2.5 Türkiye’de İşsizlik Sigortası
2.5.2 İşsizlik Sigortasının Kapsamı
O sambaqui Cachoeira Mirim localiza-se na Ilha do Cardoso, à margem leste do Canal do Ararapira, sobre uma feição arenosa que atualmente aflora em meio à área de influência das marés e encontra-se recoberta por um manguezal (figuras 2.25 e 2.26).
Figura 2.25 – Detalhe da localização do sambaqui Cachoeira Mirim, que se encontrada recoberto pela vegetação (foto: Flávio Calippo)
Figura 2.26 – Detalhe do mangue que recobre a feição arenosa e parte dos vestígios erodidos (foto: Flávio Calippo)
Como esse sambaqui também apresentou vestígios arqueológicos subaquáticos em suas adjacências, foram realizados, além de um testemunho por Percussão, três testemunhagens (vibracoring) e em porções subaquáticas (figura 2.27). Além de evidenciarem que os vestígios arqueológicos ocorrem superficialmente sobre o fundo (sendo provavelmente relativos a eventos erosivos), esses testemunhos revelaram também que a feição arenosa sobre a qual o sambaqui foi construído, a partir de certa profundidade, sobrepõe-se a uma camada de sedimentos argilosos que, provavelmente, também deve estar associada a um paleocanal (figura 2.28).
Figura 2.27 – Croquis do sambaqui Cachoeira Mirim, com a posição dos testemunhos subaquáticos (autor: Flávio Calippo)
Figura 2.28 – Testemunhos subaquáticos realizados no sambaqui Cachoeira Mirim (autor: Flávio Calippo)
Apesar das medições e análises estratigráficas não terem sido realizadas neste sítio com o mesmo detalhamento daquelas que foram feitas no sambaqui Branco (onde uma nova metodologia de interpretação foi testada), as evidências encontradas no sambaqui Cachoeira Mirim indicam que este sítio também foi
construído sobre uma feição arenosa provavelmente relacionada à Transgressão Santos, sob a qual existe um pacote sedimentar passível de causar subsidência em suas feições estratigraficamente superiores.
No caso do sambaqui Cachoeira Mirim, o argumento da subsidência é ainda mais forte, pois, além da idade de suas porções mais inferiores (4.715±95 anos AP - I-9596) (UCHÔA e GARCIA, 1983) coincidirem com um momento em que o nível do mar encontrava-se aproximadamente 3 metros mais alto, a base deste sítio encontra-se em uma posição muito semelhante a ocupada hoje pelo nível do mar. Isso indica que deve existir uma defasagem de aproximadamente 3 metros entre a cota altimétrica que ocupa atualmente e a que deveria ocupar durante o início de sua formação.
É bastante provável que um evento de subsidência possa realmente ter atuado sobre o sambaqui Cachoeira Mirim, porém, antes que se empenhem esforços em compreender a sua influência, é preciso confirmar se a datação obtida por Uchôa e Garcia (op. cit.) junto à base do sítio, realmente corresponde ao início de sua formação. É verdade que no sambaqui Branco as idades das amostras obtidas a partir do perfil erodido coincidem com a idade das amostras coletadas com o vibracorer, mas é preciso lembrar que aquele sítio provavelmente se encontra seccionado em sua porção central, expondo assim uma porção inferior que é relativa ao início de sua formação.
Buscando investigar o processo de formação do sambaqui Cachoeira Mirim e solucionar a dúvida referente à data do início de sua formação, foram realizados um corte experimental e três testemunhos por Percussão (figura 2.29). O corte experimental foi feito na porção central de uma das duas feições colinares que compõe o sambaqui, até uma profundidade de aproximadamente 1,30 metros. A partir desse ponto, as amostras foram obtidas por meio de uma testemunhagem por percussão, pois o poço teste teve de ser encerrado em função da desagregação natural do pacote arqueológico e da conseqüente instabilidade de suas paredes. Os outros dois testemunhos foram obtidos junto às porções mais inferiores de dois perfis que se encontram expostos em função de erosões provocadas pelas águas do Canal do Ararapira. Além de coletar amostras que pudessem ser datadas e
comparadas às idades obtidas por Uchôa e Garcia (1983), essas intervenções objetivaram também compreender se a feição arenosa identificada ao longo dos testemunhos subaquáticos também ocorria sob o sambaqui. Fato que foi mais tarde comprovado com a abertura desses testemunhos (figura 2.30).
Figura 2.30 – Testemunhos retirados junto à base do sambaqui Cachoeira Mirim (autor: Flávio Calippo)
O poço teste foi realizado em níveis artificiais de dez centímetros, evidenciando pelo menos quatro diferentes camadas arqueológicas (figuras 2.31 e 2.32). Apesar de apresentar uma estrutura deposicional bem marcada, não foram encontradas evidências arqueológicas que, em uma primeira análise, pudessem diretamente ser associadas a uma mudança no processo de formação. De qualquer maneira, em cada uma dessas camadas foram coletadas amostras de conchas para datação.
Figura 2.31 – Imagem vértice do perfil nordeste do poço teste (as estacas amarelas indicam os pontos de coleta (foto: Flávio Calippo)
Figura 2.32 – Perfil do poço teste (autor: Flávio Calippo)
Assim como aconteceu com o poço teste, apesar de algumas mudanças na composição, coloração, compactação e texturas terem sido diagnosticadas; não foram encontradas evidências que pudessem sustentar uma segura interpretação do processo formativo. Com exceção da camada arqueológica mais próxima à base do testemunho, onde, após uma marcada face de contato com o topo da feição arenosa que suporta o sambaqui, as conchas ocorrem em meio a uma matriz sedimentar composta principalmente por sedimentos arenosos e argilosos (figura 2.33). Condição nada semelhante a que foi encontrada na porção mais central e inferior do sambaqui Branco (Camada III), onde se estima que tal camada tenha atuado como uma base ou plataforma para a ocupação inicial do local.
Figura 2.33 – Testemunho retirado da base da sondagem (autor: Flávio Calippo)
Entretanto, ainda que não tenha sido possível compreender por completo o processo de formação do sambaqui Cachoeira Mirim, algumas partes da seqüência estratigráfica desse sítio sugerem que os processos envolvidos em sua formação são bastante diferentes daqueles associados ao sambaqui Branco. Embora ambos estão associados aos contextos ambientais e geológicos semelhantes, possuírem bases com idades semelhantes, serem cercados por áreas de mangue que se estabeleceram após a sua formação e se encontrarem assentados sobre feições arenosas (provavelmente regressivas), a diversa composição e estrutura de suas camadas mais centrais e inferiores indicam que poderia existir uma heterogeneidade interna a um mesmo conjunto de sítios e a seus respectivos processos formativos. Um comportamento que, provavelmente, estaria associado ao estabelecimento de diferentes funções para os sítios ou a coexistência de diversas práticas culturais.