BÖLÜM 2: HAC UMRE KAVRAMLARI VE TURİZM İLE İLİŞKİSİ
2.2. Dinlere Göre Hac İbadeti
2.2.2. İlahi Dinlerde Hac İbadeti
2.2.2.3. İslam Dinine Göre Hac İbadeti
A ci•ncia das redes est‡, ainda, numa fase de grande descoberta das suas potencialidades. De acordo com Mark Newman (2003, p.240 - tradu•‹o livre do autor), o estudo das redes est‡ ainda na sua inf‰ncia, e ainda n‹o temos como em outros campos, um arcabou•o te—rico e um programa sistem‡tico para caracterizar as suas estruturas. N‹o temos a certeza de estar formulando as perguntas certas e ainda n‹o sabemos se as medidas que usamos s‹o as œnicas grandezas importantes a se medir ou mesmo se elas s‹o as mais importantes.
Neste contexto, a ARS tem-se desenvolvido bastante nas œltimas dŽcadas e, ainda que n‹o saibamos com certeza se as medidas usadas s‹o as œnicas e/ou mais importantes de se medir, conta hoje com um s—lido conjunto de ferramentas anal’ticas que permitem responder com bastante acuidade ao ÔcomoÕ das redes sociais, i.Ž, como os atores se comportam e como as rela•›es definem a estrutura de uma rede. ƒ uma metodologia robusta e com resultados comprovados no estudo de redes. Entretanto, e na linha da reflex‹o de Newman, n‹o temos a certeza de estar formulando as perguntas certas ou, de outra forma, Ôo queÕ pesquisar nas redes talvez seja a grande quest‹o. Que pontos de vista, que dimens›es, tipos de caracter’sticas e fen™menos das redes devemos endere•ar no sentido de tentar melhor entender a complexidade das suas din‰micas e comportamentos?
Com este enquadramento, o uso dos postulados te—ricos e ferramentas anal’ticas das redes sociais t•m crescido de forma importante nas œltimas dŽcadas em muitas disciplinas cient’ficas. ÒHoje a ARS Ž utilizada, entre outras coisas, para identificar comunidades de pratica, vitais na otimiza•‹o de processos de inova•‹o, e comunidades virtuais, essenciais para estratŽgias de marketing digital eficazesÓ (GUARNIERI, 2008b). Mas, muito para alŽm da aplica•‹o ˆ gest‹o das organiza•›es, a ARS t•m aplica•‹o em muitas mais disciplinas, tais como a f’sica de part’culas, neurologia, a lingu’stica, ci•ncia da computa•‹o, biologia, economia, investiga•‹o operacional, a sociologia, etc., incluindo aplica•›es a redes log’sticas, a World Wide Web, as redes de regula•‹o genŽtica, redes metab—licas, redes eletr™nicas, redes lingu’sticas, redes sociais, etc. TambŽm para os estudos da constru•‹o, comunica•‹o e uso da informa•‹o a ARS pode ser utilizada de forma proveitosa.
Mas, o que vem a ser a ARS? A ARS, Òˆs vezes tambŽm referida como Ôan‡lise estruturalÕ24,
n‹o Ž uma teoria formal, mas sim uma ampla estratŽgia para investigar as estruturas sociaisÓ (OTTE e ROUSSEAU, 2002, p.3 - tradu•‹o livre do autor). A ARS Ž uma ferramenta metodol—gica de origem multidisciplinar (sociologia, psicologia, antropologia e matem‡tica) que estabeleceu um novo paradigma na pesquisa sobre a estrutura social, e que Òbusca entender as implica•›es dos padr›es de relacionamento em uma rede para o desempenho e desenvolvimento desta redeÓ (GUARNIERI, 2009).
Analisar redes sociais Ž antes de mais determinar a sua estrutura e por conseguinte estabelecer os limites de possibilidade na atua•‹o tanto dos indiv’duos que formam parte delas como da rede em seu conjunto. A an‡lise de redes sociais diz-nos, sobre tudo, o que pode e n‹o pode acontecer, n‹o o que acontecer‡... a menos que n‹o possa acontecer outra coisa (UGARTE, 2007 - tradu•‹o livre do autor).
ÒO ponto de partida para an‡lise de rede Ž o que podemos chamar de imperativo das n‹o categorias. Este imperativo rejeita todas as tentativas para explicar o comportamento humano ou processos sociais unicamente em termos dos atributos das categorias do atores, individuais ou coletivosÓ(EMIRBAYER e GOODWIN, 1994, p.1414 - tradu•‹o livre do autor) e a sua Òprincipal conquista foi a de transformar uma compreens‹o meramente metaf—rica da imbrica•‹o de atores em redes de rela•›es sociais em uma ferramenta mais precisa e œtil para a an‡lise socialÓ (p.1446 - tradu•‹o livre do autor). Precisamente, Òa diferen•a fundamental entre uma explica•‹o de um processo atravŽs de uma ARS e uma explica•‹o desse processo atravŽs de outra forma que n‹o rede Ž a inclus‹o dos conceitos e informa•‹o sobre ÔrelacionamentosÕ entre as unidades desse estudoÓ (WASSERMAN e FAUST, 1994, p.6 - tradu•‹o livre do autor).
Em vez de focar nos atributos das unidades individuais, nas associa•›es entre esses atributos ou na utilidade de um ou mais atributos para prever o valor de outro atributo, a perspectiva das redes sociais interpreta as caracter’sticas das unidades sociais como resultado dos processos estruturais ou relacionais ao mesmo tempo em que valoriza e se focaliza nas propriedades dos sistemas relacionais propriamente ditos (p.7 - tradu•‹o livre do autor).
