BÖLÜM 4. SOSYAL SİYASET BAKIMINDAN TÜRKİYENİN SOSYAL
4.2. Eğitim ve Öğretimde Vakıf Merkezli Açılımlar
Em um contexto de discussões sobre o objetivo das empresas, suscita-se um debate ainda sem consenso -, em que estão em debate duas visões. Uma de que a empresa é maximizadora dos recursos de seus sócios, preocupada apenas com sua sustentabilidade econômico- financeira, para garantir lucro aos acionistas e uma outra de que é maximizadora dos recursos sociais, no qual a sociedade lhe outorga um papel, para que seja fornecedora de bens e serviços, garantindo além de sua sustentabilidade econômico-financeira, também dos recursos sociais e naturais, para que assim mantenha sua relevância social.
33
As mudanças na concepção do papel das empresas iniciaram-se a partir da década de 50, intensificando-se durante a de 70, quando segundo Borba (2005, p. 5) [...] críticas à conduta estritamente maximizadora de lucro das empresas geram reinvidicações da sociedade para que um maior grau de responsabilidade social seja assumido pelas organizações, [...].
É fato que as empresas têm que manter um relacionamento intrínseco não apenas com seus sócios e sim com outras partes relacionadas como consumidores, fornecedores, governo, para que se mantenha no mercado, pois segundo Kitahara (2007, p. 9):
O desempenho financeiro das empresas não pode ser explicado completamente pelo aumento da qualidade e da eficiência de seus processos produtivos ou pela diferenciação de seus produtos e serviços. Além dos acionistas, a empresa precisa se posicionar adequadamente perante seus consumidores, fornecedores e governo, cujas interações são marcadas, por vezes, por relações de poder assimétrico e, por vezes, conflitantes, isto é, os objetivos de maximização individual dos interesses de cada um dos grupos admite uma vasta gama de variantes, sem, contudo existir uma que possa maximizar todos eles simultaneamente.
Kitahara (2007), ao fazer referência entre os diferentes interesses dos diversos stakeholders, ressalta um problema conhecido como conflitos de agência, no qual acionistas, administradores, credores e sociedade possuem interesses diferentes, o que propicia a geração de conflitos entre esses grupos, trazendo para a empresa os denominados custos de agência. Damodaran (2004) divide os conflitos de agência em quatro categorias, quais sejam: 1) acionistas e administradores, 2) acionistas e financiadores (credores), 3) empresa e o mercado financeiro e 4) empresa e sociedade.
A dicotomia do objetivo da empresa entre ser maximizadora de recursos dos acionistas ou ser maximizadora dos recursos sociais pode ser tratada como um conflito de agência, no qual as três primeiras categorias de Damodaran (2004) tratam de sua preocupação direta em garantir
34
seu desempenho econômico- financeiro e a quarta categoria revela sua relação com a sociedade.
Como não se está em um mundo ideal, a realidade contempla os problemas de agência, no qual uma das soluções propostas é o que se convencionou chamar de governança corporativa, que surgiu em função dos conflitos de agência para tentar minimizar os interesses divergentes entre os stakeholders. Primeiramente, o conceito de governança corporativa buscou responder ao conflito entre gestores e acionistas, contudo pode se estender também ao conflito entre interesses da empresa e da sociedade, por meio de uma gestão eficiente dos recursos sociais e ambientais, abrangendo também a responsabilidade social corporativa.
Stakeholder é definido por Gamble et al. (1995, p. 34):
[...] como uma parte que é diretamente afetada pelas ações da entidade corporativa, que pode ser interno e externo. Os stakeholders internos são os investidores, credores e empregados e os externos são os consumidores e governos federal, estadual e municipal.
Nesse contexto, contemplam-se duas visões sobre a responsabilidade social da empresa. A primeira delas reflete o pensamento da teoria de finanças e da teoria dos shareholders, na qual a responsabilidade social das empresas está em gerar lucro aos acionistas e por meio deste agregar valor a sociedade e a segunda baseia-se na teoria dos stakeholders, na qual a empresa se preocupa em agregar valor a todas as partes relacionadas, como fornecedores, consumidores, governo e sociedade em geral. O objetivo primordial da primeira é o desempenho financeiro por meio da valorização das ações pelo mercado e o objetivo da segunda é o desempenho social, pelo qual a empresa visa os interesses dos diferentes stakeholders.
35
Entretanto, a lógica atual do mercado está sofrendo modificações e tende a imputar às empresas um papel social, que vise atender às expectativas dos diferentes stakeholders. Essa lógica surge em função da ressalva dos investidores em financiarem empresas com tendência crescente em seus custos sociais e ambientais futuros, bem como em ver seu nome atrelado àquelas, que não demonstrem preocupação com as questões sociais e ambientais que as envolvem.
