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Eyyûbîler Döneminde Ahlat

C. AHLAT’IN SİYASÎ ORTAMI

6. Eyyûbîler Döneminde Ahlat

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) foi criada em 1954 com a fusão da Faculdade de Farmácia e Odontologia, Faculdade de Direito, Escola de Educação Física, Escola Politécnica, Escola de Belas Artes, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras e Instituto de Música. Em 1961 foi federalizada. A UFES tem sob sua responsabilidade o Museu Solar de Monjardim e a Galeria de Arte Espaço Universitário, ambos em Vitória.

O Museu Solar de Monjardim, criado em 1980 pelo IPHAN e administrado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), foi resultado da transferência dos acervos do Museu Capixaba77 e do Museu de Arte Sacra para a UFES. Seu acervo tem cerca de 4.500 peças de arte e história do século XIX e iconografia da Cidade de Vitória dos séculos XIX e XX.78 Sua principal exposição é o próprio prédio, antiga residência da elite do século XIX. Segundo seu regimento interno

“... é uma instituição destinada a resgatar o modo de vida nas residências rurais brasileiras no século XIX bem como difundir a história do Brasil através da

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Em 2000 o Museu do Seridó esteve fechado por 6 meses para reforma. A maior parte do público visitante é formada por alunos do ensino fundamental, a comunidade em geral e em menor escala estudantes de nível superior. (Iracema Nogueira Batista, 2001:1)

77 O Museu Capixaba, criado em 1939, pertencia ao Estado do Espírito Santo e passou à UFES

em 1967 com a denominação de Museu de Arte e História. (Fernanda de Camargo e Almeida.

Guia dos Museus do Brasil, 1972:88)

78 São peças de mobiliário, prataria, arte sacra, cristais e vidros, objetos de uso pessoal,

objetos de cozinha, indumentária, armas, leques, cerâmica, documentos, fotografias, entre outras. (Formulário CPC/Vitae 1999)

aquisição, preservação, pesquisa, exposição e difusão de evidência do processo histórico.” (Regimento Interno do Museu Solar de Monjardim, cópia de 1996)

O Museu Solar de Monjardim oferece várias atividades para o público em geral, como palestras, lazer educativo, seminários e aulas de educação patrimonial, além de se propor como um espaço para a comunidade no projeto ‘o museu é seu’ com capoeira, coral e cinema.79

Pelos temas das pesquisas desenvolvidas – pesquisas históricas, projetos de memória oral - e pelo fato de oferecer estágio para a área de História, o museu tem um perfil mais voltado para história do que para arte.

A UFES oferece cursos de arte em seu Centro de Artes. O Centro de Artes foi criado em 1962 com a federalização da Escola de Belas Artes, fundada em 1951. Os cursos existentes são de Artes Plásticas, Educação Artística, Arquitetura e Urbanismo e Desenho Industrial.

A UFES realizou em 1974 o I Salão de Arte Universitária do Espírito Santo e nos anos seguintes deu continuidade ao evento, apoiada pela FUNARTE. Com o sucesso das atividades, a UFES considerou importante consolidar um espaço para exposições temporárias para promover o trabalho de artistas locais ou não, e criou em 1978 o Espaço Universitário realizando o Salão Nacional de Artes Plásticas.

Em 1992 foi criada a Coordenação de Artes Plásticas ligada à Secretaria de Produção e Difusão Cultural (SPDC) da UFES. Segundo suas Normas de Funcionamento, ela tem como objetivos:

“a) Constituir um acervo de obras de arte contemporâneas significativas e de relevância no cenário estadual, nacional e/ou internacional que demonstrem claramente a qualidade da produção artística a partir de 1978, data da primeira doação e ano da fundação da Galeria de Arte Espaço Universitário, que sirvam de núcleo ao Museu de Arte da Universidade Federal do Espírito Santo;

b) Incentivar o desenvolvimento da cultura artística no Estado do Espírito Santo, proporcionando aos artistas capixabas, de outros estados e de outros países, locais apropriados para a apresentação dos seus trabalhos;

c) Promover confrontos entre a produção artística local, nacional e internacional através de exposições, eventos e demonstrações;

d) Ensejar o contato da comunidade capixaba com manifestações artísticas;

e) Proporcionar contatos entre artistas, estudantes de arte e interessados, através de palestras, seminários, debates, depoimentos e outras atividades;

(...)

h) Promover atividades extensionistas dentro da filosofia de atuação da Coordenação de Artes Plásticas para aperfeiçoamento de alunos do Centro de Artes;

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(...)”