Wasserman e Faust explicam tambŽm que a ARS proporciona uma forma precisa de definir conceitos sociais importantes, uma alternativa te—rica ˆ hip—tese de agentes sociais independentes e um quadro de refer•ncia para testar teorias sobre rela•›es sociais estruturadas. AlŽm disso,
os mŽtodos de ARS proporcionam demonstra•›es e medidas de propriedades estruturais do social que de outra forma s— podem ser expressas de forma metaf—rica. Ës express›es como teia de relacionamentos, rede de rela•›es de malha estreita, papel social, posi•‹o social, grupo, clique, popularidade, isolamento, prestigio e proemin•ncia, p. ex., a ARS atribui defini•›es matem‡ticas (p.17 - tradu•‹o livre do autor).
Para Loiola e Moura (1997, p.64) a abordagem em rede, quando utilizada como instrumental de an‡lise, contribuir para superar as limita•›es das abordagens atomistas e mesmo sist•micas das organiza•›es na medida em que, tomar uma unidade organizacional ou um arranjo interorganizacional como rede abre a possibilidade de perceber os atores/agentes em suas intera•›es e prop—sitos e, portanto, em uma din‰mica processual. De acordo com TomaŽl (2007), Òa ARS investiga os padr›es de relacionamento com base nas intera•›es e procura identificar, por meio de indicadores, os efeitos dessas intera•›es nos atores e nas organiza•›esÓ enfatizando medidas e fluxos de informa•‹o. Para Silva e Ferreira (2007) a ARS estuda as liga•›es relacionais entre atores sociais e estes podem ser tanto pessoas, departamentos dentro de uma organiza•‹o ou empresas de uma regi‹o, e Ž a metodologia usada para se estudar a troca de recursos entre atores, sendo a informa•‹o um dos recursos estudados.
Os atores que possuem mais conex›es est‹o mais expostos a mais informa•‹o e de natureza mais diversificada. Indiv’duos mais conectados, com mais rela•›es, t•m a possibilidade de ser mais influentes, e est‹o mais suscept’veis a ser influenciados pelos demais atores da rede. Doen•as e rumores disseminam-se mais rapidamente em redes com ’ndices de conex‹o mais elevados, acontecendo o mesmo com informa•‹o œtil e relevante. Um baixo grau de conex‹o numa rede social pode indicar uma estrutura ou topologia prop’cia ˆ estratifica•‹o e ao conflito. Grupos sociais mais conectados t•m maiores condi•›es para mais facilmente e mais rapidamente mobilizar os seus recursos materiais e cognitivos, caracter’stica essa que os coloca numa melhor posi•‹o do que grupos menos conectados, para gerar perspectivas mais
ricas e diversificadas sobre o ambiente e, consequentemente, produzir melhores respostas aos problemas com que se deparam.
Adicionalmente, caracterizar a topologia e din‰mica de grupos sociais e consequentemente encontrar diferen•as entre esses mesmos grupos, passa por descobrir se as rela•›es do grupo se sobrep›em e limitam uma ˆs outras ou se, pelo contrario, essas rela•›es se estendem para o mundo exterior e proporcionam novas vis›es, possibilidade e oportunidade ao grupo. Ao n’vel individual, o grau em que um ator pode alcan•ar outros atores indica em que medida esse indiv’duo est‡ isolado, separado do todo. Um ator do qual partem rela•›es, mas ao qual n‹o chegam rela•›es pode ser bastante diferente de um ator que tanto envia quanto recebe rela•›es sendo, portanto, de interesse anal’tico verificar as reciprocidades nas rela•›es di‡dicas.
Efetivamente, o primordial motivo para a utiliza•‹o da ARS tem a ver com o fato de que, tal como descrito no inicio desta se•‹o, em vez de focar nos atributos das unidades individuais como fazem as tŽcnicas cl‡ssicas de analise de Ôgrupos sociaisÕ, a ARS foca nos relacionamentos entre os atores. A principal motiva•‹o da ARS reside no desejo e necessidade de entender as rela•›es que entre os atores se estabelecem e os fluxos que circulam atravŽs dessas rela•›es, da’ advindo o fato de que a perspectiva das redes sociais interpreta as caracter’sticas das unidades sociais como resultado dos processos estruturais.
Hanneman (2001, p.18) apresenta tr•s motivos fundamentais que justificam o uso da ARS enquanto mŽtodo formal de an‡lise de redes. Em primeiro lugar diz-nos que uma das raz›es para a utiliza•‹o de tŽcnicas gr‡ficas e matem‡ticas em ARS passa por representar as caracter’sticas das redes de forma compacta e sistem‡tica. Um segundo motivo passa pelo fato de que as representa•›es matem‡ticas permitem o uso de computadores para a an‡lise dos dados da rede. A terceira raz‹o que Hanneman aponta como justifica•‹o para o uso da matem‡tica e de gr‡ficos como mŽtodos formais para representar os dados de redes sociais Ž o fato de que essas tŽcnicas de representa•‹o gr‡fica e essas regras da matem‡tica, elas pr—prias, sugerem aspectos que podemos procurar nos dados, aspectos que talvez se nos escapassem se apresent‡ssemos esses dados em palavras, de forma descritiva (HANNEMAN, 2001, p.18).