KONUYA İLİŞKİN KURAMSAL ÇERÇEVE
1.1. SAĞLIK ALANINDA SOSYAL HİZMET
1.1.3. Biyopsikososyal Yaklaşım
Para finalizar esta introdução, faremos algumas considerações sobre a estrutura da análise e um breve apanhado dos temas percorridos.
Os capítulos foram definidos segundo recortes analíticos capturados do processo histórico da urbanização ocorrida sob influência de Brasília. São blocos sugestivos de temas que não se baseiam em períodos sequenciais estanques. Por vezes, se sobrepõem de modo a prover as bases para discussão de determinado processo em curso.
Preocupou-nos caracterizar contextos específicos, relacioná-los à política urbana local e, por vezes, a questões advindas do cenário nacional. Por um lado, para compreender as motivações para a abertura de determinadas frentes de trabalho em infraestrutura pública, por outro para observar relações entre estas e o crescimento da cidade.
É bem verdade que tivemos que nos adaptar a certas imposições. Para que se pudessem produzir mapas síntese de cada período proposto, um instrumento fundamental da análise, os recortes da pesquisa tiveram que se ajustar também às datas em que mapeamentos da ocupação urbana de Brasília se encontravam disponíveis. Nada que tenha comprometido a análise, pois, de fato, a riqueza de informações obtidas na pesquisa documental permitiria outras combinações.
O primeiro capítulo se destaca dos demais. Intitulado Urbanização brasileira e a capital no hinterland, articula a implantação de Brasília a uma perspectiva histórica da urbanização em território nacional, pretendendo alinhavar esse processo a questões infraestruturais que propiciaram a construção da nova sede no planalto goiano. Destaca a importância do avanço prévio em redes de transporte e a relevância de uma série de trabalhos anteriores para a consolidação do projeto mudancista na década de 1950.
A partir do segundo capítulo, a análise se orienta por períodos específicos. Em um extremo o ano de 1955, delimitando o cenário das primeiras intervenções no sítio destinado à implantação da nova capital. Em outro, os dias atuais, com Brasília centralizando a terceira maior metrópole brasileira. Embora os capítulos não obedeçam a um formato comum, possuem alguma similaridade estrutural. Lançam um quadro para fundamentar as políticas urbanas que permeiam as ações circunscritas no período, observam questões da localização e incidência das obras em infraestrutura pública e analisam a modelagem do crescimento da mancha urbana com base no mapa síntese relativo ao ano de fechamento do período.
O capitulo 2, Cidade central versus cidade de tábuas, percorre os anos entre 1955 e 1960. Analisa a orientação da ocupação territorial de Brasília em seus primeiros momentos. Esquadrinha um volumoso número de intervenções em infraestrutura, algumas relacionadas à logística de construção, imaginadas com existência transitória, outras permanentes, mas nem sempre limitadas ao perímetro urbano da cidade em construção. Transita por especificidades do planejamento rodoviário local e suas relações com a modelagem ocupacional inicial. De um lado, as instalações provisórias, a cidade de tábuas, constituída por núcleos habitacionais, administrativos e operários, que em parte tinham data marcada para sua extinção: 21 de abril de 1960, inauguração de Brasília. No foco da operação a cidade central, sendo construída com base no plano piloto de Lúcio Costa, inspirando toda a ação de controle urbanístico. Tangenciando o processo de ocupação, os assentamentos informais, uma cidade ainda mais precária, nem por isso vulnerável.
O terceiro recorte percorre o período entre 1960 e 1965, oferecendo conteúdo para o capítulo 3, Apesar do forte golpe. Na data inaugural de Brasília ainda fervilhavam obras na Asa Sul. A capital havia sido inaugurada com menos da metade de seu centro urbano consolidado. E o fim do mandato de Juscelino Kubitschek havia desorganizado as bases políticas que sustentavam a transferência. O ritmo de construção diminuiria significativamente, somente retomado a partir de 1965, no contexto pós-Banco Nacional de Habitação (BNH). Ainda assim, nada abalaria a imigração para o território das obras, e a cidade cresceria significativamente em torno dos polos iniciais.
