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Fenomenolojik Metodun Kaynağı: Hegel ve Husserl

2. Ernst Cassirer’in Sembolizm Anlayışı: Sembolik Formlar Felsefesi

2.2. Sembolik Formlar Felsefesi’nin Kaynakları: Kant, Hegel, Husserl, Dilthey, Einstein

2.2.2. Fenomenolojik Metodun Kaynağı: Hegel ve Husserl

A teoria da renovação superficial preconiza que o movimento dos vórtices promoveria uma varredura na camada próxima à superfície, transportando o oxigênio dessa região para o meio líquido, produzindo na camada superficial um déficit de oxigênio. Dessa forma, quanto menor a periodicidade de renovação, mais acelerado seria o processo de difusão. Apoiado nessa teoria, para se obter o modelo de penetração foi incluída a frequência de renovação randômica.

Moog e Jirka (1999), relacionando esse último modelo com as teorias de turbulência, chegaram à formulação adimensional (Equação 4.17), em que KL+ é o coeficiente de transferência de massa entre o ar e a água,

adimensionalizado; Sc, o número de Schmidt; e R*, o número de Reynolds cisalhante.

Essa equação possibilita a inferência sobre os fenômenos físicos de maior importância na transferência de massa, que passam a ser definidos, matematicamente, pelo expoente, n, do número de Reynolds cisalhante. Em razão disso, considera-se que a taxa de absorção do oxigênio do ar pela água seja influenciada mais fortemente pelo fenômeno dos grandes vórtices ou dos pequenos vórtices, caso o valor de n seja de -0,50 ou -0,25, respectivamente.

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No estudo de reaeração efetuado, a temperatura da água variou de 19,5ºC a 25,4ºC, o número de Schmidt esteve entre 361,09 e 486,47 e o número de Reynolds cisalhante variou de 2.131 a 10.235. Para essas condições, as variáveis (, Sc e R* foram linearizadas e por análise de regressão encontrou-se o valor de n, da Equação 4.17, igual a -0,30, com 95% de confiança. Dessa forma, o modelo de grandes vórtices pode ser descartado, para explicar o processo de transferência de oxigênio do ar para a água, visto que, se fosse considerado verdadeiro, o valor de n teria de se aproximar de -0,50. O fenômeno de burst também pode ser descartado, já que ele ocorreria em n = 0. Portanto, para as condições experimentais deste trabalho, os dados são, aparentemente, compatíveis com o modelo de pequenos vórtices, em que considera-se que a taxa da renovação superficial é controlada pela escala de Kolmogorov, que é proporcional a ° /} ,K, em que ε representa a taxa de dissipação de energia próxima à superfície, que para canais suaves é definida como ° l j⁄ . Z

Resultados semelhantes foram obtidos por outros autores, como Moog e Jirka (1999), os quais, trabalhando com profundidade do escoamento de 0,025 m a 0,10 m e R* de 357 a 4220, obtiveram n = -0,29. Os autores concluíram que, para R* acima 400, parece ser invariante o efeito dos pequenos vórtices. A relação de resultados alcançados por diversos autores está apresentada na Tabela 4.7.

Tabela 4.7 - Valor de n obtido a partir de dados experimentais de diferentes autores com o respectivo intervalo de confiança para 95% de probabilidade

Autores n Intervalo de confiança

Moog e Jirka (1999)* -0,29 -0,45 a -0,13

Lau (1975)* -0,19 -0,33 a -0,05

Gulliver e Halverson (1989)* -0,23 -0,32 a -0,14 Thackston e Krenkel (1969)* -0,04 -0,19 a +0,11

Gualtieri e Gualtieri (2004) -0,33 -

Obtido neste trabalho -0,30 -0,56 a -0,016

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Moog e Jirka (1999) afirmaram que, considerando que as pequenas escalas são independentes de detalhes de produção da turbulência, pode-se, então, obter uma formulação universal para escoamento de água limpa, desde que ε represente a taxa de dissipação de energia próxima à superfície. Dessa forma, assumido o expoente n = -0,25, por regressão não linear, os autores obtiveram a seguinte equação, na forma dimensional em que } é viscosidade cinemática.

