1. İLETİŞİM KAVRAM
1.2. İletişimin Amacı ve Önem
A análise dos dados consistiu em interpretação dos dados recolhidos no campo, tendo como finalidade ir além do escrito, dando, assim, um direcionamento à pesquisa. Deste modo, através de uma boa interpretação, foi possível identificar nas falas ou ações a compreensão acerca do objeto de investigação (MINAYO, 2007). É importante destacar que a interpretação se deu por meio do conhecimento apreendido com a leitura crítica a luz do referencial teórico selecionado.
Os dados coletados foram analisados a partir do referencial teórico de Bardin, utilizando a análise de conteúdo, com posterior construção de categorias.
A técnica de análise de conteúdo pressupõe algumas etapas, definidas por Bardin (2010) como: pré-análise; exploração do material ou codificação; tratamento dos resultados obtidos, inferência e interpretação.
Para a análise de conteúdodos dados foram confeccionadas grelhas, onde foram ordenadas as falas coletadas nas entrevistas com as questões norteadoras. Foram realizadas leituras e escutas exaustivas das falas objetivando a identificação dos núcleos de sentido, isto é, descobertos os significados expressos nas falas dos entrevistados. Uma vez identificados os núcleos de sentido, estes foram codificados em categorias (BARDIN, 2010).
Após a codificação emergiram subcategorias por meio das inferências e correlações realizadas pelo pesquisador com o referencial teórico adotado.
Fase 1
Contato prévio com as Equipes de Saúde da
Família
Fase 2
Agendamento da observação nos locais onde
ocorrerão as práticas educativas. Fase 3 Observação das práticas educativas. Fase 4 Registro e Arquivamento no Diário de Campo.
Posteriormente, as subcategorias foram agrupadas em categorias temáticas significativas, manifestas nas falas dos participantes (BARDIN, 2010).
Por fim, as categorias temáticas foram interpretadas e discutidas pela pesquisadora à luz do referencial teórico de Paulo Freire.
A partir dos agrupamentos das subcategorias foram elaboradas três categorias tomando por base a frequência das unidades de análise temática de ocorrência.
Figura 3 - Distribuição das categorias e subcategorias simbólicas da educação em saúde.
CATEGORIAS SUBCATEGORIAS UNIDADES DE ANÁLISE
Percepção sobre educação em saúde Orientar/Informar/Educar Corresponsabilização 34 04
Ações educativas realizadas
Ações educativas para o
público infantil/adolescente 51 Ações educativas para
gestantes 09
Ações educativas na sala de
espera 06
Dificuldades para efetivação da educação em saúde
Dificuldade de trabalhar em
equipe 16
Falta de apoio da gestão 72 Espaço físico inadequado 40
Pouca adesão dos profissionais a práticas
educativas
09
Fonte: Pesquisa de Campo, Pau dos Ferros, 2013.
Percepção sobre educação em saúde
Compreende a categoria o conjunto de três subcategorias, cujas unidades temáticas relacionam-se à percepção dos profissionais de nível universitário da ESF sobre a educação em saúde. As subcategorias que a compõem são: Orientar/Informar/Educar e Corresponsabilização, conforme representada na Figura 4.
Figura 4 - Percepção sobre a educação em saúde
PERCEPÇÃO SOBRE A EDUCAÇÃO EM SAÚDE
Orientar/Informar/Educar Corresponsabilização
● A orientação é compreendida enquanto o repasse de conhecimentos e atitudes normativas para a população.
● Deve oportunizar à população a reprodução de normas que contribuam para a prevenção de doenças.
● Educar está ligado à concepção bancária de educação, sendo esta uma prática autoritária e que objetiva o repasse de conhecimentos.
● Não valoriza os saberes prévios da população, não estimula autonomia dos sujeitos.
● Compreende a importância dos usuários serem responsáveis pela sua saúde.
● Necessidades dos usuários se empoderarem e assumirem o papel de sujeitos.
Fonte: Pesquisa de campo, Pau dos Ferros, 2013.
Ações Educativas Realizadas
Compreende o conjunto de três subcategorias e referem-se às práticas educativas realizadas na ESF. Nesta categoria estão definidas as subcategorias: PSE – Programa Saúde na Escola; Grupo de gestante; e Sala de Espera. Essas subcategorias estão compostas por 66 unidades de análise.
Figura 5 - Práticas de Educação em Saúde realizadas pela ESF
AÇÕES EDUCATIVAS REALIZADAS
Ações educativas para o público infantil/adolescente
Ações educativas para gestante
Ações educativas na sala de espera
● As ações educativas são realizadas em escolas e creches junto às crianças e adolescentes. ● As ações desenvolvidas na escola não são planejadas por toda equipe.
●As ações do PSE muitas vezes não são desenvolvidas por que os profissionais são
sobrecarregados.
● As ações educativas realizadas com as gestantes são de responsabilidade do NASF.
● Os profissionais da ESF e as gestantes não participam do planejamento das ações. ●Orientadas pela pedagogia da transmissão e do
condicionamento
● As ações de sala de espera não são atividades de rotina. ● Elas são realizadas com maior frequência pelos enfermeiros e acadêmicos. ● Está mais direcionada para a prevenção de doenças.
Fonte: Pesquisa de campo, Pau dos Ferros, 2013.
Dificuldades para efetivação da educação em saúde
Compreende o conjunto de quatro subcategorias: Participação profissional limitada, falta de apoio da gestão; espaço físico inadequado e práticas individualizadas. Essas subcategorias estão compostas por 135 unidades de análise.
Figura 6 - Dificuldades para efetivação da educação em saúde
DIFICULDADES PARA EFETIVAÇÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
Dificuldade de Trabalhar em Equipe
● As ações educativas voltadas para o coletivo são realizadas por enfermeiros e Cirurgião Dentistas.
● O planejamento das ações educativas é centralizado no enfermeiro. ●A equipe tem dificuldade de dialogar.
●A equipe desenvolve seu trabalho de forma fragmentada.
Fonte: Pesquisa de campo, Pau dos Ferros, 2013.