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İhlas ve İki İbadetin Arasını Birleştirme

BÖLÜM 1: EŞBÂH VE NEZÂİR LİTERATÜRÜNÜN GENEL TAHLİLİ,

2.1.3. İhlas ve İki İbadetin Arasını Birleştirme

Os Estabelecimentos Públicos de Cooperação Intercomunal (EPCI) são reagrupamentos de comunas que têm por objeto a elaboração de projetos comuns de desenvolvimento no âmbito de perímetros de interesses comuns. Eles são sujeitos a regras comuns, homogêneas e comparáveis àquelas das coletividades locais. É a denominação que recebem as comunidades urbanas, comunidades de aglomeração, sindicatos de novas aglomerações, sindicatos de comunas e sindicatos mistos. Desse modo, no âmbito de uma proposta comum, seja pela junção de mais de um sindicato, ou qualquer outra unidade intercomunal a outra entidade, constitui-se um EPCI.

Essas possibilidades de recomposição intercomunal permitem aos organismos uma maior mobilidade para compor novas propostas, redesenhando perímetros e remodelando estruturas.

Os sindicatos comunais franceses dividem-se em três categorias, de acordo com Bernard-Gélabert (2000):

Os Sindicatos de vocação única (denominados SIVU) ou múltipla (denominados SIVOM) são herança da lei de 1890. O sindicato de vocação única (SIVU) tem definido em seu estatuto a realização de apenas um objetivo, que pode ser uma única obra pública ou apenas um serviço de interesse intercomunal. Já as definições estatutárias do sindicato de vocação múltipla (SIVOM) referem-se à realização de muitos objetivos, que podem ser a realização

107 de obras ou serviços de interesse intercomunal, que podem não possuir nenhuma ligação entre eles (BERNARD-GÉLABERT, 2000, p.47, tradução nossa).

No âmbito dos sindicatos de vocação múltipla encontram-se os chamados sindicatos à la carte, que a autora assim define:

Os sindicatos à la carte são uma categoria especial de sindicato de vocação múltipla. É o Estabelecimento Público de Cooperação Intercomunal (EPCI) no qual uma comuna realiza sua adesão para apenas uma parte de suas atribuições globais. Os estatutos do sindicato à la

carte devem determinar a lista de comunas membros, a lista de atribuições e as condições

para as quais cada comuna membro transfere ao sindicato toda ou parte das atribuições que está habilitada a exercer. O sindicato exerce cada uma dessas atribuições nos limites do território das respectivas comunas. A decisão da instituição deve definir as despesas correspondentes para as atribuições transferidas e cada comuna deve arcar obrigatoriamente com as despesas correspondentes às atribuições transferidas ao sindicato inclusive a parte das despesas de administração geral. Um SIVOM pode se transformar em um sindicato à la

carte, bastando para isso que modifique seus estatutos (BERNARD-GÉLABERT 2000, p.

47, tradução nossa).

Outra categoria existente é o denominado sindicato misto, que pode ser de regime fechado ou aberto, característica definida pela mesma autora:

O sindicato misto tem um lugar à parte na classificação dos sindicatos de comunas pois oferece a possibilidade de mesclar os gêneros. Com efeito, um sindicato misto permite a associação entre comunas, coletividades territoriais, agrupamentos de comunas e outras pessoas jurídicas de direito público. Há duas categorias de sindicatos mistos: os sindicatos mistos que associam exclusivamente as comunas e os estabelecimentos públicos de cooperação intercomunal, que são denominados sindicatos mistos fechados; e os sindicatos mistos que associam as coletividades territoriais, os estabelecimentos públicos de cooperação intercomunal e outras pessoas jurídicas de direito público, que são denominados sindicatos mistos abertos (BERNARD-GÉLABERT 2000, p. 48, tradução nossa).

Desse modo, somente comunas e estabelecimentos públicos de cooperação intercomunal podem se associar aos sindicatos mistos fechados, enquanto os sindicatos mistos abertos podem ser integrados por coletividades territoriais de diferentes níveis, comunas, departamentos ou regiões, estabelecimentos públicos de cooperação intercomunal e diversas pessoas jurídicas de direito público, alianças inter-regionais ou interdepartamentais, câmaras de comércio e indústria, de agricultura, com o objetivo de executar obras ou serviços que apresentem uma utilidade para cada uma dessas personalidades jurídicas. Todavia, é obrigatório que o sindicato misto contemple no mínimo uma coletividade territorial ou um agrupamento de coletividades territoriais.

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A respeito da quantidade de sindicatos existentes e a proporção entre as categorias, a autora observa que em 1972 havia na França 10.685 sindicatos, dos quais 9.289 sindicatos de vocação única (SIVU), 1.243 de vocação múltipla (SIVOM) e 153 sindicatos mistos. Entre 1980 e 1985, dados do Ministério do Interior daquele país não indicavam a existência de sindicatos mistos. Em 1985, havia o registro de 14.043 sindicatos, com 11.967 do tipo SIVU e 2.076 SIVOM. Naquele ano não havia sindicatos mistos ativos. Onze anos depois, em 1996, eram 18.051 sindicatos. Os sindicatos do tipo SIVU somavam 14.614 (80,9%), com 2.221 SIVOM (12,3%) e 1.216 sindicatos mistos (BERNARD-GÉLABERT - 2000, p.49).

Para ressaltar a grande influência política dos sindicatos intercomunais, caberia mencionar a ocorrência de um presidente da República (Nicolas Sarkozy, eleito em 2007), que iniciou sua trajetória como conselheiro municipal, passando a prefeito (no sentido político administrativo existente no Brasil) de uma comuna e que, entre 1999 e 2002 esteve à frente do Sielom, Sindicato intercomunal associado ao Syctom, Sindicato Intercomunal para o Tratamento de Resíduos Domiciliares da Ile-de-France.

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6.4 – A gestão intercomunal de resíduos na região de Ile-de-France

A complexidade da estrutura administrativa na França causa estranheza para quem tem o modelo brasileiro como referência. O número de comunas, por exemplo, que é a instância administrativa equivalente aos municípios no Brasil, impressiona. São mais de 36 mil comunas, em um território com 547 mil km², o equivalente, em superfície, ao Estado da Bahia.

Os departamentos, como pudemos observar anteriormente, correspondem a uma subdivisão da Região. Comparativamente ao Brasil, seriam como uma região administrativa interna aos Estados brasileiros. Por sua vez, como podemos verificar, a Região, que agrega vários departamentos, assemelha-se ao ente federativo brasileiro denominado como Estado. A França é dividida em 26 regiões.

O chefe do executivo em cada uma dessas instâncias recebe denominações distintas. O Maire é o dirigente da Comuna, enquanto Préfet é a denominação que recebe o chefe dos executivos tanto do Cantão quanto do Departamento e da Região.

Para cada uma dessas instâncias administrativas, há a esfera legislativa, que são os conselheiros comunais, cantonais, departamentais e regionais.

A Região de Ile-de-France, uma das 26 regiões francesas e uma das 22 situadas em território europeu, encontra-se situada na parte central da França, situada entre as latitudes 48° 30’(norte) e 49° 30’ (norte) e 2° 05’ (leste) e 3° 05’ (leste). É subdividida em oito departamentos (Ville de Paris, Seine-et-Marne, Essone, Val-d’Oise, Yvelines, Val-de-Marne, Seine-Saint-Denis, Hauts-de-Seine), contando com 1.281 comunas e cerca de 12.000 km² de superfície. Dispõe de um Conselho Regional com 209 conselheiros eleitos26.

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