2.4. Uyarlama Sorunları
2.4.2. Roman-Senaryo Değişikliği Sorunu
2.4.2.3. Ekleme-Değiştirme Sorunu
Conforme pode ser verificado no Gráfico 15, os brasileiros apresentam alta tendência pelo coletivismo e, dessa forma, procuram trabalhar e desenvolver um trabalho em grupo, pois 70,45% das opiniões coletadas apontam baixo IDV contra os 29,55% das avaliações que acreditam que os brasileiros são pessoas mais individualistas e não buscam o apoio do grupo em suas necessidades.
Assim exposto inicialmente, se dividir essa análise entre as percepções coletadas dos brasileiros versus as opiniões reunidas pelos estrangeiros, essa tendência pelo trabalho em grupo também é apontada por ambos os grupos. Desse jeito, tanto os membros da cultura em questão (78,26%) como os americanos, indianos e malaios (61,9%) acreditam que a sociedade brasileira é composta por traços e características de baixo IDV, ou seja, os brasileiros procuram o apoio do grupo para auxiliar nas definições dos projetos. No entanto, 21,74% das opiniões reunidas dos brasileiros e 38,10% das percepções colhidas dos indivíduos pertencentes as outras nações participantes desse estudo identificaram o
0 20 40 60 80 100 Brasil Estados Unidos Índia Malásia 38 91 48 26
Brasil como uma nação individualista aonde seus membros tomam decisões apenas consultando o próprio conhecimento e experiência.
Gráfico 15 – Demonstrativo Consolidado do Individualismo Versus Coletivismo – Brasil
Fonte: O Autor (2015)
Isto posto, em relação aos brasileiros que apontaram a sua nação com alto grau de individualismo está o entrevistado de número nove: “Eu acho que, na maioria dos casos, existe uma individualidade. Seja pela pessoa que é mais antiga no grupo ou que tem maior conhecimento em determinado assunto ou tecnologia. Ela acaba tomando uma decisão ou dando um direcionamento e o restando vai atrás.” Além dele, o segundo brasileiro aponta essa mesma situação, porém com um viés diferente: “[...] Eu vejo que vários líderes são assim: eu sou o líder e tenho que ser o máximo, então eu vou decidir tudo sozinho. Então eu decidi tudo e todo mundo vai trabalhar nisso que eu decidir. Bem mais individualista.” Já entre os estrangeiros que compartilharam dessa mesma percepção que os brasileiros anteriores está o terceiro americano, o qual manifestou o seguinte em seu relato: “[...] Pelas minhas lembranças sobre os times brasileiros, eu acho que, ao menos pela perspectiva de desenvolvimento que é a experiência que eu tenho trabalhando com brasileiros, eles apresentam uma tendência maior pela individualidade [...].” Nesse mesmo sentido, o quarto malaio afirma categoricamente: “[...] Na maior parte das vezes, americanos e brasileiros tem grande autonomia e liberdade para sempre tomarem decisões individuais.” O sétimo americano vai além das percepções dos anteriores e diz: “Eu vejo que os gerentes brasileiros buscam por conselhos dos seus subordinados, porém, após
0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80%
Todas Nacionalidades Brasileiros Americanos, Indianos e Malaios 29.55% 21.74% 38,1% 70.45% 78.26% 61,9% Individualismo Coletivismo
fazerem isso, parece que quem realmente toma a decisão é o gerente, o qual vai desconsiderar a opinião obtida.” Seguindo essa mesma lógica, o novo americano entrevistado conclui: “[...] parece que voltamos a pergunta um sobre hierarquia. Dessa forma, é como se o gerente brasileiro tomasse a decisão final em várias situações [...].”
Entretanto, a grande maioria dos brasileiros e estrangeiros apontaram o Brasil como uma nação aonde as decisões são tomadas, em sua maioria, de forma coletiva. Assim exposto, o quinto brasileiro relatou: “Os brasileiros se preocupam mais com o grupo da seguinte forma: ‘ok, temos um entendimento em comum’ do que ‘eu acho que é isso e vamos sair fazendo’ [...].” Além dela, o sétimo brasileiro descreveu: “Eu acho que nos locais aonde eu trabalhei deu para identificar que o brasileiro tem um senso de time e gosta de trazer pontos para discussão, levantar em reuniões todos os aspectos, planejar um projeto de uma maneira em conjunto [...].”
