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SONUÇ VE ÖNERĠLER 157 6.1 Sonuç

C: Tükenme dönemi (H.Selye, 1977) Selye’nin öne sürdüğü genel adaptasyon sendromu üç dönemden

2. Davranışsal Belirtiler: Stresin kiĢi davranıĢları üzerinde açık ve doğrudan etkileri bulunmaktadır Bu etkiler kapsamında uykusuzluk, uyuma isteği, iĢtahsızlık, yemede

2.9. ĠĢ Doyumu ve ĠĢ Doyumu Ġle Ġlgili Kuramsal Bilgiler ve AraĢtırmalar

2.9.5. ĠĢ Doyumu Ġle Ġlgili Yapılan Bazı AraĢtırmalar

Assim como os holandeses, os ingleses desenvolveram estratégias comerciais em condições de empresas de estado ou privilegiadas. O seu surgimento contribuiu decisivamente para a constituição de outras empresas em solo britânico, bem mais especializadas e integradas territorialmente, dentro e fora, do que mesmo sua equivalente holandesa. Mas, diferente dos empresários batavos, a empresa britânica revelou ser possível de realizar duas proezas, ao mesmo tempo civilizatória, fora do território britânico quanto dentro. Fora, a companhia de comércio e navegação inglesa contribuiu na estruturação da produção e comercialização de mercadorias no mundo, fundada também na violência, no intensivo uso da burocracia de seu estado hegemônico e no progresso técnico. Diferente dos holandeses, a empresa britânica não almejava apenas o controle dos mercados estrangeiros, mas, sobretudo, na criação de mercadores consumidores e sua manutenção. Para dentro, os efeitos disto revelaram uma divisão do trabalho bem mais complexa do que as engendradas na Holanda, fez ao mesmo tempo sucumbir o velho e pesado modelo de companhias e substituí-lo por um, mas flexível, especializado e uma ampla capacidade de mobilidade interna; as empresas familiares britânicas. E em solo estrangeiro conseguiu implantar parte de sua burocracia estatal e unidades de comercialização e produção, construindo, assim, algumas das bases jurídicas e administrativas para a mundialização do capital.

A empresa inglesa, Companhia Inglesa das Índias Orientais, fora criada dois anos antes da holandesa. Dentre seus diversos objetivos também estavam o exercício do monopólio, algo que se estendera até o sec. XIX como fator questionador dos representantes do livre comércio. Como afirma Marx e Engels, “a era de liberdade aparente era na realidade a era dos monopólios, não criados por concessão real, como nos tempos de Isabel e Carlo I, mas autorizados e nacionalizados por sanção dos parlamentos” (1987, p. 53).

Além dos ingleses e holandeses, diversas outras companhias também surgiram e passaram a disputar o monopólio do comércio das Índias. Muitas outras companhias de comércio e navegação surgem no sec. XVIII. Em certa medida, estas instituições terminaram por colocar a VOC e a Companhia Inglesa, já existente, frente a uma acirrada concorrência e da necessidade de estratégias de ajustes. As novas empresas compunham parte do complexo sistema interempresarial que se formava na Europa e de outros ciclos de acumulação, mesmo ainda sobre hegemonia batava e britânica.

Mas a companhia inglesa das Índias orientais nasceu com um caráter bastante experimental, mesmo com concessões parlamentares. Eram feitas poucas viagens, com muitos riscos, pouco capital acionário e bem diverso entre investidores. Seu nascimento está associado a um grupo de comerciantes londrinos, que solicitou à rainha Elizabeth I a Carta Real. Isto lhes dava a permissão para navegar e comercializar para o Oceano Índico e, assim, chegar o que se tornaria a oficina de manufatura inglesa; as Índias. Em 1591, três navios partem da Inglaterra em direção ao mar da Arábia e para a península da Malásia. Cinco anos após esta concessão, três outros navios seguem em direção ao leste, mas perdem-se no mar. Marx e Engels sugerem outro momento, de consolidação e reconhecimento da Companhia Inglesa das Índias Orientais.

