• Sonuç bulunamadı

Devlet İstihbarat Hizmetleri ve Milli İstihbarat Teşkilat Kanunu

A. Yasal Anlamda İstihbarat

1. Devlet İstihbarat Hizmetleri ve Milli İstihbarat Teşkilat Kanunu

O movimento é a resposta que se dá ao mundo em função dos estímulos externos recebidos, do desejo interno de realizá-los e da compreensão de sua execução (BREGOIATO, 2000, p.45).

A sensação, a cognição, a percepção, a pulsão e o próprio movimento, são processos vitais, reflexos do movimento corporal, realizado pelo sistema nervoso, o qual integra corpo e espírito. O corpo humano, ressalta Fahlbusch (1990), é uma unidade, que se movimenta através de um sistema de alavancas, sendo produzidos pela conexão de ossos e músculos. Todavia, Bregolato (2000) ressalta que o corpo é composto por uma realidade objetiva do indivíduo, como músculos, artérias, ossos e vísceras, além do espírito, que compõe a realidade subjetiva, aliada ainda à sensibilidade, à afetividade e ao pensamento.

O corpo é nosso referencial com o mundo. É por meio dele que existimos e nos relacionamos com os demais. Para que então dissociá-lo da mente, do intelecto, dos pensamentos, dos sentimentos? A mente não existe sem o corpo e este não existe sem a mente – mente-corpo co-habitam e coexistem num mesmo ser (FABRIN, 2001, p.57).

Buscarei entender neste item e explicar no capítulo posterior como acontece a relação entre o que se vive, isto é, a experiência e o cotidiano tão sofrido destas crianças e jovens, e o como se aprende através do corpo, da mente e da alma. O estudo apontará algumas das contribuições da Dança-Educação no processo de aprendizagem, especificamente, de crianças e jovens.

A expressão corporal na educação deve ser percebida como uma prática pedagógica que direcione os alunos a encontrar e desenvolver a criatividade, pois, a dança proporcionará um aprendizado através da manifestação e da imaginação criativa, de acordo com a realidade, com as vivências e percepções dos alunos. No caso da EDISCA, este

aprendizado congrega a conscientização, a sensibilização e suas experiências por meio de movimentos, atitudes e postura.

[...] a dança é a expressão maior do corpo, considerando-se os seguintes aspectos: movimento, sentimentos, ritmos e expressividade. A Dança reúne técnicas corporais, coreografia, ludicidade e trabalho coletivo. As aulas de dança envolvem não só a técnica de como manter o corpo, compor uma coreografia, mas também tem caráter de entretenimento, diversão. Cada parte do corpo é focada, desde o olhar ao detalhe das mãos; o corpo traduz uma dramaticidade associada à música, ou até mesmo ao próprio diálogo do corpo (CORRÊA e SOUZA, 2007, p.3 e 4).

Os alunos evidenciam seus sentimentos e emoções através do corpo, de suas feições e de seus ares. A expressão corporal é uma fonte de aprendizado e também uma forma de comunicação, como veremos de modo mais detalhado no estudo de caso.

A dança contemporânea, ou dança moderna, é igualmente conhecida como dança livre, isto é, uma dança na qual o aluno pode criar, vivenciar e sentir a multiplicidade de cada passo e gesto, resultando na combinação de movimentos. Comenta Berger (1988) que se trata de uma verdadeira reviravolta pedagógica, pois o educador não dá mais ordens aos seus alunos para obter sequências que lhes são impostas e, sim, torna-se guia que os orienta para descobertas pessoais em suas próprias faculdades, com a liberdade de expressão. Sendo assim, cada aluno é incentivado a procurar e buscar dentro do seu próprio eu, a verdadeira fonte inspiradora de sua movimentação, através de sentimentos e pensamentos, nos movimentos dançados.

Pedrosa e Tavares (2009) comentam que é de suma importância o compromisso do educador no entendimento e na utilização da expressão corporal em suas práticas pedagógicas, devido ao enriquecimento do processo de aprendizagem. Por conseguinte, a criatividade dos alunos, que representa também um grande exercício de sociabilização. Torna- se evidente então a relevância da articulação e da junção da expressão corporal à educação, visto que a expressão corporal é nossa primeira linguagem.

A técnica dos movimentos, como ressalta Bregolato (2000), não é dispensada na dança moderna ou contemporânea, que, surgiu devido à necessidade de opor-se ao rigor do

ballet clássico, acaba sendo sua vertente e com algumas características da dança clássica,

como a graça, a harmonia e a flexibilidade. Contudo, destaca a autora, é fundamental que os movimentos contemporâneos se inspirem na música, no corpo e na alma.

Em dança, técnica é a forma de expressar a vida e deve evoluir sem cessar, escapando à repetição; quer dizer, a técnica deve evoluir permanentemente e deve

basear-se no reconhecimento de que tenha um sentido para expressar o que alguém tem dentro. A técnica deve ser flexível e nunca deve ter um fim em si mesma, como repetição significa técnica, esta deve realizar-se a cada dia com um sentido diferente; como nada se detém na vida do homem, nada deve ser estática (FUX, 1983, p.39). Fazendo uma reflexão sobre o sentido educacional, a dança contemporânea proporciona ao aluno a oportunidade de participar da elaboração de seus próprios movimentos, participando da criação de sua própria coreografia, sendo assim o agente do conhecimento, desenvolvendo a autonomia, a iniciativa e diversas outras qualidades direcionadas à liberdade de ser e estar no mundo. Tais características já foram percebidas de forma muito nítida nos alunos da EDISCA, como abordaremos mais adiante.

