İSTANBUL MENKUL KIYMETLER BORSASI VE ENDEKSLER 3.1 İstanbul Menkul Kıymetler Borsası
3.3. İMKB’deki Piyasalar
3.3.1. İMKB Hisse Senetleri Piyasası
Nesta seção, serão consideradas outras configurações organizacionais apresentadas na literatura, mas que ainda não foram diretamente vinculadas à organização universitária por experimentos empíricos. Considerando que uma organização com o porte e a complexidade de uma universidade normalmente incorpora característica de mais de um modelo, faz-se necessário discutir aqui a concepção de estrutura matricial e por projeto e as modernas configurações que são associadas a uma época onde predomina a sociedade do conhecimento, que são a estrutura em rede e estrutura virtual.
4. 4. 1 Estrutura matricial
Cury (2009, p 256) considera este tipo de estrutura uma alternativa que propicia condições de flexibilidade e de funcionalidade adequadas às mudanças no ambiente ou em sua dinâmica, “possibilitando a adoção de uma sistemática adaptação de utilização de recursos e de processos de trabalho”. Adequa-se principalmente a organizações que desenvolvem projetos, como retrata a definição do autor para este tipo de estrutura. “A estrutura matricial é uma solução mista em que, normalmente, se combina a estrutura com base em funções com as estruturas com base em projetos e/ou produtos”.
Cury (2009, p. 58) considera este tipo de estrutura “mais indicado quando a empresa desenvolve vários projetos/produtos – grandes e /ou pequenos – mas que se utilizam de diversas e complexas tecnologias”. Ou, como identifica Vahl (1991) para o caso das universidades, organizações que se utilizam de tecnologia complexa e não rotineira.
formas de agrupamento e coordenação nas organizações. No caso das universidades, pode-se citar o núcleo operacional, no qual se desenvolvem as funções básicas das instituições. A universidade pode ser, por um lado, enquadrada como burocrática (VAHL, 1991), seja no que se refere aos docentes que caracterizariam uma burocracia profissional, ou dos funcionários técnico-administrativos, que permaneceria submetidos a uma burocracia maquinal (HARDY; FACHIN, 2000; MINTZBERG, 1995). A complexidade da organização universitária pode estimular formas híbridas com a incorporação de características de outras configurações.7
Organizações de grande porte que desenvolvem estratégias complexas baseadas em produtos diferenciados, altamente intensivos em tecnologia, voltados a diferentes segmentos, em diferentes locais e sujeitos a inúmeros riscos e regulamentações, necessitarão de uma complexa estrutura no seu núcleo operacional, possivelmente combinando dois ou mais critérios de departamentalização de forma cruzada (formando uma estrutura matricial) ou replicada (contendo unidades conforme um critério subordinadas a unidades conforme outro critério) ou formando uma estrutura celular, atomizada, holográfica, ou em rede (denominações comuns para situações na qual o núcleo operacional se divide em várias organizações formando uma constelação de organizações parceiras, cada qual com um padrão peculiar de estrutura para cumprir sua função no todo).
Na medida em que o grau de complexidade da estratégia impõe uma maior e mais complexa diferenciação, descentralização ou atomização do desenho organizacional, maior é a necessidade de mecanismos integradores, tais como comitês, grupos ou forças-tarefas, equipes de projetos, gerentes integradores, etc. A própria estrutura matricial é freqüentemente utilizada como uma solução integradora, porque tanto pode implicar na criação de equipes de projeto ad hoc ou em integração ponto-a-ponto formando uma rede de clientes internos. No limite, a integração da organização em rede, com seus pontos/unidades altamente autônomos, se dá mais por ajustamento mútuo, ou auto-coordenação, do que por supervisão hierárquica (MARTINS; DANTAS, 2005, p. 10-11)
Como nenhuma base de agrupação pode conter todas as interdependências, recorre-se a estrutura matricial para se usufruir do melhor de cada tipo de estrutura, o que é importante especialmente em organizações complexas que atuam em mercados muito diversificados.
