• Sonuç bulunamadı

Ao concluir este estudo considero imprescindível refletir sobre a sua realização, salientando os aspetos positivos e as dificuldades sentidas na elaboração do mesmo. No momento em que me foi proposto que escolhesse uma problemática que considerasse pertinente estudar e, posteriormente, estruturar e implementar um projeto, a minha primeira opção passou sempre pelo recurso às histórias infantis, como ferramenta fulcral na transmissão de conhecimentos e no desenvolvimento de

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aprendizagens, como tal, tentei estabelecer uma relação entre a Matemática e o Português, pois defendo que estas são duas áreas de conteúdo que podem estar fortemente interligadas, no sentido em que a compreensão da língua oral ou escrita assume um papel fundamental na compreensão de conteúdos matemáticos, como, por exemplo, na resolução de problemas. Assim sendo, no início deste trabalho foi fundamental a procura de literatura sobre as temáticas em estudo, visto que a partir dela surgiram leituras que me permitiram compreender e aprofundar conhecimentos que sustentam as questões fulcrais deste trabalho, relativas às estratégias de resolução de problemas e aos processos de compreensão da leitura.

Desta pesquisa inicial resultou o desenvolvimento do meu conhecimento profissional, uma vez que tive contacto com perspetivas distintas, que me permitiram evoluir profissionalmente. Considero que a evolução de todo este trabalho constituiu, para mim, um momento de grande e profunda aprendizagem, contribuindo para que compreendesse a dimensão de um trabalho de investigação, desde a definição do objetivo e formulação das questões que orientam o estudo à análise de dados e explicitação dos resultados obtidos.

Um dos contributos, que também pretendo ressaltar, relaciona-se com a capacidade de reflexão que procurei permanentemente demonstrar, não só sobre as aprendizagens dos alunos, mas também sobre a forma como fomentei essas aprendizagens, pois possibilitou-me melhorar a minha prática como futura professora.

Porém, apesar de até ao momento só ter referido os aspetos positivos da presente investigação, é importante destacar que foram vários os momentos de incertezas e dúvidas, principalmente na fase de análise de dados, uma vez que, ao analisar a processos de compreensão da leitura ativados pelos alunos em estudo, percebi que as respostas eram bastante idênticas, o que me fez optar por analisar, através de diferentes gráficos, as respostas de todos os alunos da turma às questões de compreensão da leitura de todas as tarefas propostas.

Saliento ainda que esta foi uma investigação que me suscitou o interesse em abordar, no futuro, outros conteúdos matemáticos a partir de histórias infantis, pois considero que esta é uma estratégia que motiva e desperta o interesse dos alunos, mas acima de tudo, aprofundar a importância da compreensão da leitura na interpretação dos enunciados matemáticos.

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Em suma, refletindo sobre todo este trabalho, posso afirmar que esta foi uma investigação que me fez crescer e perceber que a teoria aliada à prática é crucial na aquisição de competências, pois possibilita-nos construir ideias, conceções e perceções sobre diferentes temáticas.

Assim sendo, gostava de concluir o presente estudo com esta afirmação de Freinet

(1973), com a qual me identifico, “a educação não é uma fórmula de escola, mas uma obra de vida” (p. 16), e é esta obra que eu quero continuar a construir durante toda a

minha vida, repetindo experiências como esta, que me fazem aprender muito, enquanto profissional, mas, acima de tudo, crescer enquanto pessoa.

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Anexos

Anexo 1 - Tarefa 1

1. Lê a lengalenga.

O comboio vai arrancar, para trás ninguém pode ficar.

5 cavalos e um vacão. Quantos pares se formarão?

Ora então vamos lá saber: O Gaspar e o Adão, A Estrelinha e o Trovão, A Lusitana sem amigão...

Com a ajuda do vacão, 3 pares se formarão. 8 barrigudos querem embarcar. Quantos pares se podem formar?

Ora então vamos lá ver: O Marco e a Maria,

O Ivan e a Sofia, O Diogo e a Mariana,

O Martim e a Ariana. 4 pares. Tens toda a razão.

