2. Eşdeğerlik Yaklaşımına Yönelik Yöntem Belirleme: Eşdeğerlik Piramidi
2.2. Eşdeğerlik: Tartışma Ve Değerlendirme
Relembramos que será na obra de Palladio, publicada em Veneza, no ano de 1570, intitulada Os Quatro Livros da Arquitetura, que iremos mostrar algumas plantas de Palladio.
Primeiramente, apresentaremos trechos dos quatros livros (Figura 22) que, no nosso entendimento, tratam de definições, influências artísticas, filosóficas e matemáticas registradas por Palladio que estão relacionadas a uma proporção, quer sejam implícitas ou explícitas na opção de sua escolha para projetar seus desenhos como arquiteto renascentista, no decorrer do seu século XVI. Posteriormente, traremos das plantas das Villas, casas privadas e públicas desenhadas por Palladio.
Figura 22 – Os Quatro Livros da Arquitetura
Fonte: Palladio, 1997
No Livro I do seu tratado, Palladio inicia dizendo que se dedicou à arquitetura por querer entender a arquitetura dos antigos romanos e, para isso, opta por Vitrúvio (viveu aproximadamente no século I a.C) para ser o seu mestre e guia. Para estudar a arquitetura romana do tempo de Vitrúvio, Palladio o faz medindo detalhadamente cada parte das construções antigas com muita dedicação. É o próprio Palladio (1997, p.5) quem diz:
I set myself the task of investigating the remains of the ancient building that have survived despite the ravages of time and the cruelty of the barbarians, and finding them much worthier of study than I had first thought, I began to measure all their parts minutely and the greatest care. I became so assiduous an investigator of such things that, being unable to find anything that was not made with fine judgment and beautiful proportions, I repeatedly visited various parts of Italy and abroad in order to understand the totality of buildings from their parts and commit them to drawings.
De fato, pela citação, é visível a preocupação de Palladio em seus estudos para entender a perfeição e beleza nas construções romanas de arquitetos antigos. Para adquirir
mais conhecimentos, ressalta que: “[…] accordingly, seeing how different the usual manner
of building is from the things that I had observed in those strutures and had read about in Vitruvius and Leon Battista Alberti and the other excellent writer’s who came after Vitruvius” (PALLADIO, 1997, p. 5).
Na parte em que Palladio apresenta as loggias, as entradas, halls e as formas das salas, esclarece que os quartos devem ser divididos de um lado e outro da entrada e do hall, observando que os da parte direita sejam iguais e correspondam aos da esquerda. Para Palladio (1997, p. 57),
There are seven types of room that are the most beautiful and well proportioned and turn out better: they can be made circular (ritondo), though these are rare; or square (quadrate); or their length will equal the diagonal of the square quadrato) of the breadth; or a square quadro) and a third; or a square and a half; or a square and two- thirds; or two squares.
Na definição das salas preferidas de Palladio, encontramos a advertência do autor de que elas exigem uma proporcionalidade, até porque será desse modo que serão belas.
Palladio, ao ensinar os ornamentos da arquitetura usando as cinco ordens (Toscana, Dórica, Jônica, Corínthia e Compósita), diz no seu tratado como deve ser feito, mas adverte para aqueles que vão usá-las para os abusos. Os ensinamentos de Palladio (1997, p. 51) foram baseados em suas observações nas quais ele contestou os abusos feitos pelos Bárbaros, por isso, esclarece: “So the experts in this art may guard against them in their works and recognize them in those of others, I assert therefore that, since architecture imitates nature (as do all the other arts), it cannot endure anything that alienates and distances it from what nature
herself permits”.
A arquitetura da época de Palladio estava envolvida em movimento renascentista, que nada mais era do que uma volta à arquitetura romana de Vitrúvio e os ideais da arquitetura dos gregos antigos. Assim, ele usa as colunas greco-romanas em suas edificações e projetos.
Na verdade, era uma das características da arquitetura renascentista retornar ao passado clássico com um olhar à evidente herança greco-romana e recuperando os tratados antigos, como os do romano na pessoa de Vitrúvio. Existia uma busca por uma proporção ideal, davam-se destaques para ordens clássicas (dórica, jônica, toscana, coríntia e compósita), além do uso constante de colunas, frontão triangular, arco, abóbadas e cúpulas.
Há afirmações de que a arquitetura do renascimento talvez procurasse sobrevalorizar a razão das suas estruturas com embasamento na matemática dos gregos antigos. Através da Figura 23, mostraremos algumas ordens à Grécia Antiga.
Figura 23 – Ordens gregas (dórica - jônica e coríntia)
Fonte: Koch (2008)
Ao dedicarmos a leitura nos Quatro Livros de Arquitetura, percebemos que existe no arquiteto Andrea Palladio uma preocupação que consideramos importante indicar o local das villas, ou seja, ele explica qual o melhor lugar para a escolha própria para as construções das suas villas. Elas eram casas feitas para cavalheiros, com a finalidade de que eles pudessem, sem muito esforço, apreciar e aproveitar do melhor de tudo que estivessem a sua volta, principalmente no verão. Segundo Palladio, caberia ao arquiteto investigar e pesquisar lugares cômodos para serem construídas as villas, sendo que elas poderiam ser edificadas sobre os rios ou perto delas.
