SONUÇ VE ÖNERĠLER 157 6.1 Sonuç
C: Tükenme dönemi (H.Selye, 1977) Selye’nin öne sürdüğü genel adaptasyon sendromu üç dönemden
4. Bilgisel destek (Informational Support): Sorunların çözülmesin
5.2. İş Doyumu Ve Araştırmada Yer Alan Demografik Değişkenlere İlişkin Tartışma Ve Yorum
As tentativas de construir a hegemonia corporativa norte-americana foram atropeladas pela grande depressão de 1929 e retomadas apenas após a Segunda Grande Guerra. Esta reorganização de aproximadamente vinte anos depois também ocorreu em função de pelos menos dois motivos. A eclosão da Primeira Grande Guerra, que criou condições econômicas que permitiram às empresas americanas serem as fornecedoras dos recursos de guerra para os britânicos. O intenso volume bélico requerido colocava as empresas e o Estado liberal inglês na condição de maiores devedores das empresas norte-americanas. Por outro lado, a produção dos recursos de guerra causou um superávit na balança comercial americana, ao mesmo tempo em que tornava sua moeda nacional, o dólar, frente ao padrão monetário dominante, o ouro, uma reserva madura dos futuros pagamentos dos esforços beligerantes. Quando
seguimos as considerações de Arrigui; Barr; Hisaeda (2001), verificamos que os motivos da hegemonia empresarial norte-americana deslocam-se da questão financeira propriamente dita para questões de ordem administrativista.
Nas considerações desses autores, a explicação para a hegemonia corporativa norte- americana não nasce do sistema financeiro produzido no pós-45, atropelado pela crise de 1929. Até este período, o protagonista organizador do sistema financeiro mundial era predominantemente as empresas inglesas. As praças financeiras americanas se encontravam subordinadas às Casas de Londres e ao padrão ouro, onde a Inglaterra é uma das maiores proprietárias de reversas. A condição de credor mundial explicaria parcialmente a condição das empresas norte-americanas e de seu Estado liberal serem os protagonistas da organização do sistema monetário internacional, mesmo no pós-guerra.
Por outro lado, as estabilidades das moedas nacionais e do padrão monetário mundial, o ouro, dependiam da liberação do comércio. Os governos passaram a estrangulá-lo com tratados bilaterais, quotas de importação, acordos e suspensões de dívidas entre outros. A tentativa de estabilidade monetária nacional acabou por estagnar o comércio e criando as condições para a crise de 1929, de uma intensa produtividade americana e de dificuldades que atingiam seus devedores em saldar suas dívidas. Nestas condições, a alternativa empresarial norte-americana foi às reformas em sua estrutura de gestão, ou reformas administrativistas.
As reformas nas corporações norte-americanas não ocorreriam nas altas finanças e no tempo de rotação do capital, como parece sugerir Belluzzo (2009). A grande empresa reorganiza sua estrutura operacional diversificando suas mercadorias, e integrando sua produção em escala, e cria uma estrutura administrativa que combina divisões operacionais autônomas e as integra a escritórios centrais18. A reforma administrativista – concentrada especialmente na produção e comercialização – caracterizava-se, a partir de então, pela constituição de um sistema interempresarial de multidivisionalidade operacional, que redefine as relações entre corporações americanas e as conduz a esse processo de diversificação, construção e manutenção de novos mercados consumidores regionais. Isto permitiu que as empresas passassem a apostar em novos hábitos de consumos e produtos, especialmente os de massa. A produção em escala tomava o administrativismo como uma referência para
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Com as considerações de Pierre Veltz, acerca desta capacidade dos escritórios centrais de coordenar e planejar o trabalho em escala regional, nacional e mundial, observaremos que esta reforma na gestão empresarial norte- americana, que caracterizou até os anos 1970 a grande corporação fordista, passa a ter outro conteúdo e sentido, especialmente esse caráter burocrático e centralizador, de controle e produção vertical, que dará margem para outras condições de produção, flexíveis, descentralizadas, mas ainda fortemente concentradoras de capital.
incrementar esse consumo nesses mercados regionais e apostar em significativos progressos técnicos.
