3. BÖLÜM SİNEMASAL MEKANI OLUŞTURAN ÖĞELER
4.2. UZAK FİLMİNDE MEKÂN KULLANIMI
4.2.3. Filmde Mekan Kullanımı
Segundo Rodrigues Filho & Amigo (2000), competitividade empresarial é decorrente de um conjunto de ações produtivas, administrativas e comerciais que permitem à empresa alcançar seus objetivos de rentabilidade, crescimento e participação de mercado. A competitividade está relacionada à capacitação tecnológica e à qualidade da gestão empresarial, o que é diretamente relacionado às pessoas, que são consideradas elementos centrais para a competitividade (FLEURY & PROENÇA, 1993).
Conforme afirma Maschieto (2006) a determinação da competitividade apresenta caráter mais dinâmico na medida em que se observa uma competição cada vez mais acirrada, com inovações tecnológicas constantes que se traduzem em um ritmo acelerado de evolução tecnológica, crescente nível de incerteza e maior complexidade e integração de mercados. Este autor acrescenta que a competitividade, como atributo dinâmico e cujos fatores-base estão em contínuo e acelerado processo de evolução, necessita estruturação detalhada desses fatores e uma revisão constante do que significa ser competitivo em empresas, setores e países.
Dependendo do tipo de abordagem adotada, competitividade pode ter várias definições. Na abordagem mercadológica, contemplada na administração, uma empresa é mais ou menos competitiva em função do valor que ela e seus concorrentes são capazes de entregar a seus clientes. Quanto maior o valor percebido pelos clientes, mais competitiva será a empresa (MASCHIETO, 2006). Conforme já mencionado, a logística se insere como estratégia competitiva dentro das empresas na medida em que adiciona valor para o cliente, pois um produto tem pouco valor se não estiver disponível aos clientes no tempo e no lugar em que desejam consumi-lo. No momento em que a empresa incorre em custos para movimentar os produtos em direção aos clientes, ou tornar um estoque disponível de maneira oportuna, o valor, que anteriormente não existia, foi criado para o cliente (BALLOU, 2003).
35 Atualmente, o nível de competição no mercado e a exigência do consumidor têm aumentado, fazendo com que as empresas busquem novos caminhos para alcançarem seu diferencial competitivo. Neste contexto, algumas empresas têm vendido e comercializado não apenas seus produtos, mas também seus próprios processos logísticos, pois descobriram que a logística pode ser usada como uma fonte para a criação de vantagem competitiva no mercado (BARBOSA, 2008).
O domínio da logística empresarial é um ingrediente essencial para o sucesso competitivo das empresas, na medida em que os ciclos dos produtos estão cada vez menores, existe uma proliferação de novos produtos e uma crescente modernização tecnológica na linha de produção e nos meios de obtenção e disseminação das informações (SOUZA, 2001).
Bertaglia (2005) acrescenta que as empresas que se preocupam em otimizar sua logística podem ter vários ganhos, dentre os quais os principais são:
Entregas mais rápidas de acordo com a demanda; Redução dos custos operacionais;
Aumento da produtividade;
Aumento no giro de mercadorias e redução de estoques; Redução de perdas;
Melhor aproveitamento da área interna da empresa;
Compartilhamento dos dados de venda com toda a rede.
Segundo Carrera (s.d.), executar atividades como recebimento, armazenagem, separação de pedidos e expedição faz parte da chamada competência logística. Uma vez bem executadas, com ênfase no tempo e controle operacional, as atividades criam uma vantagem competitiva. Este mesmo autor acrescenta que a logística bem praticada tornar-se-á eficiente e garantirá a integridade e prazos de entrega aos usuários envolvidos na cadeia de abastecimento, satisfazendo suas necessidades, garantindo lucratividade e satisfação. Com a logística, as empresas passam a ter um ganho real em velocidade, capacidade de reação, capacidade de inovação e renovação permanente de estoques.
Recentemente, as empresas que buscam destaque no mercado competitivo passaram a utilizar os serviços logísticos como ferramenta competitiva, criando barreiras à entrada de novos competidores, buscando organizar o fluxo de produtos a
36 partir de iniciativas de ressuprimento enxuto com seus clientes e fornecedores, através de serviços logísticos específicos que asseguram maior conectividade na troca de informações entre empresas (BERTAGLIA, 2005).
Devido às constantes mudanças nas necessidades dos clientes, é importante que a organização disponha de várias estratégias logísticas na busca da satisfação de seus clientes (CARRERA, 2008). Estes estão interessados em entregas no prazo, rapidez, disposição dos fornecedores em atender suas necessidades emergenciais, cuidados específicos com suas mercadorias na hora do transporte, disponibilidade dos fornecedores em receberem de volta produtos que apresentaram defeito e que possam fazer a reposição com maior rapidez possível para atender suas demandas (KOTLER & KELLER, 2006).
Estabelecer e transmitir informações entre as partes da cadeia são também papéis do sistema logístico, que se utiliza de metas objetivas e padrões de atendimentos, envolvendo toda a complexidade logística (fornecedores, sazonalidade de vendas, pulverização de clientes, diferentes datas de validade dos produtos, necessidades específicas de entrega, fidelização de clientes, necessidades específicas de abastecimento, entre outros itens) (CARRERA, 2008). Um bom processo logístico resulta em melhorias nos níveis de serviços e, consequentemente, gera a fidelização do cliente e proporciona o aumento nas vendas (CARRERA, s.d.).
