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IV. BÖLÜM: UKRAYNA DIŞ POLİTİKASI: BÖLGESEL VE KÜRESEL

4.5. Küresel Güçlerin Ukrayna İç Siyasetindeki Etkileri

4.5.3. Kırım’ın İşgali ve Sonraki Gelişmeler

Falando sobre a percepção dos integrantes do Órgão Gestor sobre seu próprio poder de coordenação técnica, o Entrevistado 1 declarou: “o que nesse se sente é que há uma falha de comunicação do PRODERJ e, provavelmente, deve ocorrer também com o CONSETI. Os órgãos do estado, eu diria que uma parte significativa, não sabe nem qual é o papel do

PRODERJ, não sabe o que o PRODERJ faz”, como o principal objetivo do PRODERJ é gerir o sistema, podemos supor então que a maioria os órgãos carecem de uma coordenação maior. E ele faz uma ligação direta e clara entre a falta de coordenação técnica com uma baixa eficiência, que se apresenta através de redundância de gastos. É muito claro que o SETI/RJ não precisa concentrar todas as iniciativas no Órgão Gestor, mas esse deveria ter ciência de todos os projetos corporativos e estruturantes para compartilhar essa experiência com outros órgãos, diminuindo o custo de adoção de uma determinada tecnologia já dominada em alguma parte do Poder Executivo e que do contrário terá de ser explorada “do zero”. Disse ele: “essa questão aí

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Isso, com absoluta convicção, isso gera questões aqui, de investimento, de redundância, o que

é um desperdício”.

Aqueles que se originaram nos Órgãos Setoriais tem o consenso de classifica-los em dois grupos principais. O primeiro os órgãos que possuem forte estrutura administrativa e garantia de recursos financeiros, como a Fazenda, a Educação, a Saúde em certa medida, o DETRAN/RJ, a Segurança Pública e o Ministério Público. Estes têm capacidade técnica e de recursos de construir suas políticas e estratégias de TIC e mantêm um isolamento do PRODERJ. O segundo grupo, de pequenas e médias Secretaria e órgãos e agências com orçamento mais restrito, que são a grande maioria no Poder Executivo. Estes dependem do PRODERJ, mas têm de concorrer pelos recursos deste. Essa situação não é obrigatoriamente ruim, por que se existem órgãos que podem assumir autonomamente a execução da TIC em seu próprio âmbito, nada mais natural que o Órgão Gestor se dedique àqueles que não têm a mesma capacidade. Vejamos os fatos apresentados pelo Entrevistado 2: “Eu trabalhei em dois extremos, não é? Trabalhei muitos

anos na Fazenda. E, como a Fazenda tem verba própria, equipe própria, uma equipe grande, mais de 100 pessoas na TI, a interação não era nenhuma. O PRODERJ é um cara que está lá, que a gente precisa ver alguns dados dele, olhar alguns dados dele, e a Fazenda veio num processo muito forte nos últimos 10, 15 anos, tirando coisas do PRODERJ, a maior parte das coisas que ela tirou do PRODERJ foram tiradas, vamos dizer, facilmente, porque o PRODERJ

não tinha poder de sustentação, ou seja, ele não aguentava mais sustentar”, e mais, “Agora, quando você vai para um outro órgão, que agora como eu estou no Planejamento, é um órgão que depende brutalmente do PRODERJ. Então, ele tem máquinas rodando lá dentro, ele tem um investimento, um aporte financeiro que ele fez dentro do PRODERJ, para estar com essas aplicações lá dentro, de software e de hardware, o PRODERJ provê, gratuitamente, só gente. Então, o que acontece? Reclamação em cima de reclamação. Porque ao mesmo tempo que o PRODERJ se apresenta como prestador de serviço, ele não estabelece um SLA, ele não

estabelece uma aplicação 24x7”. O Entrevistado 3 coloca de forma muito similar, ressaltando que o PRODERJ busca alcançar a coordenação, mas há um hiato entre seu desejo e suas possibilidades: “Há uma intenção do PRODERJ em fazer o que se supõe que ele deveria fazer.

Ele infelizmente não consegue, como ele já não consegue há muito tempo, há um distanciamento real de quem consegue fazer sem o PRODERJ e uma hiper-dependência, de

quem não consegue fazer sem o PRODERJ”.

Como apresentado, não é fato do PRODERJ se focar mais nos Órgãos que tem menor capacidade de execução que enfraquece o SETI/RJ. A ausência da coordenação técnica através da regulamentação de boas práticas, normas técnicas, padrões reais, que busquem igualar a produção técnica dos vários Órgãos Setoriais, segundo um dos entrevistados, os órgãos menores praticamente anseiam por esse tipo de coordenação e orientação massiva do Órgão Gestor. Apresentou a questão desta forma o Entrevistado 2: “Não existe um manual de boas práticas.

Você vai começar um projeto, tem que pensar nisso e nisso... eu peguei um projeto de um planejamento, que já estão, assim, 50% em andamento, que não pensa em alta disponibilidade. Você quer colocar um sistema crítico no ar, numa máquina só, num único banco de dados, tudo junto, dentro do mesmo closet. Se aquele armário parar... ah, não, tem o backup... E onde é que você vai levantar esse backup? Me diz aí?”. Falando sobre a postura de órgãos pequenos

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em relação ao PRODERJ, o mesmo entrevistado afirmou: “ela tem medo. Ela tem medo do

programa. Medo é... A melhor palavra é medo mesmo. Assim, eu não posso ir contra ao

PRODERJ. Pode sim, cara”. Ele comenta também, mais uma vez relacionando a reação dos Órgãos à ausência de autoridade do CONSETI sobre o Sistema: “Não existe um motivo, ele não

exerce esse controle. É aquilo que você falou, se ele não controla, eu faço o que eu quiser. A única coisa que o PRODERJ não deixa você fazer é ata de registro de preço”.

O Entrevistado 3 concordou com a falta de coordenação técnica, mas fez questão de ressaltar, como de fato é, que existem exceções que merecem ser citadas: “não há um alinhamento entre

as iniciativas da infraestrutura dentro do PRODERJ para trabalhar com essas unidades estaduais. Há raras e nobres exceções, eu posso citar, por exemplo, o SIPLAG, o SIGFIS e o Sistema da Secretaria de Planejamento, que existem dentro do PRODERJ para atender uma secretaria específica”, e ainda “Na minha opinião, uma das que mais deram benefício para o

Estado, que eu acho que é a perfeição do trabalho, CONSETI e PRODERJ, unidades estaduais, é a Rede de Governo, onde o CONSETI estabeleceu padrões, onde o PRODERJ executou essa contratação, criou um grande contrato e onde todo mundo do Governo pode utilizar aquele

contrato”. Essas ressalvas são importantes, pois veremos que apesar dos pontos até agora apresentados os resultados positivos (outcomes) do SETI/RJ existem e não são poucos.