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Doğal Afet ve Konutta Kalite Sorunları

2.4 KONUTA BAĞLI SORUNLARIN ÇÖZÜMÜNDE STANDARTLARIN

2.4.9 Doğal Afet ve Konutta Kalite Sorunları

Tradicionalmente a aprendizagem de conteúdos sobre fatos e conceitos sempre fizeram parte do currículo escolar, estando presentes em planejamento de aulas ou em projetos, além de ser considerada como objeto de avaliação em salas de aulas, porém dois novos conteúdos foram incorporados aos conteúdos conceituais tradicionalmente trabalhados na escola, que são os conteúdos procedimentais e atitudinais.

Pozo (2000) esclarece que essas mudanças não desconsideram, não excluem e nem reduzem a importância dos conteúdos conceituais, pelo contrário, fazem parte de uma

revalorização do seu papel na educação “Não consiste em eliminar os conceitos e fatos do

currículo, embora em algum caso suponha uma redução do tempo dedicado aos mesmos, mas estabelecer uma relação complementar, de dependência mútua, entre os diversos tipos de

conteúdo” (POZO, 2000, p. 18).

Esse mesmo autor aborda a necessidade de se conhecer fatos e conceitos, destacando que possuir informações sobre determinado fato não necessariamente leva a pessoa a entender o conceito, pois, para isso, talvez seja necessário conhecer dados ou fatos e também dispor de conceitos que lhes dê sentido. Em outras palavras, para que determinado dado ou fato tenha significado, os estudantes devem possuir conceitos que lhes permitam interpretá-los, além disso, os conceitos são aprendidos gradativamente partindo dos conteúdos mais simples para os mais complexos (POZO, 2000).

Segundo Marchesi e Martín (2003), para que o aluno interaja de forma satisfatória com o meio, é importante que ele construa suas ideias a partir da aprendizagem de fatos, conceitos e princípios sobre determinado tema ou questão.

Zabala (1998) explica que a atividade de compreensão dos conteúdos factuais se adquire por meio da cópia, ou seja, com a reprodução constante e repetida verbalmente até se chegar a uma automatização da informação. Pode-se citar, como exemplo, a repetição de datas, nomes de obras, nomes, códigos, altura de uma montanha, edifício ou torre, entre outros. Já os

conteúdos conceituais, para o autor, “[...] uma das características é que a aprendizagem quase

nunca poder ser considerada acabada, já que sempre existe a possibilidade de ampliar ou

aprofundar seu conhecimento, de fazê-la mais significativa” (ZABALA, 1998. p. 43).

Os conteúdos de aprendizagem também são propostos por Pozo (2000), sendo

classificados por aprendizagem “memorística” e “significativa”. Na aprendizagem

memorística, o aluno aprende os dados e fatos sem compreensão, ou seja, apenas decora ou

repete várias vezes o mesmo conteúdo. Já na aprendizagem significativa3 o aluno é capaz de

estabelecer uma relação do conteúdo sobre o conceito aprendido, dando-lhe significado. Pozo destaca que:

3Moreira apoiado em Ausubel (1996) define Aprendizagem significativa como “[...] processo através do qual

uma nova informação (um novo conhecimento) se relaciona de maneira não arbitrária e substantiva (não-literal) à estrutura cognitiva do aprendiz. É no curso da aprendizagem significativa que o significado lógico do material de aprendizagem se transforma em significado psicológico para o sujeito” (MOREIRA, 2011, p. 26).

[...] os fatos e os dados são aprendidos de modo literal, enquanto os conceitos os conceitos são aprendidos relacionando-os com os conhecimentos prévios que se possui. Por isso, a aquisição de dados e fatos baseia-se na memorização, enquanto a compreensão de conceitos deve ser significativa (POZO, 2000, p. 27).

Os tipos de atividades significativas de conceitos que possibilitam tal aprendizagem são os por descobrimento e os por exposição. A aprendizagem por descobrimento consiste em levar o aluno à descoberta e à compreensão do fenômeno observado, detalhando os objetivos propostos, em propor atividades que levem em consideração os conhecimentos prévios dos alunos referentes ao problema apresentado.

Cabe uma explicação sobre o conhecimento prévio. Conhecimento prévio é o

conhecimento que o aluno adquiriu durante sua experiência de vida, ou seja, “O conhecimento

prévio serve de matriz ideacional e organizacional para a incorporação, compreensão e fixação

de novos conhecimentos quando estes “se ancoram” em conhecimentos especificamente

relevantes preexistentes na estrutura cognitiva (MOREIRA, 2011, p. 26). Com isso, o professor, ao trabalhar com os alunos, precisará proporcionar situações que levem em conta o seu conhecimento já construído e propor situações durante o processo de ensino e da aprendizagem

“[...] quando o aluno aprende, está construindo significados novos que modificam seus esquemas de conhecimento [...]” (MARCHESI; MARTTÍN, 2003, p. 192).

A utilização de alguns procedimentos também é relevante, como atividades de experimentação, pesquisa e observação que levem os alunos ao descobrimento de novos conceitos ou atividades de situações ou problemas cotidianos e sobre os quais possam trocar ou comparar informações e experiências com os colegas.

Já as atividades de aprendizagem por exposição são consideradas uma das formas mais comuns para obtenção de conceitos pelos alunos. Pozo (2000) sugere pelo menos três fases: inicia-se com a introdução do conceito sobre determinado fenômeno, como forma de ativar os conhecimentos prévios; em seguida, a apresentação do conteúdo através de leituras do professor ou do aluno, discussão e elaboração de materiais; e, por fim, promover uma conexão entre as ideias prévias do aluno e aplicação a casos práticos.

Em relação às atividades de avaliação de fatos e conceitos, Pozo (2000) ressalta que devem ser semelhantes às atividades de aprendizagem, sendo importante considerar que, ao contrário da avaliação tradicional, a avaliação aconteça de forma diária, ou seja, integradas as atividades já planejadas. E também que, da mesma forma que há distinções entre a

aprendizagem e o ensino de fatos e conceitos, existem algumas diferenças entre as formas de avaliá-las.

Os fatos podem ser facilmente avaliados: o aluno sabe ou não sabe o conteúdo questionado, o que não significa necessariamente que o aluno, ao responder de forma incorreta, não conheça a informação, mas, sim, que, no momento, devido às circunstâncias, não consegue lembrá-la, de acordo com Pozo (2000). No que se refere à avaliação de conceitos, há uma complexidade, pois o aluno pode compreender um conceito e não conseguir expressá-lo em palavras, no entanto ele pode ser capaz de identificá-lo ou relacioná-lo com outros. Isso acontece porque o grau de compreensão de um conceito pode variar. Consequentemente, para avaliar a aprendizagem de conceitos de maneira que se consiga medir, com maior precisão possível, a compreensão dos mesmos, é preciso a utilização de técnicas diversas. No tópico seguinte será abordado o conteúdo procedimental.