• Sonuç bulunamadı

1.1. İnsan Kaynaklı İklim Değişikliği, Sebepleri, Sonuçları ve Etkileri

1.1.4. İklim Değişikliğine Neden Olan Sera Gazlarının Dünya Genelindeki Trendi

1.1.4.2. Enerji Arzında Fosil Kaynaklı Enerji Kullanımı

Na primeira aula do primeiro semestre de 2013 foram apresentadas as estratégias relacionadas à metodologia de ensino que, posteriormente, recebeu o acréscimo da produção e veiculação em sala do material radiofônico jornalístico a partir de entrevistas e reportagens. Esse propósito evidenciou que não há preocupação em atender às demandas do mercado local e, sim, estimular uma reflexão teórica aplicada à ação jornalística. As atividades práticas priorizaram uma produção empírica desvinculada à aplicação de técnicas específicas para o veículo. O propósito foi possibilitar aos estudantes a percepção das noções da narrativa radiofônica a partir da elaboração de textos vindos de outras plataformas.

A primeira atividade prática utilizou-se, para esse fim, de uma matéria internacional extraída de um site Português. Na segunda aula exibiu-se um vídeo Youtube referente a uma notícia de cunho esportivo. A atividade inicial foi feita individualmente sendo que, a segunda, foi executada em grupo. Cada trabalho foi finalizado com a apresentação oral dos textos retrabalhados a partir da linguagem jornalística radiofônica. Nessas ocasiões, o docente debateu com os alunos a relação entre o conteúdo teórico e os trabalhos práticos realizados, aproveitando também para tratar da locução, com ênfase à configuração do texto à pronúncia portuguesa. Notou-se, nesse último quesito, a preocupação com a padronização da narrativa oral principalmente a partir da supressão de termos ou expressões regionais distintas.

As aulas seguintes intercalaram abordagens teóricas e práticas que focalizaram a especificidade do Radiojornalismo, com a elaboração de exercícios práticos para a aplicação dos conceitos. Um trabalho em grupo propôs a seleção de reportagens emitidas pelas rádios

pelas emissoras. Nesse momento houve a introdução ao conceito de reportagem radiofônica, bem como os elementos relativos à narrativa no rádio.

Os aspectos sensoriais presentes no rádio foram destacados nessa discussão, assim como nos trabalhos práticos seguintes que foram voltados, inicialmente, à captação de áudios, que trataram da transcrição de conteúdos sonoros e da definição dos ambientes onde eles ocorreram. O conteúdo teórico discutiu, por sua vez, a especificidade daquilo que foi chamado de Jornalismo de proximidade e da missão social do Jornalismo. Nas aulas seguintes, essas ações foram complementadas pela apresentação e discussão dos planos de reportagem desenvolvidos pelos alunos e a discussão das primeiras pequenas reportagens individuais, feitas a partir da aplicação dos conceitos mostrados nas aulas.

Outra atividade prática que mobilizou os estudantes foi a audição crítica, com debate em sala, de duas reportagens radiofônicas selecionadas pelos alunos. No campo teórico foram tratados os gêneros radiofônicos, a reportagem e a construção de uma notícia a partir das reportagens analisadas nos trabalho de grupo. Ainda sobre a entrevista radiofônica, o foco foi os diferentes gêneros e a análise crítica de exemplos de reportagens radiofônicas e entrevistas obtidas em emissoras portuguesas. Seguiram-se, às últimas aulas, a apresentação, a discussão e a avaliação dos trabalhos teóricos dos grupos formados pelos alunos, culminando assim na avaliação das grandes reportagens radiofônicas.

Em todos os trabalhos práticos notou-se o firme propósito de evidenciar o aspecto sensorial do conteúdo radiofônico. Os sons captados nos ambientes onde os fatos foram prospectados atuaram de forma convergente ao texto previamente elaborado, criando um conteúdo radiojornalístico rico em detalhes e que teve o nítido propósito de deflagrar, na mente dos ouvintes/usuários, “visões” contextualizadas dos episódios que são narrados.

Exemplos dessas ações foram conferidos nas apresentações dos diversos trabalhos práticos elaborados exclusivamente pelos estudantes, que tiveram apoio na área técnica de Mariana Escudeiro e, na área teórica, do professor Pedro Coelho. Numa das reportagens produzidas, os alunos trataram da greve dos metroviários de Lisboa, buscando inserir na reportagem radiofônica às sonoridades comuns ao ambiente do Metro, como o barulho dos trens, a abertura e fechamento das portas e a locução que informava aos passageiros a chegada em uma determinada estação. Em outro trabalho, os estudantes abordaram a reabertura para visitação pública do mirante do arco da Rua Augusta, um dos principais monumentos da capital lusitana. Sons de passos inseridos na reportagem reforçaram as informações que

salientavam sobre o acesso ao local, que é feito por escadas. O som do sino existente no portal, emanado diariamente ao meio-dia, também ecoou na reportagem radiojornalística, frisando uma característica peculiar daquele monumento. As sonoridades intercaladas aos textos e aos depoimentos gravados das fontes ressaltaram o conteúdo jornalístico, ampliando a

sensorialidade no ato da audição.

