• Sonuç bulunamadı

4. KOZMETİK ENDÜSTRİSİNDEKİ KÜRESEL SATIŞ VE PAZARLAMA STRATEJİLERİ PAZARLAMA STRATEJİLERİ

4.1. Pazarlama Stratejileri

4.1.1. Doğrudan Satış Yöntemi

Na literatura da ciência da saúde, especificamente na medicina, nas áreas da pediatria e neonatologia, além da própria oftalmologia e, de maneira particular, na oftalmopediatria, o teste do reflexo vermelho é bastante relatado, embora pouco utilizado na prática com RN, devido a pouca aproximação da maioria dos

profissionais de saúde com o mesmo. Na literatura de enfermagem, é ainda bem menos conhecido pelos profissionais que atuam na área em relação aos profissionais da área médica.

Estudo sobre conhecimento, atitudes e práticas em relação às ações básicas de saúde ocular de pediatras e enfermeiros de serviços de saúde alertou para lacuna na formação destes profissionais na saúde ocular, não apenas na graduação, como também em estágios e residências. As faculdades de medicina e enfermagem provavelmente não proporcionam informações básicas, teóricas e práticas, para que futuros pediatras e enfermeiros possam atuar na prevenção da cegueira, especialmente nos serviços de atenção primária de saúde (SPERANDIO, 1999).

Outro estudo investigou deficiências acerca do conhecimento de profissionais atuantes em ambiente hospitalar, entre esses enfermeiros, sobre saúde ocular, com resultados que sugeriram insuficiência de conhecimentos básicos das afecções oculares, como catarata e glaucoma, na clínica oftalmológica e em outros setores. Concepções falsas ou distorcidas, entre os profissionais que atuam nesses setores, mostram a importância de priorizar o desenvolvimento de programas de capacitação e treinamento em serviço, visando à multiplicação de orientações à clientela e no meio sociocultural do qual fazem parte (TEMPORINI et al., 2002).

No âmbito da saúde ocular do RN, Cardoso e Costa (2004) e Lúcio (2004) dedicaram-se ao estudo e à utilização do teste do reflexo vermelho (TRV) em RN, não apenas quanto à aplicação da técnica, mas também consoante às patologias associadas e potenciais intervenções de enfermagem.

A princípio, a escassez de literatura relacionada à utilização do TRV com participação do profissional de enfermagem, constituiu aspecto relevante e decisivo para prosseguimento na abordagem do tema, pois acreditam nos resultados e no potencial de colaboração do enfermeiro na dimensão da promoção da saúde ocular em crianças. Percebem que o teste em adultos é prática simples em relação à execução, mas que em RN apresenta particularidades, principalmente quanto à abordagem do RN, assim como dificuldades relacionadas ao resultado do teste, devido à influência de vários fatores da história neonatal.

Todavia, no Curso de Enfermagem da UFC, sua utilização tem sido crescente tanto no campo de prática com o RN e na docência. A abordagem teórica do TRV em RN nas ações de promoção da saúde ocular foi introduzida na disciplina curricular “Enfermagem no Processo de Cuidar I – criança e adolescente, do currículo anterior, que vigorou, do período de 1997 a 2006, e no Curso de Especialização em Enfermagem Neonatal” do Departamento de Enfermagem da UFC. Também está sendo discutido em grupos de pesquisa do departamento como o “Projeto Saúde Ocular e Saúde do Binômio Mãe e Filho”, em cursos de extensão/aperfeiçoamento.

O despertar para o TRV como rotina obrigatória é crescente, e pouco a pouco, os Estados do Brasil, pelas Secretarias de Saúde, estão se empenhando para a conquista no campo da promoção da saúde e prevenção de agravos. Também há necessidade de preparação/formação de recursos humanos que em alguns municípios surgem por iniciativas isoladas, para médicos (pediatrias, neonatologistas, oftalmologistas) e enfermeiros, pois requer empenho multiprofissional para combate das causas de cegueira evitável, e também pelo fato de o próprio exame oftalmológico em RN ser bastante específico e pouco realizado na prática. Seguindo esse raciocínio, o TRV, embora simples, também se torna pouco utilizado.

Em se tratando dessa problemática é importante que cada membro da equipe, ao assistir ao RN, contribua de acordo com sua competência, e também complemente as ações dos demais, pois para mudanças no quadro da cegueira infantil, o empenho deve ser de todos, sem deixar de ressaltar a participação da família.

No ensino, vivenciou-se a lacuna em relação a questões de saúde ocular, e ao ingressarem na pesquisa passaram a conhecer e reconhecer a importância do conhecimento na área para o enfermeiro, que se tornou complementar em suas formações, inclusive influenciando áreas de atuação e pesquisa.

A preocupação com a formação do profissional de enfermagem e com a difusão de conhecimento tem sido constante. Nesta investigação, isso ocorre em relação ao enfermeiro no cuidado ao RN, uma vez que se prioriza a importância das ações em saúde ocular a partir do nascimento, contudo ressaltam que o cuidado deve ter início nas ações de pré-natal.

Após abordagem de vários objetos de estudo, tomando como sujeitos mãe e RN, as autoras decidiram pelos resultados da dissertação de Lúcio (2004), enfocar como sujeito o enfermeiro que cuida do binômio em alguma instância da assistência hospitalar, no intuito de prepará-lo, torná-lo apto, capaz de exercer o cuidado de enfermagem no que se refere às questões de saúde ocular do RN, de modo particular, quanto ao aspecto novo, para grande parte dos profissionais, que é parte da avaliação visual do RN, o TRV, vislumbrando ações na perspectiva da tecnologia do cuidado.

Incorporada à docência e à prática de enfermagem, a tecnologia deve demandar ações cujos propósitos permitam a educação de pessoas capazes de pensar, inovar e atuar com responsabilidade, eficácia e mudança de postura (FIGUEROA, 1992).

Identificar problemas e lacunas, no cotidiano da prática de enfermagem, geralmente é fácil. Analisá-los com senso crítico e investigá-los por meio de pesquisas é uma necessidade, entretanto incorporar os resultados obtidos pelos estudos à realidade do cuidado, visando a transformá-la, constitui ainda um grande desafio e requer competência. A saúde ocular neonatal necessita de cuidado precoce e o enfermeiro é um dos profissionais responsáveis por promovê-la (LÚCIO, 2004).

Na saúde, a avaliação de competências em perspectiva ampla, não se refere apenas à dimensão técnica-instrucional, pois não trata do desenvolvimento de competências para simples adaptação às necessidades do processo produtivo, tampouco à execução de tarefas e atividades relacionadas ao universo do trabalho. Centra-se nas evidências de desempenho profissional, realiza-se em um período de tempo não previamente determinado e ocorre de forma individualizada (BRASIL, 2003).

Como a proposta desta investigação, almeja-se, sobretudo, contribuir para a formação de competências/habilidades para atuação do enfermeiro no cuidado ao RN, inserindo-se a saúde ocular. É reconhecida a relevância do tema, no entanto trabalhos com enfoque em tecnologia apresentam crescimento e têm despertado interesse no ensino, pesquisa e assistência, especialmente em enfermagem.

A construção do conhecimento acontece cotidianamente no processo de trabalho da enfermagem, de várias formas, e a tecnologia é vista sob várias vertentes. No entanto, é preciso que esta seja potencializada pelo posicionamento crítico diante do conhecimento produzido e apresente soluções e/ou melhorias para o as necessidades práticas do dia-a-dia.