O investimento em Tecnologia da Informação tem sido adotado por muitas empresas como forma de se destacar no mercado. Segundo Kotler & Keller (2006), os sistemas de informações possuem papel fundamental no gerenciamento da logística de mercado, principalmente os computadores, os terminais de pontos de venda, os códigos uniformes de produtos, o rastreamento por satélite, a troca eletrônica de dados e a transferência eletrônica de fundos. Estes autores acrescentam que será através dos sistemas de informações que as organizações minimizarão o tempo de ciclo de pedidos, o número de funcionários administrativos e o índice de erros nos documentos, possibilitando ainda um maior controle sobre as operações logísticas. Se bem utilizadas, as informações geradas pelos controles proporcionam respostas rápidas a quaisquer problemas eventuais na área de logística, fornecendo vantagem competitiva na medida em que permitem ajustes de acordo com a necessidade do mercado. Neste contexto, entra o conceito de rastreabilidade e, por consequência, o conceito de inocuidade do alimento, na medida em que o controle de informações é a base para se rastrear um
37 produto ao longo da cadeia produtiva e garantir sua retirada imediata do mercado após detecção de alguma anormalidade que possa ameaçar a saúde do consumidor.
Kotler & Keller (2006) descreveram quatro importantes decisões que devem ser tomadas em relação à melhor estratégia logística de mercado:
Processamento de pedidos: quanto maior o tempo do ciclo do processamento de
pedido maior será a insatisfação do cliente. Através de padrões de pedidos as empresas passarão a gerenciar o processamento de pedidos, minimizando o ciclo de etapas do pedido-pagamento, ou seja, encurtando o recebimento do pedido, a entrega e o pagamento.
Armazenagem dos produtos: centralizar o estoque de produtos tem sido um
diferencial na redução dos custos de armazenagem; por outro lado, o aumento do número de locais de estocagem significa mais rapidez na entrega aos clientes.
Estocagem: os níveis de estocagem representam decisões importantes na
logística de mercado, porém grandes estoques representam altos custos. Políticas de tomada de decisão são de suma importância no processo de estocagem, pois devem-se comparar os custos de processamento de pedidos com os custos de manutenção de estoque.
Transporte dos produtos: este item contribui intensamente para a elevação do
custo dos produtos e no atendimento pontual ao cliente. Além disso, o transporte interfere nas condições físicas deste produto até chegar ao seu destino final, o que pode contribuir para a insatisfação dos clientes. Critérios como velocidade, frequência, confiabilidade, capacidade, disponibilidade, rastreabilidade e custo precisam ser considerados e avaliados pela equipe de expedição, verificando-se os objetivos da organização, tanto pelo lado financeiro (custo), como pela qualidade operacional (satisfação do cliente).
Portanto, limitar a logística em termos de transporte e armazenamento de um produto físico num cenário de produção, pode causar a perda de inúmeras oportunidades de negócios (BALLOU, 2006). A área de atuação de um planejamento logístico não se restringe somente ao serviço de estoques, transporte e armazenamento, ela é muito mais abrangente. Pelo Quadro 2, pode-se observar as áreas de maior importância da logística bem como a seleção do melhor planejamento (CARRERA, 2008).
38 Quadro 2 – Níveis de decisão no planejamento estratégico
Área da decisão Níveis da decisão
Estratégia Tática Operacional
Transportes Seleção de modais Sazonalidade do mix
de serviço
Roteirização e despacho
Estoques Localização de estoques e
normas de controle
Níveis dos estoques de segurança
Quantidades e tempo de reabastecimento Localização das
instalações
Número de locais, tamanho e localização de armazéns, plantas e terminais Posicionamento dos estoques Processamento de pedidos
Seleção e projeto do sistema de colocação de pedidos (entrada, transmissão e processamento) Regras de prioridade para pedidos de clientes Processamento de pedidos, atendimento de pedidos pendentes Serviços aos
clientes Estabelecimento de padrões
Preparação das remessas
Armazenagem Layout, seleção de local
Escolhas de espaços sazonais e utilização de espaços privados Separação de pedidos e reposição de estoques
Compra Desenvolvimento de relações
fornecedor-comprador
Contratação, seleção de fornecedor, compras antecipadas
Liberação de pedidos
Fonte: Ballou (2003), Carrera (2008) - modificado pelo autor
De acordo com Souza (2001), empresas típicas que objetivam utilizar a logística como alavanca na obtenção de estratégia competitiva procuram desenvolver e implementar a competência logística total que satisfaça as principais expectativas de seus clientes a um custo total realista. É muito difícil que a melhor estratégia logística seja a de menor custo total possível ou o atendimento a todas as solicitações de serviço feitas pelos clientes. Um sistema logístico bem projetado é aquele que mescla alta resposta às expectativas dos clientes enquanto controla as variâncias operacionais e minimiza os estoques. Empresas líderes reconhecem que um sistema logístico bem projetado pode ajudá-las a obter vantagens competitivas, pois reunir pessoas e recursos demandados para criar um sistema efetivo em custos e competência é difícil de ser reproduzido pelos concorrentes. De maneira geral, as empresas que obtêm uma estratégia baseada em competência logística estabelecem sua natureza competitiva.
A competência logística se refere à avaliação da capacidade da empresa em fornecer uma competitividade superior para atendimento dos requisitos dos clientes ao menor custo possível. As empresas que utilizam a logística como elemento de diferenciação em sua base de competitividade fornecem um serviço superior ao cliente, a um custo abaixo da média do setor. Essa é sua estratégia, a qual possui uma plataforma de serviço de desempenho logístico superior, caracterizada pela capacidade
39 alternativa das operações logísticas, ampla flexibilidade das operações, tempo baseado em competência e controles operacionais, entre outros parâmetros que garantem um bom desempenho (SOUZA, 2001).
A competência logística tem ganhado, cada vez mais, importância nas organizações, tornando-se um fator crítico na busca por vantagem competitiva e exigindo maior atenção dos gestores com relação ao desempenho de suas operações (HEDLER & SIMÕES, 2005).