3. BÖLÜM SİNEMASAL MEKANI OLUŞTURAN ÖĞELER
4.1. MASUMİYET FİLMİNDE MEKÂN KULLANIMI
4.1.3. Filmde Mekân Kullanımı
O principal objetivo da distribuição física é atender às necessidades e aos desejos dos clientes, visando que o produto tenha um menor custo total. Para que isso se confirme, a distribuição física pressupõe alguns aspectos, entre os quais processamento e recepção de pedidos, fluxo de estoques, armazenagem e manipulação dos produtos e transporte externo pelos agentes dos canais de distribuição. Áreas de preço, suporte promocional, níveis de serviço ao cliente, padrões de entrega, manipulação de mercadorias devolvidas e suporte ao ciclo de vida do produto são coordenadas pela distribuição física (SILVA, 2003).
Novaes (2007) define como meta ideal da distribuição física levar os produtos certos para os lugares certos, no momento certo e com o nível de serviço desejado, pelo menor custo possível. Este mesmo autor acrescenta que existe certo antagonismo em assegurar um nível de serviço elevado, ao mesmo tempo em que se deseja reduzir custos, pois as melhorias no sistema, de maneira geral, implicam em custos maiores. No entanto, as empresas devem enfocar o problema através da cadeia de valor, presente no moderno conceito do SCM, no qual o foco é otimizar todo o sistema e não mais apenas as atividades que tocam a empresa diretamente.
A distribuição física dos produtos acontece através dos meios de transporte, classificados por modal rodoviário, modal ferroviário, modal hidroviário, modal dutoviário e modal aeroviário. Estes possuem custos e características operacionais próprias, que os tornam mais adequados para certos tipos de operações e produtos. Todas as modalidades têm suas vantagens e desvantagens, havendo diferença em relação a custo, velocidade, abrangência, variabilidade de tempo, características de serviços, rotas possíveis, capacidade de transporte, versatilidade, segurança e estrutura de instalações necessárias (OLIVEIRA, 2006; FIESP, 2009). As opções de transportes afetam diretamente os preços dos produtos, a pontualidade de entrega e as condições do produto ao chegar ao seu destino.
Novaes (2007) destaca que a distribuição física é realizada com a participação de alguns componentes, físicos ou informacionais:
Instalações fixas (centros de distribuição, armazéns): providas de facilidades
para carga e descarga dos produtos, transporte interno e carregamento dos veículos de distribuição;
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Estoque de produtos: o custo do capital dos produtos acabados se tornou um
encargo elevado para as empresas, em função da oferta de produtos com ampla variedade, o que provocou um acréscimo significativo nos níveis de estoque. Em virtude disso, as empresas buscam a redução dos níveis de estoque, e contam com o auxílio do MRP (Material Requirement Planning), MRP II (Manufacturing Resource Planning), ERP (Enterprise Resource Planning) e JIT (Just in Time), na parte de manufatura e ECR (Efficient Consumer Response) e QR (Quick Response), no varejo;
Veículos: a tendência verificada de redução de estoques exige maior frequência
nas entregas de produtos às lojas, favorecendo a utilização de veículos menores;
Informações diversas: quantidades de produtos a serem entregues a cada cliente,
horário para entrega, tipo de acondicionamento e roteiros de distribuição, cadastro de clientes, características da carga (perecibilidade, periculosidade, fragilidade, etc.), variação máxima de temperatura permitida durante o transporte;
Hardware e software diversos: os softwares auxiliam na preparação dos
romaneios de entrega, roteirização dos veículos, controle dos pedidos, devoluções, monitoramento dos veículos, entre outros. Os softwares funcionam em computadores (hardwares) ou como parte de pacotes de gerenciamento amplo do tipo ERP. Tipos de hardware utilizados na distribuição de produtos: sistemas GPS para monitoramento de veículos, computadores de bordo, scanners, coletores de dados de radiofrequência, etc.;
Custos: a estrutura de custos deve ser adequada e constantemente atualizada para
a operação competitiva do sistema de distribuição física;
Pessoal: precisa ser devidamente capacitado e treinado para que o sistema
funcione adequadamente e seja competitivo.
Para que haja o gerenciamento da distribuição física, é necessário administrar a movimentação de produto ao longo do canal de distribuição. A distribuição dever ser assegurada em todos os componentes da cadeia de abastecimento no prazo e com a qualidade pré-estabelecida. O cliente se conecta à empresa fornecedora do produto/serviço através da distribuição física (BALLOU, 1995).
33 A utilização de centros de distribuição, dispersos geograficamente com base na área de comercialização, tem sido adotada por várias empresas, entre as quais as indústrias de laticínios, principalmente quando há necessidade de transporte de produtos refrigerados. Em alguns casos, como afirma Silva (2003), a localização dos centros de distribuição leva em consideração a necessidade do cliente de entrega rápida e também a facilidade do transportador em operacionalizar o mais rápido possível.
Além disso, a indústria láctea apresenta certa peculiaridade no que se refere ao
transporte de seus produtos, principalmente os chamados “linha fria”, que possuem alto
grau de perecibilidade, o que exige da logística um desempenho elevado, sem falhas em todo o processo de distribuição (ZIVIANI, 2008). Nesse caso, os produtos devem ser movimentados de forma rápida, situação na qual a variável tempo é transformada em fator de competitividade. O tempo de transporte será então determinado, principalmente, pelo prazo de validade do produto ou pela perecibilidade do mesmo. Em alguns casos, deve-se transportar os derivados lácteos com agilidade devido ao fato de o prazo de validade estar expirando, o que encarece significativamente o transporte e, consequentemente, o preço do produto ao comprador e ao consumidor. A própria necessidade de transporte refrigerado eleva os custos de tal transporte, o que encarece o valor dos produtos para a venda no mercado final (REZENDE, 2005).
A forma de embalar e realizar o transporte tem grande influência no produto e em seu consumo, influência esta que vai desde aspectos relacionados à qualidade até o preço final do produto. Desta forma, vários fatores devem ser avaliados antes de se decidir a forma como o produto será transportado, entre os quais a perecibilidade, a capacidade de sofrer danos físicos, o tempo de carregamento e descarregamento, (REZENDE, 2005) e os custos de cada alternativa de transporte.
A perecibilidade dos produtos gera algumas incertezas para o comprador com relação à qualidade do produto, segurança e quantidade de fornecimento, exigindo que os produtos sejam transportados rapidamente ao ponto de venda, para evitar sua deterioração. Além disso, os vendedores não podem estocar produtos esperando condições de mercado mais favoráveis, sendo requeridas entregas mais frequentes através de modos de transporte dedicado (GEORGIADIS et al., 2005).
Portanto, para o setor lácteo a administração logística mostra-se como solução para esse problema da perecibilidade de derivados lácteos. Entretanto, não adianta administrar a logística como um processo isolado na organização. Conforme já
34 mencionado, para que a logística possa oferecer um diferencial competitivo às empresas, esta precisa ser vista e concebida de forma integrada como uma competência que procura proporcionar um relacionamento duradouro entre clientes e fornecedores (ZIVIANI, 2008).