KISALTMALAR LĠSTESĠ
2.4. Temel Eğitim Hakkı
2.4.2. Eğitim Hakkının Boyutları
2.4.2.1 Eğitime EriĢim Hakkı
Como já fora referenciado, na LDB e PCNs são previstas funções para a escola como a de trabalhar os diversos conhecimentos e possibilitar o desenvolvimento das capacidades dos alunos. Dentro dessa perspectiva, como já salientavam esses documentos, caberia à escola trabalhar de forma integral as capacidades de seus alunos. O que é trazido pelos participantes da pesquisa pode se relacionar com esta proposta apresentada tanto nos documentos como LDB e PCNs, como nos documentos elaborados pela própria escola (PPP, Regimento, Planos de Estudo e Trabalho e outros). Apresenta-se, então, como cada grupo percebe esta função.
• Os alunos:
As crianças trouxeram observações com relação à escola como um ambiente que trabalha conhecimentos. Algumas observações referem-se ao ensino de conhecimentos técnicos e que, possivelmente, auxiliarão no futuro profissional. Nesse sentido a escola serve: “Pra ensinar as pessoas assim... a se dedicar pra alguma coisa, o que quer ser, daí a gente estuda uma coisa que quer ser: médica, professora, essas coisas. [...] Ensina a estudar...” (A1). Ou então: “Porque é uma maneira de estudar, de lê, aprender, escrever. A gente aprende a fazer números. Aprende a fazer desenhos. Pra poder ler, pra quando tu ser grande tu poder trabalhar e poder ler” (A2).
Nessa seqüência podem-se trazer respostas quanto ao que se aprende na escola, como: “Continha, português, ciências, estudos sociais, tudo isso eu aprendo” (A3); “Pra aprender. [...] Um monte de coisas... assim... aprende a escrever... contar” (A5); “Pra aprender. Ler, escrever, um monte de coisa” (A4); “Ué, pra estudar, sabê lê. Aprendê o alfabeto, as letras” (A6); “Pra gente estudar, pra aprender a ler e escrever. Ler bem” (A8) e “Eu leio, faço continha, brinco, faço historinha matemática, é bom ir à escola” (A9).
Há, ainda, respostas que julgam a escola como o único lugar para desenvolver esses conhecimentos: “Se não tivesse escola, a gente não ia saber ler nem escrever e tem um monte de empresa que a gente precisa aprender a ler... em tudo que a gente trabalhar a gente precisa saber ler, escrever e tudo” (A7). Nota-se que há, nesta criança de 4ª série, uma preocupação com o “mercado de trabalho” e o entendimento de que a escola encaminha para um emprego, uma atividade remunerada.
Chama a atenção a vinculação que as crianças fazem da escola com a preparação profissional, ainda que cursem as séries iniciais. Tal correspondência pode estar relacionada com o incentivo ao estudo dado pelos pais, trazendo como argumento a futura profissão do filho, almejando um bom projeto de vida.
• Os professores
Nas respostas dos professores, a escola foi descrita da seguinte forma: “Bom... eu acho que é um lugar onde as crianças adquirem conhecimento, é... a cultura” (P1); “A princípio, pra mim é... a função da escola pra mim é fazer com que o aluno tenha contato com outras formas de conhecimento e que se desenvolvam integralmente, em todas as suas potencialidades” (P2); “[...] Na inserção no mercado de trabalho... mais tarde, e no desenvolvimento de conteúdos no geral, que mais tarde a criança vai precisar” (P3); “Ah, eu acredito que a escola exista pra trabalhar a formação do aluno, não somente na parte cognitiva, afetiva, psicomotora, mas também, assim, a base que auxilia a família” (P4). Nota- se que os conhecimentos são citados como aprendizagem fundamental na escola, um ambiente que transmite cultura. Faz-se, também, um chamamento para o quanto a escola precisa auxiliar a família, no que trata do desenvolvimento intelectual da criança. Ao tratarem a escola como um lugar em que as crianças adquirem conhecimento, os professores reforçam as expectativas dessas quando as mesmas consideram a educação escolar o único lugar em que se possa aprender algo.
Também nas respostas dos professores são encontrados elementos previstos nos documentos (LDB e PCNs), como sendo a escola um ambiente que trabalha conhecimentos gerais, a cultura, e que desenvolve o aluno em suas potencialidades. Um dos entrevistados aponta o auxílio que a escola precisa dar à família, o que propõe uma formação além dos conteúdos formais, ou seja, com um viés social, moral. Há ainda, na perspectiva desse segmento, a consciência de que a escola traz subsídios para a formação profissional, para que os alunos tenham condições básicas para se estabelecer no mercado de trabalho.
