VIII BÖLÜM Gaznalar we ätiýaçlyklar
4.5. Kärhanada buhgalterlik hasabynyň resmileşdirilişi
Com sede em Paris, França, a OCDE25 é uma organização internacional e intergovernamental que agrupa os países mais industrializados da economia do mercado. Os membros da OCDE são economias de alta renda com um alto Índice de Desenvolvimento Humano – IDH (estatística composta a partir de dados de expectativa de vida ao nascer, educação e PIB per capta), considerados países desenvolvidos, com exceção do México, do Chile e da Turquia, descritos como economia média alta pelo Banco Mundial. Na OCDE, os representantes dos países membros se reúnem para trocar informações e definir políticas com o objetivo de maximizar o crescimento econômico e o desenvolvimento.
Renomeada em 30 de Setembro de 1961, com atuação mundial, a OCDE sucedeu à Organização para a Cooperação Econômica Europeia (Apêndice I), criada em 16 de Abril de 1948, para ajudar a administrar a reconstrução da Europa após a Segunda Guerra Mundial. Partilham, também, os seus conhecimentos e troca de ideias com mais de 100 outros países e 24 O Plano Marshall foi um plano econômico criado nos Estados Unidos, em 1947, pelo então secretário de Estado George Marshall. Seu principal objetivo era possibilitar a reconstrução dos países capitalistas no pós- guerra. O auxílio foi concretizado, principalmente, através de empréstimos financeiros.
25A história da OCDE está disponível em: <http://www.cgu.gov.br/ocde/sobre/informacoes/index.asp> e <www.oecd.org>.
economias, desde o Brasil, China e Rússia até aos países menos desenvolvidos da África. O Secretário-Geral é, desde 1º de junho de 2006, o mexicano José Ángel Gurría Treviño.
Originalmente, vinte países firmaram a Convenção da OCDE em 14 de dezembro de 1960 (Apêndice II). Desde então, mais 14 países se tornaram membros da Organização. Os objetivos da OCDE são:
Realizar a maior expansão possível da economia, do emprego e do progresso da qualidade de vida dos países membros, mantendo a estabilidade financeira e contribuindo assim com o desenvolvimento da economia mundial.
Contribuir com uma expansão econômica saudável nos países membros, assim como nos países não membros.
Favorecer a expansão do comércio mundial sobre uma base multilateral e não discriminatória, conforme as obrigações internacionais.
A organização estabelece também os seguintes compromissos com os países membros: Compartilhar informações nas áreas sensíveis de trabalhos para os países. Desenvolver programas de cooperação em nível nacional e regional.
Dar assistência aos governos e aos cidadãos dos países no aproveitamento dos benefícios do comércio internacional.
Promover um bom governo em todos os níveis governamentais e empresariais. Estimular a transparência e a igualdade na regulação e nos sistemas e regras de concorrência.
Lutar contra a corrupção e a lavagem de dinheiro, bem como promover a conduta ética. Impulsionar o princípio da rentabilidade dos poderes públicos e da participação dos cidadãos nas tomadas das decisões.
Incentivar a adoção das medidas que promovam maior estabilidade econômica. Favorecer a cooperação entre os governos para trabalhar no fortalecimento do comércio multilateral.
Incentivar a expansão dos serviços financeiros e a inversão internacional; Promover boas práticas internacionais.
A princípio, tais objetivos parecem distantes da educação e nela não influenciam. Entretanto, o desenvolvimento econômico, desde meados do século XX, depende de mão de obra bem qualificada, o que não se pode fazer apenas com o treinamento para o trabalho que ocorre no âmbito da fábrica. Recursos intelectuais e raciocínio abstrato são fundamentais e só podem ser desenvolvidos no âmbito da educação formal. Por isso, no âmbito da OCDE, a educação escolar tornou-se prerrogativa.
Nesse contexto, podem ser iniciadas as aprendizagens dos quatro pilares e também o desenvolvimento humano proposto por Morin (2000), já que a criação da OCDE abriu um canal importante para inspiração e estímulos de desenvolvimento na área da educação e apresentou-se como forma de orientar soluções para as expectativas e os problemas nessa área.
O texto adotado pela Cúpula Mundial de Educação, em 2000, conhecido como Declaração de Dakar, traz informações, em seu artigo 6º, que dialogam com as premissas expostas:
A educação enquanto um direito humano fundamental é a chave para um desenvolvimento sustentável, assim como para assegurar a paz e a estabilidade dentro e entre países e, portanto, um meio indispensável para alcançar a participação efetiva nas sociedades e economias do século XXI. Não se pode mais postergar esforços para atingir as metas de Educação Para Todos. As necessidades básicas da aprendizagem podem e devem ser alcançadas (Declaração de Dakar, in: UNESCO, 2001).
A OCDE é uma organização global que visa a ajudar os governos-membros a desenvolverem melhores políticas nas áreas econômicas e sociais. As questões tratadas pelos países-membros refletem as principais preocupações atuais de seus líderes e cidadãos; entre elas, a busca do enriquecimento do capital humano das nações por meio da educação e do aprimoramento constante dos sistemas de ensino.
O programa de educação da OCDE pretende melhorar os indicadores internacionais de desempenho educacional. Para tanto, o grupo investe diretamente na melhoria das medidas de resultados, organizando pesquisas internacionalmente comparáveis, focando especialmente medidas de habilidades e competências necessárias para dar respostas compatíveis aos atuais desafios mundiais.
O projeto educacional da OCDE está embasado em uma linha de trabalho e pesquisa relacionada às políticas educativas dos governos dos Estados membros. Tal proposta enfoca a avaliação externa dos sistemas educacionais. O seu objetivo principal é estabelecer estatísticas básicas sobre financiamento, acesso, progresso e conclusão dos estudos, ambiente de aprendizagem e resultados do rendimento em conteúdos básicos obtidos a partir da aplicação de provas únicas. A partir de tais avaliações são apresentados resultados que permitem comparações entre os países participantes, estabelecendo indicadores de qualidade em educação.
Dentre os principais instrumentos que buscam avaliar o desempenho acadêmico dos estudantes do mundo inteiro, tendo em vista alcançar os objetivos indicados por Mello (2005)26 e Hargreaves (2004), e desenvolvidos pela OCDE, o PISA – Program for
International Student Assessment27 – tem se destacado pela tentativa de realizar uma mensuração desse desempenho, visando a estabelecer parâmetros de credibilidade capazes de inferir níveis de qualidade no ensino. Nessa mesma direção, a pesquisa TALIS – Teaching and Learning International Survey – tem possibilitado compreender o ambiente de aprendizagem e as condições de trabalho que as escolas oferecem aos professores das séries finais do Ensino Fundamental. Na sequência do capítulo, serão apresentadas as duas pesquisas, considerando suas finalidades, metodologias e resultados obtidos no Brasil.