O verdadeiro começo da Companhia das índias Orientais não pode ser datado de uma época mais remota que o ano de 1702, quando as diferentes sociedades que reivindicavam o monopólio do comércio com a índia Oriental se uniram numa única companhia. Até então, a própria existência da original Companhia das índias Orientais esteve repetidamente comprometida, uma vez suspensa por anos sob o protectorado de Cromwell e outra punida com a dissolução por interferência parlamentar, durante o reinado de Guilherme II. Foi sob a influência do Príncipe Holandês, quando os Whigs passaram a ser os cobradores dos rendimentos públicos do Império Britânico, quando nasceu o Banco de Inglaterra, quando o sistema de proteção foi firmemente estabelecido em Inglaterra e a balança do poder na Europa estava definitivamente estabilizada, que a existência da Companhia das Índias Orientais foi reconhecida pelo Parlamento (p. 53, Grifos nossos).

Nesse sentido, a fusão da companhia holandesa com a recente companhia inglesa, e o início do processo de colonização do território hindu, consistiria o marco fundamental da consolidação empresarial britânica no mundo. Isto auferido de comum acordo entre o império holandês e inglês, frente à existência de condições econômicas propícias, sobretudo financeiras, para este arranjo. Um arranjo que inauguraria o fim da empresa holandesa e a consolidação dos britânicos fora e dentro de seus territórios. Arrighi (2001) afirma que em menos de uma década a nova companhia saiu da sombra da VOC e começou a se afirmar como empresa preponderante da Europa que domina a Ásia (ARRIGHI, 2008).

Mesmo com algumas viagens malsucedidas, grupos de comerciantes ingleses compram navios e investem em novos capitais. O estado inglês permite a recém-formada empresa o monopólio comercial sob todos os países ao leste do Cabo da Boa Esperança e a Oeste do Estreito de Magalhães, por um período de quinze anos. Inicialmente, a empresa enfrentava problemas no comércio de uma de suas principais moedas, as especiarias. Antes da fusão, a concorrente holandesa, já bem estabelecida, era um problema. Mas em 1660 a empresa dos britânicos começa a operar com capital mais sólido e, de maneira sistemática,

consegue colocar-se como a principal concorrente dos holandeses e de outras empresas. Consegue instalar fábricas e fortes em territórios como Java, que passa a exercer uma importante função comercial. Mas já no sec. XVII, a empresa entra em crise quando alguns acionistas questionam a competência comercial da companhia inglesa frente ao monopólio holandês.

O sistema de empresas baseado nas companhias de comércio e navegação entrara em crise, dentre muitos motivos, pelo particular dinamismo inglês que se volta para outro sentido de empresa, e pela reestruturação protagonizada em território asiático, em que esse novo tipo de empresa revelará ser bem mais produtiva, de forte alcance comercial e de um sistema tributário mais complexo do que sua antecessora8. Por outro lado, isso não esconderia uma combinação de violência, burocracia e progresso técnico, que se acresce e marca gradualmente a reestruturação das atividades comerciais britânicas no interior da Índia. Como apresenta Marx e Engels, em O Colonialismo, “foi o intruso britânico quem partiu o tear manual e destruiu a roda de fiar. (...). A energia e a ciência britânicas destruíram por toda a superfície do Indostão. A união entre a agricultura e a indústria de manufatura” (1987, p. 44).

A Companhia das Índias Orientais comercializava principalmente algodão, seda, corantes, salitre, chá e ópio, e isto a impelia a criar estruturas de governo eficientes em porções significativas de territórios como a Índia. Isto garantia a produção e comercialização destas mercadorias por um binário territorial Londres - Índia, pela combinação em território hindu de forte poder militar com funções administrativas. Isso se estende no sec. XIX, ampliando o sentido da colonização inglesa que significa “(...) cumprir uma dupla missão na Índia: uma destruidora, outra regeneradora – a aniquilação da velha sociedade asiática e o lançamento das bases materiais da sociedade ocidental na Ásia” (MARX; ENGELS, 1987, p. 98).