• Funcionários
Os funcionários trouxeram as seguintes afirmações sobre esta função da escola: “É um complemento da educação, do caráter da criança e da evolução como profissional” (Fu2) e: “Tenho impressão, eu acho no meu parecer assim... que a escola é pra ajudar na educação da criança. Ajuda na educação né. O que se aprende na escola as crianças não tem em casa. Auxilia na educação” (Fu4). Vêem a educação escolar como complemento à familiar. Destacam que há diferenças na educação trabalhada na escola, possivelmente por ser formal, ter conteúdos elencados e uma programação distribuída em um calendário letivo.
A maior ênfase nos depoimentos dos funcionários não foi referente a esta função e sim, na que será abordada mais adiante, que se refere à escola como agente de socialização. Aqui apenas demonstram que possuem consciência de que há na escola o ensino de conhecimentos e o investimento na vida profissional dos alunos.
• Familiares
Com relação às percepções dos familiares sobre esta função da escola foi trazido o seguinte:
Bom... a escola serve... a gente educa em casa e a escola é pra “polir”, como se chama né... Pra eles aprenderem a escrever, a falar melhor. Que a gente quase não tem estudo, a gente fala a moda... ao popular e eles não, eles falam melhor, amanhã depois tem a garantia de um serviço melhor. [...] Pra profissão, pro bem estar dele mais tarde. A gente não vai durar a vida inteira, ele tem que aprender por ele. [...] A faculdade... Não sei se ele vai chegar até lá... Eu pretendo, mas, pensando financeiramente, a situação não é muito boa, mas com essa folia do Enem e não sei mais o que lá, pode ser que consiga. Ta no caminho (Fa3).
Nota-se que a escola é apresentada como um complemento da educação, como um lugar que fornecerá um aprimoramento dos conhecimentos. A escola corrigirá erros, mostrará o “caminho certo” ou, como é trazido na afirmação, “polirá” a criança. A escola não garantirá o acesso à profissão no caso do Ensino Superior, mas, como o entrevistado coloca, trará subsídios, condições de alcance.
Função... Função é a qualificação de educação. No caso eu acho até que o colégio ta bem avançado, a minha menina ta aprendendo bem, ta se “antenando” bem a ler, a escrever. E a escola não é só em termos de educação, é de esperteza também né. No momento em que a criança aprende a ler e a escrever ela fica mais esperta e mais ativa pras outras atividades. (Fa4)
Aqui é demonstrada uma satisfação quanto à utilidade da escola, sendo que nela há uma oportunidade de melhora nas condições básicas do desenvolvimento. O desenvolver da “esperteza”, tornando a criança mais atenta ao mundo em que está inserida e podendo realizar melhor suas atividades cotidianas. No depoimento, a educação pode ser entendida como sinônimo de cultura e a “esperteza” como o desenvolvimento de habilidades.
• Equipe diretiva/ pedagógica
A equipe, então formada pela diretora e suas duas vices, trouxe o seguinte:
É a capacitação do aluno. [...] A educação tem que vir de casa e a escola capacitar. [...] E o conhecimento e... atitudes e preparação, capacitação. [...] Através de projetos. Por exemplo, assim... uma coisa prática... a seleção do lixo né. Fariam uma atitude ética, através da natureza, o cuidado com o ambiente e isso sem contar o custo benefício pra pessoa. Através de atitudes práticas, aqui e agora. Antes de reformar o mundo, “andar sete vezes em volta da escola”. Cada vez a gente vai encontrar uma coisa pra refazer, aí depois a gente vai pensar mais longe, primeiro aqui (E3).
Somente a fala desta vice-diretora refere-se à função da escola como lugar que desenvolve conhecimento e capacidades. As demais professoras integrantes da equipe salientaram aspectos referentes somente à função da escola como agente de socialização. Com relação a esta fala, percebe-se alguma relação com o dito popular “a educação vem de casa” e a escola viria, então, complementar, capacitando o aluno através de conhecimentos básicos que permitiriam a vida em sociedade, também no mercado de trabalho. A sugestão dada é que o exercício dos conhecimentos, sua prática, seja iniciado na própria escola, a partir da realidade da mesma. É percebida a intenção da entrevistada em salientar que os compromissos não precisam (ou não devem) ser estendidos para longe, pelos menos não antes de analisar e provocar mudanças no próprio circulo social em que se está inserido. O “olhar” não pode estar direcionado tão ao longe enquanto que há coisas próximas a se fazer. A sugestão apresentada no depoimento refere-se ao trabalho com alternativas concretas, próximas do cotidiano do aluno.
Dentro dessa perspectiva de análise, nota-se que os participantes acreditam no potencial da escola em promover a educação. Alguns acreditam que servirá como base para uma carreira, um futuro profissional com mais qualidade (o que pode ser vista na fala dos pais, das crianças e dos funcionários). Outros, argumentam sobre o papel da escola em garantir um conhecimento básico e que seja capaz de oportunizar às crianças o desenvolvimento de suas potencialidades.