III. İBN HİŞÂM’IN YAŞADIĞI DÖNEME GENEL BİR BAKIŞ
III.3. Dini ve Kültürel Hayat
3.2. İbn Hişâm’ın Tenkid Ederken Kullandığı Tenkid Cümleleri ve Örnekleri
A aquisição da linguagem por crianças surdas pode ocorrer no mesmo período e nos mesmos estágios que são observados em crianças ouvintes, considerando algumas condições em relação ao input lingüístico a que as crianças surdas têm acesso.
Pesquisas sobre a aquisição da linguagem em crianças surdas filhas de pais surdos possibilitaram o estabelecimento de paralelos entre a aquisição da linguagem de crianças ouvintes, pois, em ambos os casos, há o recebimento adequado de
input lingüístico (Bellugi e Klima, 1989; Petitto e Marentette, 1991; Karnopp, 1994, 1999; Quadros, 1995).
As crianças surdas apresentam estágios de aquisição da linguagem análogos às crianças ouvintes desde o balbucio. Assim, nos primeiros meses os bebês surdos e os ouvintes expressam-se através de sons e produções manuais16. No entanto, as suas vocalizações e produções manuais são naturalmente diferenciadas conforme o
input que recebem, ou seja, as vocalizações ou as produções manuais são,
gradualmente, aumentadas ou diminuídas em relação à freqüência. Dessa forma, o bebê ouvinte e o bebê surdo passam a produzir, respectivamente, balbucio silábico oral e balbucio manual conforme a língua a que estão sendo expostos (Pettito e Marantette, 1991).
A produção dos primeiros sinais na ASL, segundo Pettito, (1987) ocorre por volta de 14 meses. A autora observa a diferença entre o uso de gestos e de sinais. Na LSB, o estudo de Karnopp (1994) evidenciou o início do estágio de um sinal por volta dos 6 meses de idade.
Estudos em língua de sinais possibilitaram pesquisas sobre os efeitos da modalidade na aquisição da estrutura da língua. As similaridades observadas na aquisição das línguas orais e sinalizadas, apesar da diferença das modalidades, contribuem para a investigação de questões importantes sobre a natureza da linguagem, inclusive sobre a teoria da Gramática Universal (Bellugi, Lillo-Martin, O’Grady e VanHoek ,1990).
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No balbucio ocorrem produções de unidades de fala ou de sinais. O balbucio faz parte do desenvolvimento pré-lingüístico (Casanova, 1992).
Bellugi, Lillo-Martin, O’Grady e VanHoek (1990) analisaram as produções de trinta crianças surdas filhas de pais surdos utentes da ASL, na faixa etária entre 1:7 e 10:5, durante narrativas. Figuras de histórias em seqüência foram apresentadas, e foi perguntado à criança o que acontecia em cada uma delas até o final da apresentação das mesmas.
Estágios de desenvolvimento foram estabelecidos pelas autoras, conforme idades aproximadas, pois, nesse estudo parcialmente longitudinal, variações entre crianças de diferentes idades ocorreram.
Assim, foi constatado que por volta dos 2:0, as crianças produziram descrições de cenas individuais incompletas em nível de sentença. A concordância verbal não foi utilizada e foi observada a falta de objeto ou sujeito.
As crianças utilizaram uma variedade de combinações de palavras, mas freqüentemente produziram seqüências incompletas e não utilizaram mecanismos sintáticos espaciais.
Aproximadamente entre 2:6 e 3:6, as crianças produziram seqüências completas para descrever as histórias. Freqüentemente as sentenças eram integradas em nível de sentenças, e observaram-se lacunas. As crianças começaram a usar a concordância verbal com e sem o uso de estabelecimento nominal e co-referência com referentes presentes. As próprias figuras eram utilizadas como referentes sendo indexados ao livro, ou a modificação do verbo ocorria para que o mesmo concordasse com o local das figuras. Os mecanismos espaciais com referentes não-presentes não foram utilizados.
Assim, foi observado que as crianças não utilizam regras coesivas, mas começam a utilizar a sintaxe espacial com referentes presentes e concordância verbal relacionada às figuras. No entanto, não utilizam sintaxe espacial com referentes não-presentes.
As crianças entre 3:6 e 5:0 produziram histórias completas e coerentes. As sentenças individuais, geralmente, foram aceitáveis gramaticalmente. Entretanto, com freqüência ocorreu o não uso de sintaxe espacial, o uso incorreto ou o uso incorreto espacial entre as sentenças.
O estabelecimento nominal foi referenciado na maioria das produções; a concordância verbal esteve frequentemente ausente; a co-referência foi realizada repetindo-se o nome sem utilizar os pronomes espacialmente; as referências de posição na estrutura não foram utilizadas.
Por volta dos 6:0 as crianças utilizaram mecanismos sintáticos espaciais adequados nas sentenças. Elas também utilizaram esses mecanismos entre as sentenças.
O desenvolvimento a partir dessa faixa etária continua, tornando as crianças ainda mais hábeis.
No Brasil, estudos desenvolvidos por Quadros (1995) demonstram que os estágios de aquisição observados por Bellugi, Lillo-Martin, O’Grady e VanHoek (1990) são similares na LSB.
Nesses estudos foi observado que o informante F(2:4) realizou algumas combinações de sinais, envolvendo dois ou três sinais. Uma das produções omitiu o sujeito de referentes presentes quando essa informação podia ser recuperada pelo contexto. Em outras produções foi possível observar que F já utilizava o sistema pronominal com referentes presentes de forma adequada. Não foi observada a omissão do objeto nesse período. F não produziu a terceira pessoa em um ponto no espaço e não flexionou o verbo.
Por volta dos 3:6, na LSB, a autora observou que a criança utiliza a concordância verbal com referentes presentes, sendo que de forma ainda inconsistente com os referentes não presentes.
A concordância verbal é utilizada de forma consistente entre 5:6 e 6:6. Além disso, o uso de sujeitos e objetos nulos se torna comum nesse período.
O informante G (5:11) utilizou um estabelecimento abstrato de um ponto de forma consistente. G definiu claramente os referentes no espaço, permitindo a omissão de sujeito e objeto de forma adequada, pois a estrutura produzida possibilitava recuperação dos referentes pelo interlocutor.
Considerando Quadros (1995), o estudo realizado na LSB apresenta analogia com os estudos sobre sintaxe espacial desenvolvidos na ASL, sugerindo que o processo de aquisição envolva aspectos universais.
Quadros, no ‘Relatório Técnico-científico do Instrumento de proficiência da língua de sinais’ (1999-2001), descreve estágios do desenvolvimento da linguagem considerando estudos sobre aquisição da linguagem, sobre aquisição da Língua de Sinais Americana e as investigações sobre a aquisição da Língua de Sinais Brasileira. Aspectos relacionados à compreensão e expressão da linguagem por crianças surdas são descritos conforme idades entre 0:0 a 13:0. Além disso,
apresenta um teste formativo cujo objetivo é acompanhar o desenvolvimento dos alunos desde a educação infantil até a educação fundamental.