4.3. ÖRGÜTSEL BAĞLILIĞIN SINIFLANDIRILMASI
4.3.1. Tutumsal Bağlılık
4.3.1.5. Allen ve Meyer’in Yaklaşımı
Em nosso estudo observamos que para todos os grupos que receberam intervenção nutricional ocorreu decréscimo significativo na ingestão de calorias totais da dieta, sendo uma redução de 56,3%, 54,4% e 57%, respectivamente, para os grupos II, III e IV. As médias calóricas ingeridas pelos grupos estudados encontravam-se bastante elevadas, e após a intervenção dietética, as médias calóricas verificadas por meio dos recordatórios alimentares apresentaram-se menores, do que aquelas observadas no momento pré intervenção.
Em relação aos carboidratos totais da dieta foi observado que após os 42 dias de estudo ocorreu uma diminuição significativa nos níveis de ingestão deste macronutriente, em todos os grupos que receberam intervenção nutricional. A composição nutricional referente ao % de CH, no momento pós intervenção dietética foi de 51%, 45% e 40,3%, respectivamente, para os grupos II, III e IV, sendo que, o grupo II foi o que apresentou ingestão mais aproximada daquela sugerida pela orientação nutricional. No que se refere ao momento basal verificou-se que os grupos II e IV apresentavam % de CH semelhantes (53% v 52%), enquanto que, o grupo III mostrava que 47% da energia proveniente de sua dieta, no
momento basal originavam-se de CH. Desta forma, observamos que o grupo que apresentou maior diferença no % de ingestão de CH entre os momentos pré e pós intervenção nutricional foi o IV (52% v 40,3%).
No que se refere à ingestão de proteínas verificou-se que, após a intervenção nutricional o grupo II foi o que apresentou uma ingestão mais próxima à sugerida (21% v 19%). Os grupos III e IV apresentaram uma ingestão protéica pós intervenção maior do que a proposta pela dieta, sendo, 28 % e 30 %, respectivamente, para os grupos III e IV.
A partir deste aumento na ingestão de proteínas nos grupos III e IV, após a intervenção dietética verificou-se que o % de gorduras totais presentes nas dietas destes grupos foi menor, do que a sugerida pela intervenção, sendo 28% v 46%, para o grupo III e 31,2% v 47%, para o grupo IV.
Desta forma pode-se verificar que os grupos que mais modificaram sua ingestão basal de macronutrientes, em relação ao momento pós intervenção foram os grupos III, no que se refere à ingestão de proteínas (19,3% v 28%), e o grupo IV no que se refere a % de CH (52% v 40,3%) e proteínas (17% v 30%). Em relação aos % de gordura total da dieta, para todos os grupos que receberam intervenção nutricional, não se observou diferenças significativas, entre o momento basal e pós intervenção.
Os resultados observados em nosso estudo, em relação aos macronutrientes ingeridos após a intervenção nutricional corroboram com os dados de SACKS e colaboradores (2009), no que se refere à redução calórica. Desta forma, em nosso estudo, independentemente, da
para a perda de peso, bem como, diminuição de medidas antropométricas relacionadas à gordura visceral (SACKS et al., 2009).
No entanto, nossos dados mostraram que diferenças em % de
macronutrientes da dieta podem estar associadas à alteração de indicadores relacionados à FR cardiovascular, inflamação e respostas hormonais como
verificado em recentes estudos que mostraram redução de FR cardiovascular, tais como, diminuição de colesterol, LDL-c e TG em dietas reduzidas em CH (KASIM-KARAKAS et al., 2006; KUIJSTEN et al., 2009), bem como, redução dos níveis de PCR e TNF-α e melhora das concentrações de adiponectina e leptina, com dietas reduzidas em CH e acrescidas de antioxidantes (YANNAKOULIA et al., 2008; RADULIAN et al., 2009).
Em relação ao cálculo da ingestão de gorduras pode-se observar que ocorreu redução significativa para gorduras monoinsaturadas e saturadas, em todos os grupos que receberam intervenção dietética, especialmente, no que se referem as gorduras saturadas. No que tange às gorduras poliinsaturadas, para os grupos que receberam intervenção dietética verificou-se que apenas o grupo III teve uma redução significativa na ingestão deste nutriente. Em relação, especificamente, ao cálculo da ingestão de ω-3 e ω-6, nos momentos pré e pós intervenção dietética observou-se que os grupos que utilizaram adição da semente de linhaça (II e IV) mostraram incremento significativo da ingestão de ω-3, conforme, o cálculo realizado por meio de recordatório nutricional (SALVO & GIMENO, 2002; SINGH et al., 2009). Para ω-6 observou-se decréscimo significativo para todos os grupos que apresentaram intervenção nutricional.
Em relação aos grupos que apresentaram acréscimo da ingestão de ω-3, após a intervenção nutricional, nossos dados mostraram melhora nos níveis de PCR e TNF, o que poderia dificultar a observância em relação ao papel das enterolignanas nestes grupos, entretanto, à resposta em relação aos marcadores bioquímicos e hormonais mostrou-se diferente, conforme, já descrito em outros estudos recentes que verificaram que ω-3 apresenta papel na redução de alguns marcadores inflamatórios, mas, não mostrou alterações significativas para indicadores hormonais e metabólicos (TSITOURAS et al., 2008).
