Durante o período de desenvolvimento e na colheita das espigas da cultura, em ambos os anos agrícolas, foram mensuradas características morfológicas e nutricionais de plantas, características de espiga, componentes de produção e produtividade da cultura do milho.
3.8.2.1. População inicial e final de plantas
As populações inicial e final de plantas foram determinadas no momento da aplicação do nitrogênio em cobertura e da colheita das espigas da cultura, respectivamente, mediante a contagem das plantas presentes na área útil das parcelas (duas linhas centrais – 9,0 m2). Os valores obtidos foram extrapolados em plantas ha-1.
3.8.2.2. Produção de massa seca de parte aérea
A produção de massa seca de parte aérea foi mensurada quando 50% das plantas apresentavam-se no estádio de florescimento pleno (RITCHIE; HANWAY; BENSON, 2003), coletando-se, de maneira contínua na linha de semeadura, cinco plantas representativas na área útil de cada parcela. As plantas foram cortadas rentes à superfície do solo, sendo posteriormente fragmentadas em desintegrador forrageiro (modelo DPM-1/Nogueira®) e submetidas à secagem em estufa com renovação e circulação forçada de ar à temperatura de 60±5 °C, até atingir massa constante. Os resultados obtidos foram expressos em g planta-1 e em kg ha-1 de massa seca de parte aérea, pela extrapolação dos resultados baseando-se na população final de plantas.
3.8.2.3. Índice de clorofila foliar
A estimativa do teor médio de clorofila foliar foi realizada em condições de campo com a utilização de clorofilômetro portátil marca ClorofiLOG®, modelo CFL 1030 (Falker Automação Agrícola®), que por meio de sensores, analisa três faixas de frequência de luz e pelas relações de absorção de diferentes frequências, fornece medições dos teores das clorofilas a, b e total (a+b), expressas em unidades dimensionais chamadas ICF (Índice de Clorofila Foliar) (FALKER, 2008). As leituras foram realizadas em três épocas (RITCHIE; HANWAY; BENSON, 2003): quando 50% das plantas na parcela apresentavam-se com a quinta folha expandida (estádio fenológico da aplicação do nitrogênio em cobertura), dez folhas e no estádio de florescimento pleno. As duas primeiras leituras foram realizadas na porção do terço central do limbo da última folha recentemente desenvolvida (fora do “cartucho”) e na folha oposta e abaixo da espiga principal para a terceira leitura. Foram consideradas aleatoriamente três plantas representativas na área útil de cada parcela.
3.8.2.4. Teor de nitrogênio, fósforo e potássio foliar
Simultaneamente ao registro da terceira leitura do índice de clorofila foliar, com a maioria das plantas ainda no estádio de florescimento pleno (RITCHIE; HANWAY; BENSON, 2003), foram coletados os terços centrais dos limbos de dez folhas situadas opostamente e abaixo da espiga principal (MALAVOLTA, 1992; OLIVEIRA, 2004) de plantas presentes na área útil de cada parcela, para avaliação do estado nutricional da cultura. Em seguida, foram submetidos à secagem em estufa com renovação e circulação forçada de ar à temperatura de 60±5 °C, até atingir constância em massa. Após a secagem, os limbos foliares foram moídos em moinho de facas do tipo Wiley, com peneira de 1,0 mm. As determinações de tais nutrientes foram realizadas conforme metodologias descritas por Malavolta, Vitti e Oliveira (1997), com os resultados expressos em g kg-1 de N, P e K. As análises foram realizadas no Laboratório de Nutrição de Plantas do Departamento de Fitossanidade, Engenharia Rural e Solos (UNESP – Câmpus de Ilha Solteira).
3.8.2.5. Teor de nitrogênio, fósforo e potássio na planta inteira
Os teores de nitrogênio, fósforo e potássio na planta inteira foram determinados após a avaliação de produção de massa seca de parte aérea, coletando-se uma subamostra de aproximadamente 30 g do material de cada parcela. O material coletado foi moído em moinho de facas do tipo Wiley, com peneira de 1,0 mm. As determinações de tais nutrientes foram realizadas conforme metodologias descritas para a determinação dos teores de nitrogênio, fósforo e potássio foliar (MALAVOLTA; VITTI; OLIVEIRA, 1997), com os resultados expressos em g kg-1 de N, P e K. As análises foram realizadas no Laboratório de Nutrição de Plantas do Departamento de Fitossanidade, Engenharia Rural e Solos (UNESP – Câmpus de Ilha Solteira). Vale ressaltar que esta avaliação foi realizada somente no ano agrícola 2010/11.
