1. KüreselleĢmenin Kentler Üzerindeki Etkisi
1.3. Küresel Kentlerin Siyaset Üzerine Etkisi
1.3.2. Küresel kentlerin ekonomi üzerindeki etkileri
O Movimento Negro Fala Negão Fala Mulher: em busca da Cidade. 2.1 Moradia
Algumas das principais características da Zona Leste de São Paulo são sua grande extensão territorial e sua localização limítrofe com vários municípios da chamada grande São Paulo. Se de um lado temos os bairros de Guaianases, São Miguel, Cangaíba, Ermelino Matarazzo, Jardim Helena, Itaim Paulista, Vila Curuçá, Lajeado, Cidade Tiradentes pertencendo a São Paulo fazendo limite com Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, e Guarulhos, por outro lado temos São Matheus, Jardim São Lucas, Sapopemba, Iguatemi fazendo limite com São Caetano, Santo André, Mauá, e Suzano.
Com uma grande extensão territorial, as tensões nas fronteiras ocorrem de forma bem peculiar.
A década de 50 foi marcada pela comemoração do IV Centenário da cidade. Entre dezembro de 1953 e janeiro de 55 realizaram-se exposições, feiras, atividades esportivas, concertos sinfônicos, espetáculos, exposições de artes plásticas, seminários e congressos científicos que marcaram época na história da cultura paulistana, tanto pelo volume quanto pela qualidade do que se produziu. Edições especiais foram publicadas. Realizaram-se concursos nas áreas de literatura, história, música, teatro, cinema e novela radiofônica. Vários edifícios, como o do Hotel Jaraguá e o Montreal, foram inaugurados, levando ao centro da cidade as marcas de novos tempos66 (ARANTES
NETO, 2000, p. 36).
As festividades de comemoração do IV Centenário da cidade de São Paulo serviram de chamariz para as novas dimensões que a cidade estava assumindo, a partir de uma proposta de desenvolvimento modernista. Neste sentido, os movimentos migratórios apresentaram-se como um impulso para a multiplicidade de culturas que ali se estabeleceram. Arantes Neto faz a reflexão sobre a cidade de São Paulo nas realizações destas festividades que tinham como ponto de articulação a imagem de uma cidade moderna, onde o pertencimento e as oportunidades em relação à cidade poderiam ser explorados por esses migrantes.
Na década de 1950, o prefeito Jânio Quadros apresentou um projeto de modernização da cidade de São Paulo como alternativa para moradia e trabalho, um novo horizonte de possibilidades para certa parcela da população da região norte e nordeste do país que passava por um longo período de estiagem. Tanto que os movimentos migratórios se apresentavam como forma de busca pela sobrevivência, e a vinda para o sudeste do país, ou São Paulo, representava uma nova alternativa nas limitações encontradas em sua região de origem, sobretudo pela dificuldade de acesso à moradia e ao trabalho.
Vivendo nos bairros mais distantes da cidade de São Paulo, as dificuldades do processo de urbanização e industrialização impostas pelo poder público, isto é, da gestão do governo local, a população pobre constituíu suas relações de convivência também a partir de suas dificuldades e carências.
Nestes locais, além das questões de acesso aos meios de estrutura básica como: transporte, acesso à educação formal, atendimento médico e hospitalar, a segurança de ir e vir com tranqüilidade dentro da comunidade, os moradores negros também tinha como referencial as relações mais próximas e íntimas ligadas pelos sentimentos da ancestralidade. E tudo isso tendo a cidade de São Paulo como ponto principal de articulação entre estes sentimentos.
A cidade de São Paulo, então, transformou num palco de tensões e disputas por agentes históricos que se formavam num mesmo espaço. Estas disputas se dão no campo do reconhecimento da cidade de São Paulo que agrega culturas e condições de vivências diferenciadas, pois os processos migratórios trazem consigo formas e modos de vida diversos que se transformam em novo espaço. Esta ação conflitante, de busca de espaço, figura como luta de classes sociais surgidas a partir de experiências urbanas.
