4.3. ÖRGÜTSEL BAĞLILIĞIN SINIFLANDIRILMASI
4.3.1. Tutumsal Bağlılık
4.3.1.2. Etzioni’nin Yaklaşımı
No momento pós intervenção nutricional verificou-se um incremento dos níveis de ENL e END séricos, nos grupos que continham a adição da semente de linhaça em sua dieta. No grupo III ocorreu um decréscimo de enterodiol sérico. Estes resultados podem ser justificados, pelo fato de que, a ingestão de ENL e END apresentam-se associadas à ingestão de lignanas, provenientes dos alimentos ricos em fibras (MILDER et al., 2007; KILKKIEN
et al., 2003), sendo que, durante a intervenção nutricional houve uma redução da ingestão de alimentos de forma generalizada, em relação à ingestão inicial. Desta forma, a diminuição de ingestão de fibras no grupo III pode ter refletido esta redução de END, o que não se verificou nos grupos II e IV, devido à adição de semente de linhaça na dieta.
Em relação aos níveis urinários de ENL e END, na diurese de 24 h observou-se que não houve alteração significativa após a intervenção para os níveis de END, entretanto, verificou-se aumento significativo na concentração urinária de ENL, em 24 h apenas para o grupo IV, e diminuição significativa para o grupo III. Isto pode ser justificado pelo estudo realizado em homens e mulheres japonesas, nos quais, o consumo de vegetais e frutas apresentou-se associado às lignanas urinárias (ADLERCREUTZ et al., 1991; KILKKIEN et al., 2001). Outro estudo, com intervenção dietética controlada mostrou que conforme se aumentava a ingestão de vegetais e frutas ocorriam um incremento da excreção de ENL na urina, de maneira dose-dependente (HUTCHINS et al., 1995). No grupo II este incremento não ocorreu, possivelmente, pelo fato de que, no momento basal os níveis de ENL urinária, em 24h no grupo IV eram inferiores aos do grupo II, mesmo não havendo diferença significativa, no basal, entre os grupos. Entretanto, isto pode ter ocasionado o não aparecimento de diferença estatística para o grupo II. Pelo fato das concentrações de enterolactona séricas e urinárias apresentaram-se dose-dependentes (KUIJSTEN et al., 2009), possivelmente observou-se uma diminuição significativa dos níveis de ENL urinária no grupo III, devido as reduções significativas na ingestão alimentar deste grupo, no que se refere às fibras
dietéticas, bem como, a ausência da adição de semente de linhaça, o que representa uma fonte excedente relevante de lignanas na dieta.
Em nossos dados também não havia diferenças significativas, no momento basal, para os níveis séricos de END e ENL, o que foi fundamental para uma avaliação mais adequada de tais resultados, já que existem limitações na dosagem destas variáveis, pela presença de grande variabilidade inter pessoal, o que inclui não somente a dieta, mas, diferenças na flora intestinal, tais como, composição da microflora, capacidade para metabolizar lignanas e taxa de absorção (KILKKIEN et al., 2001), além da possibilidade do uso de antibióticos, que foi observado pelo autor no decorrer do estudo, juntamente com o serviço médico. Outro aspecto que foi verificado semanalmente nas anamneses e recordatórios realizados no decorrer do estudo foi a presença de constipação e alteração do hábito intestinal, já que, constipação e consumo de grãos integrais, frutas e vegetais parecem ser os mais importantes determinantes da ENL sérica em homens (KILKKIEN et al., 2001).
Outro aspecto importante é que a semente de linhaça é uma das principais fontes de lignanas, sendo o SDG, a principal lignana existente neste alimento (FUKUMITSU et al., 2008). O SDG é convertido pelas bactérias do cólon, em ENL e END. Entretanto, as bactérias que convertem SDG em END, não são as mesmas que convertem END em ENL (MILDER et al., 2007). Tal questão poderia explicar as diferenças encontradas entre as concentrações de END e ENL urinárias observadas em nosso estudo.
5.3.4.1. Comportamento dos Grupos que Apresentaram Acréscimo dos Níveis de Enterolignanas Séricas e Urinárias
Não observamos diferenças significativas em relação aos indicadores antropométricos, nos grupos que receberam a adição de semente de linhaça, e consequentemente apresentaram incremento dos níveis de END e ENL sérico e urinário. Sobre este aspecto podemos verificar que a intervenção dietética, independentemente, de suas características referentes à composição de macronutrientes e acréscimo de semente de linhaça constituiu o ponto preponderante para diminuição de peso corporal, IMC, pregas cutâneas centrais e circunferência abdominal. Tais resultados corroboram com recente estudo, que demonstrou que a redução de peso e IMC estariam mais associadas à ingestão calórica da dieta, do que, ao que se refere a sua composição nutricional de macronutrientes (SACKS et al., 2009).
Entretanto, no que se referem aos indicadores relacionados à FR cardiovascular, inflamatórios e hormonais, os grupos que receberam a adição de enterolignanas apresentaram diferentes respostas, após a intervenção dietética.
No que se destina a FR cardiovascular observou-se que entre estes grupos, com adição de semente de linhaça, apenas o grupo IV mostrou resultados significativos, especialmente, em relação à diminuição nos níveis de colesterol total, LDL-c, TG e ácido úrico (HALLUND et al., 2006; JENKINS et al., 1999)
Em relação à PCR, TNF-α e isoprostane sérico os grupos II e IV apresentaram resultados significativos na redução destes níveis. O que enfatiza a possível importância de substâncias antioxidantes, tais como, as enterolignanas, na redução do processo inflamatório subclinico (KEOGH et al., 2008; KUIJSTEN et al., 2009; RADULIAN et al., 2009; VANHARANTA et al., 2002)
Sob o aspecto referente aos indicadores hormonais detectou-se que em relação aos grupos que apresentaram acréscimo de enterolignanas na dieta, apenas o grupo IV mostrou aumento significativo nos níveis de adiponectina sérica (p<0,001), e uma tendência para a redução dos níveis de leptina sérica (p=0,080). Tais resultados são condizentes com outros estudos que mostraram melhora nos níveis de adiponectina em sujeitos que apresentaram dietas com padrões caracterizados por maior consumo de grãos e sementes, e redução de gordura, em relação aqueles com padrão dietético ocidental (YANNAKOULIA et al., 2008; PANIAGUA et al., 2007).
Desta forma, é importante ressaltar que uma nova classificação de sujeitos a serem tratados tem-se despontado. Sujeitos visceralmente obesos e, por conseguinte, inflamados subclinicamente não são caracterizados por um maior aumento nos níveis de colesterol total ou LDL-c, mas sim, por um agrupamento de alterações metabólicas que incluem LDL-c pequenas e densas, aumento nos níveis de TG, ácido úrico e PCR, entre outros novos marcadores de risco não tradicionais, os quais, se incluem TNF-α, isoprostane sérico, adiponectina e leptina (DUMESNIL et al., 2001). Tais características podem ser encontradas em sujeitos normocolesterolêmicos, normotensos e não diabéticos, entretanto, com maior risco em relação ao
perfil metabólico, e mediante tal questão, o desenvolvimento de abordagens nutricionais e terapêuticas, para melhora deste perfil de risco metabólico são fundamentais.
5.3.5. Em Relação aos Indicadores da Ingestão de Nutrientes da Dieta