3.8.2.6. Nitrogênio, fósforo e potássio acumulado
O nitrogênio, fósforo e potássio acumulado foram obtidos pelo produto do teor dos respectivos nutrientes determinados nas subamostras (g kg-1) e a produção de massa seca de parte aérea das plantas (kg ha-1), com os resultados estimados em kg ha-1 de N, P e K.
3.8.2.7. Altura de planta
A determinação da altura média de planta foi realizada quando 50% das plantas apresentavam espigas com grãos pastosos (RITCHIE; HANWAY; BENSON, 2003). Foi obtida pela medição do comprimento do colmo (distância entre a superfície do solo e a base da folha “bandeira”) com auxílio de régua graduada. Foram avaliadas cinco plantas contínuas na linha de semeadura e representativas da área útil de cada parcela, com os resultados expressos em centímetros.
3.8.2.8. Altura de inserção de espiga
A altura média de inserção de espiga foi obtida pela distância entre a superfície do solo e o ponto de inserção da espiga principal com o colmo, com auxílio de régua graduada. Vale ressaltar que tal determinação foi realizada quando a maioria das plantas apresentava espigas com grãos pastosos (RITCHIE; HANWAY; BENSON, 2003), considerando as mesmas plantas utilizadas na determinação da altura média de planta, com os resultados expressos em centímetros.
3.8.2.9. Diâmetro de colmo
Simultaneamente as determinações de altura de planta e de inserção de espiga, foi determinado o diâmetro médio de colmo. Considerou-se, nesta avaliação, o diâmetro do segundo internódio a partir da base da planta, o qual foi mensurado pelo uso de paquímetro digital, modelo CD-6” CSX-B (Mitutoyo Sul Americana®), com os resultados expressos em milímetros. Foram consideradas as mesmas plantas utilizadas na obtenção da altura média de planta e de inserção de espiga.
3.8.2.10. Percentual de quebramento de planta
O quebramento de planta foi determinado na área útil das parcelas (duas linhas centrais – 9,0 m2) pelo percentual de colmos quebrados abaixo da inserção da espiga principal, em relação à população final no momento da colheita da cultura.
3.8.2.11. Comprimento de espiga
A determinação do comprimento médio de espiga foi realizada após a colheita e antes da trilha dos grãos, considerando-se aleatoriamente dez espigas despalhadas em cada parcela, as quais foram medidas da base até o ápice com a utilização de régua graduada. Os resultados foram expressos em milímetros.
3.8.2.12. Diâmetro de espiga
O diâmetro médio de espiga foi obtido medindo-se o terço central da espiga. Foram amostradas dez espigas em cada parcela, após a colheita e antes da trilha
dos grãos, sendo essas, as mesmas utilizadas na determinação do comprimento de espiga. Os resultados foram expressos em milímetros.
3.8.2.13. Número de fileiras de grãos por espiga
O número médio de fileiras de grãos da espiga foi determinado pela simples contagem. Foram amostradas dez espigas em cada parcela, após a colheita e antes da trilha dos grãos. Consideraram-se as mesmas espigas utilizadas na determinação do comprimento e diâmetro médio de espiga.
3.8.2.14. Massa de mil grãos
Após a debulha das espigas colhidas na área útil das parcelas, determinou- se a massa média de grãos. Aleatoriamente, foi coletada uma subamostra de 250 grãos por parcela, a qual foi submetida à pesagem em balança de precisão (0,001 g) e à determinação de umidade, possibilitando estimar a massa dos grãos corrigida para 13% de umidade (base úmida – b.u.). Os resultados foram extrapolados para massa de mil grãos. Cabe salientar que a umidade dos grãos foi obtida pelo método elétrico não-destrutivo indireto, mediante o uso do aparelho portátil modelo Multi-
Grain (Dickey-John®), o qual propicia leitura direta em display digital.
3.8.2.15. Produtividade
A produtividade foi obtida a partir da debulha e pesagem dos grãos oriundos das espigas colhidas na área útil das parcelas (duas linhas centrais – 9,0 m2). Os valores obtidos foram extrapolados para kg ha-1 e corrigidos para 13% de umidade (b.u.).