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Elmalılı’da Manevi Duyguların Varlığı

BÖLÜM 3: HAK DİNİ KUR’AN DİLİ TEFİSİRİ’NDE MANEVİ HUZUR

3.2. Elmalılı’da Manevi Duyguların Varlığı

A radioterapia é um tratamento baseado no emprego de radiações ionizantes sobre o tumor, destruindo as células tumorais e impedindo seu crescimento. Esta ação também pode exercer-se sobre os tecidos normais (Barcellos-Hoff et al., 2005).

A ação biológica da radioterapia fundamenta-se em radiações ionizantes que apresentam a capacidade de produzir radicais livres, interagir com a matéria e ceder à energia que produz rupturas das moléculas

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biológicas, sendo a mais sensível o DNA (Schmaljohann et al., 2005). Além disso, a radioterapia convencional pode produzir efeitos colaterais como reações cutâneas, alterações gastrointestinais, mucosite, mielossupressão, e até efeitos mais graves como miocardite e fibrose pulmonar (Turriziani et al., 2005).

A terapia de captura de nêutrons por boro (BNCT) é uma modalidade de tratamento por radiação, e o seu sucesso depende da deposição de 10B nas células tumorais seguida pela irradiação por nêutrons térmicos, resultando na produção de partículas ionizantes altamente tóxicas para a célula. Os dois fragmentos emitidos pela reação nuclear (10B(n, )7Li), quando o 10B captura um nêutron térmico têm curto alcance no tecido, em média de 9 µm para a partícula alfa ( ) e 5 µm para o lítio, com um alcance total de 14 µm (Figura 3). Como conseqüência, eles liberam suas energias somente para as células próximas ou no meio intracelular. Para uso na BNCT, no mínimo 10-30 µg 10B são necessários serem entregues por grama

de tecido tumoral, correspondendo 10-30 ppm. Na BNCT, um agente de entrega seletiva é utilizado para depositar o boro nas células cancerígenas. Esta terapia é utilizada para os tratamentos de glioblastoma multiforme, melanoma maligno, entre outros (Kullberg, 2003).

Figura 3 – O princípio da técnica de BNCT consiste em captura de 10B pelas

células tumorais seguida de irradiação com nêutrons térmicos. A reação resulta na produção de partículas alfa e Lítio, gerando uma alta energia com alcance de até 14 µm de diâmetro, destruindo a célula tumoral sem causar danos ao tecido adjacente (Dandamudi; Campbell, 2007). Nêutrons térmicos 10B Partícula a Partícula 7Li Núcleo Nêutrons térmicos 10B Partícula a Partícula 7Li Núcleo

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A terapia da captura de nêutrons por boro é uma radioterapia experimental, binária em que um composto que contém 10B é administrado ao paciente, e acumulado preferencialmente no tecido neoplásico. O tumor é irradiado com os nêutrons de baixa energia produzidos por um reator nuclear, 10B absorve nêutrons e os destrói, produzindo poderosas, mas de baixa escala, radiação alfa e partículas de lítio no tumor. Atualmente, os compostos administrados clinicamente que possuem boro são (Na2H1110B12SH, borano de sulfidril, BSH) e um derivado de aminoácido

((HO)210B-C6H4-CH(NH2)CO2H, borofenilalanina, BPA) (Campos, 2000).

Ambos são atóxicos e têm sido testados clinicamente (Slatkin, 1991). O uso de BPA foi baseado na premissa que este composto seria acumulado seletivamente nas células neoplásicas que sintetizavam ativamente melanina (Tsuji et al., 1983).

Teoricamente, cada componente usado na BNCT não letal, isto é, o feixe de nêutrons tem uma energia muito baixa, que não causa estragos apreciáveis nos tecidos e a droga que fará o transporte do 10B às células

cancerígenas não possui características farmacológicas indesejadas (Walker, 1998).

A terapia de BNCT combina essencialmente um radiosensibilizador, o elemento Boro, isótopo 10 (10B), com radiação não-ionizante de nêutrons, constituindo um sistema binário. Uma das principais vantagens do sistema binário da terapia de BNCT é a possibilidade de manipulação de cada componente independentemente (González et al., 2004) para maximizar a seletividade para células malignas além de poupar células de tecidos normais (Barth et al., 1992).

BNCT pode ser utilizado como tratamento adjuvante, em junção a outras modalidades, incluindo a cirurgia, a quimioterapia que, quando usada em combinação, pode conduzir a uma melhoria na sobrevida do paciente (Barth et al., 2005).

Neste contexto, a característica binária de BNCT pode ser uma ferramenta atrativa para melhorar a resposta do tratamento padrão da radioterapia, entregando uma dose elevada ao tumor e reduzindo os efeitos

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em tecidos normais, devido à diferente captação de boro em células normais e tumorais (Blaumann et al., 2004; Hiratsuka et al., 2000).

Os primeiros testes clínicos realizados em humanos da terapia de BNCT em pacientes com melanoma foram realizados por Mishima após extensos estudos in vitro e in vivo. Após a incorporação do 10B em um precursor intermediário da melanina (BPA) tornou possível a captura mais seletiva (Mishima et al., 1989). Os tratamentos pela terapia de BNCT de pacientes com melanoma no Japão foram seguidos por Fukuda et al. (1999) e Busse et al. (1997) nos EUA. Todos os estudos mostraram dados encorajadores no controle do crescimento e na disseminação tumoral (Menéndez et al., 2009).

O tratamento de melanoma por BNCT já obteve sucesso na Argentina, com baixa toxicidade e boa resposta clínica (González et al., 2004). Diversos ensaios clínicos estão sendo conduzidos em pacientes com glioblastoma multiforme, melanoma e câncer de tireóide no mundo todo (Wang et al., 2004).

Atualmente, a técnica BNCT possui centros de pesquisas (Mitev et al., 2009) no Japão, Alemanha, Finlândia, Itália, Argentina, entre outros, porém não há centro especializado nesta modalidade terapêutica no Brasil.

O mecanismo da captação e liberação de BPA ainda não está totalmente esclarecido, em particular a correlação entre a concentração intracelular do boro com o transporte ativo/passivo pela membrana celular (Menichetti et al., 2009). Devido a BPA ser um aminoácido e também um análogo da fenilalanina ou da tirosina, a sua utilização é mais viável e interessante do que os outros compostos que possuem boro (Chen et al., 2006).

Diversos estudos mostraram que a BPA é captada mais ativamente por células em proliferação (Yoshida et al., 2002), provavelmente porque a BPA pode seguir a via dos aminoácidos essenciais que são captados por células com elevada atividade metabólica (Menichetti et al., 2009).

O principal benefício da terapia de BNCT é sua habilidade de entregar seletivamente radiação por meio de alta transferência de energia linear

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(LET) à nível individual para as células tumorais no mesmo campo de radiação das células normais (Yang et al., 2009).

Alguns estudos mostraram que BPA acumula-se em outras células malignas, além das células de melanoma, por exemplo, células de glioma (Coderre et al., 1990). Pode ser direcionada para células em proliferação ou quiescência e pode transpassar a barreira hemato-encefálica (Barth et al., 1999). Uma possível rota para o transporte intracelular é via mecanismo de transporte de aminoácidos (Papaspyrou et al., 1994; Sjoberg et al., 1997).

BNCT possui uma destruição seletiva das células tumorais, enquanto preserva o tecido adjacente. É a única radioterapia com alta seletividade para o tumor. Assim, emerge como uma modalidade terapêutica para o tratamento do câncer (Yamamoto et al., 2008).

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