§2 PAYLI MÜLKİYET KONUSU MAL ÜZERİNDE YASAL ALIM HAKKININ KOŞULLAR
B. EDİNİLMİŞ MALLARA KATILMA REJİMİNDE PAYLI MÜLKİYET KARİNESİ NEDENİYLE PAYLI MÜLKİYET İLİŞKİSİNİN MEYDANA GELMESİ
6.1. ANALISE GERAL DE DESEMPENHO AMBIENTAL
A avaliação de impactos de produtos forneceu a base conceitual para o desenvolvimento das metodologias para avaliação ambiental de edifícios. Surgido na década de 90 na Europa, nos EUA e no Canadá, para o cumprimento de metas ambientais locais estabelecidas a partir da UNCED (United Nations Conference on Environment and Development) do Rio de Janeiro. O objetivo era encorajar a demanda do mercado por níveis superiores de desempenho ambiental, provendo avaliações para o diagnóstico de eventuais necessidades de intervenção no estoque construído e para orientar projetistas ou sustentar a atribuição de selos ambientais para edifícios.
A avaliação de desempenho ambiental de edifícios nasceu com a necessidade de edifícios verificarem quão "verdes" eram de fato, o segundo grande impulso iniciou com o consenso entre pesquisadores e agências governamentais quanto à classificação de desempenho necessitar estar atrelada aos sistemas de certificação, sendo este um dos métodos mais eficientes para elevar o nível de desempenho ambiental tanto do estoque construído quanto de novas edificações.
Os níveis mínimos de desempenho aceitáveis dependem necessariamente de alterações nas demandas do mercado, sejam elas voluntárias ou originadas de exigências normativas. Entretanto, o alcance das exigências normativas é limitado à garantia de um desempenho mínimo, não havendo incentivo para procurar atender a patamares superiores. Por outro lado, os sistemas de adoção voluntária pretendem que o próprio mercado impulsione a elevação do padrão ambiental, seja por comprometimento ambiental ou por questão de competitividade e diferenciação mercadológica.
Os sistemas de avaliação ambiental disponíveis podem ser distintos em duas categorias. O primeiro com sistemas que promovem a construção sustentável através de mecanismos de mercado, com estrutura mais simples, facilmente absorvidos por projetistas. Amaior parte das metodologias é prescritiva e orientada a dispositivos ou estratégias, normalmente formatada como uma lista de verificação (checklists) que concedem créditos em função da aplicação de determinadas estratégias de projeto ou especificação de determinados equipamentos. E para divulgar o reconhecimento do mercado pelos esforços dispensados para melhorar a qualidade ambiental de projetos, execução e gestão operacional, todos eles são vinculados a algum tipo
de certificação de desempenho. No segundo grupo estão os métodos orientados para pesquisa, centrados no desenvolvimento metodológico e fundamentação científica.
x Selo Casa Azul da Caixa Econômica Federal
O Selo Casa Azul da Caixa Econômica Federal é o primeiro sistema de classificação da sustentabilidade de projetos ofertado no Brasil, desenvolvido para a realidade da construção habitacional brasileira. Publicado em 2010 e elaborado por professores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Universidade Federal de Santa Catarina e Universidade Estadual de Campinas – que integra uma rede de pesquisa financiada pelo Finep/Habitare (Programa de Tecnologia de Habitação, da Financiadora de Estudos e Projetos).
O objetivo deste guia é incentivar o uso racional de recursos naturais na construção de empreendimentos habitacionais, reduzir o custo de manutenção dos edifícios e as despesas mensais de seus usuários, bem como promover a conscientização de empreendedores e moradores sobre as vantagens das construções sustentáveis. Assim, o selo busca reconhecer os projetos de empreendimentos que demonstrem suas contribuições para a redução de impactos ambientais, avaliados a partir de critérios vinculados a categorias descritas a seguir.
