IV. BÖLÜM: UKRAYNA DIŞ POLİTİKASI: BÖLGESEL VE KÜRESEL
4.1. Batılılaşma Süreci: ABD ve AB ile İlişkiler
O orçamento público, como já apresentado na fundamentação teórica deste estudo, é um dos instrumentos de execução de políticas públicas, uma vez que representa a priorização dos gastos entre as várias políticas em prática, assim como uma medida de custo de cada uma delas e seus projetos e ações relacionados.
A análise de gastos, custos e investimentos, na área de TI pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro é um primeiro passo para compreender como a classe política e o administrador público enxerga a ciência da informação, se como ferramenta indispensável à administração e a gestão de políticas ou como opção coadjuvante neste quadro.
A observação advinda de anos de pratica em atuação na área objeto mostra que existem muitas áreas que podem sofrer melhorias de eficiência e eficácia. Pode-se tentar agrupar estas áreas da seguinte forma:
Redução de gastos: pode parecer contraditório, mas um primeiro efeito de melhor estudo seria a redução dos gastos. Atualmente muitos órgãos do governo estadual possuem iniciativas similares ou mesmo idênticas para avaliação, seleção e adoção de soluções de TI. Ações redundantes, as coordenadas, poderiam gerar ganhos de escala e de tempo. Maior disponibilidade de recursos tecnológicos: a frente anterior nos leva a conclusão de que, da mesma forma, esta coordenação poderia aumentar a disponibilidade de recursos tecnológicos. Se determinado sistema de informação for implantando de forma coordenada para utilização por mais de um órgão, é de se supor que mais facilmente poderia compor um cardápio de opções tecnológicas que poderia ser oferecido a custo reduzido para os demais órgãos.
Priorização de iniciativas: o conhecimento do quadro atual de iniciativas e gastos é condição básica para planejamento estratégico do Estado. Grandes projetos poderiam ser coordenados visando a utilização por vários órgãos. Sistemas estruturantes foram criados nos últimos anos trabalhando de forma similar, porém os projetos foram coordenados pela Secretaria de Planejamento (Pinto, Castello Branco, & Azem, 2013), que não tem função de normatização ou gestão dentro do SETI (RIO DE JANEIRO (Estado), 2007).
Otimização da coordenação entre os órgãos: o exemplo acima mostra que apesar da legislação em vigor, na prática não se trata de uma questão pacificada a definição de poder de coordenação dos órgãos centrais do SETI e dos órgãos setoriais. Este tipo de
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atrito gera perda de recursos, tempo e esforços, sinônimo de perda de efetividade e eficácia.
Neste passo da metodologia proposta neste estudo vamos iniciar o aprofundamento no caso do Sistema de Tecnologia da Informação do Estado do Rio de Janeiro. Posto, supostamente, nos dois passos anteriores sua comparação estrutural com os demais estados e como se percebe sua atuação dentro da máquina de gestão estadual, através das medidas de eficácia e eficiência, vamos tentar entender como o Estado do Rio de Janeiro planeja e como executa as ações relacionadas a sua política de utilização de tecnologia da informação.
Na classificação corrente da natureza dos gastos públicos adotada no Estado do Rio de Janeiro e nos demais Entes e Esferas da Federação (PORTARIA Nº 42, DE 14 DE ABRIL DE 1999) existe a subfunção 126 – Tecnologia da Informação. Os gastos em Tecnologia da Informação são obrigatoriamente qualificados dentro da função “Administração”, número “04”. Teoricamente todos os gastos em manutenção dos ativos já adquiridos de Tecnologia da Informação e na aquisição e disponibilização em funcionamento de novos ativos devem ser classificados nestas agregações. A classificação dos gastos de TI em outras subfunções majora o valor empregado nas outras funções relacionadas e, obviamente, reduz o total empregado na adoção e manutenção de soluções de TI pelos Sistemas Estaduais de Tecnologia da Informação. Conforme veremos na descrição destes sistemas, em muitos casos existem órgãos específicos que devem planejar, medir e autorizar os gastos. A classificação errada dos gastos claramente reduz a capacidade de planejamento e gestão dos Sistemas de TI, uma vez que não podemos gerenciar o que não podemos medir ou, ao menos, avaliar.
De forma mais clara, o estudo compara três informações apuradas através do site de Transparência Fiscal do Estado do Rio de Janeiro que pode ser acessado através do endereço eletrônico http://www.transparencia.rj.gov.br/ ou a partir da página da Secretaria de Estado de Fazenda (www.fazenda.rj.gov.br). A primeira informação é o valor total, por Órgão e por Unidade Gestora do previsto em gastos de TI para um determinado ano, a segunda informação é o gasto realizado, também por Órgão e Unidade Gestora, dado o mesmo período de tempo. Para estas duas primeiras informações buscamos uma janela de 8 anos, iniciando em 2007 e terminando em 2014. O ano corrente não foi incluído por incompleto e pelo momento atípico de dificuldades na arrecadação estadual. Na apuração dos valores executados adotou-se aqueles efetivamente desembolsados para comparar com os valores planejados, para estes adotou-se o valor da dotação inicial apresentado no mesmo site de transparência. Poder-se-ia ter buscado como fonte os dados das Leis Orçamentárias Anuais no site da Secretaria de Estado de Planejamento, entretanto lá só se encontram os dados em formato não estruturado dificultando a busca e a consolidação das informações. Foi calculada, por órgão, por unidade gestora e pelo total do Estado, a variação entre os valores da dotação inicial versus os valores desembolsados. A terceira informação apurada foi o que podemos chamar de “gastos contratados por descrição do contrato”. Acontece que nem todos as contratações relacionadas à área de Tecnologia da Informação são classificadas dentro da subfunção 126, como veremos adiante. Uma busca através do relatório de fornecedores no mesmo site apresenta a descrição das contratações.
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Desta forma pode-se segregar as contratações que tenham objetos relativos à Tecnologia da Informação e agrupa-las por Órgão. Alguns termos são biunivocamente relacionados ao tema, como “Software”, “Hardware”, “Computadores”, “Informática”, “Computação”. Outros se apresentaram com frequência dentro do contexto de TI como: “Impressoras”, “Business Intelligence”, “Licenças de Software”, “Licenciamento de software”, “Suporte Técnico Assistido”, “Oracle”, “Microsoft”, “Licença de produção”, “Licenças de Uso”, “Internet” e “Tecnologia da Informação”. Juntando-se as estas as variações mais óbvias por problemas de digitação (vamos lembrar que não há uma base única para objetos de contratação e que, portanto, como campo de livre digitação, pode apresentar erros de escrita) como as variações possíveis de falta de acentuação teremos um conjunto reduzido, mas confiável de termos que representam contratações de Tecnologia da Informação. Certamente outras contratações podem ter relação com a área, mas isso só reforçaria nossa hipótese inicial: gastos de TI são realizados sem a previsão e a classificação correta inviabilizando o planejamento para a execução das políticas de adoção e o monitoramento da consecução do plano.
Considerando a base total de contratações do Estado do Rio de Janeiro para o ano de 2014 foram selecionados e agrupados por Órgão e Unidade Gestora os contratos cujo campo “Histórico” continham ao menos um dos termos da lista acima, incluindo suas variações por erros na aplicação de acentuação gráfica. Estes números foram comparados aos do planejamento e da execução, ambos conforme a subfunção 126 em busca de considerações sobre a capacidade de realização das incumbências de cada um dos órgãos do Sistema Estadual de Tecnologia da Informação do Rio de Janeiro.