KONUYA İLİŞKİN KURAMSAL ÇERÇEVE
1.2. HALK SAĞLIĞI
1.2.3. Günümüzde Halk Sağlığı
Mas, lastimo informar: têm história sim... Bertran16
15 A acelerada urbanização da população brasileira é destacada por Geiger (1963, p. 17) ainda
na década de 1960. Segundo o autor “Em 1950, residiam nas cidades e vilas do Brasil 18.776.000 habitantes, ou sejam 36,2% da população brasileira, já representando um crescimento significativo em relação à década anterior quando essa porcentagem era de 31,2%. Na década de 1950 o exame da população ativa em setores produtivos não agrícolas já aproximava o Brasil de porcentagens comparáveis ao Japão. Embora parte dessa população estivesse ocupada no setor terciário e não no ramo industrial, foi este segundo que mais cresceu no período e de fato o Brasil se tornava mais urbano. O censo de 1960 já apontava índices superiores a 40. Enquanto o crescimento da população total brasileira foi de 25% entre 1940 e 1950, o da população urbana foi de 45%”.
16 Transcrito de ensaio do historiador Paulo Bertran publicado em site da internet visitado em
A formação de uma trama interna do povoamento brasileiro (sobre a qual Capistrano de Abreu argumenta ser possível, à exceção dos territórios de fronteira, a redução a algumas vertentes de ocupação principais: “como num país as águas se somam em algumas bacias preponderantes”) teve quatro centros deflagradores, dentre eles, São Paulo teria originado o principal braço que levou à ocupação da região central do Brasil (ABREU, 1963, pp. 261-263):
Em poucos anos se desenvolvem tanto as bandeiras que os paulistas à procura do sertão se embatem contra os jesuítas do Paraguai à procura do mar e ensanguentam as águas do Paraná. O Paraíba do Sul, o Sapucaí e a Mantiqueira levam pelo São Francisco a Minas Gerais, à Bahia, a Pernambuco, à Paraíba, ao Rio Grande do Norte, ao Ceará, ao Piauí, ao Maranhão. Evitando o salto de Urubupungá chegam a Goiás e descem o Amazonas; evitando o Sete Quedas, passam ao Paraguai e pelo Cuiabá- Mato Grosso chegam igualmente ao Amazonas.
Capistrano reconhece os antigos Campos de Piratininga17 como local de
origem dos colonizadores cerratenses, que para ali caminharam ao perceberem a possibilidade de realizar sua expansão rumo ao interior através dos rios bordejados de campos-cerrados e por caminhos terrestres que os bandeirantes paulistas já conheciam. Mesmo as difíceis condições de penetração deste ponto da costa, não haviam impedido que essas terras fossem cobiçadas. Acreditava-se que exatamente por ali era possível alcançar as grandes riquezas em metais do interior, tão divulgadas em Lisboa. Não por acaso, daí se originou o principal braço que levou à ocupação da região central do Brasil. Como afirma Buarque de Holanda (2003, pp. 30-31), das terras com demarcação lusitana da América, era essa, geograficamente, “a mais chegada às regiões platinas, já célebres pelas riquezas fantásticas que lhe atribuíam os primeiros navegantes”.
As incursões que daí partiram conduziram as Bandeiras, rapidamente, ao mais alto divisor de águas do Brasil, hoje inserido no limítrofe físico norte do quadrilátero de Brasília: o rio Maranhão, assim denominado durante as primeiras bandeiras paulistas, ainda nos anos de 1600. E foram nessas incursões que as Serras do Planalto Central foram alcançadas. Bem ali onde se construiu, séculos mais tarde, a cidade de Brasília. As grandes chapadas voltaram a ser descritas pelo português Silva Braga, principal cronista da primeira expedição moderna a essa região, em 1722, levando Bertran a
concluir: “Estamos pois no Distrito Federal, nas ‘grandes chapadas’ ou em suas proximidades!”: 18
Assim com Cafuringa ou Vão do Buraco, com as Serras do Urbano, com as altas escarpas de onde caem, antigas e virginais, as bordas da Chapada da Contagem de São João das Três Barras, dita hoje do Lago Oeste. Ali, naquele centro de tudo e de nada, naquele sertão verdadeiro ao lado de Brasília, o tempo vira história (...)Bandeirantes sim, devem ter transitado naquele estupendo conjunto de serras das nascentes do Maranhão/Tocantins e, desde os altos da Chapada da Contagem, visto os rios amazônicos correrem para o norte e para o sul, os platinos. Assim afigura-se no roteiro de André Fernandes, em 1616, (cartografado em Lisboa, em 1672), dando conta de uma lagoa onde havia salitre para fabricação de pólvora (...) parecendo ser a Lagoa Formosa.
O descobrimento de minas tornou efetiva a colonização desse território, resultando em caminhos oficiais, estradas de contrabando e, em 1736, na instalação da “Contagem do pé da Serra de São João das Três Barras”, a cerca de dez quilômetros do Plano Piloto, atualmente conhecido como Colorado19. Minas
descobertas em Paracatu do Príncipe e Santa Luzia20 incrementaram a ocupação
territorial do Planalto Oriental e das terras onde se construiu Brasília.
Segundo Bertran, os tempos de Urbano do Couto Menezes registraram grandes avanços no conhecimento da geografia do Planalto Central. Esse personagem acompanhou Anhanguera à conquista dos Goiazes, em 1722 e, em seguida, solicitou ao governo de São Paulo uma sesmaria no caminho das terras conquistadas. Em 1730, guiou a expedição na qual Manuel Rodrigues Tomar fundou Meia Ponte, hoje cidade de Pirenópolis. Nos anos seguintes, Urbano participou ativamente da abertura de uma estrada de ligação do centro de Minas Gerais a Goiás. A essa época, já morando na região, participou da mineração em Luziânia e escreveu o Roteiro do Ouro de Urbano, de 1750. Do episódio permaneceu, em pleno território onde se construiria a futura sede de governo, a “Estrada do Urbano”, descrita pelo autor: 21
18 Transcrito de ensaio “Caminhos do ouro” do historiador Paulo Bertran publicado em
http://www.paulobertran.com.br/bertran (site da internet visitado em 2007).
19 Segundo ABREU (1963, p. 64), esta contagem é “o mais antigo estabelecimento público do
Distrito Federal” e localizava-se onde hoje está instalado o posto de combustíveis Colorado, na região de Sobradinho.
20 Atualmente correspondem aos municípios de Paracatu (MG) e Luziânia (GO)
respectivamente.
21 Transcrito de ensaio “Caminhos do ouro” do historiador Paulo Bertran publicado em
(...) passando em frente à cidade de Taguatinga, desde o trevo de Goiânia até ao de Brazlândia, deste último buscando a nordeste as cabeceiras do ribeirão da Palma, onde, ainda no Distrito Federal, começa a fazenda Santa Cruz ou fazenda do Urbano, que no Registro Paroquial de 1857 limitava-se pela serra do Albano (sic), uma das mais belas do Planalto Central, com sua serrania aprumada, limpa e enigmática como uma esfinge egípcia. Bem nas bordas de Cafuringa
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