Além do exposto acima, quando os brasileiros foram perguntados sobre qual o tipo de tomada de decisão garantia a maior qualidade dos resultados, todos aclamaram a decisão em grupo, pois, de acordo com o oitavo brasileiro: “[...] uma decisão em grupo/coletiva é mais sólida e consequentemente tem mais qualidade.” Segundo o décimo brasileiro, a decisão em grupo é a melhor, pois a partir do momento em que as pessoas entendem a solução e são partes do processo decisório, então elas se tornam responsáveis por aquilo também. A partir do momento em que as pessoas são responsáveis e tem o nome delas associados a aquela definição de projeto, então elas tendem a ter um grau maior de comprometimento na atividade como um todo. Seguindo essa mesma lógica o primeiro brasileiro conclui o seguinte em relação a tomada de decisão em grupo: “[...] Eu acho que tu consegues tanto agregar mais como também agrupar melhor o time no momento que tu ouves todo mundo e toma a decisão em conjunto.”
Já em relação aos estrangeiros que identificaram o Brasil com um baixo IDV está o décimo americanos, o qual identificou o seguinte: “Eu acho que os brasileiros trabalham bem em grupo [...].” Nesse mesmo sentido, segundo o oitavo americano, os brasileiros trabalham mais em comunidade do que individualmente. Além desses dois americanos, o nono indiano identificou uma similaridade nessa dimensão entre a sua cultura e a brasileira: “Nesse aspecto eu acho que Brasil e Índia são parecidos, pois somos focados em soluções diferentes. Opiniões divergentes sempre serão bem aceitas.” Finalizando, o quarto americano descreveu uma situação de projeto com brasileiros aonde uma tarefa normalmente desenvolvida de forma individual se transformou em uma atividade atribuída ao grupo: “Começamos criando cenários de teste com pouco detalhamento e baseados no
próprio conhecimento da aplicação, o qual já tínhamos de outros projetos. Depois, de forma colaborativa, trabalhamos juntos para combinar os esforços individuais [...].”
Concluindo, a seguir o Quadro 11 com diferentes percepções coletadas sobre a forma como as decisões são tomadas no Brasil.
Quadro 11 – Resumo de Individualismo Versus Coletivismo – Brasil
Índice Fonte Percepções
Baixo
IDV
1º Brasileiro "Eu acho que os brasileiros tendem a tomar decisões mais em grupo. Eu acho que o brasileiro tende a buscar apoio e confirmação no grupo [...]." 4º Brasileiro “[...] As decisões são tomadas em grupo, mas o gerente brasileiro sempre tenta influenciar o máximo que ele pode para ter o maior benefício com aquilo.”
Alto
IDV 8º Brasileiro
“[...] o que eu já vi, na minha experiência na área de TI do Brasil, é que as pessoas que são muito técnicas e muito retraídas a tendências delas é que elas vão pensar muito nelas. Quando elas se manifestam ou quando tu pedes uma sugestão para uma decisão, normalmente vai vir um aspecto muito mais individual do que coletivo [...].”
Baixo
IDV 6º Americano
“[...] eu lembro que tivemos muitas reuniões diárias para ter certeza que todos estavam com o mesmo consentimento, então eu diria que os brasileiros são coletivistas [...].”
Fonte: O Autor (2015)
4.3.1.1 Efeitos do Individualismo Versus Coletivismo – Brasil
De acordo com o que foi apresentado na análise anterior, a cultura brasileira tem uma forte preferência pela tomada de decisão em grupo o que, de acordo com os entrevistados, causa alguns efeitos positivos e negativos nos fatores de sucesso do processo de desenvolvimento de um SI. Assim sendo, conforme identificado pelo décimo brasileiro, o desempenho é um dos fatores de sucesso afetados pela decisão em grupo, pois, a partir do momento em que o indivíduo impactado faz parte do processo decisório, ele estará mais engajado e comprometido com o atingimento das metas propostas. Além disso, segundo o sétimo brasileiro, o escopo também será afetado positivamente pela decisão em grupo, pois esse tipo de processo decisório acaba mitigando a maior parte das questões e riscos presentes em um projeto e, dessa forma, o resultado final estará conforme o planejado.
Entretanto, conforme identificado pelo quarto e pelo sétimo brasileiro, a decisão em grupo também impactará negativamente o aspecto prazo e, em consequência disso, o custo final de um projeto será alavancado proporcionalmente. Segundo o quarto brasileiro, a decisão em grupo é a que proporciona a maior qualidade para o processo de desenvolvimento de um sistema de informação, porém com o objetivo de ouvir todos os pontos dos envolvidos nesse projeto e alcançar o consentimento coletivo será necessário um tempo maior do que em decisões individuais. Nesse mesmo sentido, o sétimo brasileiro
relatou o seguinte quando questionado sobre quais são os impactos de uma decisão realizada em grupo: “Talvez a necessidade de escutar mais pessoas pode atrasar um pouco de repente, mas acho que é um impacto mínimo negativo e necessário [...].”
Isto posto e analisado, no próximo subcapítulo desse trabalho serão analisadas as percepções coletadas dos membros dos quatro países participantes desse estudo sobre o formato de tomada de decisão nos Estados Unidos: individual ou grupo.