Gilson Nunes Vitório conta que ao chegar a São Paulo com sua família, vindos do interior da Bahia, ou melhor, da cidade litorânea de Ilhéus, se estabeleceu em cortiços no bairro da Liberdade, localizado na região central desta cidade.
Eu sou o Gilson Nunes Vitório, Gilson Negão, agora com 60 anos, e vou tentar buscar na minha memória um pouquinho aqui como eu comecei aqui algumas coisas, mas na verdade eu me lembro que eu mudei para Itaquera em 1959, eu morava na Liberdade, antes eu, eu sou, antes disso eu sou da Bahia, em Ilhéus, Bahia, fui criado uma parte da minha vida em Belmonte, que é Bahia também, e vim pra cá com 9 anos, em 1957. [...] E morei o primeiro período na Liberdade, que era onde tinha
muitos cortiços, né, essas coisas assim, e meu pai mudou para lá, alugou uma casa lá, uma casa de vários cômodos, como sempre de dono português, e de lá eu vim para Itaquera [...]67 (VITÓRIO, São Paulo, 2007).
Na maioria das vezes, esses cortiços - de propriedade de portugueses - em seus aspectos de precariedade, remetiam às lembranças de navios negreiros nos quais os vários grupos étnicos de negros africanos eram transportados, não dispondo de conforto algum. Isso nos faz refletir sobre as dificuldades de morar em cortiços, pois as famílias se alojavam num quarto pequeno, um único cômodo, e dividiam outros cômodos e áreas úteis como tanque, pia, varal, quintal, banheiro e a cozinha com as demais famílias que moravam naquele mesmo cortiço, em condições precárias, muitas vezes sem energia elétrica e sem saneamento básico. Na narrativa de Gilson, a imagem de navio negreiro é explicita:
[...] antes disso é uma passagem que é importante que é a gente falar da importância dos cortiços e um pouco dessa experiência do navio negreiro que era na Liberdade, um pouco dos cortiços que eram por aí e que os donos eram portugueses. Porque é uma experiência que ficou, assim, marcada tanto pra mim e pra a minha família que era a questão da, de se passar um pouco da humilhação, que lá era o seguinte, você tinha que pagar o aluguel no dia tal e quando vencia o aluguel ai o português passava de casa em casa batendo e cobrando, né, o aluguel das pessoas, humilhando e xingando, e tal né, e para algumas dessas pessoas como quem ficava em casa sempre as mulheres, até assediando as mulheres, e isso acontecia muito, né, se o aluguel atrasava um pouquinho, o português começava a assediar as mulheres como coisa que para compensar o atraso no pagamento do aluguel68
(VITÓRIO, São Paulo, 2007).
Gilson fala sobre a prepotência dos donos de cortiços, geralmente portugueses, que assediavam sexualmente as mulheres de seus inquilinos por ocasião da cobrança de aluguéis. Nesta situação, a mulher do negro e do pobre é julgada como um objeto sexual, moeda de troca que poderia substituir a cobrança do valor financeiro ou até um depósito de fiança, uma caução.
Nesse posicionamento autoritário, a sexualidade é jogada em primeiro plano como forma de desqualificar as condições e os princípios do outro, uma forma de humilhação.
67 VITÓRIO, Gilson Nunes. Fundador e Coordenador do Movimento Negro Fala Negão. Entrevista
realizada em sua residência, no bairro de Itaquera, Cidade Líder, São Paulo, em 06 de outubro de 2007.
Eu me lembro que era bem garotão, mas eu me lembro que esse período, era um período difícil, que às vezes, não só a minha mãe, como a maioria das mulheres, preferiam nem falar com o marido essa questão desse assédio porque, para evitar conflitos em família, primeiro que não ia ter como mudar dali para outro lugar, porque não tinha dinheiro disponível, né, então guardava pra si aquele assédio, mas sentiam humilhadas e tal, nem contavam para os maridos a questão da humilhação, foi aí que surgiu a oportunidade do amigo do meu padrasto que disse: “Ah, Itaquera está vendendo uns lotes de terreno, eu comprei dois lá”, que na época eu acho que era Cr$3,00 (três cruzeiros) o lote, né, aí meu padrasto veio aqui viu o lote, minha mãe também se entusiasmou a comprar e vieram para cá69 (VITÓRIO, São Paulo, 2007). Morar no centro da cidade implica, por um lado, em lidar com adversidades, precariedade das moradias, o alto valor de aluguéis, e por outro lado, certa comodidade de se estar próximo aos locais de trabalho, bem como relações construídas nestes espaços. No caso de Gilson Vitório observamos sua preocupação com essas questões. Permanecer no centro significava a continuidade de suas insatisfações.
