B. Dahilî Kaynaklar
1. Kâhin Olduğu İddiası
Ciberespaço e cibercultura, assim como tantas outros termos prefixados por ciber, são forjados a partir da microinformática. Para desvelar os aparatos, os fenômenos, os elementos, enfim, a ambiência digital do corpus deste estudo, a
webnovela, é preciso historiar e conceituar técnica, tecnologia, ciberespaço e cibercultura.
O conceito é um dos principais ferramentas do pesquisador. Ele possibilita revelar características, constituição e particularidades dos objetos estudados. Através desse conhecimento, é possível organizar e estruturar esta investigação em busca de soluções ao problema proposto: os gêneros eletrônicos analógico- digitais são ou não recriações. Busca-se aqui diferenciar técnica e tecnologia. A primeira é decisiva na elaboração de narrativas onde o autor emprega técnicas conhecidas, centenárias, apropria-se do saber-fazer de outros; já a segunda, tecnologia, relaciona-se com os aparatos que materializam e difundem a obra. O encontro de técnica e tecnologia se dá na cibercultura, abrigo das comunidades virtuais e espaço onde as peças são gestadas, formatadas e expostas.
A distinção entre técnica e tecnologia é dificultada pela recusa de alguns pesquisadores contemporâneos em conceituar os dois termos. Não definem tecnologia porquanto alegam ser uma “questão semântica estéril” (GAMA, 1987, p. 38). Diante disso, empregam técnica e tecnologia como se fossem sinônimos, como é o caso de Pierre Lévy. Mesmo reconhecendo a afinidade, o parentesco entre técnica e tecnologia, esta tese entende, assim como tantos outros pesquisadores (Rüdiger, Vargas, Gama), que elas são distintas e, portanto, devem ser conceituadas para que não sejam empregadas de forma equivocada.
A técnica e a linguagem nascem com o homem; são, portanto, tão antigas quanto ele. Desta forma, “só é humano aquele ser que possui a capacidade de se comunicar pela linguagem e a habilidade de fabricar utensílios pela técnica” (VARGAS, 1994, p. 171). Contudo, a techné, expressão da qual a técnica é
etimologicamente originária, surge somente na Grécia Clássica. O conceito grego de techné (ars em romano) é sinônimo de arte, mas é mais abrangente que a ars
latina, isso porque se baseia no conhecimento empírico de um objeto ou ação útil ao homem. Esse conhecimento somente se concretiza como aplicação prática e não como elemento contemplativo.
As ‘techné’ gregas eram, em princípio, constituídas por conjuntos de conhecimentos e habilidades profissionais transmissíveis de geração a geração. São desse tipo de saber a medicina e a arquitetura gregas. Também são ‘techné’ a mecânica, entendida essa como a técnica de fabricar e operar máquinas de uso pacífico ou guerreiro, e os ofícios que hoje chamamos de “belas artes”. Ao lado dessas havia também, uma ‘techné’ exata como, por exemplo, a utilização das matemáticas na agrimensura e no comércio. Mas não se deve entender ‘techné’ sempre como um saber operativo – manual [...] No “Protágoras”, estende Platão ainda mais o conceito para abranger a arte política – isto é – um saber dirigido aos fins práticos de governo, baseado nas virtudes cívicas para as quais, não só o aprendizado, como também o exercício requeriam uma ‘techné’ (VARGAS, 1994, p. 18).
Entendida como um saber que pode ser desenvolvido, a técnica é aprendida por formas verbais, manuais, obras técnicas, ferramentas, instrumentos e máquinas. Para tanto, conta com a habilidade e o talento do ser humano para fazer coisas específicas. A técnica não é teórica, isso porque não se dedica em explicar, compreender, descrever, mas apenas em fazer ou conseguir coisas.
