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Ahlat’ta Ahlatşahlar Devleti Dönemi

C. AHLAT’IN SİYASÎ ORTAMI

5. Ahlat’ta Ahlatşahlar Devleti Dönemi

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foi criada em 1958 com a fusão das Faculdades de Farmácia e Odontologia, Direito, Medicina, Filosofia, Ciências, Letras e Engenharia, tendo sido federalizada em 1960. Atualmente a estrutura dos cursos é organizada em Centros Acadêmicos.

A UFRN é responsável também pelo Museu Câmara Cascudo e pelo Museu do Mar Onofre Lopes, ambos localizados em Natal.

Além do campus da capital, dois outros campi do interior – Caicó (criado em 1973) e Currais Novos (criado em 1977) – compõem a estrutura da UFRN. Esses dois campi do interior constituíram-se no Centro Regional de Ensino Superior de Seridó (CERES), em 1977.

Depois de vários anos de dificuldades para integrar os dois campi, em 1993 foi feito novo esforço e o CERES passou a ser organizado em 3 departamentos nos 2 campi. Atualmente, em Caicó, onde está o Museu do Seridó, são oferecidos os cursos de Ciências Contábeis, Geografia, História, Matemática e Pedagogia.

O Museu do Seridó foi criado em 1960 pelo Padre Antenor Salvino de Araújo com objetivo de preservar elementos da história regional. Pertencente inicialmente à diocese, teve seu acervo formado por doações das famílias locais.74 Desde 1973 está sediado no prédio do antigo Senado da Câmara e Cadeia doado pela Prefeitura. Em 1977, com a formação do CERES no campus de Caicó e o funcionamento do curso de História, o Museu passou para administração da UFRN.

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Entendemos aqui “centro cultural” no sentido dado por Teixeira Coelho, como de uso informal no Brasil, em comparação a “espaço cultural” e “casa de cultura”: “(...) o centro cultural é geralmente uma instituição mantida pelos poderes públicos, de porte maior, com acervo e equipamento permanentes (salas de teatro, de cinema, bibliotecas, etc.), voltada para um conjunto de atividades que se desenvolvem sincronicamente e oferecem alternativas variadas para seus freqüentadores, de modo perene e organizado.” (Teixeira Coelho, 1997:168)

74 O acervo é formado por mobiliário, obras sobre papel, arte sacra, armaria, ferraria, objetos

líticos, porcelana, cerâmica, produtos industrializados, couro, mobiliário, paramentos, alfaias, fotografias, somando cerca de 1000 peças. (Iracema Nogueira Batista, 2001:2)

“A partir daí, vários projetos foram elaborados com vistas à ampliação e melhorias das instalações físicas, envolvendo pesquisadores, intelectuais, professores e estudantes da região e do Estado. Face às dificuldades apresentadas, as metas propostas não foram atingidas.” (Brito, 2000:1)

Foi somente em 1993 que se conseguiu revitalizar o museu com apoio financeiro vindo de fora da UFRN. O acervo foi contextualizado a partir de um tema central “Seridó, terra nossa de cada dia”, dividido em 5 núcleos expositivos, sendo 2 deles voltados para a arte local: “Devoção e arte do Seridó” e “Ofício e Arte do Seridó”. O primeiro trata das devoções seridoenses como o folguedo dos Negros Rosários. O segundo pretende mostrar ofícios antigos do Seridó, como ferreiro, seleiro, louceiro.

O museu busca estimular a visitação e ampliar os conhecimentos a respeito da história regional. Criou projetos voltados para escolas da região e oferece seu espaço para eventos da comunidade.

Existe uma forte relação de colaboração entre o Museu e o Curso de História. Alunos da disciplina de História do Rio Grande do Norte desenvolveram textos e vídeo para professores e alunos de ensino fundamental dentro do projeto “A Escola vai ao Museu”.75

Pelos projetos propostos e atividades desenvolvidas, o Museu do Seridó configura-se hoje mais como um museu de história regional do que um museu de arte em geral ou arte sacra, pelo enfoque dado ao acervo na atual exposição e seus desdobramentos.

“A distribuição do acervo é de acordo com a história do homem do Seridó, sua colonização, o motivo que o levou a interiorizar-se proveniente do litoral nordestino, suas atividades e modo de vida.

Durante as visitações, o seridoense sente-se à vontade, pois revive toda a sua história, bem como, a das gerações passadas.

Portanto, classificamos o Museu do Seridó como sendo histórico.” (Iracema Nogueira Batista, 2001:2)

As únicas pesquisas desenvolvidas no museu são as da diretora Iracema Nogueira Batista: uma sobre o cotidiano do engenho de rapadura e outra sobre estilos da imaginária do Seridó, esta última a partir do acervo do museu. O Museu do Seridó

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“Os textos produzidos serão encaminhados aos professores de 3ª e 4ª séries do 1º Grau menor (a princípio, somente 05 escolas públicas serão incluídas no projeto, a título de experiência), para servirem de fundamentação à prática docente. As aulas sobre aspectos históricos do município de Caicó e da região do Seridó deverão ser ministradas no Museu. (...) Dessa forma, o Projeto ‘A Escola vai ao Museu’ contribui significativamente para a viabilização da proposta conceitual, transformando o Museu num eficaz instrumento de apoio ao ensino fundamental capaz de atender às aspirações da comunidade seridoense no tocante ao conhecimento de sua história.” O Museu do Seridó: A história que se faz presente de Paula Sônia de Brito, página da internet do CERES, 2000.

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tem um perfil de museu público, voltado para a comunidade e suas relações com a universidade são para promover atividades para a comunidade.

A visitação do museu é pequena: em 1997 foram 1.204 visitantes, em 1998, 769, em 1999, 1.583 e em 2000, 444 visitantes76.

O Museu do Seridó só tem dois funcionários: a diretora e a vice-diretora. A diretora do museu, Iracema Nogueira Batista, lamenta principalmente a falta de espaço físico para o desenvolvimento das atividades do museu, além do “descaso” por parte da UFRN e até dos alunos e professores de História.

A manutenção das atividades deve-se ao esforço dessas funcionárias: a diretora realizou vários cursos de formação em museologia para poder desempenhar suas funções no museu. No museu são desenvolvidas, de forma não sistemática, as atividades básicas definidas pelo ICOM para o funcionamento de um museu.