Porém, mesmo com estas dificuldades, havia alguns benefícios em morar no bairro da Liberdade, pois estavam próximo ao centro e poderiam se deslocar a pé ao trabalho e aos locais de convivência. O bonde permitia seu deslocamento pelo centro da cidade nas feiras, na roda de samba, no comércio, no convívio com familiares, enfim na conquista da cidade, a qual sentia pertencer.
Refletindo sobre a fala de Gilson Vitório percebemos a importância da moradia como condição de permanência e realização na cidade. Isto explica a busca pela aquisição da casa própria. Porém, a saída do bairro da Liberdade, para sua família, significou uma nova saída para novos horizontes que apontavam para a Zona Leste da cidade de São Paulo, mais precisamente para o bairro de Itaquera. Este ponto leste, localizado na cidade de São Paulo, apresenta-se então como um campo de oportunidades que a própria cidade abria para seus migrantes, como o direito de pertencimento a partir da aquisição de um bem próprio, a moradia.
Para Gilson Vitório, sair da liberdade significou a perda de suas referências afetivas com o bairro, com os amigos, com a escola.
Eu resisti no primeiro momento, porque tava acostumado ali na Liberdade, toda a facilidade, bonde, né, essas coisas, a gente locava o bonde até o centro era quinze minutos a pé, ou se não locava o bonde e
descia ali na Liberdade e tinha facilidade das coisas, tinha facilidade da cultura, no Lavapés, na Galvão Bueno, e esse foi praticamente o meu primeiro contato com a cultura, com a escola de samba.
Eu morava na rua de cima, da Liberdade, e era só descer a rua São Joaquim, eu já saia na primeira escola de samba que era a Galvão Bueno, e andava mais uns trezentos ou quatrocentos metros, atravessava a rua de baixo, e saia na Escola de Samba Lavapés.
[...]
A partir de 1959, nós mudamos para Itaquera, e pra mim Itaquera foi uma resistência danada, porque Itaquera era um lugar que só tinha mato, não tinha ninguém, tá, então primeiro porque eu não queria vir, queria fugir, ficar por lá. Minha mãe, “não, não, você tem que ficar aqui”, até cheguei a arrumar um quartinho pra ficar por lá, e tinha muitos amigos, a garotada que eu conhecia era tudo lá, mas com o passar do tempo a gente veio70 (VITÓRIO, São Paulo, 2007).
Em duas ocasiões diferentes, ao abordar a resistência em sair do centro da cidade, Gilson Vitório enfatiza as razões de tais dificuldades: suas principais referências estavam lá. Aos onze anos de idade esses sentimentos de pertencimento e de construção da própria vivência estavam presentes para além de suas necessidades de infância, na idéia de alugar um quarto para permanecer no bairro e preservar as “raízes” que ali iam se formando.
[...] os habitantes da cidade deslocam-se e situam-se no espaço urbano. Nesse espaço comum, que é cotidianamente trilhado, vão sendo construídas coletivamente as fronteiras simbólicas que separam, aproximam, nivelam, hierarquizam ou, numa palavra, ordenam as categorias e os grupos sociais em suas mútuas relações. Por esses processos, ruas, praças e monumentos transformam-se em suportes físicos de significações e lembranças compartilhadas, que passam a fazer parte da experiência ao se transformarem em balizas e identidades e fronteiras de diferença cultural e marcos de pertencimento71
(ARANTES NETO, 2000, p. 106).