7 bananas ali estão. Umas maduras e outras não. O macaco só as come ao par,

mas uma de fora vai ficar. Não consegue arranjar par. Chegaram mais 4 baús fechados,

preparados para entrar. 4? É tão fácil calcular! 2 pares se irão formar. Ao fundo da estação, vejo um grande canhão,

sozinho a choramingar, porque de fora não quer ficar. E agora? Vai ficar alguém de fora?

Não te comeces já a rir, vais ter de descobrir.

2. Lê e resolve o problema.

Um grupo de crianças, o Ricardo, o Jorge, o Pedro, a Mariana, a

Sandra e a Andreia, também querem embarcar na locomotiva.

Anexo 2 – Tarefa 2

1. Lê a lengalenga.

1 caracol, são 2 corninhos ao sol.

2 caracóis, 4 corninhos voltados p’rós girassóis. 3 caracóis, 6 corninhos à procura de rissóis. 4 caracóis, 8 corninhos escutando os rouxinóis.

5 caracóis, 10 corninhos subindo pelos faróis. 6 caracóis, 12 corninhos estendidos sobre paióis.

7 caracóis, 14 corninhos a fugirem dos anzóis. 8 caracóis, 16 corninhos no bolso dos espanhóis.

9 caracóis, 18 corninhos debaixo dos para-sóis. 10 caracóis, 20 corninhos dormindo sobre lençóis.

2. Assinala com um X a resposta correta, de acordo com o sentido das palavras ou do texto.

a) O que é um farol?

Um meio de transporte.

Um instrumento para orientar os marinheiros em alto mar. Um instrumento musical.

Uma torre com luz que serve para orientar as embarcações durante a noite.

b) Quantos corninhos tem um caracol?

2 corninhos. 4 corninhos. 6 corninhos. 8 corninhos.

c) Quantos caracóis estão estendidos sobre paióis?

2 caracóis. 4 caracóis. 6 caracóis. 8 caracóis.

Manuela Castro Neves, Caracol, caracol, põe os pauzinhos ao sol in Tantos animais e outras lengalengas de contar, Carcavelos: Planeta Tangerina, 2014

3. Lê e resolve o problema.

Se 1 caracol são 2 corninhos ao sol, 10 caracóis são 20 corninhos

dormindo sobre lençóis, e 20 caracóis quantos corninhos têm? E 60

Anexo 3 – Tarefa 3

1. Lê a história.

Era uma vez uma centopeia muito simpática que eu conheci nas férias da Páscoa. Convidei-a várias vezes para jantar mas ela nunca aparecia. Quando acabava de apertar os cordões do centésimo sapato do centésimo pé, já eram horas de começar a despertar os do primeiro para se deitar. Um problema! Quando calçava só cinquenta sapatos tinha tempo de sair para tomar um café ou um sorvete; mas nesses casos, como ela mesmo dizia, lamentando-se, não passava de um cinquentopeia.

Uma vez passei por ela na rua e era uma quarenta-e-setepeia. Ia tão envergonhada que eu fiz de conta que não a vi.

2. Faz a correspondência correta.

Álvaro Magalhães, A Centopeia in Histórias Pequenas de Bichos Pequenos, ASA, 13ª edição, 2010

c

1 centopeia 47 sapatos

1 cinquentopeia 100 sapatos

3. Lê e resolve o problema.

a) Como se designaria o bichinho se apenas calçasse 58 sapatos?

_______________________________________________________________ b) E se calçasse 66 sapatos? _______________________________________________________________ c) E 74 sapatos? _______________________________________________________________ d) E 82 sapatos? _______________________________________________________________ e) E 98 sapatos? _______________________________________________________________ f) Que relação existe entre o número de sapatos da centopeia e a cinquentopeia?

Anexo 4 -Tarefa 4

1. Lê a história.

O senhor Pato vai trabalhar todos os dias. O senhor Coelho também vai trabalhar todos os dias.

Cruzam-se sempre. Quando vão… E quando vêm. Estejam com muita pressa, ou não…

Estejam tristes, ou não…

Na praça… Quando viajam… No parque… Nunca se cumprimentam.

É realmente uma pena… Poderiam ser grandes amigos.

2. De acordo com a história que acabaste de ler, assinala as frases com V (verdadeira) e F (falsa).

a) O senhor Pato vai trabalhar aos fins de semana.

b) O senhor Coelho nunca vai trabalhar.

c) O senhor Pato e o senhor Coelho nunca se encontram.

d) O senhor Pato e o senhor Coelho nunca se cumprimentam.