A partir de 1964, e dando sinais de esgotamento em meados da década de 1970, um momento específico é estreado para a Capital com a posse dos militares. O quarto capítulo, intitulado Sob rédea curta, trata do contexto de retomada do interesse na consolidação de Brasília, que representa um oportuno distanciamento da movimentação política em torno da sede no Rio de Janeiro. Revigorou-se o ritmo das obras de urbanização, vinculada agora a uma também nova política habitacional de âmbito nacional. Sob a batuta do governo militar foi estabelecida uma ferrenha política de controle da ocupação do território levada a cabo pela Comissão Permanente de Controle e Remoção de Invasões criada em 1965. Associadas aos programas do BNH, foram criadas duas novas cidades-satélites, ambas destinadas, ao menos originalmente, à remoção de “invasões”. Nesta fase, a modelagem de expansão inspirada na manutenção da cidade central já apresentava certos ajustes, mas ainda era um forte condicionante da ocupação.
A análise promovida no capítulo 5, Cidade central versus urbanização pragmática, é balizada pelo ano de 1970, ano da elaboração do Plano Diretor de Água, Esgoto e Controle da Poluição (PLANIDRO), que tenta reforçar um modelo de estruturação do território orientado pelo contorno da Bacia Sanitária do Paranoá. Embora aclamado como deflagrador de um ideário urbanístico segregacionista com base nesses limites, questiona-se sua influência objetiva sobre a implantação de assentamentos em Brasília. Após sua publicação naquela data, um viés mais pragmático do planejamento territorial passou a recomendar uma modelagem de expansão contínua, esta sim com consequências na ocupação interna e externa da referida bacia sanitária. Influenciando a urbanização conduzida, a presença de infraestrutura consolidada passou a ser apontada como facilitadora da urbanização, fortalecendo um padrão de assentamento conurbado. No período em análise, os núcleos urbanos iniciais ainda se mantêm como principais polos de expansão, no entanto, aumenta a tendência de se ocupar os eixos entre o centro urbano e as cidades-satélites.
Por uma conjunção de fatores, o período entre 1983 e 1995 foi de grande crescimento da mancha urbana de Brasília, levando a traspassar significativamente seus limites iniciais. Áreas previstas em planos de expansão urbana iniciaram o preenchimento de lacunas mantidas entre tecidos consolidados. Além disso, o comando de Brasília nas mãos de um só governante - entre 1988 e 1994 - possibilitou a atuação de um insuperável fundador de assentamentos urbanos, criados na intenção de distribuir lotes a famílias carentes, visando constituir um curral eleitoral no âmbito da Capital. O recorte que orienta a análise do capítulo 6, Ampliando fronteiras, destaca-se ainda por um avanço expressivo de ocupações informais e de obras de infraestrutura em território rural e mesmo em regiões periféricas ao quadrilátero. A ocupação urbana de Brasília já não se limita mais aos contornos das cidades-satélites e do centro urbano, nem mesmo se restringe às margens de estradas-parque.
O sétimo capítulo, Metrópole nacional, analisa o período mais recente, quando, após sucessão do governo de Brasília, ocorrida em 1995, houve um rompimento do modelo de urbanização baseado em novas cidades-satélites. A ocupação de vazios urbanos será pregada pelos planos territoriais seguintes, fundamentando sua ótica na otimização do uso da infraestrutura pública já implantada. A expansão da cidade, ao menos a dirigida, passa a ocorrer mais significativamente por dentro de limites físicos da mancha urbana já estabelecida. O ideário, reforçando ainda mais a importância de eixos rodoviários antigos como suportes do crescimento, faz a cidade se interligar cada vez mais. Intensifica-se a fiscalização sobre a ocupação ilegal do solo e,
enquanto isso, as obras em infraestrutura passam a ocorrer em maior grau nos domínios das ocupações informais ocorridas no período anterior.
Na conclusão promove-se uma breve análise de toda a trajetória da formação do aglomerado de Brasília que, partindo de um território pouco ocupado na década de 1950 e passando pela dispersão dos primeiros anos, alcançou a modelagem mais contínua verificada em dias atuais. Constitui-se uma perspectiva sumária da estruturação da mancha urbana da cidade, ressaltando o papel desempenhado por determinados traçados viários e por alguns pontos fixos estabelecidos com a implantação de infraestrutura urbana na organização morfológica da cidade.