Nas análises sobre a cidade feitas por Antônio Augusto Arantes, percebemos que o autor reflete sobre as questões de luta de classes na disputa pelo espaço da cidade. Este processo também é percebido na entrevista de Gilson Vitório que, mesmo com todas estas situações de mudança para uma região mais distante do centro da cidade de São Paulo que lhes foram impostas e, portanto difíceis de aceitar, a análise de Arantes no ajuda a entender, nas lembranças de Gilson Vitório, a importância que as ruas percorridas em sua infância tiveram na sua formação. Mesmo assim, em 1960, após dois anos de resistência a ida para a Zona Leste de São Paulo, passou a se reunir com outras
70 Cf. VITÓRIO, 2007, referência 67 da página 54.
pessoas da comunidade da Vila Jussara, na Cidade Líder, Zona Leste da cidade de São Paulo, que haviam passado por situações similares.
A partir dessas reuniões passou-se a relacionar e aceitar a mudança, organizando festas, muitas vezes com a intenção de esquecer os problemas de sobrevivência do dia-a-dia. Além de ter a possibilidade de conseguir conviver com pessoas que se encontravam na mesma situação de dificuldades de adaptação nos bairros distantes do centro da cidade de São Paulo, e estes parcos e raros momentos os faziam esquecer, momentaneamente, da dificuldade de morar naquele bairro, consolidando, assim, as relações com os seus iguais.
Presenciar a formação dos “vilarejos” fez com que muito lentamente fosse se acostumando com a vida naquela comunidade da Zona Leste da cidade de São Paulo. Os moradores começaram a se organizar e, a partir de 1962 e 1963, essas pessoas que buscavam melhores condições de infra-estrutura, de moradia e lazer, passaram a se articular:
Fui me identificando aqui com o bairro, fui ficando por aqui, aí fazendo amizades, na formação da vila, que é a Vila Jussara, fazendo amizade na formação da vila, aí eu fui me identificando um pouco aqui, aí formamos, eu era garoto, né, tinha uma sociedade amigos ali que o pessoal formou, para reivindicar melhorias aqui pro bairro, isso em 1962, 1963, era um período que tava, era período da ditadura ali né, estava se organizando a sociedade amigos de bairro e aí uns negócios aqui e começamos a trabalhar isso.
E a partir daí comecei a me envolver com a, com essa questão, porque, eu me lembro que o pessoal da sociedade amigos resolveram fazer a festa das crianças, né, a festa de Cosme e Damião, e resolveu fazer a festa das crianças, e foi ajuntando brinquedo, bala e doce, foi pedindo pro pessoal, daí eu participei um pouco disso, e eu comecei a me engajar nessa, eu me lembro mesmo, que eu comecei a me engajar nessa luta, assim na questão mais social, né72 (VITÓRIO, São Paulo,
2007).
A insatisfação em ter de vir morar em Guaianases, e sentir-se obrigada a esta realidade, é igualmente sentida por Maria da Penha Nascimento de Campos.
Nós morávamos no Ipiranga, na zona sul, mas em decorrência da alta dos imóveis lá nós acabamos como a maioria da população da periferia, é tirada de um ponto central, de um ponto onde tinha uma melhor estrutura para a periferia.
Moro em Guaianases, Zona Leste, já há 53 anos, vim para Guaianases, e pra nós enquanto criança foi muito legal porque a zona sul já tinha uma infra-estrutura, já era um lugar que as ruas já eram cimentadas, as crianças já estavam restringidas a alguns lugares, e quando a minha
família veio para cá por conta de uma situação já econômica e até pela mentalidade na época da minha família, que nós tínhamos que ter um teto nosso.
Minha mãe era uma pessoa muito empreendedora, então nós viemos pra cá, e pra nós crianças foi muito legal, nós passamos a ter rua, a ter barro pra pisar, pra sujar, tivemos infância neste ponto, uma infância diferente de que teria na zona sul, mas na época em que a gente não tinha esse entendimento, mas isso reflete o que o povo negro sofreu no país, né, que enquanto o lugar tá ruim fica todo mundo, quando o lugar começa a melhorar, começa a ver uma diferença entre negros e brancos73
(CAMPOS, São Paulo, 2007).