0,161aL ,K ° } ,!K (4.18)

Entretanto, ao se realizar o procedimento proposto por Moog e Jirka (1999), com os dados gerados neste trabalho, obteve-se a constante para a Equação 4.17 igual a 0,099, o que pode ser explicado pelo fato de se ter trabalhado com faixa de Reynolds cisalhante superior (2.131 e 10.235) ao desse autor. Já o modelo proposto por Atkinson, citado por Gualtieri e Gualtieri (2004), que também foi compatível com o modelo de pequenos vórtices, apresentou constante igual a 0,179. Entretanto, como pode ser visualizada na Figura 4.9a, as equações propostas por Moog e Jirka (1999), Atkinson e a deste trabalho são paralelas e, portanto, nenhuma delas atenderia a todo o conjunto de dados.

Gualtieri e Gualtieri (2004), ao submeterem os dados experimentais ao modelo proposto na Equação 4.17, encontraram n = -0,33 e interpretaram esse resultado como sendo uma escala intermediária entre grandes e pequenos vórtices, recomendando a utilização da seguinte equação adimensional.

(aL ,K 0,293 ,jj (4.19)

Segundo Souza et al. (2011), o espectro de energia da turbulência é análogo ao de cores que aparece quando uma luz branca atravessa um prisma, ou seja, com vários comprimentos de onda ou frequências superpostas. Então, em relação à turbulência, pode-se desenvolver análise similar, em que dentro do campo turbulento há vórtices de diferentes tamanhos que contribuem para a energia total.

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Considerando que o raciocínio de Souza et al. (2011) esteja correto, e avaliando o resultado apresentado neste trabalho, em que se obteve n = -0,30, com intervalo de confiança entre -0,57 e -0,016, concluiu-se que, nesse intervalo, há sobreposição com o espectro de grandes vórtices, passando pela espectro dos pequenos vórtices e que se aproximou inclusive do burst (n = 0), o que permitiu concluir que avaliar utilizando somente o valor de n não é adequado.

Ao analisar conjuntamente os dados de Moog e Jirka (1999) e os obtidos neste trabalho, verificou-se graficamente que esses são, de certo modo, complementares. Ao se avaliarem os dados, percebeu-se pequena interface de valores de número de Reynolds cisalhante de 2.100 a 4.000. Nessa análise conjunta, chegou-se a n = -0,52, com intervalo de confiança com 95% de significância, entre -0,55 e -0,49. Esse novo resultado se aproximou fortemente de n = -0,50, caracterizando, assim, o fenômeno dos grandes vórtices. Desta forma, adotando-se n = -0,50, estimou-se o parâmetro, a, obtendo-se a Equação 4.20, cujo gráfico está apresentado na Figura 4.9b.

(aL ,K 0,9821 ,K (4.20)

(a) (b)

Figura 4.9 - Coeficiente de reaeração adimensionalizado, estimado a partir de dados experimentais obtidos em canais hidráulicos, comparado com os alcançados por equações preditoras que representam os fenômenos de pequenos vórtices (a) e de grandes vórtices (b).

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A Equação 4.20 obtida para R*, variando de 357 a 10.225 e Sc de 443 a 819, pode ser representada também na forma dimensional:

0,9821 aL ,K ° } ,K l " (4.21)

É relevante a obtenção de equações com esse formato, por ser inseridos, em sua estrutura, fatores referentes aos fenômenos de transferência de massa, representado pelo número de Schmidt (Sc) e de transferência de quantidade de movimento, ao passo que as equações empíricas se relacionam, quase sempre, estritamente com esse último fator.

Visando a aplicação prática da Equação 4.21, essa pode ser decomposta em suas variáveis primárias, admitindo-se l HQ Sa e adotando-se RH≈ H, que é aceitável para a hipótese de canal largo (ARAÚJO,

1995). Assim, desenvolvendo algebricamente a equação, tem-se:

! 1,74 aL ,K} ,Ka ,KZ ",!K (4.22)

Na estimativa do coeficiente de reaeração por meio da Equação 4.22, estão aliadas as propriedades do fluido, representadas pelo número de Schmidt e pela viscosidade cinemática, que são dependentes da temperatura, com as características hidráulicas do escoamento, declividade e profundidade.