7 Embora o hibridismo nas organizações possa caracterizar uma matriz, será discutida de forma distinta no tópico seguinte. Aqui coloca-se a estrutura matricial por esta ser uma terminologia já consolidada na literatura como representativa de um arranjo estrutural específico que se caracteriza pelo uso de um modelo dual. Já o hibridismo será incorporado no trabalho representando a mescla de características de diversas configurações nas organizações. Neste caso, explicita que mesmo com a predominância de uma base de agrupamento, as mudanças ao longo do tempo e a complexidade possibilitam a incorporação de traços de outras bases.
Porém, ao fazê-lo, a organização também duplica a estrutura de autoridade, o que compromete a unidade de comando. Neste caso, ao mesmo tempo em que se facilita a integração horizontal, pode-se debilitar o poder da linha hierárquica. No caso, ao se instituir formalmente uma estrutura de base dupla, a organização tem de delimitar o âmbito da autoridade de cada uma das unidades e gestores, para manter a harmonia na organização.
Mintzberg (1984) identifica dois tipos de estrutura matricial: uma permanente e outra variável. A estrutura matricial permanente adequa-se a situações nas quais as necessidades de interdependências são mais ou menos constantes, como no caso de grandes organizações que necessitam de bases de agrupamento tanto funcionais como de mercado. No caso da estrutura matricial variável, corresponde ao trabalho por projetos, no qual a organização funciona como um conjunto de equipes de projetos cujos integrantes são cedidos temporariamente pelos departamentos funcionais.
[…] la estructura matricial parece ser un dspositivo sumamente efectivo para el desarolo de nuevas actividades y para la coordinación de complejas interdependencias múltiples; sín enbargo, no resulta adecuada para los que necesitan cierta securidad o estabilidad. La supervisión del prncípio de la unidad de mando crea relaciones que requieren habilidades interpersonales altamente desarrolladas y una considerable tolerancia de la ambiguidad (MINTZBERG, 184, p. 209).
Mesmo na estrutura matricial permanente, o deslocamento de funcionários e o requisito por um trabalhador multifuncional permanecem. Mintzberg (1984) destaca alguns problemas que permanecem ou são criados por esta solução estrutural, como: 1) a estrutura matricial interioriza os conflitos entre as necessidades da organização e do entorno, porém não os elimina; 2) a duplicação da estrutura de autoridade gera conflito de papéis entre os atores; 3) modifica o equilíbrio de poder focando os grupos a refazerem suas coalizões; e 4) aumenta os custos administrativos e de recursos pelo maior tempo despendido nas reuniões.
Vasconcelos e Hemsley (2002) ressaltam ainda as estruturas matriciais complexas, onde o grau de complexidade cresce à medida em que aumentam os eixos da matriz (Matrizes Multidimensionais), tem-se maior número de organizações envolvidas (Matrizes Multiorganizacionais) e envolvem organizações baseadas em mais de um país (Matrizes Multinacionais).
Esse grau de complexidade é cada vez mais plausível conforme aumenta a utilização de redes de cooperação e o ambiente virtual para dar prosseguimento ao processo de
colaboração. A seguir apresentam-se os dois modelos contemporâneos de estrutura que estão incorporando-se às organizações desde meados do século passado, que são a estrutura em rede e a estrutura virtual.
4. 4. 2 Estrutura em rede
A organização ou estrutura em rede é uma forma de coordenação baseada principalmente em contratos, podendo ser conceituada “como um sistema formado por empresas independentes que desempenham funções especificas que mantêm entre si uma interdependência ou complementaridade” (OLIVEIRA, 2007, p. 92).
Esta concepção origina-se nos movimentos de terceirização e da formação de alianças estratégicas, em que as relações são estabelecidas entre organizações com base em contratos e mecanismos de pagamento de mercado, no lugar das relações de hierarquia e autoridade que predominam entre os níveis organizacionais (OLIVEIRA, 2007).
Atualmente, as redes tornaram-se fenômeno comum no mundo organizacional, seja pelo processo de especialização, em que as empresas buscam se dedicar a sua competência central, seja pela dispersão geográfica que impossibilita a utilização dos mecanismos tradicionais de coordenação do trabalho. Segundo Fleury e Fleury (2005), “[...] no processo de formação de cadeias e redes a posição de cada empresa é função do tipo de competências e conhecimentos por ela dominado”.