Mas a estratégia de expansão da empresa inglesa se torna possível quando supera os domínios portugueses na Índia. Com isso, estabelece postos de comércio em Surat, Madras, Bombay e Calcutá, e em 1647 já possui 23 fábricas não integradas, cada uma administrada por um comerciante capitão e governador. Entre 1650 e 1656, a empresa inglesa faz rigorosas incursões no monopólio holandês do comércio das especiarias, como o caso das incursões no Estreito de Málaca, de domínio batavo e adquirido dos Portugueses. Com a renovação da Carta Real, de 1609, a empresa inglesa passa por algumas mudanças e lhes é concedida o

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Destacaremos os fatores da crise do modelo de companhia de comércio mais adiante, especialmente quando foi assinalado os fatores de transição para o sistema de empresas familiares inglesa.

direito de novas aquisições territoriais, consequentemente expansões comerciais. O direito de comandar tropas, criar fortalezas e formar alianças, assim como o exercício das jurisdições civis e penais em territórios adquiridos.

O final do sec. XVIII representou, simultaneamente, um momento de consolidação da empresa de comércio e navegação inglesa perante sua rival holandesa, mas também a demonstração de que sua hábil capacidade política e econômica de construir territórios e ser a grande empresa monopolista do mundo, não será suficientemente forte para impedir que outros tipos empresariais alternativos sejam forjados frente ao seu caro e já obsoleto tipo de empresa de comércio e navegação.

Assim, o livre comércio surgia como uma alternativa às fadadas atividades das companhias privilegiadas e como alternativas aos altos preços impostos por elas aos mercados compradores, seja nas Américas ou as do oriente. A inexistência de uma economia de escala também proporcionou o êxito do livre comércio. Os comerciantes particulares não tinham a obrigação do comércio contínuo mesmo sem lucros que cabia as grandes organizações. Os comerciantes particulares não estavam sujeitos a essas obrigações. Comerciavam ou não, de acordo com suas conveniências (ARRIGHI, 2001, p.120).

Novas empresas surgem concentradas em solo britânico, ao mesmo tempo fortemente dependentes de progresso técnico e de novos mercados. Os efeitos dessa mudança serão sentidos no final sec. XIX de maneira mais sistematizada e com estratégias empresariais distintas, caracterizando uma quarta fase da hegemonia empresarial nas Índias orientais.

Como assinala Arrighi (2001), diferente das suas concorrentes europeias, os fatores de crise que permitem o surgimento de novos tipos empresariais ingleses não emergem de fora de seu território. O obsoleto tipo de empresa – companhias de comércio e navegação – passa a ser questionado, em especial por seu monopólio comercial em terras asiáticas e pela revolta de seus irmãos britânicos locais. As novas empresas reivindicam o livre comércio e o término do exclusivo comercial. Assim explica Arrighi (2001) uma das consequências da crise das companhias de comércio e navegação britânica.

Perde suas funções administrativas em função da rebelião de 1857-1858, e o subcontinente indiano passa a ser incorporado ao império britânico. Com este declínio entra em funcionamento, uma outra estrutura de acumulação, centrada nas empresas de propriedade familiar que estavam inseridas em uma densa rede de intercâmbio comercial e operando sob a proteção do mais amplo e poderoso império territorial que o mundo já tinha visto. Com isso, completa-se a transição para a hegemonia britânica (ARRIGHI, 2001, p. 121).

A combinação de extinções e de expansões comerciais marca a segunda metade do sec. XVIII na Europa. Mas, parte dessas estratégias sinalizou a ascensão subsequente do imperialismo britânico de livre comércio, e tratando-se, dentre outras coisas, de uma expansão territorial.