Em José Ortega Y Gasset, a técnica é considerada um conjunto de atos praticados pelo homem para modificar, reformar a circunstância ou a natureza
para que ele possa viver melhor, ou seja, “é a adaptação do meio ao sujeito” (1963, p. 17). Já o animal é considerado atécnico, por isso deve ajustar-se à natureza sob o risco de morrer quando não encontra o que necessita.
A evolução técnica – na visão de Ortega y Gasset – compreende três fases: técnica do acaso, técnica do artesão e técnica do técnico. A primeira refere-
se ao homem primitivo (natural), que não percebe a sua própria técnica, sua capacidade de reformar a natureza. A invenção é fruto de acaso, probabilidades e creditada à natureza. Os atos técnicos são escassos, o que coloca o primitivo como “minimamente homem e quase todo ele puro animal” (ORTEGA Y GASSET, 1963, p. 76). O segundo estágio, técnica do artesão, compreende a época da
velha Grécia, Roma pré-imperial e a Idade Média. Os atos técnicos aumentam; contudo, o homem ainda não se dá conta que existe técnica. Sabe, porém, que existem técnicos homens, possuidores de habilidades especiais. É o período de mestres e aprendizes, onde a técnica artesanal é passada de geração em geração. Não se produz máquinas e sim instrumentos; com isso, o homem continua como protagonista do processo. O artesão é ao mesmo tempo técnico e operário. A técnica do técnico surge junto com a ciência física131. O homem se dá
conta que a técnica é “um manancial de atividades humanas, em princípio, ilimitadas” (ORTEGA Y GASSET, 1963, p. 83). Alguns homens se tornam operários, auxiliares das máquinas; outros se valem de teorias para projetá-las, inventá-las e mantê-las. Para Gama e Vargas, a orteguiana técnica do técnico
pode ser entendida como tecnologia.
Com a ressalva de que a técnica do técnico é a tecnologia, Milton Vargas
concorda com os estágios propostos por Ortega y Gasset e acrescenta fundamentos filosóficos para reforçá-los. O desenvolvimento da técnica começa de uma forma mítica, onde o homem primitivo acredita que o saber fazer é revelado por deuses. Entre os séculos VII e IV a. C., o conhecimento dos mitos, da alma coletiva, passa a ter a autoria individual, através de deus-homem, sábio e profeta. Surgem as sabedorias orientais do antigo livro chinês Tao te ching, os
aforismos de Confúcio e os sermões de Buda. No ocidente, emergem os profetas judaicos, a sabedoria da epistéme theoretiké, ligada à filosofia grega e às religiões
monoteístas, como o islamismo e o judaísmo. A técnica ganha uma nova configuração.
As técnicas deixaram de ser atividades míticas para se transformarem num tipo de saber-fazer, obtido através do aprendizado baseado na experiência sensível e em ensinamentos transmitidos de geração em geração ou transcritos em tratados [...] tal tipo de saber-fazer prolongou-se, através da Idade Média e chegou aos nossos tempos com o título de ‘técnicas’ (VARGAS, 1994, p. 177).
Na visão dos técnicos, a natureza pode ser manipulada, reformada, modificada; entretanto, nem tudo pode ser resolvido somente com a prática, o saber-fazer. A tecnologia nasce para solucionar os problemas técnicos através de teorias e métodos científicos. A diferença entre técnica e tecnologia passa obrigatoriamente pela compreensão de ciência e teoria. A ciência nasce da
epistéme theoretiké, um saber teórico criado por filósofos da Jônia, Grécia, no
século VI a.C. A palavra grega epistéme significa saber, já theoria do verbo theorein pode ser traduzida por ver.
[...] ‘epistéme theoretiké’ é o saber pelos ‘olhos do espírito’, capazes, segundo os gregos, de descobrir a realidade como ela na verdade é. Teoria liga-se assim à verdade; em grego, “verdade” se diz
aletheia – o que está descoberto (VARGAS, 1985, p. 14).