Mas o resultado foi, conforme discutimos, uma superprodução de mercadorias, o desgaste posterior da gestão multidivisional e um cenário de incertezas acerca da grande corporação americana19. Como ressalta Bakan (2008), “naquele tempo, muitas pessoas creditavam que a ganância e a má administração corporativa haviam causado a Grande Depressão” (p. 21).
As rendas individuais não acompanhavam as exigências desse tipo de consumo, e sinalizavam para uma crise no modelo corporativo norte-americano, resolvido apenas com os gastos governamentais. A saída, contraditoriamente, não seria resolvida por estratégias empresariais como o modelo multidivisional ou por seu alcance creditício, mas pelas políticas regulacionistas governamentais instauradas com a grande depressão de 1929. Os gastos governamentais passaram a conter esta crise econômica e de representação administrativa, que envolvia a recém-nascida empresa americana moderna. A política do New Deal passava a estimular uma demanda efetiva tanto das famílias quanto das empresas, mas “....refreou as liberdades e os poderes das corporações” (BAKAN, 2008, p.103). Isto causou pelo menos dois efeitos: livrou as grandes empresas de grandes perdas comerciais e financeira e as inseriu direta ou indiretamente nos maciços gastos governamentais com armamentos.
A forma multidivisional de organização, que não conseguira resgatar as grandes empresas norte americanas da Grande Depressão, tornou-se um instrumento fundamental para atender à demanda de equipamentos militares e científicos avançados, feita pelo governo federal dos Estados Unidos (ARRIGUI; BARR; HISAEDA, 2000, p. 146-147).
Com a superação da crise, a hegemonia empresarial norte-americana passa a ser expressa de outra forma, combinando a estratégia da multidivisionalidade com a multinacionalidade. A corporação na condição de multinacional passa a se propagar e sediar- se nos mercados consumidores de produtos americanos. Seus fundamentos históricos encontram-se, como assinala Arrigui; Barr; Hisaeda (2001), na constituição de uma economia
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A corporação norte-americana nem sempre conseguiu manter uma imagem adequada em solo americano. Segundo Bakan: “com o crescimento do tamanho e do poder das corporações, também cresceu a necessidade de minimizar o medo das pessoas. A corporação sofreu sua primeira grande crise com o crescimento dos movimentos de fusão no começo do sec. XX, quando, pela primeira vez, os norte-americanos perceberam que as corporações, agora enormes bestas, ameaçavam suas instituições sociais e seus governos. As corporações não eram apenas vistas por muitos como leviatãs desalmados – insensíveis, impessoais e amorais. De repente, elas estavam vulneráveis ao descontentamento popular e à divergência organizada (particularmente do crescente movimento trabalhista), quando os clamores por mais regulação por parte dos governos e até mesmo seu desmantelamento tornaram-se cada vez mais comuns” (BAKAN, 2008, p.18-19)
mundial que pode ser tributada às companhias de comércio e navegação, especialmente por terem organizado, mesmo sob as bases do capital mercantil, as condições necessárias para uma posterior integração do mercado mundial. Isto se tornaria uma condição consolidada com a revolução industrial, com mudanças no setor de transportes e comunicações e, contemporaneamente, nos processos de transferência tecnológica e Investimentos Externos Direitos. Este cenário, construído com a crise da velha companhia, contribuiu para a constituição das transições de hegemonia até o aparecimento do tipo multinacional de empresa. Como afirmam os autores supracitados, a empresa multinacional fundamentou-se: em primeiro lugar, por ser uma tipologia empresarial de caráter estritamente comercial, especializada funcionalmente em decorrência das jurisdições territoriais. Sua reprodução e expansão tomam como base a competitividade e suas hierarquias administrativas – matriz/filial – e foi o resultado, por fim, da criação e instrumentalização dos aparatos militares que emergiram no período entre guerras20.