Ao refletir sobre as condições de vivências de Maria da Penha, percebe-se que há um diferencial importante devido ela ter acesso à educação, porém sua realidade foi igualmente regada de preconceitos. Por ser uma negra com uma beleza ímpar e alegria contagiante nas rodas de samba, tornou-se uma figura que ao mesmo tempo em que era admirada pelas pessoas do grupo, era também criticada por outras. Lidando assim com a incompreensão e suportando as mesmas atitudes que tanto marcaram sua trajetória de vida.
Maria da Penha buscou se ajustar, moradora do bairro do Ipiranga região central da cidade de São Paulo, e justifica sua ida à Zona Leste desta capital, à questão de especulação imobiliária no bairro ou na região do Ipiranga, na década de 1960. Essa especulação fez com que o custo de vida na região ficasse muito caro, provocando a diminuição das condições de vida e as possibilidades de permanência de certa parcela da população no local.
Educadora social, assim Maria da Penha se reconhece, e participando dos movimentos em defesa da mulher negra, se engajou com grupos74 de mulheres negras, como Corrente Viva e Casa da Cultura da Mulher, para buscar uma melhoria nas condições de vida na região em que agora se encontrava, na Zona Leste da cidade de São Paulo, em bairros distantes do centro deste município, mesmo porque os bairros mais próximos da cidade de São Paulo pertencentes à Zona Leste também passavam por transformações no ramo imobiliário.
73 Cf. CAMPOS, 2006, referência 43 da página 39.
74 Corrente Viva – Rede de compromisso social que visa fortalecimento de identidades sociais.
Com sede na rua Cancioneiro de Évora, nº 125, São Paulo/SP. Ligada ao Movimento Negro Fala Negão Fala Mulher, por meio de eventos e ações relacionadas à negritude e as carências dos bairros da cidade de São Paulo. Casa de Cultura da Mulher – Entidade direcionada a atividades de assistência e orientação jurídica para mulheres jovens e meninas sobreviventes da violência racial, violência domestica e direitos das mulheres no encaminhamento para o serviço público e dando assistência nos processos dos anos anteriores em andamento. Disponível em: http://www.casadeculturadamulher.org.br. Acesso feito em 05/06/2008.
A especulação imobiliária a partir da década de 1990 também se faz presente na Zona Leste de São Paulo, onde seus bairros mais próximos do centro da cidade de São Paulo recebem investimentos tanto na infra-estrutura de iluminação pública, saneamento básico, postos de saúde, pavimentação de ruas, transporte metroviário como também pelas construtoras de condomínios privados,
shopping center, e redes de abastecimento como hipermercados.
Neste caso falo dos bairros da Mooca, Bresser, Belém e Tatuapé, considerado pelo setor imobiliário como Zona Leste 1 (um). A Zona Leste que procuro trabalhar é considerada como Zona Leste 2. Podemos localizar, no mapa a seguir, os bairros mais distantes do centro da cidade de São Paulo, tendo suas fronteiras de até quarenta e cinco quilômetros do centro da cidade, isto é, do marco zero - praça da Sé – até limites de São Matheus com a cidade de Mauá, tendo como referencial a avenida Sapopemba75, considerada a maior avenida do Brasil e a terceira no mundo, com aproximadamente quarenta e cinco quilômetros de extensão, que liga o centro da cidade de São Paulo aos limites com Mauá e Ribeirão Pires.
O mapa da figura número 1 trata-se da cidade de São Paulo, dividida em cinco regiões, onde podemos perceber a Zona Leste, a zona norte, a zona oeste, a zona sul e o centro da cidade. No mapa da figura número 2 destacamos a Zona Leste 2 na cor amarelo e a Zona Leste 1 na cor azul escuro, já os municípios limítrofes na cor azul claro, e as demais zonas de São Paulo estão na cor cinza.
75 Sapopemba, a maior avenida do Brasil e a terceira no mundo,
Figura 1 – Mapa de São Paulo.
Zona Sul
Figura 2 – Mapa da Zona Leste de São Paulo e outros municípios. Centro e zona norte da capital de São Paulo. Zona Leste 1.
Municípios que fazem limites com a Zona Leste da cidade de São Paulo.
Neste contexto, o Movimento Negro Fala Negão Fala Mulher interage nas relações de lugares na Zona Leste e suas ações são estabelecidas a partir da