O Selo Casa Azul possui 53 critérios de avaliação, distribuídos em 6 categorias que orientam a classificação de projeto no nível alcançado: bronze, prata ou ouro. Categorias e critérios:
1. QUALIDADE URBANA
1.1. Qualidade do Entorno - Infraestrutura 1.2. Qualidade do Entorno - Impactos 1.3. Melhorias no Entorno
1.4. Recuperação de Áreas Degradadas 1.5. Reabilitação de Imóveis
2. PROJETO E CONFORTO 2.1. Paisagismo
2.2. Flexibilidade de Projeto 2.3. Relação com a Vizinhança
2.4. Solução Alternativa de Transporte 2.5. Local para Coleta Seletiva
2.7. Desempenho Térmico - Vedações
2.8. Desempenho Térmico - Orientação ao Sol e Ventos 2.9. Iluminação Natural de Áreas Comuns
2.10. Ventilação e Iluminação Natural de Banheiros 2.11. Adequação às Condições Físicas do Terreno 3. EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
3.1. Lâmpadas de Baixo Consumo - Áreas Privativas 3.2. Dispositivos Economizadores - Áreas Comuns 3.3. Sistema de Aquecimento Solar
3.4. Sistemas de Aquecimento à Gás 3.5. Medição Individualizada - Gás 3.6. Elevadores Eficientes
3.7. Eletrodomésticos Eficientes 3.8. Fontes Alternativas de Energia
4. CONSERVAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS 4.1. Coordenação Modular
4.2. Qualidade de Materiais e Componentes
4.3. Componentes Industrializados ou Pré-fabricados 4.4. Formas e Escoras Reutilizáveis
4.5. Gestão de Resíduos de Construção e Demolição (RCD) 4.6. Concreto com Dosagem Otimizada
4.7. Cimento de Alto-Forno (CPIII) e Pozolânico (CP IV) 4.8. Pavimentação com RCD
4.9. Facilidade de Manutenção da Fachada 4.10. Madeira Plantada ou Certificada 5. GESTÃO DA ÁGUA
5.1. Medição Individualizada - Água
5.2. Dispositivos Economizadores - Sistema de Descarga 5.3. Dispositivos Economizadores - Arejadores
5.4. Dispositivos Economizadores - Registro Regulador de Vazão 5.5. Aproveitamento de Águas Pluviais
5.6. Retenção de Águas Pluviais 5.7. Infiltração de Águas Pluviais 5.8. Áreas Permeáveis
6. PRÁTICAS SOCIAIS
6.1. Educação para a Gestão de RCD 6.2. Educação Ambiental dos Empregados 6.3. Desenvolvimento Pessoal dos Empregados 6.4. Capacitação Profissional dos Empregados 6.5. Inclusão de trabalhadores locais
6.6. Participação da Comunidade na Elaboração do Projeto 6.7. Orientação aos Moradores
6.8. Educação Ambiental dos Moradores
6.9. Capacitação para Gestão do Empreendimento 6.10. Ações para Mitigação de Riscos Sociais 6.11. Ações para a Geração de Emprego e Renda
Como no presente trabalho foi abordado temas relacionados aos itens de 2. a 5. do guia Selo Casa Azul da Caixa Econômica Federal,a seguir serão discutidos estes itens.
x Projeto e Conforto
2.8. Desempenho Térmico - Orientação ao Sol e Ventos
Neste item, o guia busca proporcionar ao usuário condições de conforto térmico mediante estratégias de projeto, conforme a zona bioclimática do local do empreendimento, considerando a implantação da edificação em relação à orientação solar, aos ventos dominantes e à interferência de elementos físicos do entorno. Algumas estratégicas passivas podem ser adotadas de acordo com o subtítulo “Conforto Ambiental e Salubridade” deste trabalho, relacionadas com o clima na qual está inserido em “Características Ambientais do Brasil”, e com isto, proporcionar maior conforto aos moradores com técnicas ecoeficientes relacionadas à região que se encontra a edificação como orientado em “Aplicabilidade das Ecotécnicas no Território Nacional”.
x Eficiência Energética
3.1. Lâmpadas de Baixo Consumo - Áreas Privativas
O objetivo principal é reduzir o consumo de energia elétrica mediante o uso de lâmpadas eficientes, como descrito no item “Iluminação” deste trabalho alguns tipos de lâmpadas de baixo consumo.
3.2. Dispositivos Economizadores - Áreas Comuns
Reduzir o consumo de energia elétrica mediante utilização de dispositivos economizadores como no subtítulo “Iluminação” deste trabalho, com sensores de presença, minuterias ou lâmpadas eficientes, é o propósito desse item no guia.
3.3. Sistema de Aquecimento Solar
Em “Eficiência Energética do Sol”, do presente trabalho é discutida, a técnica de reduzir o consumo de energia elétrica mediante SASA com coletores é o objetivo especificado neste item do guia entre outras alternativas.
3.8. Fontes Alternativas de Energia
Para este item, no projeto precisa de sistema de geração e conservação de energia através de fontes alternativas com eficiência, tais como painéis fotovoltaicos descritos em “Eficiência Energética do Sol” e gerador eólico em “Sistemas Eólicos” do presente trabalho.
x Conservação de Recursos Materiais 4.10. Madeira Plantada ou Certificada
O objetivo principal deste item é reduzir a demanda por madeiras nativas de florestas não manejadas pela promoção de uso de madeira de espécie exóticas plantadas ou madeira nativa certificada, como mencionado no subtítulo “Madeira” do presente trabalho.
x Gestão da Água
5.5. Aproveitamento de Águas Pluviais
É descrito em “Economia de Água” do presente trabalho e também é finalidade deste item do guia, reduzir o consumo de água para determinados usos, tais como em bacia sanitária, irrigação de áreas verdes, lavagens de pisos, lavagens de veículos etc. Sendo o sistema de aproveitamento de água pluvial independente do sistema de abastecimento de água potável, para evitar riscos à saúde.