O embrião da teoria é a hipótese, uma proposição, suposição, antecipação sobre um fato ou fenômeno a ser estudado e carente de comprovação. Nesse sentido, a teoria parte da contemplação para a atividade e pode ser aplicada em tudo que o homem encontra e observa. Segundo Vargas (1994), uma teoria da realidade humana, psicológica ou social, mesmo não sendo verdadeira, pode mudar essa realidade, isso porque, além de compreender, explicar, descrever o ser humano, a teoria tem a capacidade de propor novos caminhos.
Vargas localiza no período renascentista (século XVII) o surgimento da Ciência Moderna e, com ela, a tecnologia.
No início do século XVII, dois fatos cooperaram para o aparecimento da tecnologia como uma aproximação da técnica com a ciência moderna. O primeiro foi o aparecimento, na Europa, de uma crença de que tudo que pudesse ser feito pelo homem poderia sê-Io por intermédio de conhecimentos científicos. O segundo foi que a ciência experimental exigia, para seus experimentos, instrumentos de medida
precisos que teriam de ser fabricados ou por cientistas com dotes artesanais ou por artesãos, informados pelas teorias científicas.
Essa, sem dúvida, foi a origem da tecnologia como utilização das teorias científicas na solução de problemas técnicos (VARGAS, 1994, p. 13).
O filósofo e matemático Christian Wolff é o primeiro a adotar, em meados do século XVIII, o conceito de tecnologia como conhecimento científico. Em 1777, Johan Beckmann cria a disciplina tecnologia na Universidade de Götingen. Rüdiger ressalta, porém, que antes, em 1670, Blount emprega a palavra tecnologia na obra Glossographia para descrever “ofícios, artes e manufaturados” (2007, p. 35).
Na era moderna, a tecnologia ao ser apropriada muda a cognição humana e as ambiências cultural, social, econômica e política, isso porque carrega a verdade da ciência acrescida da utilidade comprovada. Mas o determinismo tecnológico é apontado por muitos segmentos como um mal, um perigo para a sociedade. Manuel Castells discorda; para ele, a sociedade e a tecnologia são frutos de um processo de interação, isto é, “a tecnologia é a sociedade, e a sociedade não pode ser entendida ou representada sem suas ferramentas tecnológicas” (1999, p. 25). Vargas também defende a tecnologia. Para ele, o emprego ou não de uma tecnologia é de responsabilidade dos filtros sociais, como opinião pública e órgãos de orientação, gerenciamento e política científico- tecnológica. São eles que decidem sobre a aplicação e de que forma a tecnologia deve ser empregada. À luz da axiologia e ética, cabe aos filtros sociais o julgamento de juízos e de regras.
Deixar de utilizar as tecnologias relacionadas com a energia nuclear, computação eletrônica ou genética, por serem julgadas ‘perigosas’ para a humanidade, é renunciar a viver no mundo contemporâneo. Por outro lado, todos os problemas relacionados com a poluição e degradação do ambiente só podem ser resolvidos pela tecnologia e não pela ética (VARGAS, 1994, p. 185).
Por ser teórica, mental, uma maneira de ver o mundo, a tecnologia não pode ser comprada, vendida, importada, exportada; isto é, “ela é algo que, quando não se tem, deve-se aprender” (VARGAS, 1994, p. 182). Ela ganha corpo quando a sociedade reconhece a sua utilidade e passa a dominar o saber tecnológico; portanto, o país que comprar instrumentos, máquinas, equipamentos
e não habilitar a população fatalmente vai estar à margem das inovações tecnológicas. Mas, para que a sociedade se aproprie desse saber, é preciso promover uma série de ações, entre elas, políticas de Estado para a acessibilidade tecnológica. Vargas sugere restringir as patentes somente a produtos industriais e métodos de fabricação. Para ele, não se deve “patentear um conhecimento ou teoria tecnológica” (1994, p. 186), que devem ser patrimônio da humanidade. O sucesso ou fracasso tecnológico de um país também passa, na visão de Castells, por ações de governo e de instituições sociais.