As pesquisas sobre responsabilidade social destacam a incorporação desta na estratégia das empresas, o que reflete diretamente na política de divulgação de informações econômico- financeira. Esse reflexo é observado na medida em que as ações de responsabilidade social e ambiental alteram a posição econômico- financeira da empresa tanto pelos investimentos quanto pelo consumo de seus produtos e/ou serviços, bem como refletem a avaliação dos investidores por meio da valorização das ações.
Nesse contexto, a responsabilidade ambiental está refletida na política ambiental desenvolvida pelas empresas e que interfere ou busca interferir diretamente em sua relação com os seus stakeholders. Estes últimos também tendem a influenciar nessa relação, na medida em que pressionam as empresas a adotar posturas pró-ativas no que tange aos impactos negativos de seus processos produtivos no meio ambiente.
Tilt (1994) corrobora essa idéia, evidenciada na Figura 1 a seguir, destacando a inter-relação entre as necessidades dos stakeholders, a formalização da política ambiental das empresas, com a respectiva definição de objetivos, estabelecimento de padrões e a conseqüente divulgação sucinta nos relatórios anuais, que completam o ciclo na medida em que servem ou pelo menos deve servir às necessidades dos stakeholders. Esses contribuem de formas
36
diferentes para a realimentação deste ciclo, devido as suas características específicas. A autora destaca ainda, que a influência pode ser por meio de lobby governamental em relação às legislações, padrões de consumo variáveis e a comunicação direta junto à empresa.
Figura 1. Estrutura do processo de divulgação ambiental. Fonte: Adaptado pela autora de Tilt (2001).
Jose e Lee (2007) destacam dois estágios no desenvolvimento de uma consciência ambiental corporativa por parte das empresas. No primeiro estágio, a responsabilidade ambiental das empresas está voltada ao cumprimento de regulamentações ambientais, tendo uma postura reativa às pressões externas de órgãos reguladores, conforme destacam também Hart (1995), Li (2001) e Rosen (2001).
No segundo estágio, a visão predominante baseia-se na idéia de desenvolvimento sustentável, em que os aspectos econômicos e ecológicos são compatíveis e que um aumento no desempenho ambiental leva a um aumento no desempenho econômico. Está presente a visão
Política Ambiental Corporativa
Objetivo Político:
Regulamentar a divulgação sobre desempenho ambiental
Objetivo Político:
Responsabilidade ambiental
Metas/Padrões
Padrão com Conformidade para divulgação a Administração Resumos em relatórios anuais Verificação/Auditoria Stakeholders
Política Ambiental Corporativa
Objetivo Político:
Regulamentar a divulgação sobre desempenho ambiental
Objetivo Político:
Regulamentar a divulgação sobre desempenho ambiental
Objetivo Político: Responsabilidade ambiental Objetivo Político: Responsabilidade ambiental Metas/Padrões Metas/Padrões
Padrão com Conformidade para divulgação a Administração Resumos em relatórios anuais Verificação/Auditoria Verificação/Auditoria Stakeholders Stakeholders
37
de que a preocupação ambiental é uma vantagem competitiva, refletindo em um comportamento pró-ativo das empresas, no sentido de demonstrar aos stakeholders uma reputação favorável em relação ao meio ambiente. Tal entendimento é corroborado por Dechant e Altman (1994), Rosen (2001), Russo e Fouts (1997) e Starik e Rands (1995).
Jose e Lee (2007) argumentam que os stakeholders reagem a essa postura pró-ativa e ambientalmente responsável da empresa, atribuindo um prêmio de mercado para a melhora de seu desempenho ambiental e tendo a expectativa de que a empresa assuma essa responsabilidade. Tal situação vem ocorrendo por meio de um aumento no nível de divulgação ambiental das empresas, inclusive na forma em que as informações ambientais são evidenciadas, confirmadas por Deegan e Gordon (1996), Koehler e Chang (1999) e Schaltegger e Burritt (2000).
Por outro lado, o mercado toma a iniciativa de criar inclusive índices de empresas, cujas ações são negociadas em Bolsa de Valores, como uma resposta à postura dos investidores e aos custos políticos inerentes a ausência de ações de responsabilidade social e ambiental. Assim, criou-se o Dow Jones Sustainability Indexes (Djsi) em 1999 e o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) em 2005.
Mesmo assim, as conclusões dos estudos sobre responsabilidade social e ambiental ainda são divergentes, ensejando outros estudos para contribuir na construção do conhecimento sobre a temática.
38