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3.4 Veri Toplama Araçları İle İlgili Geçerlik ve Güvenirlik Çalışmaları

3.4.2 Güvenirlik Çalışmaları

A planta de milho é anual, normalmente robusta, estando classificada como monocotiledônea, pertencente à divisão Magnoliophyta, classe Liliopsida, subclasse

Commelinidae, ordem Poales, família Poaceae, subfamília Panicoideae, tribo Andropogonea, gênero Zea, sendo o nome científico da espécie Zea mays (L.).

Provavelmente, o milho é a mais importante planta comercial com origem nas Américas. Há indicações de que sua origem tenha sido no México, América Central ou Sudoeste dos Estados Unidos. É uma das culturas mais antigas do mundo, havendo provas, por escavações arqueológicas e geológicas, e medições por desintegração radioativa, de que é cultivado há pelo menos 5.000 anos. Logo depois do descobrimento da América, foi levado para a Europa, onde era cultivado em jardins, até que seu valor alimentício tornou-se conhecido (DUARTE et al., 2010).

Mundialmente, o milho é cultivado entre as latitudes 58° Norte e 40° Sul, distribuído nas mais diversas altitudes, encontrando-se desde localidades situadas abaixo do nível do mar até regiões com mais de 2.500 m de altitude (FANCELLI; DOURADO NETO, 2004). Porém, para se desenvolver, o milho necessita de calor e umidade adequada, uma vez que é uma cultura de origem tropical. Em regiões de clima subtropical, os fatores ambientais como as variações na disponibilidade térmica e de radiação solar, exercem grande influência sobre o desenvolvimento fenológico do milho. A temperatura do ar é o elemento meteorológico que melhor explica a duração dos subperíodos de desenvolvimento desta cultura, havendo relação linear entre a duração destes subperíodos e o desenvolvimento da planta (LOZADA; ANGELOCCI, 1999).

O ciclo da cultura varia entre 100 e 180 dias, em função da caracterização dos genótipos (superprecoce, precoce e tardio) e pode apresentar variações com a temperatura do ar, conforme ressaltado por Lozada e Angelocci (1999) e Rezende et al. (2004). Quando as temperaturas médias do ar durante o período de desenvolvimento são superiores a 20 °C, o ciclo dos genótipos precoces varia de 80 a 110 dias, enquanto que o ciclo dos genótipos médios varia de 110 a 140 dias para atingir a fase de maturidade fisiológica. Quando as temperaturas médias do ar são inferiores a 20 °C, o ciclo aumenta de 10 a 20 dias para cada 0,5 °C de diminuição de temperatura, dependendo do híbrido, ressaltando que a 15 °C o ciclo da cultura do milho varia de 200 a 300 dias.

Embora o milho responda à interação de todos os elementos climáticos, pode-se considerar que a precipitação pluvial, a temperatura do ar e a radiação solar, são os que mais influenciam, pois atuam diretamente nas atividades fisiológicas, interferindo na produção de massa seca e de grãos (BRACHTVOGEL et al., 2009). Por pertencer ao grupo de plantas C4 (LANDAU; SANS; SANTANA, 2010), o milho responde com elevadas produtividades ao aumento da quantidade de

radiação solar, por possuir mecanismo fotossintético que utiliza o gás carbônico da atmosfera com mais eficiência. Isso ocorre porque no processo fotossintético destas plantas, o gás carbônico é continuamente concentrado nas células da bainha vascular das folhas (fonte) sendo redistribuído para locais onde serão estocados ou metabolizados (dreno). Esta relação fonte-dreno pode ser alterada pelas condições de solo e de clima, condição fisiológica e nível de estresse da cultura.

O milho tende a expressar sua elevada produtividade quando a máxima área foliar coincidir com a maior disponibilidade de radiação solar, desde que não haja déficit hídrico. Essa condição permite a máxima fotossíntese, porém aumenta a necessidade hídrica da cultura, já que o elevado fluxo energético incidente também eleva a evapotranspiração (GALON et al., 2010). Quando o déficit hídrico ocorre durante o florescimento (período crítico da cultura), a produtividade é afetada, reduzindo, principalmente, o número de grãos por espiga (BERGONCI et al., 2001). Nessas condições, o uso da irrigação torna-se fundamental, pois é nessa fase que ocorrem os maiores efeitos do déficit hídrico e também a maior eficiência do uso da irrigação, tanto na produção de massa seca quanto na produtividade.

Ao redor do período da antese, geralmente a produção de fotoassimilados do milho é maior que aquela demandada pelos órgãos reprodutivos, sendo o seu excesso armazenado como reserva, principalmente nos colmos e bainhas. Posteriormente, durante o período de desenvolvimento intenso dos grãos, se a produção de fotoassimilados for insuficiente para atender a demanda dos grãos, as reservas podem ser remobilizadas e utilizadas como fonte suplementar (MACHADO et al., 1982). Desta forma, para Ruget (1993), o colmo é uma importante estrutura de armazenamento temporário de açúcares nas primeiras semanas após a fertilização dos grãos, quando a capacidade fotossintética da planta é máxima e a demanda da espiga por fotoassimilados é pequena.

Pode-se então dizer que o eficiente transporte de materiais produzidos e acumulados nas folhas, em direção aos grãos em formação, é de grande importância para garantir alta produtividade. No entanto, havendo dreno forte, é possível alcançar produtividades satisfatórias mesmo com efeito da competição intra e interespecífica das plantas, causadas pelo aumento da densidade populacional e diminuição do espaçamento entre as linhas, mediante a redistribuição de assimilados acumulados em outros órgãos da planta. Neste contexto, Rajcan e Tollenaar (1999) mencionam que os colmos são estruturas modeladoras de grande

importância para a definição da produtividade quando a planta passa por qualquer tipo de estresse na fase reprodutiva. Isto significa dizer que o colmo pode atuar como órgão equilibrador da limitação de fonte, promovendo a remobilização dos carboidratos de reserva armazenados até o início do enchimento dos grãos.

Em termos de exigência nutricional da cultura, a importância do nitrogênio e do potássio sobressai quando o sistema de produção agrícola passa de extrativa, com baixas produtividades, para uma agricultura intensiva e tecnificada, com o uso de irrigação. Em condições de baixa produtividade, em que as exigências nutricionais são menores, mesmo uma modesta contribuição do nitrogênio e do potássio suprida pelo solo pode ser suficiente para eliminar o efeito da adubação com estes nutrientes (COELHO; FRANÇA, 1995). Todavia, evidencia-se a importância de que, no manejo de fertilizantes, o conhecimento da demanda de nutrientes durante o ciclo da cultura contribui para maior eficiência da adubação.

O nitrogênio é importante no início do desenvolvimento da cultura do milho. No entanto, encontra-se em quantidades insuficientes nos solos, especialmente nos de classe textural arenosa, tornando fundamental o seu fornecimento para obter produtividades satisfatórias (BELARMINO et al., 2003). Simplesmente aplicar o fertilizante nitrogenado no solo para a cultura absorver não implica em boas produtividades; é necessário obter eficiência da adubação. A resposta da cultura ao fertilizante depende, além do suprimento de nitrogênio do solo, da dose aplicada, das características da planta e do solo, do histórico e do manejo do solo da área, ou seja, depende diretamente da forma como a adubação foi realizada e das condições edafoclimáticas. Além do fornecimento de nitrogênio mineral, outra solução para suprir as quantidades insuficientes do nutriente no solo pode ser com o uso de coberturas vegetais.