma instituição perde um aluno por transferência, outra ganha. Contudo, decidimos considerar a transferência como uma ação de desistência, pois aquela pode ter como origem, por exemplo, um descontentamento institucional ou um mau relacionamento com os professores. Em outras palavras, pode ou não haver motivos pessoais que façam com que licenciandos desistam da instituição e/ou da licenciatura na qual estudam e optem por outra, caracterizando assim uma desistência em relação à primeira instituição e/ou ao primeiro curso. Da mesma forma que o cancelamento, uma transferência só é possível se o aluno, voluntariamente11, a solicita a autoridades responsáveis. Dessa forma, a transferência também foi classificada, em nosso trabalho, como uma desistência não-forçada.

Por último, tem-se a evasão. Esta ação é caracterizada pelo abandono do aluno de suas atividades acadêmicas sem deixar nenhum registro oficial. Pelo fato de o aluno não se apresentar às autoridades institucionais para realizar o cancelamento de seu curso, decidimos classificar também a evasão como uma desistência não-forçada.

Embora as classificações definidas (figura 1) não sejam retomadas ao longo do texto, as ações acadêmicas que as representam o são. Tomando como base essa classificação, portanto, ao longo do presente trabalho, ao falarmos em desistência, estaremos nos referindo conjuntamente ao jubilamento, ao cancelamento, à transferência e à evasão, e não, especificamente, a esta última12.

11 É possível que a transferência de instituição tenha como motivo uma transferência, para outra

região, do licenciando que está empregado. Sendo assim, o aluno se vê obrigado a transferir o curso para não perdê-lo. Devido a esse caráter de obrigatoriedade, nesse caso particular, poderíamos suspeitar que a transferência fosse uma desistência forçada, porém devemos lembrar que em nossa concepção o aluno, neste caso, possui duas opções: pedir transferência ou não. Isto é bem diferente do jubilamento cuja decisão não cabe ao aluno e sim às autoridades da instituição. Portanto, ainda que possa ocorrer por razões relacionadas ao emprego, toda e qualquer transferência será não- forçada. Além disso, destacamos que uma transferência pode ter como origem um desejo pessoal, distinto das obrigações trabalhistas.

12 Nas seções 1.1 e 1.2 deste capítulo, mantivemos as denominações que os autores citados

utilizaram em suas pesquisas. Como mencionamos, é comum que os autores se refiram à evasão como sinônimo de desistência. Aqui, entendemos desistência de modo mais amplo, mas naquelas pesquisas onde não havia terminologia própria utilizamos a expressão desistência para nos referirmos ao abandono da licenciatura em Física.

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Figura 1: Tipos de desistência identificados no IFRN

Apresentadas as definições, adotadas na presente pesquisa, de desistência, jubilamento, cancelamento, transferência e evasão, passaremos a detalhar como desenvolvemos a nossa investigação sobre a desistência na licenciatura em Física do IFRN.