As estratégias adotadas no Atelier de Jornalismo Radiofônico não se desvincularam do conteúdo teórico, que se tornou mais valorizado. Não houve, na prática educacional, limitação às abordagens comuns ao processo de produção jornalístico vigente nas rádios portuguesas, que tendem a priorizar em suas reportagens o relato informativo dos fatos e a inclusão de depoimentos sonoros gravados. Essa condição decorre, em grande parte, do processo próximo ao industrial adotado pelas emissoras.

A rádio, porque tem tempos de difusão da informação muito apertados, está obrigada a renovar continuamente as suas mensagens ao longo do dia. A atualidade na rádio é diferente da atualidade da imprensa e isso determina a organização do trabalho e condiciona a forma e o conteúdo das mensagens que cada órgão de comunicação social difunde (BONIXE, 2012A, p. 157).

A aplicação teórico/prática do plano de ensino, que superou obstáculos estruturais como a inexistência de um laboratório específico para produção dos conteúdos radiofônicos, apresentou-se como positiva ao processo de formação em Radiojornalismo na FCSH/UNL. Em contrapartida, observou a falta de ações que tivessem como foco a convergência das mídias – condição adversa ao ensino e que salientou o aspecto compartimentado do Atelier.

Entretanto, as ações efetivadas relacionaram a formação à convergência tecnológica, como tipificou Salaverría (2010). Exemplo disso foram as atividades que capacitaram os estudantes a realizar a captação e a edição das sonoridades em suportes digitais e em

softwares disponíveis na Web. O ensino voltado ao uso das tecnologias digitais em condições

semelhantes às disponíveis para produção radiojornalística evidenciou-se como próxima uma realidade das emissoras portuguesas que, como as rádios brasileiras, têm em seus quadros profissionais que empregam as novas tecnologias em suas tarefas jornalísticas.

Para o prof. Dr. Pedro Coelho143, responsável pelo Atelier de Jornalismo Radiofônico, os estudantes já chegam às Universidades dominando uma série de dispositivos digitais que

favorecem as ações práticas. “Os alunos são muito tecnológicos”, ressaltou o docente, que buscou aliar esses conhecimentos prévios a uma formação que privilegiou as características do rádio como meio informativo, com ênfase à sensorialidade. “O rádio não vive sem o som. É preciso transportar o ouvinte para o local onde isso ocorre”, completou o professor. Ao ser questionado sobre a inexistência de ações relacionando a convergência das mídias ao rádio, Pedro Coelho demonstrou preocupação com esse fenômeno que, para ele, fragiliza os meios de comunicação: “trabalhar para todas as plataformas é uma temeridade, mas também é uma condição do mercado”.

O professor avalia que acontece, na atualidade, uma junção entre a convergência tecnológica e a convergência de conteúdos que pode levar o rádio a perder sua identidade, estabelecendo ainda “uma fronteira rígida entre a teoria e a prática” que ocorre não apenas por causa das facilidades propiciadas pelas tecnologias digitais, mas por situações relacionadas às novas rotinas de trabalho enfrentadas pelos jornalistas, como a integração das redações de meios como o rádio e a televisão. Apesar disso, o docente destaca que, no processo de formação em Radiojornalismo é preciso “fazer coisas diferentes do mercado” e privilegiar o jornalismo. “Os alunos não devem ficar reféns da técnica, mas sim [precisam] criar uma identidade pessoal a começar pela criação de um estilo próprio. Ele não deve ficar refém da rotina da redação”, completou Pedro Coelho.

Observa-se que a formação do estudante como futuro profissional que deve priorizar a reflexão para a construção de um jornalismo crítico e de qualidade, utilizando para isso as técnicas e meios de transmissão disponíveis, é implícita nas atividades das disciplinas Atelier, de Portugal, e Radiojorlismo, do Brasil. Apesar de terem realidades distintas nas quais estão inseridas, essas áreas enfrentam o desafio de adequar o ensino a nova era, compreendendo-se, aqui, a interface Comunicação/Educação como um modelo que permite vislumbrar caminhos promissores a serem seguidos.

CAPÍTULO V