A tecnologia expressa a habilidade de uma sociedade para impulsionar seu domínio tecnológico por intermédio das instituições sociais, inclusive o Estado [...] Não é diferente no caso da revolução tecnológica atual. Ela originou-se e difundiu-se, não por acaso, em um período histórico de reestruturação global do capitalismo, para o qual foi uma ferramenta básica. Portanto, a nova sociedade emergente desse processo de transformação é capitalista e também informacional (CASTELLS, 1999, p. 31).
Ao penetrar na ambiência digital, a diferenciação entre técnica e tecnologia é evidenciada. Não se pode sinonimizar os conceitos sob o risco de perder o foco da pesquisa. Ao abordar a recriação dos gêneros eletrônicos analógico-digitais, esta tese promove o diálogo entre técnica e tecnologia empregada nas formas genéricas. Por isso, a análise vale-se de elementos observáveis em áreas, como: social, econômica, política e cultural. Antes de abordar o ciberespaço e na cibercultura, ambientes onde a webnovela se constitui, partilha-se aqui da diferenciação conceitual entre técnica e tecnologia proposta Ruy Gama:
Técnica: conjunto de regras práticas para fazer coisas
determinadas, envolvendo a habilidade do executor e transmitidas verbalmente, por exemplo, no uso das mãos, dos instrumentos e ferramentas e das máquinas. Alarga-se freqüentemente o conceito para nele incluir o conjunto dos processos de uma ciência, arte ou ofício, para obtenção de um resultado determinado com o melhor rendimento possível.
Tecnologia: estudo e conhecimento científico das operações
técnicas ou da técnica. Compreende o estudo sistemático dos instrumentos, das ferramentas e das máquinas empregadas nos diversos ramos da técnica, dos gestos e dos tempos de trabalho e dos custos, dos materiais e da energia empregada. A tecnologia implica na aplicação de métodos das ciências físicas e naturais e, como assinala (com propriedade, mas não com primazia) Alain Birou, também na comunicação desses conhecimentos pelo ensino técnico (GAMA, 1987, p. 30-31, grifo do autor).
O cenário do ciberespaço formata-se a partir de técnica e tecnologia. O homem vale-se da técnica para operar equipamentos, ligar computadores, acionar programas, conectar-se e navegar na Web. Para isso, conta com a habilidade do
executor, que aprende através de ensinamentos prático, verbal, manual ou nos próprios softwares. Além disso, a técnica é empregada na construção de estrutura, enredos, cenários, enfim, na elaboração de narrativas. Já a tecnologia é a responsável por projetos, metodologia científica, idealização de programas e conexões; enfim, emprega o saber teórico para viabilizar as condições técnicas e práticas para o funcionamento do ciberespaço. Segundo Pierre Lévy, ciberespaço, uma palavra criada em 1984 por William Gibson na obra de ficção científica
Neuromancer, “é o novo meio de comunicação que surge da interconexão
mundial dos computadores” (LÉVY, 2000, p. 17). Lévy emprega o termo como sinônimo de rede, ou seja, é o palco que abriga a infra-estrutura material da comunicação digital, as informações e os executores, utilizadores (internautas).
O ciberespaço é o ambiente de diversos gêneros discursivos, de interatividade, enfim, de fluxo informacional.
Uma vez que uma informação pública se encontra no ciberespaço, ela está virtual e imediatamente à minha disposição, independente das coordenadas espaciais de seu suporte físico. Posso não apenas ler um livro, navegar em um hipertexto, olhar uma série de imagens, ver um vídeo, interagir com uma simulação, ouvir uma música gravada em memória distante, mas também alimentar essa memória
com textos, imagens etc. Torna-se possível, então, que comunidades dispersas possam comunicar-se por meio do compartilhamento de uma telememória na qual cada membro lê e escreve, qualquer que seja sua
posição geográfica (LÉVY, 2000, p. 93-94, grifo do autor).