Sob o aspecto referente aos níveis de colesterol ingerido nos momentos pré e pós intervenção pode-se observar que todos os grupos apresentavam ingestão de colesterol dietético acima do recomendado pelo NCEP (NCEP III (EXPERT PANEL ON DETECTION EVALUATION AND TRATAMENT OF HIGH BLOOD CHOLESTEROL IN ADULTS. ADULT TRATAMENT PANEL III, 2001), e após a intervenção dietética, todos os grupos reduziram sua ingestão para níveis menores e mais próximos as recomendações do NCEP (<200 mg/d).
Em relação à ingestão de fibras totais observou-se que os grupos com acréscimo de semente de linhaça não apresentaram alteração significativa no consumo de fibras, e o grupo com adição de arroz em pó mostrou redução significativa do consumo deste nutriente. Isso pode ser justificado pelo fato de que todos os grupos que receberam intervenção dietética tiveram redução na ingestão dos nutrientes avaliados após a intervenção nutricional. Entretanto, os grupos com adição de semente de linhaça apresentaram em sua dieta um acréscimo de fibras, proveniente deste
alimento, o que possivelmente justificaria este acréscimo, ou a não redução no momento pós intervenção. Além de que, este acréscimo de fibras pode mostrar uma significativa associação com níveis de enterolactona sérica, já que estudos mostraram que a avaliação dos níveis séricos e urinários de enterolactona têm sido considerados úteis biomarcadores do consumo de fibras (VANHARANTA, et al., 2002), sendo, possivelmente, uma das mais precisas medidas de exposição e modificação dietética, no que tange a mudanças de estilo de vida, em relação a outros métodos de avaliação dietética tradicional (VANHARANTA, et al., 2002).
Diante de tais observações nossos dados corroboram com recentes estudos que demonstram que a presença de excesso de calorias leva ao acúmulo de tecido adiposo, especialmente visceral, o que se associa ao processo inflamatório subclinico (GIUGLIANO et al., 2006; HOTAMISGIL, 2006). Entretanto, não somente o excesso de calorias pode estar
relacionado ao processo inflamatório, mas também a procedência de tais calorias.
Estudos recentes têm demonstrado que alguns biomarcadores inflamatórios apresentam-se associados a alguns tipos de CH da dieta, e seu conteúdo em fibra (DESROCHES et al., 2006), assim como, padrões dietéticos, com menor consumo de carboidratos refinados e gorduras mostram-se relacionados com maiores concentrações séricas de adiponectina (YANNAKOULIA et al., 2008).
Emerge-se, então a questão de que, independentemente, da perda de peso, algumas características na composição nutricional das dietas poderia ser relevante, no que tange a modificação de indicadores bioquímicos,
inflamatórios e hormonais, como sugerido na revisão de RADULIAN e colaboradores (2009); na qual, dietas com maiores níveis de glicose apresentariam um efeito glucotóxico sobre as células beta, por meio, do prejuízo oxidativo causado pelos radicais livres; seguidos de um aumento de ácidos graxos livres e triglicérides, o que ocasionaria resistência à insulina.
Concomitantemente, uma relação inversa parece existir entre adiponectina e sensibilidade à insulina, bem como, com o aumento de citocinas inflamatórias, tais como, TNF-α e PCR, que refletem uma expansão da massa de tecido adiposo (TIMPSON et al., 2005). Todos estes fatores contribuem para o aumento da liberação de ácidos graxos livres para os adipócitos abdominais, o que contribui para o processo inflamatório subclinico (KOPELMAN et al., 2007).
Desta forma, nossos dados corroboram com estudos citados acima, no que se refere ao fato de que todos os grupos que receberam redução de calorias, independentemente das características da intervenção dietética apresentaram perda de peso, de maneira equivalente (RADULIAN et al.,
2009; SACKS et al., 2009). Entretanto, para modificação de indicadores
bioquímicos, especialmente, colesterol total, LDL-c, triglicérides, ácido úrico
(MILLER et al., 2009; PANIAGUA et al., 2007; SHAI et al., 2008), bem como,
redução de indicadores inflamatórios, PCR e TNF-α, (SUNYER, 2006; van
SCHOTHORST et al., 2009) e melhora do perfil hormonal, em relação ao
processo inflamatório (YANNAKOULIA et al., 2008), características
específicas na composição de macronutrientes, como menor % de CH (MILLER et al., 2009) e adição de antioxidantes (KUIJSTEN et al., 2009; O’KEEFE & BELL, 2008), tais como, as enterolignanas poderia ser uma
estratégia inicial, no controle de sujeitos sedentários e sobrepeso, com maior acúmulo de gordura abdominal, e consequentemente, portadores de fatores de risco associados ao processo inflamatório subclinico.
5.4. Comportamento do Grupo IV: Adição de Semente de Linhaça e