2.5 Türkiye’de İşsizlik Sigortası
2.5.4 İşsizlik Sigortası Kapsamında Sunulan Hizmetler
Como existem diversos sambaquis mais antigos que 7.000 anos AP (Calippo, 2004; LIMA et. al, 2004) e evidências de sítios desse tipo que apresentam evidências de submersão decorrentes da elevação do nível relativo do mar (Calippo, op. cit.; DEPINÉ, 2005), as quais apontam para uma antiga presença de populações humanas vivendo ao longo de uma extensa planície fluvial que se desenvolveu em meio à atual porção submersa da plataforma continental brasileira, desde, pelo menos, o período final do pleistoceno até, por volta, de 7.000 anos AP (quando o nível do mar atingiu a cota que assume atualmente), elaborou-se, no âmbito desta Tese, um modelo de predição que fosse, ao mesmo tempo, capaz de apontar as áreas mais prováveis para se encontrar os vestígios materiais (sambaquis submersos) deixados por essas populações mais antigas e de, também, propor hipóteses para explicar as lacunas existentes entre os diversos conjuntos de sambaquis da costa brasileira.
Para dar inicio a esse modelo de predição utilizou-se como referência o modelo desenvolvido por Waters (1992), para a costa do Golfo do México, da Geórgia e da Carolina, a partir do qual as localizações dos sítios foram inferidas com base na correlação das idades dos sítios conhecidos com as datas atribuídas às paleolinhas de costa (figura 2.49).
Figura 2.49 – A costa do Golfo e posição aproximada das paleolinhas de costa. Modificado de Stright (1986) por Waters (1992)
Embora, anteriormente à construção de tal modelo, as curvas de variação do nível relativo do mar para essas regiões e as idades dos sítios arqueológicos emersos apontassem para uma presença humana que não superava os 4.000 ou 6.000 anos AP (ATEN, 1983 e GAGLIANO, 1984 apud WATERS, 1992), foram localizados, com base na proposta, ao longo da plataforma submersa diversos sítios mais antigos, encontrados mar adentro, submersos além da moderna linha de costa e tipicamente recobertos por sedimentos costeiros mais recentes (BRYAN, 1977
apud WATERS, 1992; EMERY e EDWARDS, 1966).
Com base em tal metodologia, sambaquis do Arcaico, atribuídos a paleoíndios, por exemplo, foram encontrados submersos na baía Tampa, na Flórida (WARREN, 1964; GOODYEAR e WARREN, 1972 apud WATERS, 1992;). Entre eles, um sambaqui de 8.000 anos foi descoberto enterrado sob sedimentos estuarinos a 12 quilômetros da costa da Louisiana, a uma profundidade de 18 metros (PEARSON et. al., 1986 apud WATERS, 1992). Além desses, outros sítios
submersos têm sido encontrados ao longo da costa do Golfo, Atlântica e Pacífica dos Estados Unidos32.
Levando em conta a utilização das paleolinhas e as curvas de variação do nível relativo do mar como referência e o fato de que com esse tipo de abordagem foram encontrados sítios submersos muito mais antigos do que aqueles que se encontram em terra, o presente modelo de predição foi desenvolvido a partir de duas perspectivas principais. Em uma primeira, que engloba o litoral e a porção submersa da plataforma continental adjacente à costa do estado de São Paulo, além das curvas de variação do nível relativo do mar e das paleolinhas de costa, foram levadas em consideração, também, algumas referências acerca da idade dos paleoníveis marinhos (evidências de antigos níveis de mar) (KOWSMANN e COSTA, 1979; FURTADO et. al, 1998; KLEIN, 2005) e um mapeamento dessas feições e da porção submersa dos vales dos principais rios (paleovales marinhos) que deságuam ao longo do litoral (figura 2.50), realizado por CONTI (2004).
Figura 2.50 – Distribuição dos paleovales e paleoníveis marinhos ao longo da plataforma continental submersa adjacente ao litoral do estado de São Paulo
Na segunda dessas perspectivas, extrapolando-se as informações obtidas a partir da costa do estado de São Paulo, aos paleoníveis datados (acima citados) foram correlacionados (porém, em menor detalhe) as cartas batimétricas (de profundidade) (figura 2.51) e os mapas dos paleovales (figura 2.52) identificados ao longo de toda a plataforma continental brasileira, no âmbito do Projeto REMAC (1979).
Figura 2.51 – Exemplo da série de mapas utilizados para a elaboração do modelo de predição: Mapa Batimétrico da Margem Sul da Plataforma Continental Brasileira (REMAC, 1979)
Figura 2.52 – Exemplo da série de mapas utilizados para a elaboração do modelo de predição: Mapa Fisiográfico Esquematizado da Região Oceânica Sul da Plataforma Continental Brasileira (REMAC, 1979)
No que tange à adoção do modelo de Waters (op. cit.) é importante ressaltar que, embora existam diferenças significativas entre as curvas de variação do nível relativo do mar estabelecidas para a costa brasileira e para a costa leste norte americana (geradas, principalmente, em conseqüência da atuação de diferentes processos que regulam o equilíbrio oceano/continente, tais diferenças não eliminam a possibilidade da existência desses sítios mais antigos ao longo da costa brasileira. Ainda mais quando esse mesmo tipo de sítio vem sendo encontrado em uma costa
cujos processos de variação relativa do nível do mar são semelhantes aos que atuaram na costa brasileira33, como começa acontecer na Austrália. Um local onde,
segundo Bonhomme (1999), começam a surgir evidências de sítios arqueológicos (também formados por aterros de concha) que vêm sendo encontrados em regiões submersas. Alguns, inclusive, atingindo idades próximas aos 10.000 anos AP (Hall, 1999).
Especificamente em relação às curvas de variação do nível relativo do mar estabelecidas para a costa brasileira, ressalta-se ainda que foram utilizadas, como referência tanto as curvas propostas por Martin e Suguio (SUGUIO, 1999) como as desenvolvidas por Ângulo e Lessa (1997), pois, no que diz respeito às cotas positivas, para a elaboração do presente modelo, mais importante do que o nível atingido é a tendência e as idades apontadas para os eventos de oscilação do nível relativo do mar. Parâmetros que, ambos os grupos, em geral, parecem concordar. Nesse sentido, quando as curvas de um ou outro autor são utilizadas em casos específicos é apontada a devida referência.
Entretanto, neste modelo, uma maior precisão é requerida para as cotas negativas do nível relativo do mar (profundidade). Desta maneira, como referência da idade de cada paleonível marinho foram utilizadas as datações apontadas por Kowsmann e Costa (1979), Furtado et. al. (1998) e Klein (2005). Ambas, apresentadas na tabela abaixo (tabela 2.03).
Tabela 2.03 – Idade e profundidade dos paleoníveis marinhos utilizados como referência
PALEONÍVEIS MARINHOS Profundidade
(metros em relação ao nível marinho atual)
Idade
(anos AP) Referência
-130 15.000 Kowsmann e Costa (1979)
-110 14.000 e 13.000 Kowsmann e Costa (1979)
-90 a -75 12.000 e 11.000 Kowsmann e Costa (1979)
-60 11.000 Kowsmann e Costa (1979)
33 Uma comparação mais detalha entre as curvas de variação do nível relativo do mar da costa
brasileira, australiana e norte americana, bem como dos principais processos atuantes em cada uma delas, pode ser encontrada em Calippo (2004).
-40 9.000 Kowsmann e Costa (1979)
-13 8.000 Furtado et. al. (1998); Klein (2005)