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rayı yerel görevlilerin gücünün bu şekilde aıunasını önleyerek üstünlüğünü yeniden kurmayı denedi. Ne var ki, geliri

“O maior erro da ética é a crença de que ela só pode ser aplicada em relação aos homens” (ALBERT SCHWETZER).

No tocante à ética e à percepção ambiental, bem como o estatuto moral que os relaciona, o modelo do padrão social utilizado, ainda parte do pressuposto de “valores utilitaristas”, como os expostos por Singer (1993), e de um pensamento antropocêntrico tradicional. Esse pensamento antropocêntrico vem sofrendo algumas influências de correntes filosóficas biocêntricas e/ou ecocêntricas, base da Ecologia Profunda, bem próximas das expostas por esses grupos, e que busca exaltar o valor intrínseco da vida, independente da distinção entre seres sencientes e não sencientes22, mas esse ainda é o modelo imperante.

Dentro dessa ética ambiental fundamentada na igualdade entre todos os seres vivos, segundo Dervall e Sessions (1985, p.65):

A intuição da igualdade biocêntrica é que todas as coisas na biosfera têm um direito igual de viver e floresce e para alcançar as suas próprias formas individuais de desdobramento e auto-realização dentro de uma maior Auto-Realização. Essa intuição básica é de que todos os organismos e entidades na ecosfera, enquanto partes do todo inter-relacionadas, são iguais em valor intrínseco.

Com relação à ética ambiental de concepção ecosófica, três temas suportam a Ecologia Profunda, baseando-se na metafísica de Spinoza: o valor intrínseco, o biocentrismo igualitário e a autorealização, sendo estes princípios fundamentais. São princípios que ajudam numa transformação nos valores e atitudes morais dos seres humanos para com os outros entes nos ecossistemas e universo. Assim sendo, a mudança nos padrões e atitude são formas de rejeição ao antropocentrismo, como uma noção de domínio humano e/ou de serem superiores ao resto da realidade (GUILHERME, 2011, p.65). É utilizado, ainda, um monismo23 para justificar a ética

expressada, sendo este o ponto central na ética de Spinoza, já que, em sua teoria,

22 Esta é capacidade de sentir, seja dor, medo ansiedade, prazer e outros, estando aberto as sensações, os seres sencientes são passíveis a uma sensação, seja qual for, e estando ligado aos animais vertebrados, que possuem sistema nervoso, ou dos que possuem sistema sensorial, neste caso incluindo os invertebrados.

23 Seguido da tese de que "tudo é uma modificação da substância" e implicando de que a substância é para ser entendida como a totalidade de todas as formas de Ser, sendo esta a mais elevada forma de ser.

Deus ou a Natureza, nome de uma mesma realidade, é uma substância, e que tudo é uma modificação da substância.

A Ecologia Profunda nasceu nos anos 60, como um movimento eco-filosófico baseado nas filosofias e “tradições de conservação de Thoreau/Muir/Leopold” (SESSIONS, 1995), tendo como propositor dessa ética para a vida, o filosofo Arne Naess, que em resposta aos resultados do pós-anos Dourados e aquilo que o desenvolvimento tecnológico da Guerra Fria traria de destruição ecológica ao planeta. Porém, outros movimentos ambientalistas foram criados nesse mesmo período, como resposta à crise ambiental que surgia, mas de bases antropocêntricas tecnocráticas, distantes dos pensamentos vindos do ecocêntrismos de Naess, que expõe que ao pensar como uma montanha24, tornaria-se parte intrínseca a mesma.

E, como parte dos axiomas de sua Ecosofia T e o desenvolvimento desse pensamento, Naess, estabelece a “Autorealização”, através de uma identificação de igualdade para com os outros seres viventes e também não vivos, como no caso dos minerais, mas que fazem parte do todo, do Universo (Natureza, Ecosfera, Tao) e que quanto maior for a auto-realização, mais a consciência de igualdade se desenvolve e a dependência pelo outros seres.

A ecosofia de Naess assemelha-se bastante com às filosofias de algumas populações tradicionais que reverenciam a vida numa cosmovisão que os fazem identificar-se como parte do todo, e não de uma parte indivisível, que apenas necessita dos recursos e proventos ofertados pela natureza. Uma cosmovisão que amplia o estado do elemento da natureza, que não é visto apenas como um simples “sujeito-objeto”, mas toma forma de humanidade (TEMPLE, 2004).

Naess, traz pontos de vistas argumentativos para o sua ecosofia, como afirmar que “Este lugar é parte de mim mesmo” e é dessa relação com o espaço que faz ele ser o lugar, caso o lugar sofra mudança ele também sofrerá (NAESS, 1995). John Seed25, segue o mesmo pensamento de Naess, referenciando-se que o ato de

proteger e cuidar o torna parte, e ainda mostra, se “estou protegendo as Florestas Tropicais […], sou parte das Florestas Tropicais que recentemente alcançou a autoconsciência” (SEED et al, 1988). Assim, podemos observar essa constante através da visão na qual estão baseados valores dos Guardiões de Sementes, de

24“Pensando como uma montanha”, é uma celebre frase de Arne Naess parafraseada dos escritos de John Muir, que se referia as árvores.

25 Ambientalista, co-criador do Council of All Beings e também participante do movimento da Ecologia Profunda.

que o ato de conservar desenvolve uma relação além da necessidade, que as sementes podem proporcionar com a produção de alimentos, é do pensar como uma semente, em uma relação ao colocado por Naess e Seed, que rechaça-se a biotecnologia e as facilidades posta pela agricultura industrial, fator modificador dessa condição e relação.

Dessa relação proposta pela Ecologia Profunda de Naess e a cosmologia dos Guardiões de Sementes, ambas estão apoiadas em uma filosofia ancestral do cuidado, que desenvolve uma Consciência Ecológica (MORIN, 1989; SESSION, 1995), em benefício e florescimento de todos os seres. Da formação dessa Consciência Ecológica surge a ética para a Terra, como mostrada por Leopold:

A ética da terra simplesmente amplia as fronteiras da comunidade para incluir o solo, a água, as plantas e os animais, ou coletivamente: a terra. Isto parece simples: nós já não cantamos nosso amor e nossa obrigação para com a terra da liberdade e lar dos corajosos? Sim, mas quem e o que propriamente amamos? Certamente não o solo, o qual nós mandamos desordenadamente rio abaixo. Certamente não as águas, que assumimos que não tem função exceto para fazer funcionar turbinas, flutuar barcaças e limpar os esgotos. Certamente não as plantas, as quais exterminamos, comunidades inteiras, num piscar de olhos. Certamente não os animais, dos quais já extirpamos muitas da mais bonitas e maiores espécies. A ética da terra não pode, é claro, prevenir a alteração, o manejo e o uso destes 'recursos', mas afirma os seus direitos de continuarem existindo […] (LEOPOLD, 1949, p.204).

Benzer Belgeler