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EĞİTİM SÜRECİNDE STANDART SORUNU

BAŞLICA SORUNLAR NELERDİR?

EĞİTİM SÜRECİNDE STANDART SORUNU

As amizades, sejam entre crianças ou adultos, têm muitas funções diferentes, tais como: a aceitação, a pertença, a companhia e nesse sentido, os amigos podem ser considerados como

“proporcionadores de segurança, padrões em relação aos quais nos

podemos medir, parceiros de actividades em que não podemos actuar sozinhos, guias para lugares não familiares, aprendizes que nos confirmam o nosso próprio sentido, em desenvolvimento, de competência e de especialização” (Rubin, 1982, p. 90).

Como tal, é natural que as relações afiliativas tenham um colossal valor para as crianças envolvidas. Rubin (1982) afirma que, devido ao preenchimento destas funções pelas amizades das crianças, é admissível assegurar que se conseguem antever quais os pares ou grupos de crianças que se irão tornar amigos, apontando como o único princípio: a atração das crianças por outras que lhes são semelhantes. A seletividade nas escolhas dos seus amigos, conduzem quase sempre as crianças a preferir outras crianças com a mesma idade, sexo e raça, tamanho, nível de inteligência e maturidade física (Hartup, 1970, Masters & Fruman, 1981, Asher, Oden & Gottman, 1977 in Ladd & Coleman, 2002; Rubin, 1982).

Esta seletividade pode variar com o nível do estádio de desenvolvimento da criança, ou até mesmo a partir dos seus interesses. Todavia, é importante ter em conta que Furman (1982) in Ladd e Coleman (2002) sugere que, não é necessariamente obrigatório que as crianças sejam semelhantes em todos os aspetos para se tornarem amigos, pois o que poderá pesar mais na escolha dos pares serão as características e interesses mais relevantes para ambas, isto é, são atraídas para os pares com quem partilham estas semelhanças; por outro lado, é possível que algumas crianças não desenvolvam amizades com todas as crianças que as atraem (Parker, 1986 in Ladd & Coleman, 2002).

Ao longo do tempo e à medida que duas crianças se conhecem melhor e interagem entre si, passam a conhecer quer os seus comportamentos sociais, quer as competências e características pessoais de cada uma, o que pode levar a aumentar ou

fazer desaparecer o interesse uma pela outra, podendo ou não tornarem-se amigas de todas as crianças que conhecem e com quem se relacionam (Furman, 1928; Parker, 1986 in Ladd & Coleman, 2002).

É através destas similitudes que as crianças concebem uma amizade, visto que estimulam a interação e facilitam a comparação social. Esta comparação induz a ideia de que as crianças vivem num mundo competitivo; contudo, estas comparações acabam por refletir simplesmente “a humana necessidade universal de se avaliar a si mesmo através de comparações com os outros” (Rubin, 1982, p.18). Esta comparação em crianças em idade de jardim-de-infância é indispensável para que consigam desenvolver um sentido válido da sua própria identidade, tal como Katherine Read refere:

“temos de nos medir em relação a outros que sejam como nós,

descobrindo as nossas forças e enfrentando as nossas fraquezas, ganhando alguma aceitação e encontrando alguma rejeição… Uma situação familiar favorável ajuda-nos a sentirmo-nos seguros, mas as experiências com o nosso grupo etário ajudam a desenvolver uma consciência de nós próprios da realidade social que a experiência familiar, por si só, não nos pode dar” (Read in Rubin, 1982, p. 19).

Quando uma criança descobre parecenças e os mesmos interesses noutra criança, essa descoberta torna-se um acontecimento que produz um intenso prazer, pois

“demonstra que não está só nos seus próprios gostos e pontos de vista” (Rubin, 1982p.

91) e, apesar de o processo de descobrimento dessas semelhanças ser diferente para as crianças mais pequenas relativamente ao que acontece com as mais velhas, é deste modo que o seu reconhecimento pode contribuir para o crescimento da autoaceitação.

De acordo com Rubin (1982), qualquer amizade tem de se construir tendo em conta as semelhanças das crianças; no entanto, a amizade também depende da

complementaridade, sendo caracterizada como “uma adequação entre duas pessoas em

que cada qual traz qualquer coisa distinta à relação e em que, como resultado, cada um

pode aprender qualquer coisa com o outro” (p. 93). Ainda na mesma linha de

pensamento, o autor indica que estas trocas complementares são observáveis em quaisquer amizades de todas as idades, nas quais “cada membro pode fornecer ao outro qualquer coisa que lhe falte, servindo ao mesmo tempo de modelo a partir do qual a

desejada qualidade pode ser copiada” (Robert White in Rubin, 1982, p. 93). Neste

sentido torna-se relevante afirmar que estas relações complementares entre amigos são fundamentais para o processo de desenvolvimento psicológico (Idem, 1982).

No decorrer do seu crescimento as crianças tornam-se mais interessadas e preocupadas em saber quem é ou não seu amigo ou um amigo íntimo, como também se tornam capazes de tolerar e apreciar dissemelhanças entre elas próprias e os seus amigos. Quando perguntamos quem é o seu melhor amigo, uma criança pequena pode afirmar ser alguém com quem brinca durante muito tempo, ao contrário de um pré- adolescente que afirmará ser alguém que lhe transmite apoio ou alguém a quem ele dá apoio quando necessário (Idem, 1982).

Um dos critérios que Rubin (1982) considera valorizado na amizade, seja em que qualquer idade for, é a partilha de informação pessoal, ou seja, os factos e sentimentos privados dos quais mais ninguém tem conhecimento, o que torna possível que os amigos íntimos proporcionem uma ocasião exclusiva de se relacionarem abertamente e sem autoconsciência com outras crianças.

No entanto, as amizades entre crianças não contêm somente sentimentos positivos, tal como acontece entre os adultos, pois abrangem contacto e interdependência, provocando inevitavelmente sentimentos negativos. Quando confrontadas com estes sentimentos negativos, e como ainda não entendem claramente esta situação paradoxal de alguém ser simultaneamente percecionado de modo positivo e negativo, as crianças pequenas decidem que não vão ser mais amigas, e só à medida que crescem, conseguem avaliar estes sentimentos relativamente aos seus amigos mais próximos (Idem, 1982).