3. Concordas que «é uma pena» o senhor pato e o senhor coelho nunca se encontrarem? Explica a tua opinião.

_______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________

4. Lê e resolve o problema.

Numa segunda-feira, quando ia para o trabalho, o senhor Coelho observou que o senhor Pato levava um saco com maçãs. Na terça-feira, curioso com as maçãs que o senhor Pato levava no saco, o senhor Coelho foi até junto dele e perguntou-lhe se levava o mesmo número de maçãs do dia anterior. O senhor Pato respondeu que levava menos 2 maçãs do que no dia anterior. Na quarta-feira o senhor Coelho fez a mesma pergunta e o senhor Pato respondeu-lhe da mesma maneira. Na quinta-feira o senhor Pato voltou a dizer que levava menos duas maçãs do que no dia anterior. Na sexta-feira, o senhor Coelho voltou a fazer a mesma pergunta, e o senhor Pato respondeu que levava 4 maçãs. Quantas maçãs levava o senhor Pato na segunda- feira?

Anexo 5 – Tarefa 5

1. Lê a lengalenga.

Coelhinho Calapez, Salta 3 de uma só vez. Quando está na casa do 0, Coelhinho Calapez

Dá um salto tão, tão grande… Vai parar à casa do 3.

Quando está na casa do 3, Co’a força que mal sabeis, Dá um salto tão, tão grande… Vai parar à casa do 6.

Quando está na casa do 6, Então nada o demove.

Dá um salto tão, tão grande… Vai parar à casa do 9.

Quando está na casa do 9, Vê a sua amiga Rose

E dá um salto tão, tão grande… Vai parar à casa do 12.

Quando está na casa do 12, Põe laçarote de chita

E dá um salto tão, tão grande… Vai parar à casa do 15.

Quando está na casa do 15, - Que coelho tão afoito! Dá um salto tão, tão grande… Vai parar à casa do 18. Quando está na casa do 18… - Como ele não há nenhum! Dá um salto tão, tão grande… Vai parar à casa do 21. Quando está na casa do 21,

Aperta bem o sapato

E dá um salto tão, tão grande… Vai parar à casa do 24.

Quando está na casa do 24, Monta a sua trotinete

E dá um salto tão, tão grande… Vai parar à casa do 27.

E quando está no 27…

- Oh! Mas que coelho com pinta! – Dá um salto tão, tão grande… Vai parar à casa do 30! E se aparece um rapaz Que o faz andar para trás?

Manuela Castro Neves, Caracol, caracol, põe os pauzinhos ao sol in Tantos animais e outras lengalengas de contar, Carcavelos: Planeta Tangerina, 2014

2. Assinala com X as opções corretas.

3 em 3. Vai parar à casa do 23.

6 em 6 . Vai parar à casa do 26.

7 em 7. Vai parar à casa do 28.

9 em 9. Vai parar à casa do 30.

3. Lê e resolve os problemas.

a. Quando chega à casa do 30, o coelhinho Calapez dá um salto tão, tão

grande e vai parar a que casa?

b. Quando chegar à casa do 60, aí é que o coelhinho se senta… Vai parar a

que casa?

c. Quantos saltos dará o coelhinho desde que começou a saltar até à casa do

60?

Anexo 6 - Tarefa 6

1. Lê a história.

A Ana está a organizar um almoço com todos os seus colegas. O problema é que há diversas zangas entre os seus colegas: - A Ana está zangada com a Sofia;

- A Sofia está zangada com o Pedro; - O Pedro está zangado com o Miguel; - O Miguel está zangado com a Inês; - A Inês está zangada com a Ana.

2. De acordo com a história que acabaste de ler, assinala as frases com V (verdadeira) e F (falsa).

e) A Sofia está a organizar um almoço com os seus amigos.

f) Há muitos aborrecimentos entre os amigos.

g) A Ana não está zangada com a Inês.

h) A Sofia está zangada com o Miguel.

i) O Miguel está zangado com o Pedro e com a Inês.

j) A Inês não está zangada com a Sofia.

3.Lê e resolve o problema.

Será que a Ana vai conseguir organizar a mesa para o almoço, sem que colegas zangados fiquem sentados lado a lado? Como o poderá fazer?