Após o detalhe do modelo, nesta secção refere-se algumas considerações relativas ao povoamento do modelo com informação de diversas fontes. Este modelo proposto será tanto mais útil, quanto a qualidade e volume de informação nele disponível, pelo que para a sua melhor exploração, é importante considerar- se uma base mínima de informação pré-carregada.
3.4.1 Fontes de informação já identificadas
Tendo por base o apresentado até aqui, quer no Capítulo 2, os trabalhos relacionados, quer nas secções anteriores deste Capítulo 3, a descrição do modelo, é possível identificar um conjunto de fontes de informação que poderão “alimentar” partes do modelo proposto.
Considerando uma divisão pelas diferentes “áreas” do modelo, e respectivos conceitos relevantes, é possível identificar um conjunto de trabalhos que conterá fontes de informação para o seu povoamento (mesmo que parcial), conforme apresentação na Tabela 3.2.
Área do modelo Conceitos Fontes
Area, Unir, Topic 1. Trabalho ACM CC2001 – Apx A
[29][30] Corpo de conhecimento
ACM-A Ligações entre
Area, Unit, Topic
2. Trabalho “Hyperkrep Academic
Communities” [62]
Corpo de conhecimento
ACM-B Course
3. Trabalho ACM CC2001 – Apx B [29][56]
LearningObjectives 1. Trabalho ACM CC2001 – Apx A [29][30]
LearningObjectives e ligação a Topics, Verbos/Acções
4. Trabalho Taxonomia Bloom [74][75]
Skills – DD’s 5. Trabalho “Dublin Descriptors” [72]
Skills – DD-e’s e
Skills genéricas
6. Trabalho “Criteria for Academic Bachelor’s and Master’s Curricula” [73]
Skills – relação
DD’s e DD-e’s
7. Trabalho “Proposta de curso de 1º ciclo de Licenciatura em Engenharia Informática” [71]
Corpo de conhecimento
Skills
Skills – soft e
técnicas
7. Trabalho “Proposta de curso de 1º ciclo de Licenciatura em Engenharia Informática” [71] Unidades Curriculares (Parcial) UC e respectivas unidades temática. Instâncias de UC
7. Trabalho “Proposta de curso de 1º ciclo de Licenciatura em Engenharia Informática” [71]
Tabela 3.2 - Fontes de informação e áreas / conceitos de possível povoamento
Como forma de dimensionamento geral do esforço, apresenta-se para cada um dos trabalho identificados, um detalhe resumidos do eventual povoamento:
1. Trabalho ACM CC2001 – Apx A [29][30]
Existe informação muito completa, sobre a forma de HTML e outras fontes computáveis (ou aproximadamente), dos conceitos ACM-A, pelo que se antevê um carregamento total da informação para os mesmos. Relativamente às skills LearningObjectives, poderá ser possível
efectuar algumas de ligações automáticas com Topics, sendo no entanto sempre necessário efectuar operações de validação manual.
2. Trabalho “Hyperkrep Academic Communities” [62]
Os elementos deste trabalho, a pedido deste autor, disponibilizaram um conjunto de informação em formatos computáveis, que poderá servir para validar o trabalho ACM e introduzir as ligações entre os conceitos ACM-A, proposta originalmente por este trabalho.
3. Trabalho ACM CC2001 – Apx B [29][56]
Existe informação muito completa, sobre a forma de HTML e outras fontes computáveis (ou aproximadamente), dos conceitos ACM-B, pelo que se antevê um carregamento total da informação para os mesmos, sendo porém necessário alguma revalidação manual das ligações.
4. Trabalho Taxonomia Bloom [74][75]
A obtenção de uma lista de verbos da taxonomia de Bloom poderá axilar o preenchimento das ligações entre LearningObjectives e Topics, no que respeita à identificação das suas acções e classificações das
skills.
5. Trabalho “Dublin Descriptors” [72]
Permitirá um carregamento, já feito à partida pela subtipagem, das
skills DD’s no modelo.
6. Trabalho “Criteria for Academic Bachelor’s and Master’s Curricula” [73]
Permitirá um carregamento, já feito à partida pela subtipagem, das
skills DD-e’s no modelo, a sua classificação dK, dS, dA e igualmente a
introdução de skills genéricas com classificação DD-e.
7. Trabalho “Proposta de curso de 1º ciclo de Licenciatura em Engenharia
Informática” [71]
Este trabalho do DI, é uma fonte útil no povoamento de skills, seja no estabelecimento da relações entre DD’s e DD-e’s, ou na introdução de
skills técnicas e soft-skills já identificadas no documento.
Adicionalmente, a lista de disciplinas por este apresentada poderá servir de base para um carregamento manual de definições de UC e instâncias de UC, tendo obrigatoriamente de haver validações e entrega de informações adicionais pelos regentes para se estabelecer um povoamento completo da UC. Atreve-se no entanto a dizer que esta informação poderá servir de base inicial para o apoio a operações de definição extensiva.
3.4.2 Futuras fontes de informação a explorar
Relativamente a fontes de informação ainda não exploradas, identificam-se as seguintes:
• A necessidade de elaborar e desenvolver a componente da bibliografia de suporte às UC, carece de apoio de uma lista de referências bibliográficas focadas na área da ciência de computação. Eventualmente, aquando da definição das UC pelos vários dados disponíveis, e caso exista indicações de referências, antevê-se possível começar a explorar o povoamento desta componente.
• Com a revisão do CC2001 no CC2008 (ainda só em PDF) e as várias propostas de sub-curriculums (referidos no capítulo 2) podem, além de um corpo de conhecimento mais actualizado, introduzir um focado em várias subáreas. Estas, futuras, alterações são sem dúvida algo que deverá ser avaliado para revisão, quer dos dados da secção CdC (CC2008), quer mesmo da sua estrutura (sub-curriculums).
O próprio conhecimento interno dentro do DI, relativamente aos detalhes das várias UC e do curso ler-se. Considera-se que a extensão das fichas do trabalho “Proposta de curso de 1º ciclo de Licenciatura em Engenharia Informática” [71], para recolha de mais informação de acordo com este modelo, poderia ser algo útil, caso existisse disponibilidade do corpo docente para o fazer. Com base nesta eventual informação “revista” das UC, seria possível efectuar uma modelação das várias estruturas curriculares com um bom nível de completude, deixando o modelo preparado para uma exploração operacional (entenda-se criação de instâncias e oferta curricular).
• Por fim, eventuais trabalhos de definição curricular, ou sistemas similares, desenvolvidos noutras universidades (Portuguesas e mesmo Europeias), poderiam ser fontes a investigar. Estes consideram-se relevantes, quer para aspectos de validação do modelo, quer para melhoria da informação do corpo de conhecimento (tópicos, skills, etc.).