Este, portanto, é um novo momento, de fortalecer a tentativa de dominação corporativa global, o que ocorrerá com maior intensidade somente após a Segunda Grande Guerra e, particularmente, com a abertura do Mercado Comum Europeu. Mas outras diversas consequências no todo do sistema de empresas passam a ocorrer com a emergência do tipo multinacional de corporação. Cresce o número de unidades corporativas num ritmo e quantidade incomparavelmente maior do que em qualquer outro momento do sistema dominante de empresas, assim como suas relações com os Estados. Isto impulsionou as empresas americanas a conquistarem e manterem novos territórios para seus produtos e novas “empresas clientes”. A multinacional permitira uma maior mobilidade institucional e interterritorial do capital. A sua suposta flexibilidade combinada a sua complexa burocracia tornavam possíveis, ainda, adicionar as suas estruturas de gestão comercial e financeira e outras empresas internacionais, fortalecendo-se, assim, os processos de concentração e centralização de capital. Os enormes lucros auferidos e o consumo de massa passavam a ser um quociente dessa combinação.
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Analisando o movimento das multinacionais nos anos de 1990, Chesnais (1996) aponta para três estratégias que reorganizaram a multinacional. Em primeiro lugar, as estratégias de aprovisionamento, típicas das grandes empresas do setor primário, especializadas na integração vertical a partir de recursos minerais, energéticos ou agrícolas situados nos antigos países coloniais ou semicoloniais. As estratégias de mercado, com o estabelecimento de filiais intermediarias; e as estratégias de produção racionalizada, uma produção integrada internacionalmente, mediante o estabelecimento de filiais montadoras. Chesnais ressalva que em alguns países ocorreu a fusão às estratégias, especificamente as estratégias de mercado com as de racionalização da produção.
Mas, mesmo a moderna corporação norte-americana multinacional apresentou forte dependência de seus governos, além de impelir condições de regulação cada vez específica.
À medida que o capital das corporações norte-americanas aproveitou as oportunidades de expansão interna e transnacional criadas pelo governo estadunidense, o capitalismo mundial passou a funcionar em um sistema inteiramente novo, do ponto de suas empresas líderes. Durante uns 25 anos depois de terminada a Segunda Grande Guerra Mundial, a empresa multidivisional e multinacional norte-americana tornou-se o modelo que as firmas do mundo inteiro procuravam imitar (ARRIGUI; BARR; HISAEDA, 2001, p. 149).
Segundo Arrigui; Barr; Hisaeda (2001), governos passaram a oferecer a estas empresas uma cesta de incentivos fiscais e diversos planos de seguros, sobretudo para aquelas que operavam fora de seus territórios. Isto tornava o velho continente europeu um território do consumo de massa dos produtos norte-americanos e destino de seus Investimentos Diretos Externos.
Todavia, o tipo multinacional de empresas apresentou-se como uma estrutura rígida e irredutível às regulações governamentais. A tarefa de criar as condições propícias para a expansão da multinacional em território europeu não representou obra das grandes empresas, mas das políticas públicas do Estado norte-americano e, em pouco tempo, as multinacionais desenvolveram uma dinâmica própria e constituíram, em alguns casos, circuitos paralelos de valorizações de capitais. Os lucros auferidos pelas redes “autônomas” das multinacionais em solo europeu tinham dificuldade de se traduzirem em benefícios em solo norte-americano e, parte deste capital foi deslocada para os offshores.
O modelo de empresa norte-americana não se tornaria hegemônico por todo o sec. XX, e não impediria que movimentos empresariais alternativos se colocassem como seus principais concorrentes. Estes movimentos irão ganhar força após as décadas de 1960 e 1970, mesmo a corporação norte-americana determinando significativas partes do comércio mundial sob a condição de multinacionais. A expressão desses contrapontos à hegemonia empresarial norte-americana traduziu-se com a flexibilidade da produção horizontal e informal dos empreendedores do leste asiático, por um lado, e, por outro, com as empresas voltadas à concentração descentralizada de capital nascida com os distritos industriais em parte da Europa; tipos empresariais que guardaremos suas explicações para outro momento.
PARTE II
CAPÍTULO IV