III. Haftalık Haber Dergiciliği
1.7. Siyasi Faaliyetleri
2.2.1. Demokrasimizin İsmet Paşalı Yılları (1944–1973)
2.2.1.7. İsmet Paşa’nın Son Yılları (1965–1973)
Muitos países observaram que o turismo é uma boa forma de captação de divisas, e que supera muitas vezes o valor de suas exportações, isso fez com que autoridades governamentais se interessassem e se preocupasse com o desenvolvimento da atividade no seu território.
Pode-se dizer que o começo das atividades turística no Brasil surgiu em 1922 com as festas do Centenário da Independência, onde hotéis foram construídos, criou-se a Sociedade Brasileira de Turismo que depois ficou conhecida como, Touring Club do Brasil. As regiões mais exploradas nesse período eram a sul e a sudeste, mais precisamente o Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. (DUARTE, 1996)
O Brasil tem um imenso potencial para o desenvolvimento do turismo. É um país de grande dimensão territorial, com 8.547.403 Km2, sendo o quinto em extensão, tem um clima predominantemente tropical e um amplo litoral sendo, por isso, possível freqüentar as praias durante todo o ano. Além disso, é considerado a maior economia da América Latina, com US$ 1,665 trilhões, 8% de desemprego, balança comercial positiva de US$ 15 bilhões e renda per capita de US$ 10.100,00 ( TRIGO, 1995)
Apesar de ter essa força econômica, a atividade turística brasileira teve um desenvolvimento pequeno até 1988. De acordo com Trigo (1998, p. 26) “A partir desse ano, a entrada de turistas estrangeiros no país decresceu, caindo para cerca de 1 milhão em 1990. Em meados da década de 1990, a situação começou a melhorar significativamente...”
Para entender os problemas históricos do turismo brasileiro, o autor citado faz duas análises: nível estrutural e nível conjuntural.
Segundo Trigo (1998) no nível conjuntural a má distribuição das riquezas e a injustiça social ocasionaram a pauperização da população. “Em relatório divulgado em 1988, o economista inglês Angus Maddison, mostrava as causas da estagnação econômica e do veloz empobrecimento do Brasil”. (TRIGO, 1995, p 28).
O mesmo autor continua analisando a questão afirmando que só a partir da década de 1990 os sinais de alarme foram dados e vários analistas econômicos apontaram e denunciaram o crescimento da pobreza no Brasil.
As conseqüências negativas para a sociedade em geral e para o turismo em particular não demoraram a surgir. A problemática econômica foi acentuada pelas crises políticas, ambientais e sociais. Em termos conjunturais, a crise explodiu no final da década de 1980 e se refletiu diretamente na imagem internacional do país e no turismo. (TRIGO, 1995, p. 29)
Por ter esse quadro político-econômico e social o Brasil teve a sua imagem perante o mundo afetada, pois com o turismo só se desenvolve em lugares onde existe estabilidade econômica, política e melhor qualidade de vida.
O turismo brasileiro começa a ter um pequeno crescimento a partir da década de 1990. O censo de 2000 mostrou que ainda existem problemas estruturais a serem resolvidos, persistindo o amadorismo, falta de qualidade e formação profissional deficiente. (TRIGO, 1995)
No tocante a essa situação, Carvalho (1997, p. 31), estabeleceu que “faltou sempre muita decisão, vontade política para valorizar e prestigiar o setor e transformá-lo definitivamente numa próspera indústria, capaz de contribuir para a estabilização da economia, geração de novos empregos e captação de divisas”.
Com o intuito de melhorar o turismo no Brasil em 2003 foi criado o Novo Ministério do Turismo. A Embratur foi mantida, porém exclusivamente direcionada para promoção e marketing do produto turístico brasileiro no exterior. A Secretaria Nacional de Políticas de Turismo ficou responsável pelo planejamento e articulação de diretrizes que assegurem a implantação de novos projetos.
A Secretaria Nacional de Programas de Desenvolvimento do turismo ficou responsável pela implantação de infraestrutura turística e foi organizado um Conselho Nacional de Turismo, com representantes de vários segmentos da sociedade. Foi criado também um Forum Nacional de Secretários de Estado de Turismo com o objetivo de discutir e articular políticas estaduais.
