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Ahlat’ın Büyük Selçuklu Devleti Hâkimiyetine Geçmesi

C. AHLAT’IN SİYASÎ ORTAMI

4. Ahlat’ın Büyük Selçuklu Devleti Hâkimiyetine Geçmesi

Em São Paulo, o Museu de Arte Brasileira (MAB) da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) foi criado em 1947 e aberto ao público em 1961.

O MAB formou-se a partir da coleção do conde Armando Álvares Penteado, o qual exigiu em seu testamento que também se criasse uma escola. A solução foi a transferência do curso para formação de professores de desenho, então existente no MASP, em fins de 1958, para a FAAP.54 Apesar da intenção do MAB fazer a

51 Dado de visitação do Formulário CPC/Vitae 1999.

52 Dado obtido em depoimento de Pedro Eymar Costa, 2001. 53 Ariadne Araújo, 2000:71-72.

divulgação da coleção deixada pelo conde, a maioria das exposições (sempre temporárias) ali realizadas desde sua abertura ao público apresenta uma parcela mínima da coleção da FAAP complementada por obras emprestadas para os eventos.

O acervo do MAB tem cerca de 2.300 obras de 475 artistas brasileiros, sendo a maioria das obras das décadas de 1960 a 1980. Tem algumas poucas produções coloniais e um conjunto maior de obras de artistas ligados ao Modernismo, como Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Brecheret, Ismael Nery, Goeldi e Anita Malfatti. Concentra a maior coleção de obras de Flávio de Carvalho. Pinturas e desenhos compõem 36 e 33% do acervo respectivamente, seguido de gravuras (23%), esculturas (5%) e “diversos” (3%).55

Atualmente, a FAAP oferece cursos em diversas áreas das ciências humanas e exatas56, além do curso de Artes Plásticas (Licenciatura e Bacharelado). Não se caracteriza como uma universidade pela pequena variedade de cursos existentes, pela ausência de pesquisa institucional e carreira acadêmica57. O MAB não oferece qualquer tipo de curso.58

Para o nosso estudo, interessa-nos conhecer as relações do museu com os departamentos de ensino afins e com a pesquisa. No caso da FAAP, afirma-se sobre o MAB:

“É função do museu a produção de conhecimento, quer por meio do estudo de seu acervo, propondo mostras elucidativas de sua composição, quer propondo e/ou abrigando exposições que levantem questões relevantes sobre a produção artística.” (página da internet do MAB/FAAP, 2000)

Certamente todos os museus devem realizar pesquisas, entretanto em um museu universitário a pesquisa sistemática deveria ser uma de suas atividades principais. No caso do MAB, a pesquisa eventual é realizada pela diretora técnica Maria Izabel Branco Ribeiro e por sua equipe, visando a concepção e montagem de

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O MAB também tem obras de Rebollo, Mário Zanini, Bonadei, Portinari, Segall, Volpi, De Fiori e Lívio Abramo, representantes de “um segundo momento do modernismo”; e Lygia Clark, Ianelli, Mabe, Renina Katz, Flexor e Tomie Ohtake com obras dos anos 50. Dados obtidos na página da internet da FAAP – MAB, 2000.

56 Administração, Direito, Economia, Engenharia e Tecnologia.

57 A FAAP tem um Plano de carreira pelo qual o professor é enquadrado segundo sua titulação.

A FAAP não remunera seus professores para realizarem pesquisas, entretanto vários deles desenvolvem pesquisas de mestrado, doutorado como alunos de outras instituições.

58 As recentes exposições promovidas no espaço do MAB/FAAP têm sido acompanhadas por

atividades educativas oferecidas para escolas e outros grupos organizados. As duas ex-alunas que coordenam esse trabalho deverão ser contratadas pelo MAB em 2001. (Ribeiro, 2001)

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exposições59. Apesar de Maria Izabel Ribeiro ser professora de História da Arte na FAAP, no museu ela não exerce a função de docente / pesquisadora.

A diferença maior está no fato da FAAP não ser uma universidade e não ter a pesquisa como uma de suas prioridades. Assim, a maior parte dos professores vai à faculdade apenas para dar aulas e é remunerada por hora/aula.60

A equipe do MAB procura envolver em suas atividades os alunos e professores dos cursos afins – Artes Plásticas, Comunicações e Moda. Anualmente há uma exposição de artes em conjunto com a Faculdade de Artes Plásticas (estava na 32ª edição em 2000) e novos projetos vêm sendo criados para que os alunos participem de atividades no MAB, por meio de estágios e exposições temporárias.

No caso da FAAP, a instalação de um curso de desenho não garantiu uma relação profícua entre o ensino e as atividades museológicas. Haveria a chance, neste caso, de criação de disciplinas que envolvessem o acervo do museu e também do museu ser um espaço de formação para atividades museológicas. Isso ainda não ocorre como uma prática institucional.61

A visitação do MAB aumentou visivelmente nos últimos anos: em 1997, 13.055, em 1998, 27.379, em 1999 chegou ao máximo de 82.549 visitantes e em 2000 houve uma queda para 35.358 pessoas. Em 1997 a exposição que atraiu maior público (4.213 pessoas) foi a de obras de Jean Cocteau (O Mundo de Jean Cocteau), em 1998 a retrospectiva de Di Cavalcanti (Di Cavalcanti 100 Anos) trouxe mais de 10.000 visitantes ao MAB e em 1999 houve 40.162 visitantes para “Brasileiro que nem eu. Que nem quem?” e mais de 20.000 para “Ícones – A Alma da Rússia”.62 As exposições de acervo não atraem tanto público: em agosto e setembro de 1997 a exposição “Modernismo Modernistas” atraiu 385 visitantes e em 1999 a mesma exposição trouxe 977 pessoas ao MAB. Na opinião da diretora, o aumento de público se deve à

59 Um exemplo, relatado por Maria Izabel Ribeiro, foi a concepção da exposição “Herança

Barroca” em 1997. Ela partiu de um altar barroco do acervo do MAB para buscar a utilização de motivos barrocos e/ou de inspiração barroca no artesanato atual, como ocorre em algumas peças da prataria baiana. O ponto de partida foi uma peça do acervo e a exposição contou com obras barrocas e trabalhos atuais e foi montada em Brasília. (M. Izabel Branco Ribeiro, 2001)

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Para a diretora do MAB, o museu não tem um corpo técnico com pesquisas como há no MAC/USP, onde já trabalhou há alguns anos. M. Izabel, por exemplo, realiza pesquisa de doutorado como aluna da ECA/USP e seu objeto são as coleções de Theon Spanudis, pertencentes à USP. (Ribeiro, 2001)

61 Em conversa informal, no mês de setembro de 2000, com o professor de Gravura da FAAP,

Cláudio Mubarak, ficamos sabendo que atualmente ele leva seus alunos ao MAB para dar uma aula a partir de obras originais do acervo. Segundo ele, essa prática é recente e começou porque uma de suas alunas que trabalhava como estagiária no MAB sugeriu e facilitou o acesso às obras.

intensificação da divulgação, à melhoria da qualidade das exposições e do espaço expositivo, ao trabalho educativo sistemático e ao horário que facilita o acesso, inclusive de espectadores do teatro – de 3ª a 6ª das 10 às 21 horas e sábados e domingos da 13 às 18 horas. (Ribeiro, 2001)

Percebemos na política de exposições temporárias a intenção de criar eventos que atraiam público. Entretanto, o acervo é deixado em segundo plano e isso pode indicar a dificuldade em criar conjuntos para exposição e/ou a falta de pesquisas que resultem em propostas de exposições.