4. CONCLUSÃO

Com base nos resultados, pode-se concluir que:

− Os valores obtidos de K2, no canal hidráulico com fundo deslizante, foram

compatíveis com os alcançados por outros autores em canais hidráulicos. − As equações preditoras que apresentaram melhor ajustamento aos dados

experimentais e menores erros foram as semiempíricas de Krenkel e Orlob (1962), Cawallader e McDonnell (1969), Parkhurst e Pomeroy (1972), dentre as disponíveis na literatura.

− As características hidrodinâmicas do escoamento que mais influenciaram o coeficiente de reaeração foram velocidade média, velocidade cisalhante e

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profundidade da água, declividade da lâmina de água, fator de forma, número de Froude e número de Reynolds.

− A profundidade do escoamento é a variável relacionada com grande número de fenômenos físicos que interferem no fenômeno da reaeração; por isso, sua determinação acurada é essencial.

− A equação preditora que apresentou melhor desempenho foi a ! 11682,16a ,kfss ,ef ,jf, em relação das que envolveram somente

variáveis hidráulicas.

− Os grandes vórtices relacionaram-se fortemente com o coeficiente de reaeração, com base no modelo de turbulência.

− A equação preditora com base no fenômeno da turbulência tem potencial de mais ampla aplicação por estar fundamentada em fenômenos físicos de transferência de massa e de quantidade de movimento e a formulação obtida foi: 0,9821 aL ,K ° } ,K l ".

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CONCLUSÃO GERAL

De acordo com os resultados, conclui-se que:

− O estudo da transferência do oxigênio do ar para a água limpa em canal hidráulico com fundo deslizante foi satisfatório, dentro dos limites impostos pelas condições operacionais do equipamento.

− As variáveis hidrodinâmicas mais fortemente relacionadas com o coeficiente de reaeração e que proporcionaram equações preditoras siginificativas foram: declividade do fundo do canal, fator de forma e número de Reynolds. − A equação que apresentou melhor resultado, dentre das propostas, foi

! 11682,16a ,kfss ,ef ,jf, para declividade entre 0,0003 e 0,0017

mm-1, fator de forma de 6,28 a 14,27 e número de Reynolds entre 7875 e 33416.

− As escalas dos grandes vórtices relacionaram-se fortemente com o coeficiente de reaeração.

− A equação preditora com base no modelo da turbulência teve maior potencial de aplicação por ser fundamentada em fenômenos físicos. Para a água limpa, a equação calibrada foi: 0,9821 aL ,K ° } ,K l ".

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RECOMENDAÇÕES PARA OUTROS TRABALHOS

Recomendam-se, para futuros trabalhos, manter constante a temperatura da água durante os ensaios de reaeração; ampliar a faixa de velocidade do escoamento até 0,50 ms-1, para que essa se aproxime dos valores obtidos em campo; e aumentar a profundidade do escoamento. Para essa última indicação, é importante que haja controle preciso, pois a profundidade está relacionada com vários fenômenos físicos, que interferem no coeficiente de reaeração.

109 APÊNDICEA

TESTES DE REAERAÇÃO

Nos testes de reaeração, conduzidos em canal de laboratório com fundo deslizante, a concentração do oxigênio dissolvido foi determinada ao longo do tempo para diferentes profundidades de lâmina d’água e velocidade de escoamento. Os resultados brutos desses testes estão apresentados nas Figuras 1A, 2A e 3ª, que se referem respectivamente aos resultados com as lâminas de água de 0,11 m a 0,13 m; 0,15 m a 0,17 m; e 0,20 a 0,25 m. C o n c e n tr a ç ã o d e o x ig ê n io d is s o lv id o ( m g L -1 ) Tempo (min)

Figura 10A - Dados experimentais brutos de concentração de oxigênio dissol- vido na água, em razão do tempo, em testes de reaeração realizados em canal hidráulico com fundo deslizante e com lâminas de 0,11 m e 0,13 m e diferentes velocidades de escoamento.