“Em um país com dimensões territoriais e diferenças regionais como o Brasil, uma política nacional somente será bem sucedida se contar com o apoio das várias instâncias da sociedade civil, sejam públicas, privadas ou do terceiro setor. Corresponsabilidade e compromisso são fundamentais”. (TRIGO, 1998, p. 51)
Mesmo com essa iniciativa do poder público, o país ainda não se destaca no setor turístico. Dias e Aguiar (2002) nos mostra que o Brasil ainda ocupa uma posição bem modesta apesar dos atrativos naturais e culturais que apresenta. Segundo dados da Embratur os italianos são os turistas europeus que mais procuram o Brasil, 253.546 visitantes, respondendo por 5,28% de participação,
ocupando a terceira posição; os argentinos são os de maior número 1.511.159, representando 25,22% seguido dos estadunidenses com 603.674 turistas, num percentual de 12,57. É importante ressaltar que o Brasil tem um enorme potencial turístico, e o desenvolvimento desta atividade econômica poderia ampliar a sua participação no PIB de maneira significativa. (Tabela1)
Tabela 1. Principais países emissores de turistas para o Brasil – 2008/2009 Principais países emissores Chegadas de turistas 2008 2009 Número de turistas Participação % Posição Número de turistas Participação % Posição Argentina 1.017.675 20,15 1º 1.211.159 25,22 1º Estados Unidos 625.506 12,39 2º 603.674 12,57 2º Itália 265.724 5,26 3º 253.546 5,28 3º Alemanha 254.264 5,03 4º 215.595 4,49 4º França 214.440 4,25 8º 205.860 4,29 5º Uruguai 199.403 3,95 10º 189.412 3,94 6º Portugal 222.558 4,41 6º 183.697 3,83 7º Paraguai 217.709 4,31 7º 180.373 3,76 8º Espanha 202.624 4,01 9º 174.526 3,63 9º Inglaterra 181.179 3,59 11º 172.643 3,6 10º Chile 240.087 4,75 5º 170.491 3,55 11º Bolívia 84.072 1,66 14º 83.454 1,74 12º Peru 93.693 1,86 13º 78.975 1,64 13º Colômbia 96.846 1,92 12º 78.010 1,62 14º Holanda 81.936 1,62 15º 75.518 1,57 15º Suíça 61.169 1,21 20º 72.736 1,51 16º Outros 991.214 19,63 - 852.548 17,75 -
Total 5.050.099 turistas 4.802.217 turistas
Fonte: Departamento de Polícia Federal e Ministério do Turismo.http://www.turismo.gov.br/dadosefatos/, acesso em 19 de julho de 2010
De acordo com dados da Empresa Brasileira de Turismo - Embratur (2008) os turistas que se dirigem ao Brasil são motivados pelo lazer e passeio (42,7%), negócios, eventos e convenções (27%), outros motivos (30,3%).
Os argentinos vêm a lazer e buscam as praias da região sul, Florianópolis (29,1%); os norte-americanos e os italianos procuram as praias do Rio de Janeiro (62,3% e 22,3% respectivamente). (Estudo da demanda turística internacional 2004- 2008, Embratur).
A atividade turística, se planejada, pode em muito vir a contribuir para o aumento do PIB (tabela 2).
Tabela 2 - Receita cambial turística no Brasil - 1996/2005 (em US$ bilhões).
Ano Receita Cambial
1996 0,8 1997 1,1 1998 1,6 1999 1,6 2000 1,8 2001 1,7 2002 2,0 2003 2,5 2004 3,2 2005 3,9
Fonte: Organização Mundial do Turismo - OMT e Banco Central do Brasil - BACEN (dados de 2005 estimados).
A receita obtida pelo Brasil com turistas estrangeiros foi recorde em 2006 e, em janeiro de 2007, foi a maior da história no primeiro mês do ano. Estatísticas da Organização Mundial de Turismo (OMT) mostram que o Brasil é o 38º destino mais procurado pelos turistas internacionais, sendo que, pesquisas específicas, constataram que praticamente todos os estrangeiros que vêm ao Brasil querem voltar (96º dos que vieram a passeio; 98º dos que vieram a negócios; 97º dos que vieram por outros motivos)
Segundo dados divulgados em fevereiro de 2007, referentes ao ano de 2003, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o maior segmento das atividades turísticas é o da alimentação, que responde por 287.021 empresas ou 8l% do total. Seguem os setores de alojamento, com 63,36%, e do transporte rodoviário, com 3,82%. Em relação às receitas, o setor alimentício foi responsável por mais de 30%, e a do setor de transporte aéreo com a participação de 24% do total das receitas
O turismo nacional aumentará muito até 2014. A realização das Olimpíadas de 2012 e da Copa em 2014 trará um número elevado de turistas para o Brasil. O Documento Referencial do Turismo no Brasil (2011-2014) lançado pelo Ministro do Turismo no dia 19 de julho de 2010 aponta para a consolidação do turismo como produto de consumo do brasileiro. Estima-se que os desembarques domésticos saltem dos 56 milhões, registrados em 2009, para 73 milhões, em 2014. Projeta também a geração de 2 milhões de empregos formais e informais de 2010 a 2014. A entrada de divisas internacionais deverá crescer 55%, no mesmo período, subindo
de R$ 6,3 bilhões para R$ 8,9 bilhões no ano de realização da Copa no Brasil (http://www.turismo.gov.br/turismo/o_ministerio/embratur/ acesso em 19 de julho de 2010).
Tais dados demonstram que as atividades turísticas no Brasil vão crescer de forma considerável, merecendo maior atenção por parte do Estado, pois a atividade é mais uma alternativa para a geração de empregos e melhoria na qualidade de vida da população local.