3. TÜKETİM, TÜKETİCİ VE PERAKENDE KAVRAMI, TÜKETİCİ SATIN
4.6 Elektronik Ticarette Güvenlik Unsurları
Quatro variáveis respostas enquadraram-se na categoria de independência condicional, todas envolvendo o gênero relacionado à variável resposta, independente do hábito de jogar. As variáveis respostas foram:
Quadro 4.14 – Relação das afirmações no modelo de independência condicional
AFIRMAÇÕES
SIGLA DESCRIÇÃO RESULTADO
IN02 “É melhor trabalhar em casa que no escritório” Discordância
IN06 “Se eu pudesse, trocaria vantagens profissionais por mais tempo para meu lazer” Discordância IN22 "Tenho que conquistar as minhas vitórias antes de pensar em ajudar os outros” Discordância IN24 “As pessoas devem ter lealdade às suas empresas e seus empregadores” Concordância Fonte: Relatório FAPERJ
No presente estudo, a diversidade entre gêneros pôde ser vista e é nela que estamos baseando a análise feita a seguir.
A amostra observada indicou que se prefere trabalhar no escritório a trabalhar em casa; não trocaria vantagens profissionais por mais tempo de lazer e que ajudar os outros não é algo que se deva ser feito posteriormente às conquistas próprias. Dentre os resultados encontrados, cabe ressaltar que houve uma predominância do gênero feminino em todas as respostas, tanto para discordar de IN02, IN06 e IN22, quanto para concordar com IN24. Ou seja, as mulheres discordam mais do que os homens de que é melhor trabalhar em casa do que no escritório; de que se pudessem trocariam vantagens profissionais por mais tempo de lazer e de que têm que conquistar vitórias antes de pensar em ajudar os outros. Por outro lado, concordam mais que as pessoas devem ter lealdade às suas empresas e empregados.
a) Local de trabalho
Ao analisarmos a afirmação IN02, podemos observar, conforme quadro abaixo, que a amostra discordou da afirmação. Analisando o gênero, as mulheres dominaram a frequência da discordância, na razão de aproximadamente 2,8 para 1.
Quadro 4.15 – Parâmetros estimados para a afirmativa IN02
Parameter Estimate Sig.
Constant ,872 ,010 [Jogar = 0] 1,738 ,000 [Gênero = 1] 2,709 ,000 [IN02 = 0] 1,738 ,000
[G = 1] * [IN02 = 0] -1,028 ,001
Tabela 4.2- Tabela de contingência para a afirmativa IN02
Muito já foi dito sobre as vantagens de se poder trabalhar em casa. Segundo Parolin (2004) e Sakuda (2005), existe uma maior flexibilidade em relação ao tempo e em como dividir sua tarefa e seu dia quando comparada à flexibilidade de uma empresa; não há necessidade de deslocamento para chegar-se ao trabalho; e existe uma tendência de aumento de produtividade (não ocorre perda de tempo com deslocamento e com os preparativos de antes e depois do trabalho).
Porém, desvantagens de se trabalhar em casa também são mencionadas em ambos os estudos feitos por (pelos dois autores) Sakuda (2005) e Parolin (2004). Segundo eles, existem dificuldades em separar o lado familiar do lado profissional; em se criar uma autodisciplina e automotivação. Além disso, há uma tendência de isolamento da pessoa que está trabalhando em casa.
De acordo com os resultados desse estudo, a amostra e mais predominantemente as mulheres vêem mais vantagens em trabalhar no escritório, mostrando sua preferência por este local de trabalho.
b) Vantagens profissionais versus tempo para lazer
• IN06: “Se eu pudesse, trocaria vantagens profissionais por mais tempo para meu lazer”.
Segundo Crumpacker e Crumpacker (2007), os Y´s procuram um equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, e “caso tenham que escolher entre família e amigos ao invés do trabalho, o farão”. Para Martin (2005), os Y´s também procuram um balanço entre o lado pessoal e profissional e esperam que seu ambiente de trabalho seja flexível, onde possam se engajar em diferentes projetos e haja uma mobilidade dentro das áreas da empresa e possam mudar de cargos.
Entretanto, os jovens brasileiros, principalmente as mulheres, na razão de 1,78 para um, mostraram uma tendência contrária às características dos jovens da geração já estudados. Analisando o quadro abaixo, podemos ver que a amostra estudada vai contra a idéia de trocar vantagens profissionais por mais tempo para seu lazer, contrariando o que Martin (2005) e Crumpacker e Crumpacker (2007) defendem.