110 C o n c e n tr a ç ã o d e o x ig ê n io d is s o lv id o ( m g L -1 ) Tempo (min)

Figura 11A - Dados experimentais brutos de concentração de oxigênio dissolvido na água, em razão do tempo, em testes de reaeração realizados em canal hidráulico com fundo deslizante e com lâminas de 0,15 m e 0,17 m e diferentes velocidades de escoamento.

111 C o n c e n tr a ç ã o d e o x ig ê n io d is s o lv id o ( m g L -1 ) Tempo (min)

Figura 12A - Dados experimentais brutos de concentração de oxigênio dissolvido na água, em razão do tempo, em testes de reaeração realizados em canal hidráulico com fundo deslizante e com lâminas de 0,20 m e 0,25 m e diferentes velocidades de escoamento.

112 APÊNDICE B

DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE REAERAÇÃO

Nos testes de reaeração, determinou-se a concentração de oxigênio ao longo do tempo. A diferença entre a concentração de saturação calculada e os valores medidos representa o déficit de oxigênio. Ao conjunto de dados formado pelo déficit (D) e tempo (t), ajustou-se a equação cinética, cujos gráficos resultantes estão apresentados na Figura 1B, para diferentes profundidades e velocidades; as equações ajustadas estão na Tabela 1B.

113 D é fi c it d e o xi g ê n io d is s o lv id o ( m g L -1 )

Tempo (d) Tempo (d) Tempo (d)

Figura 13B - Curva ajustada aos dados experimentais de déficit de concentração de oxigênio dissolvido, em razão do tempo, obtidos em canal hidráulico com fundo deslizante, para diferentes velocidades da água e profundidades de escoamento.

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Tabela 8B - Equação cinética de primeira ordem ajustada aos dados experi- mentais de déficit de oxigênio dissolvido, em razão do tempo, obtidos em canal hidráulico com fundo deslizante

Teste Lâmina (m) Velocidade

(ms-1) Equações ajustadas R² 1 0,11 0,84 D = 6,0034 exp(-5,1747 t) 0,9933 2 0,11 0,54 D = 7,0179 exp(-4,5078 t) 0,9933 3 0,11 0,67 D = 5,6431 exp(-5,8938 t) 0,9877 4 0,15 0,54 D = 7,9054 exp(-3,6054 t) 0,9913 5 0,15 0,67 D = 8,0723 exp(-3,7299 t) 0,9887 6 0,16 1,35 D = 6,4810 exp(-9,4519 t) 0,9352 7 0,15 0,94 D = 8,1030 exp(-16,4226 t) 0,7383 8 0,13 0,74 D = 9,7230 exp(-11,0529 t) 0,8669 9 0,13 0,94 D = 9,5862 exp(-14,9298 t) 0,8641 10 0,13 1,14 D = 7,6238 exp(-23,9431 t) 0,9169 11 0,17 0,74 D = 8,1274 exp(-7,6748 t) 0,9598 12 0,17 0,94 D = 9,5905 exp(-17,4535 t) 0,8312 13 0,17 1,14 D = 7,6563 exp(-4,5741 t) 0,9487 14 0,20 1,14 D = 6,4114 exp(-4,6892 t) 0,7580 15 0,20 0,94 D = 5,9579 exp(-2,3884 t) 0,9687 16 0,20 0,74 D = 6,1469 exp(-2,3353 t) 0,9844 17 0,25 1,14 D = 7,1677 exp(-3,5126 t) 0,9853 18 0,25 0,94 D = 6,4655 exp(-1,5518 t) 0,9368 19 0,15 1,14 D = 6,4855 exp(-3,8261 t) 0,9107 20 0,15 0,74 D = 7,0940 exp(-1,8338 t) 0,9328 21 0,25 0,74 D = 7,2084 exp(-1,4160 t) 0,9591 22 0,15 0,74 D = 5,3499 exp(-3,6052 t) 0,9925 23 0,15 0,94 D = 6,9940 exp(-5,6793 t) 0,9589 24 0,15 0,74 D = 5,7634 exp(-4,5924 t) 0,9396 25 0,15 0,94 D = 7,1022 exp(-5,0698 t) 0,9321 26 0,17 0,94 D = 5,9660 exp(-3,5904 t) 0,9865 27 0,20 1,14 D = 6,6991 exp(-4,0071 t) 0,9591