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EVRENSEL TÜKETİCİ HAKLARI

✔ Tüketici davranışı çevre faktörlerinden etkilenir

ÖĞRENME BİRİMİ KONULARI

1. EVRENSEL TÜKETİCİ HAKLARI

O Paradigma Eclético foi proposto por John Dunning em 1977 e caracteriza-se como uma síntese de diversas teorias, pois incorpora as contribuições das teorias da empresa individual bem como outras abordagens sobre produção internacional (CANTWELL, 1991; MOREIRA, 2009). As críticas feitas ao Paradigma Eclético não o invalidam, permanecendo “[...] um modelo geral robusto para explicar e analisar não somente a lógica econômica da produção econômica, mas muitas questões organizacionais e seus impactos em relação às atividades das empresas multinacionais” (DUNNING4, 1988, p. 1, tradução nossa).

Essa corrente de pensamento busca explicar quais os fatores que influenciam a decisão da empresa de internacionalizar suas operações. Quando decide expandir suas atividades para o mercado internacional a empresa deve possuir vantagens que compensem os custos decorrentes das operações no novo mercado, bem como que a fortaleçam perante os concorrentes que já se encontram ajustados ao mercado (ROCHA; ALMEIDA, 2006).

Deste modo, o Paradigma Eclético afirma que existem três tipos de vantagens, ficando conhecido como modelo OLI (Ownership – Locational – Internalization), que são determinantes para as empresas decidirem realizar investimento direto estrangeiro (DUNNING, 1988):

Vantagens de propriedade (Ownership): Referem-se às vantagens competitivas específicas da empresa, ou seja, que não são possuídas por seus concorrentes no mercado externo. Deste modo, devem ser suficientes para compensar os custos de executar suas

4 “[...] a robust general framework for explaining and analyzing not only the economic rationale of economic production but many organizational and impact issues in relation to MNE activity as well." (DUNNING, 1988, p. 1).

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atividades em um mercado desconhecido, além dos custos enfrentados por empresas domésticas no mercado-alvo (DUNNING, 1988).

Neste contexto, Dunning (1988) identifica dois tipos de vantagens de posse. A vantagem por posse de ativos (Oa) surge da propriedade de ativos específicos, dentre os quais tem-se os direitos de propriedade, ativos intangíveis que podem estar relacionados a tecnologia, inovações de produtos, reputação, marca, experiência de gestão, dentre outros. Já a segunda, denominada vantagem transnacional (Ot), é proveniente da capacidade da empresa de capturar benefícios ou diminuir os custos de transação que ocorrem nas operações no mercado externo, por exemplo, por meio de economias de escala (decorrente do tamanho da empresa), diversidade de produtos, aprendizagem, acesso aos recursos, etc. Posteriormente, Dunning e Lundan (2008) acrescentam as vantagens institucionais (Oi) que referem-se às instituições formais ou informais, específicas para cada empresa, que direcionam o processo de geração de valor dentro da empresa e entre a firma e seus stakeholders, abrangendo incentivos que são impostos externamente ou gerados internamente, como códigos de conduta, normas, cultura organizacional, sistemas de avaliação, liderança, dentre outros, que podem afetar todas as áreas de tomada de decisão da empresa.

Deste modo, ativos correspondem a recursos ou capacidades que permitem a geração de renda, não se restringindo somente aos ativos tangíveis, como recursos humanos ou financeiros, mas também incluem ativos intangíveis, por exemplo, tecnologia, informação, marketing, competências para gestão da organização, dentre outros (DUNNING, 2008).

Vantagens de internalização (Internalization): fazem com que a empresa decida utilizar sua própria estrutura ao invés de contratar terceiros para a execução das suas operações no mercado externo. A internalização das atividades torna-se interessante para a empresa manter suas vantagens competitivas específicas em vez de vendê-las ou oferecer o direito de uso para as empresas que atuam no mercado potencial. Há uma relação direta entre os custos de transação e a decisão da empresa de internalizar, pois quanto maior os custos envolvidos nesse processo, maior é a tendência da empresa decidir investir seus recursos e explorar suas vantagens no mercado internacional (DUNNING, 1988).