Quadro 4.16 – Parâmetros estimados para a afirmativa IN06
Parameter Estimate Sig.
Constant 1,396 ,000 [Jogar = 0] 1,738 ,000 [Gênero = 1] 2,313 ,000 [IN06 = 0] 1,086 ,000
Tabela 4.3- Tabela de contingência para a afirmativa IN06
c) Vitórias pessoais
• IN22: “Tenho que conquistar as minhas vitórias antes de pensar em ajudar os outros.”
Analisando a afirmação IN22, chegou-se a conclusão de que a amostra considera possível sim ajudar os outros enquanto tentam conquistar suas próprias vitórias.
Este resultado vai de acordo com as características dos jovens da geração Y, que segundo Hart (2006), apesar de serem considerados independentes, gostam de fazer parte de grupos e de trabalhar em equipe.
O que pode ser observado também é o fato das mulheres discordarem mais que os homens dessa afirmação, na razão de 4,37 para 1, o que só ratifica o que Terjensen et al. (2007) revela, onde as mulheres ajudam e pensam mais nos outros se comparadas aos homens.
Quadro 4.17 – Parâmetros estimados para a afirmativa IN22
Parameter Estimate Sig.
Constant ,739 ,036 [Jogar = 0] 1,738 ,000 [Gênero = 1] 3,028 ,000 [IN22 = 0] 1,894 ,000
Tabela 4.4 - Tabela de contingência para a afirmativa IN22
d) Lealdade
• IN24: “As pessoas devem ter lealdade às suas empresas e seus empregadores”.
A última afirmativa, IN24 foi a única no modelo de independência condicional que resultou em concordância da amostra. Porém da mesma forma que as três afirmativas acima também mostrou uma predominância feminina na frequência de concordância nas respostas, numa razão de 2,01 para 1.
Quadro 4.18 – Parâmetros estimados para a afirmativa IN24
Parameter Estimate Sig.
Constant 2,634 ,000 [Jogar = 0] 1,738 ,000 [Gênero = 1] 1,803 ,000 [IN24 = 0] -1,978 ,000
[G = 1] * [IN24 = 0] ,700 ,044
Conforme mencionado no referencial teórico, os Y´s não costumam permanecer por muito tempo em um mesmo emprego. Esta mudança visa novos desafios e crescimento profissional. Por outro lado, os Y´s são considerados leais aos seus relacionamentos, principalmente aos relacionamentos pessoais.
Algumas passagens de estudos feitos por Crumpacker e Crumpacker (2007) e Tyler (2007) são transcritas abaixo, que demonstram a descrença da geração Y em ser leal à sua organização:
Generation Y workers express little if any interest in loyalty to a single employer or a lifetime career with their current organization. Instead, Generation Y workers tend to view their "career" as a sampling of different jobs in which they have opportunities to learn new skills while providing services or expertise. With the prevalence of portable benefits, loyalty to a single employer simply is not a Generation Y value (CRUMPACKER E CRUMPACKER, 2007)22
Millennials can be loyal, but it's based more on relationships than on the company23. (TYLER, 2007)
Analisando os estudos acima, podemos observar que, em geral, os Y´s têm na falta de compromisso com o emprego um grande problema. Entretanto, a amostra estudada, predominantemente as mulheres, sinaliza o contrário, ao defender que as pessoas devem ter lealdade com suas empresas e empregadores.
Para os Y´s brasileiros, o elo com suas carreiras é importante, o que mostra que eles são leais não somente aos seus relacionamentos conforme Tyler (2007) demonstra acima, mas também às instituições às quais fazem parte.
22
Os empregados da Geração Y mostram ínfimo ou nenhum interesse em serem leais ao seu empregador ou a uma carreira para a vida inteira em seu presente emprego. Os trabalhadores da Geração Y, ao contrário, vêem sua carreira como uma amostra de empregos diferentes em que eles têm a possibilidade de aprender novas habilidades enquanto trabalham. Com a possibilidade de se adquirir benefícios de outras formas, lealdade a um único empregador não é um valor que a geração Y preze.
23
5
CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
Neste capítulo, apresentamos as conclusões para cada objetivo perseguido em nossa pesquisa dividindo-o em duas seções. A primeira, dirigida ao objetivo intermediário e uma última, dedicada ao objetivo final, em que respondemos ao nosso problema do presente estudo.