BÖLÜM 5: İRAN İLE RUSYA ARASINDAKİ KİMLİKSEL KÜLTÜR:
5.8. İran ile Rusya Arasındaki Kimliksel Kültürün Açıklanması
Na área do Treinamento de Habilidades Sociais existem três conceitos chaves que articuladamente embasam os estudos e as intervenções no campo das relações interpessoais: desempenho social, habilidades sociais e competência social. De acordo com Del Prette e Del Prette (2001, p.31),
o desempenho social refere-se à emissão de um comportamento ou seqüência de comportamentos em uma situação social qualquer [...], o termo habilidades sociais aplica-se à noção de existência de diferentes classes de comportamentos sociais no repertório do indivíduo para lidar de maneira adequada com as demandas das situações sociais [e] o conceito de competência social tem sentido avaliativo que remete aos efeitos do desempenho das habilidades nas situações vividas pelo indivíduo.
habilidades requeridas para ser bem sucedida em dada situação (McFall, 1982). Nesse sentido, uma pessoa só será bem sucedida quando possuir habilidades requeridas para cumprir dada tarefa, inclusive articulando essas habilidades em uma seqüência adequada (McFall, 1982) e de acordo com seus objetivos ou metas, suas cognições e sentimentos (Del Prette & Del Prette, 2001).
Tomando a imagem de uma escala de equilíbrio, as habilidades sociais ficariam classificadas no centro de duas reações opostas: uma não habilidosa ativa e uma não habilidosa passiva que corresponderiam, em termos aproximados, aos conceitos de comportamentos externalizados e internalizados, conforme Del Prette e Del Prette (2005).
Em linhas gerais, os comportamentos externalizados caracterizam déficits de autocontrole (impulsividade), enquanto que os do tipo internalizado caracterizam inibição de resposta, em ambos os casos impedindo ou prejudicando a qualidade de desempenhos socialmente competentes (Del Prette & Del Prette, 2004). Massola e Silvares (1997) expõem que os comportamentos externalizados são aqueles que operam diretamente sobre o ambiente, como brigar e gritar, enquanto que os comportamentos internalizados não operam diretamente no ambiente, restringindo-se ao âmbito privado da criança, como se isolar e perder-se em seus próprios pensamentos.
Os não habilidosos passivos seriam aqueles que não favorecem quem os emite porque não modificam as condições do meio, de maneira que o indivíduo não obtém os reforçadores almejados na interação social. Um exemplo seria quando deixa prevalecer os desejos do interlocutor por constrangimento de opor-se a ele. No tipo não habilidoso ativo, o objetivo do indivíduo seria atingido em prejuízo de terceiros e da relação. Seria
o caso de obter um favor de forma ameaçadora, autoritária e agressiva. Ambos os comportamentos, não habilidoso passivos e ativos, podem ter conseqüências prejudiciais para quem os emite e para a relação. O socialmente habilidoso é, portanto, mais desejável, uma vez que beneficia o próprio indivíduo e a relação, respeitando os direitos de cada interlocutor.
Conforme Del Prette e Del Prette (1999; 2001), na avaliação da competência social deve ser considerada a articulação adequada e coerente entre pensamento, sentimento e comportamento motor por parte do analisado, bem como a consecução dos objetivos pessoais, a manutenção e melhora da auto-estima, o estabelecimento de equilíbrio de poder entre interlocutores e a manutenção da qualidade da relação. Esses autores alertam que os critérios utilizados na avaliação das habilidades sociais podem variar de acordo com padrões culturais, contextos e características sociodemográficas dos interlocutores, conforme a especificidade situacional das habilidades sociais (Del Prette & Del Prette, 1999; 2004). Assim, pessoas se comportam de forma mais ou menos habilidosa em situações e tempos particulares, significando que o desempenho mantido em um contexto não necessariamente indica como se comportam em outros contextos e que, portanto, as avaliações do desempenho social devem, a princípio, ser limitadas a uma tarefa específica (McFall, 1982). A análise da competência social envolve, portanto, as metas e características específicas e contextualizadas, tanto do avaliador como do avaliado, sob um enfoque transacional (Rose-Krasnor, 1997).
Devido a essa especificidade situacional das habilidades sociais, bem como aos seus múltiplos componentes (que serão comentados logo adiante), Del Prette e Del Prette (2004) defendem que é desejável que a avaliação desse repertório tenha um
delineamento multimodal que envolva avaliações por diferentes métodos, em diferentes ambientes e com diferentes informantes, como pais, professores, companheiros e auto- avaliação. Assim, a literatura refere o uso de técnicas de avaliação da competência social bastante diversificadas na área do Treinamento de Habilidades Sociais. Del Prette e Del Prette (1999) destacam como principais técnicas de avaliação: auto-relatos (inventários e entrevistas); observação do comportamento (situação natural, desempenho de papéis e auto-registros); avaliação por outros significantes (percepção de professores, pais e colegas), que inclui os testes sociométricos (índices de aceitação- rejeição no grupo); e, por fim, as medidas fisiológicas (resposta galvânica da pele). A intervenção profissional, no sentido de ampliar o repertório social do indivíduo e melhorar sua competência social, é feita por meio de técnicas como o ensaio comportamental, a modelagem, a modelação, o feedback, o relaxamento neuromuscular, a dessensibilização sistemática, a parada de pensamento, as instruções, as vivências etc. (Caballo, 1996; Del Prette & Del Prette, 1999; 2001).
Considerando as principais hipóteses explicativas para as dificuldades interpessoais, Del Prette & Del Prette (1999; 2005) destacam: as falhas de aprendizagem prévia que se refletem nos déficits de aquisição (ausência total de habilidade requerida), de desempenho (presença ocasional de habilidade requerida) e o de fluência (habilidade emitida sem a proficiência requerida para produzir os resultados esperados), a inibição mediada pela ansiedade (esquiva e fuga de situações), a inibição cognitivamente mediada (problemas de crenças, expectativas, padrões negativistas ou perfeccionistas de pensamento), os problemas de percepção social (ausência ou alterações na decodificação de sinais sociais) e de processamento de estímulos do
ambiente (demora na discriminação de símbolos, déficit de atenção, decodificação de sinais sociais alterada por estereótipos, falha na identificação de alternativas).
As hipóteses explicativas para as dificuldades interpessoais pressupõem a existência de múltiplos componentes, comportamentais e cognitivo-afetivos, para um desempenho social bem sucedido. De acordo com Del Prette e Del Prette (1999), os componentes comportamentais são os verbais de conteúdo (exemplo: lidar com críticas), os verbais de forma (exemplo: duração da fala) e os não-verbais (exemplo: gestos e expressões faciais). Por sua vez, os componentes cognitivo-afetivos das habilidades sociais envolvem (Del Prette & Del Prette, 1999): os conhecimentos prévios (exemplo: sobre a cultura), expectativas e crenças (exemplo: autoconceito), percepção social (exemplo: leitura dos sinais não-verbais), além das metas e estratégias sociais (Erdley & Asher, 1999).
Os componentes cognitivo-afetivos envolvidos na competência social são geralmente analisados em estudos sobre o processamento das informações, isto é, são estudados em termos dos processos operacionais encobertos que alteram ou medeiam a relação entre a estimulação social e as respostas do indivíduo a elas (McFall, 1982; Rose-Krasnor, 1997). O enfoque do processamento das informações é, portanto, funcional, uma vez que pretende identificar quais são e como interagem os componentes mais básicos das habilidades sociais e sua possível contribuição para a competência social (Rose-Krasnor, 1997). A seguir, considerando referenciais do processamento das informações, serão detalhados alguns fatores envolvidos na competência social.