Dunning (2001) afirma que as economias decorrentes da internalização das atividades surgem porque houve uma integração das atividades existentes com as novas atividades da empresa. O autor exemplifica com o caso de uma empresa que produz no país A e que acredita que terá benefícios como a economia de escopo ou diversificação de risco se produzir no país B, sendo que esses benefícios somente serão alcançados se a empresa

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produzir nos dois países. Ou seja, os benefícios devem poder ser utilizados juntamente com as atuais competências da empresa para fortalecer sua competitividade.

Vantagens de localização (Locational): determinam “onde” a empresa instalará sua estrutura, ou seja, estão relacionadas às vantagens do país que o tornam atrativo para investimento. Atuar em um mercado estrangeiro torna-se interessante para a empresa quando é possível a combinação de seus produtos, que podem ser transferidos geograficamente, com benefícios que se encontram imobilizados no mercado externo (DUNNING, 1988).

É importante ressaltar que as imperfeições de mercado influenciam a decisão da empresa sobre a localização de suas operações. Dentre possíveis falhas estruturais no mercado-alvo, alguns tipos de intervenção governamental podem estimular e.g. benefícios fiscais, ou desencorajar, e.g. legislação, os investimentos diretos estrangeiros (BREWER, 1993; DUNNING, 1988).

Se antes as vantagens que um país poderia oferecer às empresas estavam associadas com recursos naturais, atualmente estão cada vez mais voltadas para sua capacidade de oferecer vantagens distintas e de difícil imitação, como a possibilidade de empresas internacionais realizarem alianças com empresas locais para complementar suas competências. Deste modo, os países estão percebendo a importância de desenvolver uma infraestrutura econômica e social, que favoreça as empresas domésticas na geração de vantagens específicas (Ownership advantages) alinhadas com as demandas dos mercados mundiais (DUNNING, 2000).

Dunning (2000) acrescenta que existem quatro fatores que motivam a empresa a atuar em outro país: a) busca por mercado (market seeking), ou seja, para atender a demanda existente ou explorar um mercado potencial; b) busca por recursos (resource seeking), dentre os quais tem-se recursos naturais do país, como energia, terras, matéria-prima, ou ainda mão de obra ou tecnologia etc.; busca de eficiência (efficiency seeking), que é relacionada ao primeiro ou segundo tipo e normalmente ocorre em sequência, pois a empresa tende a reorganizar seus investimentos para alcançar uma alocação eficiente das suas atividades econômicas; d) Busca por recursos estratégicos (strategic asset seeking) para sustentar e desenvolver novas vantagens competitivas específicas da empresa (ownership advantages), fortalecendo-se perante a concorrência.

O Quadro 2 relaciona os fatores determinantes para a internacionalização das atividades da empresa com a existência ou ausência de vantagens OLI dessas atividades, bem como as metas estratégicas que norteiam a decisão de investimento direto estrangeiro.

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Estratégias

de IDE Vantagens de Propriedade Vantagens de Localização Vantagens de Internalização Metas estratégicas das EMNs Busca de recursos naturais (Natural resource seeking) Capital, tecnologia, acesso a mercado, ativos complementares, tamanho e poder de barganha. Posse de recursos naturais, infraestrutura de transporte e comunicação, impostos e outros incentivos. Garantir a estabilidade de suprimentos a preços controlados. Ganhar acesso privilegiado aos recursos em relação aos concorrentes. Busca por mercado (Market seeking) Capital, tecnologia, informação, habilidades gerenciais, economias de escala, capacidade para gerar lealdade à marca.