Dependendo da posição da organização da rede, e de sua capacidade de barganha, tem-se mais ou menos simetria de poder. De qualquer forma, limites são impostos pela maior fluidez das fronteiras, sejam departamentais ou organizacionais, que restringem a autonomia das organizações individuais.
Denote-se que as relações de colaboração entre os membros de uma rede não representa uma desconcentração do poder. Nas redes econômicas de subcontratação identificadas por Castells (1999), existe uma empresa que coordena a os esforços das demais em uma estrutura de comando.
Quanto a idéia de articulação entre as partes, ocorre entre organizações autônomas, porém interdependentes para a realização dos objetivos propostos.
A rede é um arranjo organizacional (sistema organizacional) formado por um grupo de atores, que se articulam – ou são articulados por uma autoridade – com a finalidade de realizar objetivos complexos, e inalcançáveis de forma isolada. A rede é caracterizada pela condição de autonomia das organizações e pelas relações de interdependência que estabelecem entre si. É um espaço no qual se produz uma visão compartilhada da realidade, se articulam diferentes tipos de recursos e se conduzem ações de forma cooperada. (MIGUELETTO, 2001, p. 48)
No caso das universidades, a idéia de configurações em rede pode ser aplicada, embora considerando as particularidades que estas organizações possuem. As redes tanto podem ser originadas de projetos interdisciplinares internos, quanto dos grupos de pesquisa e das redes de pesquisadores de determinada área, extrapolando as fronteiras da instituição.
4. 4. 3 Estrutura virtual
Daft (2002) descreve a organização virtual como um consórcio entre organizações, formando alianças para cooperarem em determinados segmentos. O autor define organização virtual como um “grupo em contínua evolução de empresas que se unem para explorar oportunidades específicas ou obter vantagens estratégicas e depois se separarem quando os objetivos são alcançados” (DAFT, 2002, p. 453). Percebe-se uma semelhança dessa estrutura com a anterior, ressaltando que uma organização pode participar de muitas alianças simultaneamente.
Amato neto (2005, p. 18), conceitua organizações virtuais como
[...] uma forma de cooperação entre empresas ou organizações, constituindo assim verdadeiras ‘redes dinâmicas de cooperação”, que, através da utilização das novas tecnologias da telemática (a internet, por exemplo), tem os seguintes objetivos:
1. Alavancar a competitividade dos parceiros desta rede;
2. Possibilitar a exploração de novas oportunidades de mercado em âmbito global.
No processo de globalização contemporâneo, o aprimoramento das redes de comunicação foi um dos principais indutores da cooperação organizacional. No caso das organizações de pesquisa, que trabalham com o conhecimento, a tecnologia da informação favorece tanto o
fluxo de informações como o intercâmbio dos próprios pesquisadores, que mantém um acompanhamento em tempo real sobre o desenvolvimento de sua área de conhecimento.
Cano, Becker e Freitas (2004, p. 11) argumentam que
o termo Organização Virtual não necessariamente designa uma pessoa jurídica constituída, mas uma forma de selecionar, reunir e coordenar recursos (e seus usos), em busca de um fim determinado, visando ou não a resultados mercantis. Varias formas de virtualização de estruturas administrativas e operacionais são possíveis e vem sendo praticadas, dependendo do ambiente em que atuam […], mas há um ambiente que parece ter as mais favoráveis características para o desenho, implantação e operação de uma organização virtual: o Espaço Cibernético, que é o meio de interação possibilitado por uma estrutura de computação, usualmente ligada em rede.
A existência de formas de organização não formalizadas torna o conceito muito fluído, porém reconhecível por sua flexibilidade e pelo estímulo a cooperação, mesmo entre organizações concorrentes. Elas tanto permitem compartilhar esforços para consecução de tarefas cada vez mais complexas, como permitem responder mais rapidamente às mudanças dinâmicas da economia global (GIBSON ET AL, 2006).
Neste caso, identifica-se uma convergência das formas de organização em rede e virtual. A não exigência de formalização jurídica para a identificação desse tipo de organização torna-a adequada para integrar colaboradores eventuais, como no caso de projetos de pesquisa multi-institucionais, uma vez que pode ser acoplada a instituições tradicionais ou formar uma entidade com personalidade jurídica própria.