(UFES, Normas de Funcionamento da Coordenação de Artes Plásticas, In Mendes, 2000:Parte 2.)

Pelas Normas propostas, a UFES pretende ser um centro de divulgação da arte de referência para o Espírito Santo. Apenas os itens “e” e “h” fazem referência aos estudantes em geral e aos estudantes do Centro de Artes, respectivamente, sugerindo que a Galeria poderia servir para o “aperfeiçoamento de alunos”.

A Coordenação de Artes Plásticas tornou-se responsável pela Galeria de Arte e

Espaço Universitário, desdobrada em três setores: Galeria de Arte, Setor de Acervo80 e

Setor Educativo e Pesquisa. Em 1992 recebeu apoio da VITAE para equipar e instalar reserva técnica no Espaço.

“Ainda dentro de sua linha de ação, a Galeria de Arte Espaço Universitário, nestes últimos 20 anos, promoveu o artista local, ofereceu ateliê livre de Artes Plásticas e cursos; implantou uma oficina de artes gráficas que até hoje presta serviço a toda Universidade, e sobretudo incentivou o interesse da comunidade universitária pelo fenômeno artístico.” (Mendes, 2000:Parte 1)

O acervo é composto por obras doadas por artistas expositores ao longo dos anos, somando 617 obras, incluindo pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, fotografias, tapeçaria e mosaicos. Entre os artistas de “renome nacional” com obras no acervo estão: Renina Katz, Maria Tomazelli, Rubens Grillo, Dionísio Del Santo, Fayga Ostrower, Darel, Paulo Herkennhoff, Ligia Pape, Antonio Henrique Amaral, Abelardo Zaluar Scliar, Arlindo, entre outros.81 (Mendes, 2000)

Enquanto o Museu Solar de Monjardim parece ser um museu mais voltado para a pesquisa histórica, a Galeria de Arte tem o perfil de uma galeria para apresentação de exposições temporárias (cerca de 6 por ano), com pequeno acervo próprio. Os objetivos definidos pelas Normas destacam sua vocação para divulgar a arte contemporânea para a comunidade local e não especialmente para desenvolver e divulgar pesquisas da universidade. A visitação é de 1.000 a 1.500 pessoas por exposição, ou seja, mais de 6.000 visitantes por ano.

“(...) muito mais do que expor obra de arte, o Setor de Galeria se estrutura como serviço que informa e forma a comunidade em geral, principalmente na área de

80 A Coordenação tornou-se responsável por todo o acervo da UFES, incluindo obras

pertencentes ao Centro de Artes. O Centro de Artes mantém a Galeria de Arte e Pesquisa voltada para a divulgação das pesquisas / obras de professores e alunos. Atualmente a Galeria

de Arte e Pesquisa está desativada. Ela diferencia-se do Espaço Universitário por ter uma

vocação “mais didática”. (Neusa Mendes, 2001)

81 As 617 obras estão divididas em: 150 desenhos, 107 fotografias, 103 pinturas, 97 gravuras,

91 “Arte Postal”, 48 “Objeto/Escultura/Mosaico”, 13 cerâmicas e 8 tapeçarias. (Mendes, 2000, Parte 4)

Galeria de Arte Espaço Universitário

Universidade Federal do Espírito Santo

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ensino de 1º e 2º graus. O universitário participa do processo atuando como monitor do projeto de extensão, colaborando dinamicamente no diálogo da criança, adolescente e adultos artistas ou não.” (Mendes, 2000:Parte 5)

Como já vimos em exemplos de galerias de universidades do Canadá, a Galeria da UFES está voltada para a divulgação da arte contemporânea e tem uma política de exposições “rotativas” de curta duração (cerca de dois meses), mantendo fortes relações com o meio artístico e com a comunidade externa à universidade (escolas) e oferecendo aos alunos de arte da UFES alguns estágios e a oportunidade de vivenciar a produção artística contemporânea. Seu acervo limitado não é objeto de estudos e está em formação.

Assim como em outros museus de arte universitários brasileiros já apresentados nesse capítulo, há uma tendência a transformar a galeria e/ou museu da universidade num pólo de divulgação da arte contemporânea regional82, tornando o museu um espaço de exposições com poucos compromissos com a pesquisa e o ensino universitários, mesmo quando existem cursos da área de arte oferecidos pelas mesmas universidades. Ao compararmos às finalidades propostas pelo Regimento do MAC/USP, veremos uma grande diferença: o MAC/USP se propõe a “promover o estudo e difusão do acervo...”83 e não se tornar um centro de valorização e divulgação da arte de São Paulo e de sua região.