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H- Yatırımlar

VI. GELİR TABLOSU

2.1- O Caupi

A espécie Vigna unguiculata (L.) Walp é comumente conhecida como feijão- caupi. Esta é uma eudicotiledônia que pertence a ordem Fabales, família Fabaceae, anteriormente conhecido como legumes. O gênero Vigna é composta por mais de 200 espécies, nativa de regiões quentes e presente em todos os continentes (Fery, 2002). A localização exata do centro de origem do caupi é muito difícil de determinar. Com base nas variações morfológicas e genéticas, em termos do número e distribuição geográfica de cultivares selvagem e as suas características primitivas, aceita-se que os cultivares mais primitivos de Vigna unguiculata (L.) Walp selvagem apareceram na África Austral. Da África Austral o caupi migrou para outras partes da África, Europa e Índia e foi importado para América tropical em torno dos 1700 anos pelos espanhóis com o tráfico de escravos (Singh & Tarawali, 1997).

As leguminosas contêm quantidades relativamente grandes de proteínas, vitaminas e minerais e são a principal fonte de proteína para muitas pessoas ao redor do mundo, por razões culturais e econômicas. A composição da semente varia com as condições da região, com o cultivar e com o solo e as características climáticas (Iqbal, Khalil, Ateeq, & Sayyar Khan, 2006). A espécie Vigna unguiculata (L.) Walp é uma excelente fonte de proteína (23-25%, em média), que contém todos os aminoácidos essenciais, carboidratos (62%), vitaminas, minerais, fibra dietética e uma pequena quantidade de gordura mas sem colesterol. Portanto, o caupi é um alimento de base para populações de baixa renda no Nordeste do Brasil (Andrade- Júnior et al., 2002). O Caupi também é essencial para apoiar a produção de gado e cereais em regiões semi-áridas, servindo de forragem, proteção contra a erosão e a

 

Figura 1. Pranchas botânicas representando Vigna unguiculata (L.) Walp (Fabácea), anteriormente chamada de Vigna sinensis.

eliminação de algumas plantas parasitas. Outra característica importante desta espécie é promover a fixação de nitrogênio pelas bactérias simbióticas (Bradyrhizobium sp.). A produção de caupi prova-se capaz de manter as reservas de nitrogênio no solo e até mesmo aumentar (Singh & Tarawali, 1997).

A área plantada com feijão-caupi no mundo é de cerca de 12,5 milhões de hectares, com 8 milhões (64% do total mundial) na África Ocidental e Central. Outras partes do mundo, onde caupi está fortemente presente, estão localizados na América do Sul, América Central e Ásia, com áreas também no sudoeste da Europa, o sudoeste dos Estados Unidos e Oceania. Entre todos os países, os principais produtores são Nigéria, Niger e Brasil (Quin, 1997). No Brasil, o feijão-caupi é cultivado principalmente na região do semi-árido nordestino e em pequenas áreas da Amazônia. Os principais produtores de feijão-caupi são os estados do Ceará (159.471 t), Piauí (58.786 t), Bahia (50.249 t) e Maranhão (35.213 t), que também tem a maior área plantada (IBGE, 2001).

Apesar de ser considerada uma cultura tolerante a seca, a pesquisa mostrou que o aparecimento de um défice de água durante a cultura do caupi, especialmente em períodos de floração e enchimento dos grãos, pode diminuir fortemente a produção de grãos. O estresse hídrico reduz tambem o peso de nódulos, a quantidade de nitrogênio acumulado, a produção de nitrogênio e produção de matéria seca das plantas de feijão-caupi, especialmente quando o estresse hídrico é imposto entre a segunda e a quinta semana após a semeadura (Stanford, Santos, Silva, Santos, & Monteiro, 1990). Em um estudo baseado no efluxo de solutos de discos de folhas tratadas com PEG Vigna unguiculata foi mais tolerante do que outras espécies de feijão (Vasquez-Tello, Zuily-Fodil, Pham-Thi, & Vieira da Silva, 1990). Ainda nessa linha de investigação El Maarouf et al. (1999) caracterizaram cv. Epace como mais tolerante do que cultivar cv. 1183 ao estresse hídrico (PEG). Vis-à-vis as respostas à fumigação de ozônio as respostas do caupi

 

Figura 2. Fotografia de plantas de Vigna unguiculata no campo.

não são conhecidos. Alguns trabalhos de Glycine max, uma espécie suficientemente próxima de Vigna unguiculata mostrou a sensibilidade dessas Fabaceae ao ozônio em comparação com outras culturas (Mills et al., 2011; Mills, Buse, Gimeno, Bermejo, & Holland, 2007).

Recursos moleculares, de genética e genômica, têm sido desenvolvidos para caupi com o objetivo de fortalecer os programas de melhoramento genético para o melhoramento de variedades de caupi nos Estados Unidos, Índia, Brasil e em muitos países da África e Ásia (Pottorff et al., 2012). No entanto, até agora, pouca atenção tem sido dada à caracterização genética e desenvolvimento de recursos genéticos para caupi. Atualmente, menos de 1000 EST de caupi foram depositadas em bancos de dados públicos e a maioria das sequências de DNA gnômico disponíveis estão diretamente relacionados com o mRNA e sequencias não codantes ou sequências não caracterizadas encontradas através de RFLP (polimorfismo de comprimento dos fragmentos de restrição). O tamanho do seu genoma é de apenas 620 MB, um dos menores entre as plantas que o coloca no final (o menor tamanho) dos genomas das plantas (Paterson, 2006; Timko et al., 2008).

Dentre os principais objetivos relacionados com a seleção do caupi, bem como programas para melhorá-lo, é a sobreposição de características agronômicas desejáveis, tais como tolerância a estresses abióticos (seca, salinidade, calor e recentemente poluentes do ar), o tipo de crescimento de plantas e sementes de qualidade, bem como a sua resistência a muitas infecções bacterianas, doenças fúngicas e virais, insetos, invertebrados (nemátodes) e pragas de herbívoros. O uso de seleção assistida por marcadores e outros meios de melhoramento molecular para monitorar características monogênicas deverá em um futuro próximo aumentar a eficácia dos programas de melhoramento do caupi, bem como proporcionar novas oportunidades para o desenvolvimento de caupi como um alimento básico tanto quanto dar suporte à agricultura de subsistência.

 

Figura 3. Mecanismo de respostas das plantas à seca.

Esquerda, respostas de longo termo ou aclimatação; direita, respostas de curto termo.

De acordo com Chaves, Maroco, & Pereira (2003) Estado da Arte

Benzer Belgeler