Palladio (1997, p. 56), em seu tratado, dá muitos conselhos para as construções das villas. Entre tantos outros conselhos para essas construções, destacamos:
When it is essential to build on a Hill, one must select a site that faces a temperate region of the sky and does not lie continually in the shade of the larger hills; nor should it suffer the of two suns, as it were, because the Sun constantly bounces off some rocky outcrop nearby, sine in either case it Will be dismal to live there. Finally when choosing the site for the building on the estate one must bear in mind all those considerations that relate to selecting a site in the city, because the city is
nothing more or less than some great house and, contrariwise, the house is a small city.
Chama-nos atenção a parte em que Palladio reporta-se à ideia de cidade e casa grande, tendo em vista o autor ir ao encontro do pensar platônico existente em A República e do Timeu, de Platão. Para nós, fica o recado de um macrocosmo e o microcosmo presentes no estudo cosmológico de Platão.
No livro II, Palladio, ao apresentar seus desenhos, deixa bem claro que uma das suas maiores preocupação foram com o uso correto das proporções nas salas, halls, loggias, quartos e colocação das colunas e pilastras. Como exemplo dessa afirmação, apresentamos as recomendações feitas por Palladio, na encomenda de uma construção do Conde Lodovico, na
qual o próprio diz: “I have made the following project for their site in Vicenza, in which the
house would have had a square entrance divided into three spaces by Corinthian columns so that the vault would have been very strong an in proportion (PALLADIO, 1997, p. 151).
No caso dos projetos arquitetônicos de Palladio, sabemos que ele, no segundo livro do seu tratado, fez as representações dos edifícios através de plantas e de fachadas. Bruno Zevi (1997) adverte que o método de representação dos edifícios que encontramos na maioria das histórias de arte e da arquitetura serve-se de plantas, alçados e fendidos ou secções e fotos. E os explicam definindo:
a) AS PLANTAS. São uma coisa abstracta porque estão completamente fora de todas as concretas experiências visuais de um edifício. Não obstante, a planta é ainda o único meio com que podemos julgar a estrutura completa de uma obra arquitectônica: Todos os arquitetos sabem que a planta é um elemento que, se não for suficiente, tem uma acentuada proeminência na determinação do valor artístico. b) AS FACHADAS. O raciocínio que se seguiu em relação às plantas repete-se, simplificado, para a representação dos alçados. No fundo trata-se aqui de reproduzir um objecto que tem duas ou, no máximo, três dimensões.
c) AS FOTOS. Resolvendo em grande parte os problemas da representação a três dimensões, e por isso os problemas da pintura e da escultura, a foto cumpre a importante missão de reproduzir fielmente tudo o que existe de bidimensional e tridimensional na arquitectura, quer dizer, o edifício completo menos a sua essência espacial (ZEVI, 1977, p. 80).
O autor discute cada representação dos edifícios. Nesse sentido, trazemos algumas plantas do livro II de Palladio (Figura 24), representadas por meio de plantas e fachadas.
Figura 24 – Plantas e fachadas das construções dos Srs. Valério Chiericati e Giovanni Francesco Valmara
Fonte: Palladio (1997, p. 83-137).
Por último queremos trazer à tona uma importante informação de Palladio para as construções dos templos e igrejas. Ela vai ao encontro do pensamento do arquiteto Vitrúvio e filosófico de Platão oriundo do Timeu. Destacaremos o quarto livro, quando Palladio (1997, p. 213) posiciona-se: “If any building have effort and labor expended on it, so that it is laid out with beautiful dimensions and proportions, then, doubtless, this should be done for temples in
which the creator and Giver of all things, God, Master of the Universe”.
É o que pensa Palladio sobre a relação entre as grandes construções e o grande criador do universo. A prova disso são suas edificações como mostra a Figura 25.
Figura 25 – Planta e fachada da construção do Senhor Giulio Capra
Fonte: Palladio (1997, p. 97).
Palladio concretiza ainda mais sua formação e prática de arquiteto renascentista ao posicionar-se perante o pensamento de um mundo macrocosmo ligado a Deus ao proferir:
Indeed, if we consider what a wondrous creation [machine] the world is, the marvelous embellishments with which it is filled, and how the heavens change the seasons of the world by their continuous revolutions according to the demands of nature and how they maintain themselves by the sweetest harmony of their measured movements, we cannot doubt that, since these small temples which we build must be similar to this vast one which He, with boundless generosity, perfected with but a word of command, we are bound to include in them all the embellishments we can, and build them in such a way and with such proportions tat together all the parts convey to the eyes of onlookers a sweet harmony and each church fulfills properly the use for which it is intended (PALLADIO, 1997, p. 213).
Na visão de Palladio, o mundo é bela criação harmônica e proporcional, fruto da criação de Deus, e ao arquiteto caberá imitá-la nas proporções e belezas, principalmente nos templos e nas igrejas. Baseado nessas ideias, acreditamos que Palladio projetou cada uma de suas inúmeras encomendas, seja ela pública ou privada.
Na próxima subseção, apresentaremos as explicações matemática de Rachel Fletcher sobre o uso da seção áurea na Villa Emo.