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C. DEĞERLENDĠRME

VI. EKLER

A pesquisa é mais bem conceituada como processo de se chegar a soluções confiáveis para os problemas através da coleta sistemática e planejada, análise e interpretação dos dados. É a ferramenta mais importante para o avanço do conhecimento, para promover o progresso e para permitir que o homem realize suas metas e para resolver seus conflitos. (MOULY, 1978).

Burrell e Morgan (1979) propuseram hipóteses em relação a natureza das ciências sociais, que tem uma dimensão subjetiva (humanismo radical/interpretativo) e outra objetiva (estruturalismo radical/funcionalismo).

Para esta pesquisa foi escolhido o paradigma interpretativo, devido ao empenho em compreender os fatos como eles são, e o seu cerne no dia a dia. Neste prisma, o mundo social é constituído pelos sujeitos envolvidos. (BURRELL; MORGAN, 1979).

A abordagem conforme já apresentada é qualitativa e a pesquisa contempla a utilização de métodos múltiplos de investigação. Günther (2006) afirma que, ao invés de utilizar instrumentos e procedimentos padronizados, a pesquisa qualitativa considera cada problema do objeto de pesquisa, a necessidade de escolher os instrumentos e procedimentos específicos. Assim, numa pesquisa qualitativa pode-se utilizar de procedimentos quantitativos e qualitativos, desde que supram as necessidades da investigação.

Como definido anteriormente, a pesquisa qualitativa proporciona a possibilidade de visualizar o objeto de pesquisa, de vários modos e o que permite que isso aconteça são as técnicas de coleta propostas. Importante destacar o papel da validade da pesquisa, principalmente com este tipo de abordagem.

No passado, a validade estava baseada em uma visão de que era primordial um instrumento específico, que demonstrasse aptidão para a relização do que se propõe a medir, mais recentemente a validade adotou muitas formas. Por exemplo, em dados qualitativos a validade pode ser obtida através da honestidade, profundidade, riqueza e escopo dos dados obtidos, da extensão da triangulação e da objetividade e desisnteresse na pesquisa. (COHEN; MANION; MORRISON, 2000. p.133). .

Conforme Allport (1993) "a consistência interna ou confrontação interna conseguida através de múltiplas abordagens, é quase o único teste que temos para a validade das pesquisas”.

Quanto a sua natureza a pesquisa é exploratória, conforme Gil (2008) esta proporciona maior familiaridade com o problema (explicitá-lo) e descritiva por descrever as características de determinadas populações ou fenômenos.

Collins e Hussey (2005) entendem esse tipo de pesquisa como uma descrição do comportamento dos fenômenos, buscando identificar e conseguir dados sobre certa questão. Já na compreensão de Sampieri, Collado e Lúcio (2013), a pesquisa descritiva busca detalhar características, assim como propriedades relevantes de um fenômeno qualquer que deseja investigado.

Quanto a sua aplicação esta é uma pesquisa aplicada, o objetivo é gerar conhecimentos para aplicação prática dirigida à solução de problemas específicos. Envolve interesses locais e aplicação de tecnologia, com foco na geração de resultados.

E, principalmente tendo em vista “ser fundamentalmente motivada pela necessidade de resolver problemas concretos, mais imediatos, ou não. Tem, portanto, finalidade prática, ao contrário da pesquisa pura, motivada basicamente pela curiosidade intelectual do pesquisador e situada, sobretudo no nível da especulação.” (VERGARA, 2013. p. 47).

Quanto às estratégias de pesquisa é utilizado o estudo múltiplo de casos, onde será desenvolvida nas universidades uma pesquisa documental com base em material já elaborado, constituído principalmente de processos administrativos licitatórios, “na pesquisa documental, o trabalho do pesquisador (a) requer uma análise mais cuidadosa, visto que os documentos não passaram antes por nenhum tratamento científico” (OLIVEIRA, 2008, p.70).

Este tipo de procedimento é muito parecido com a pesquisa bibliográfica. A principal diferença está na natureza das fontes, pois esta forma vale-se de materiais que não receberam ainda um tratamento analítico, ou que ainda podem ser reelaborados de acordo com os objetos da pesquisa.

[...] o documento escrito constitui uma fonte extremamente preciosa para todo pesquisador nas ciências sociais. Ele é, evidentemente, insubstituível em qualquer reconstituição referente a um passado relativamente distante, pois não é raro que ele represente a quase totalidade dos vestígios da atividade humana em determinadas épocas. Além disso, muito frequentemente, ele permanece como o único testemunho de atividades particulares ocorridas num passado recente (CELLARD, 2008, p.295).

De forma sintética, Yin (2010, p.23) define o estudo de caso como uma pesquisa empírica que investiga um fenômeno contemporâneo em seu contexto natural, em situações

em que as fronteiras entre o contexto e o fenômeno não são claramente evidentes, utilizando múltiplas fontes de evidência.

Este autor descreve também entre as situações nas quais o estudo de caso é indicado quando o caso em pauta é crítico para testar uma hipótese ou teoria previamente explicitada.

Creswell (2007, p.61) conceitua o estudo de caso como a “exploração de um sistema limitado ou um caso (ou múltiplos casos) [...] que envolve coleta de dados em profundidade e múltiplas fontes de informação em um contexto”. De acordo com o autor, a noção de sistema limitado tem relação com o significado de tempo e espaço, e o ‘caso’ pode ser entendido como um acontecimento, uma atividade ou indivíduos.

As diversas fontes de dados ou evidências, de acordo com Yin (2010) – são compostas por entrevistas, observações, documentos e reportagens. O conceito de ‘contexto do caso’ abrange as circunstâncias em que se encontra o caso a ser pesquisado, como referências históricas, sociais, econômicas, entre outras.

Esse conceito é compartilhado por Yin (2010) para múltiplas fontes de evidência, contudo adverte que se trata da técnica que busca a resposta para questionamentos do tipo “como” e “por que”, em uma ocasião em que o pesquisador “tem pouco controle sobre os acontecimentos e quando o foco se encontra em fenômenos contemporâneos inseridos em algum contexto da vida real”. (YIN, 2010, p.19).

Estudo de caso é uma espécie de investigação empírica nos quais os limites em relação ao fenômeno e contexto não estão totalmente definidos. Baseada no ponto de vista colocado por Yin (2010), o significado da unidade de análise ou o ‘caso’ é indispensável a investigação, embora seja muitas vezes confundida entre os pesquisadores

O autor revela que “se suas questões não derem preferência a uma unidade de análise em relação à outra, significa que elas estão vagas demais ou em número excessivo”. (YIN, 2010, p.43).

Creswell (2007) e Stake (1995) abordam a verificação empregada no estudo de caso com base na triangulação das informações, procurando a convergência dos dados. Este modo está em conformidade com a validade de construto citada em Yin (2010).

A validade do construto tem relação com o modo de medição empregado (fontes de coleta) e à triangulação executada, ressaltando a importância da ligação entre evidências e revisão das informações coletadas.

Entretanto, é realizada uma a crítica sobre o nível de subjetividade que pode existir neste processo Yin (2010) cita que a existência de um roteiro de estudo passa pela

organização das informações e pela credibilidade da pesquisa. Logo, todas as ações executadas pelo pesquisador devem ser registradas.

O protocolo é mais do que uma ferramenta. Ele contém não apenas o mecanismo, mas também os métodos e regras que deverão ser adotados. Em função disto, é indicado, sobretudo em pesquisas de casos múltiplos.

Benzer Belgeler