Custos de mão de obra, tamanho do mercado, políticas governamentais (regulamentação, incentivos para investimentos etc.). Desejo de reduzir incerteza, os custos de transação ou de informação; proteger os direitos de propriedade. Proteger mercados existentes; reagir aos concorrentes; impedir a entrada de concorrentes ou potenciais concorrentes em novos mercados. Busca por eficiência (efficiency seeking) De produtos De processos Semelhante ao descrito acima, mas também acesso a mercados; economias de escala; diversificação geográfica e/ou cluster; fornecimento internacional de insumo. a) Ganhos de eficiência econômica na produção do produto.

b) Baixo custo de mão de obra; incentivos para a produção oferecidos pelo host country; ambiente favorável aos negócios. Semelhante à segunda categoria, bem como a diminuição dos custos de transação decorrentes da decisão de internalizar as atividades. Como parte da racionalização de produtos regionais ou globais e/ou obter vantagens da especialização do processo produtivo. Busca por ativos estratégicos (Strategic assets seeking)

Qualquer uma das três categorias acima que ofereçam

oportunidades ou sinergias com os ativos existentes.

Qualquer uma das três categorias acima que ofereçam ativos tecnológicos, organizacionais ou qualquer outro que a empresa seja deficiente.

Economias de common governance; melhoria nas vantagens competitivas ou estratégicas; diminuição os riscos. Fortalecer a competitividade de inovação e da produção; obter novas linhas de produtos ou mercados. Quadro 2: Fatores determinantes para a estratégia de IDE.

Fonte: Adaptado de DUNNING; LUNDAN, 2008.

O Paradigma Eclético pode ser resumido da seguinte maneira: a empresa pode crescer de diversas formas, por meio da diversificação horizontal ou vertical das suas atividades, bem como adquirir outras empresas ou ainda pode decidir expandir sua atuação para o mercado internacional. Para esta última opção, a empresa deve possuir ativos específicos que sejam suficientes para compensar os custos de atuar em um ambiente distante e pouco familiar do seu ambiente doméstico (DUNNING, 1980).

Assim, a empresa decidirá operar no mercado exterior quando três condições forem satisfeitas (DUNNING, 1997):

a. Possuir vantagens únicas (O), como ativos intangíveis ou decorrentes da common governance, ou seja, que não estejam disponíveis para seus concorrentes.

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b. Após a condição acima estar satisfeita, a empresa verifica que explorar estas vantagens específicas internamente gera melhores resultados do que vender ou contratar terceiros para investir no mercado externo. É a chamada vantagem de internalização (I).

c. Por fim, assumindo que as duas condições acima foram satisfeitas, deve ser do interesse da organização utilizar estas vantagens juntamente com alguns fatores que tornam o país atraente para o IDE. Caso contrário, o mercado estrangeiro pode ser abastecido por meio da exportação. É a chamada vantagem de localização (L).

Dunning e Lundan (2008) acrescentam uma quarta condição, após as três condições acima estarem satisfeitas, a qual a decisão de internacionalização deve estar alinhada com os objetivos de longo prazo de seus stakeholders e das instituições que sustentam a estratégia organizacional.

A predisposição de uma empresa de determinado país para se envolver com IDE é diretamente proporcional às suas vantagens de propriedade, ou seja, quanto maior forem suas ownership advantages, maior será o incentivo que terá para internalizar suas atividades em vez de vendê-las para terceiros e, consequentemente, maior será o seu interesse para ter acesso e explorar estas vantagens em operações no exterior.

Os fatores que tornam um país atraente para IDE (inward) ou as condições oferecidas por esse país para saída de IDE (outward) estão relacionados às mudanças nas vantagens de propriedade (O) das empresas do próprio país em comparação com as empresas de outros países, transformações realizadas pelo país para gerar vantagens de localização (L) em relação a outros países, mudanças de percepção das empresas ao verificarem que a internalização das atividades tornou-se mais atrativa do que o mercado (DUNNING; LUNDAN, 2008).