Uma das principais características do ciberespaço é a forma aberta e facilitadora de se incluir, disponibilizar, modificar, intervir em informações e conhecimentos via rede. É construído a partir da simbiose de multimídia (vídeo, áudio, texto, gráfico, fotografia, animação) e o saber-fazer, a habilidade, a criatividade, a bagagem de conhecimento do usuário. Para André Lemos, “o ciberespaço é um espaço sem dimensões, um universo de informações navegável de forma instantânea e reversível” (2002, p. 137). Lúcia Santaella resume o ciberespaço como “o espaço que se abre quando o usuário conecta-se a rede” (2004, p. 35).
O aparecimento e a permanência do ciberespaço refletem o desejo da sociedade em sair do isolamento e interconectar-se. Essa também é a premissa básica da cibercultura, conceituada por Lévy como o “conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço” (2000, p. 17). O crescimento e a diversidade de comunidades virtuais no ciberespaço promovem, segundo Santaella, uma nova cultura: a cibercultura.
André Lemos (2002) situa o nascimento da cibercultura em meados da década de 70, com o advento da microinformática. Entretanto, o pesquisador ressalta que o conceito está presente nos anos 50 com a cibernética, ganha corpo nos anos 80 e populariza-se nos anos 90, principalmente com a Internet.
As comunidades virtuais, formadoras da cibercultura, promovem interatividade, comunhão de conhecimentos, pensamentos e valores comuns em um local familiar mais ou menos estável.
A cibercultura é a expressão de construção de um laço social, que não seria fundado nem sobre links territoriais, nem sobre relações institucionais, nem sobre as relações de poder, mas sobre a reunião em torno de centros de interesses comuns sobre o jogo, sobre o compartilhamento do saber, sobre a aprendizagem cooperativa, sobre processos abertos de colaboração. O apetite para as comunidades virtuais encontra um ideal de relação humana desterritorializada, tranversal, livre. As comunidades virtuais são os motores, os atores, a vida diversa e surpreende do universal por contato (LEVY, 2000, p. 130).
A técnica e a tecnologia, tal qual concebidas nesse subcapítulo, são fatores determinantes na constituição e permanência da cibercultura. A facilidade e velocidade de acesso à rede, a evolução de interfaces, computadores, sites de busca, entre outros fatores proporcionados pela tecnologia, ajudam na pluralização e crescimento das comunidades virtuais.
Ancorado em conceitos de tribalismo, presenteísmo, formalismo, vitalismo e formismo de Michel Mafesoli, Lemos estuda a cibercultura a partir socialidade; esta caracteriza-se por ações efêmeras, dispersas, banais, estéticas, lúdicas, eróticas. A tecnologia na modernidade é caracterizada pelo racionalismo e separação; no entanto, na contemporaneidade, no entender de Lemos, “parece transformar-se numa ferramenta convivial e comunitária” (2002, p. 87). Além
disso, os usuários amadores passam a deter técnicas textuais, gráficas, fotográficas, audiovisuais, ampliando o leque interativo entre os participantes de comunidades virtuais.
A cibercultura, na visão de Lévy (2000), é construída em cima de três princípios. Primeiro, a interconexão via Internet proporciona a interação entre os indivíduos e, portanto, troca de informações. Em segundo lugar, aparecem as comunidades virtuais, constituídas sobre afinidades de interesses, conhecimentos, projetos comuns, em um processo de troca, cooperação, independente das distâncias geográficas e das filiações institucionais. O terceiro, a inteligência coletiva, é a perspectiva espiritual, a finalidade última da cibercultura.
É imprescindível à constituição de uma webnovela interativa o diálogo entre técnica, tecnologia e cibercultura. Isso porque esses elementos fazem parte de todo o processo, desde composição compartilhada de produção estética e narrativa até a difusão com aumento da velocidade de downloads e a melhoria na qualidade de apresentação das obras.