Dançar, então, não é um adorno na educação, mas um meio paralelo a outras disciplinas que formam, em conjunto, a educação do homem. Integrando-a nas escolas de ensino comum, como mais uma matéria formativa, reencontraríamos um novo homem com menos medos e com a percepção de seu corpo como meio expressivo em relação à própria vida (FUX, 1983, p.40).

Devido à globalização, os seres humanos estão impregnados de rótulos, de formas semelhantes de agir, pensar, vestir, sentar, consumir e até se comunicar. Esses condicionamentos irracionais, aliados à repressão que algumas crianças são submetidas na educação doméstica e familiar ou mesmo, nas escolas autoritárias, podam a possibilidade de colocar para o mundo exterior, sua criatividade, sua autenticidade e sua alegria, tornando-se prisioneiros de si mesmos, ressalta Bregolato (2000). A autora também faz referência à agressividade demonstrada por jovens e crianças, nos dias de hoje, por não poderem expor suas ideias e participar da construção da realidade.

A dança moderna propicia a liberdade de expressão corporal. Porém, destaca Bregolato (2000), que os alunos que estiverem condicionados e oprimidos poderão resistir a ela e preferir assim a apatia, a mesmice, o conformismo e a repetição, logo tenderão a copiar apenas os modelos estabelecidos. Imediatamente, concluímos que atuar na dança moderna pode não ser uma tarefa tão fácil, contudo, é uma forma de inserir educação libertadora, possibilitando ao aluno viver seus direitos e deveres, ampliando sua autonomia para atuar no mundo como um agente transformador. Segundo Marques (1997, p.23), “O corpo em movimento [...] assume papel fundamental, hoje em dia, e a dança, enquanto forma de conhecimento, torna-se praticamente indispensável para vivermos presentes, críticos e participantes em sociedade”.

A vida em movimento é a expressão do espaço interior (corpo/espírito) para o espaço exterior (o que está além do corpo). Se o espaço interior estiver com

problemas, há dificuldade de se situar e atuar no espaço exterior (BREGOLATO, 2000, p.152).

Os Parâmetros Curriculares Nacionais do ensino de Arte (PCN’s)12 orientam para

a utilização da expressão corporal e da comunicação por meio de atividades que envolvam a dança, o teatro e a música, declarando ainda que “as atividades propostas na área de Arte devem garantir e ajudar as crianças e os jovens a desenvolverem modos interessantes, imaginativos e criadores de fazer e de pensar sobre a arte, exercitando seus modos de expressão e comunicação”.13

No contexto da Educação Física, os Parâmetros Curriculares Nacionais declaram que:

O processo de ensino e aprendizagem [...] não se restringe ao simples exercício de certas habilidades e destrezas, mas sim de capacitar o indivíduo a refletir sobre suas possibilidades corporais e, com autonomia, exercê-las de maneira social e culturalmente significativa e adequada. Trata-se de compreender como o indivíduo utiliza suas habilidades e estilos pessoais dentro de linguagens e contextos sociais, pois um mesmo gesto adquire significados diferentes conforme a intenção de quem o realiza e a situação em que isso ocorre. [...] É necessário que o indivíduo conheça a natureza e as características de cada situação de ação corporal, como são socialmente construídas e valorizadas, para que possa organizar e utilizar sua motricidade na expressão de sentimentos e emoções de forma adequada e significativa14.

É importante destacar que as políticas públicas educacionais em todas as áreas de conhecimento fazem algum tipo de referência à expressão corporal. Dessa forma, pode-se perceber que a utilização de práticas pedagógicas interdisciplinares pode e deve ser trabalhada no contexto da expressão corporal, seja como forma de desenvolvimento motor ou cognitivo, destaca Silva (2012).

Para concluir, destaco a energia da dança. Entendo que um indivíduo energizado avança através da vida com um menor de esforço, assim como um carro potente sobe facilmente uma colina, destaca Lowen (1990). Logo, compreendo que na dança e na sua aprendizagem, esta lógica funciona da mesma maneira, pois a energia é um dos fatores que dá coragem, força, anima o corpo e a mente para excursão do movimento, estabelecendo a ação de se contrapor à inércia. Energia é vitalidade e pode-se notar o grau de energia de uma pessoa, pelo brilho dos seus olhos ou pela coloração vermelha das faces do seu rosto

12 BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Arte. Brasília: MEC/SEF,

1997. 130p.

13 BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Arte. Brasília: MEC/SEF,

1997. p. 69.

14 BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Educação Física. Brasília:

(LOWER, 1990). Esta energia é a que percebemos facilmente nas alunas da EDISCA, como abordarei nos capítulos seguintes.

A esse respeito destaca Morozowicz(1996) que a canalização de energia de forma saudável, alinhada e forte é dada através da execução de movimentos que são essenciais, isto é, de se desprover do que não é importante a cada pessoa, das cargas inúteis e pesadas que bloqueiam o livre fluir da energia essencial. Na Dança-Educação, num estágio mais elevado, devem-se priorizar os movimentos que se identificam com a essência de quem os realiza.

Neste item, procurei explicar de forma sintética o que é a dança contemporânea e sua importância como facilitadora e mediadora do processo de aprendizagem, visto que ela pode ser percebida como um instrumento para a formação de cidadãos críticos e criativos.

A expressão corporal é considerada uma condição própria do homem, pois pode ser percebida como parte essencial da comunicação humana. Dessa forma, ela é entendida como um dos mais antigos modos de tentativa de comunicação do homem e consequentemente, é fator preponderante [...] para que ele expresse suas emoções, ideias e sentimentos, afinal a expressão corporal é uma conduta preexistente e espontânea (PEDROSA e TAVARES, 2009, p. 199).

Dessa forma pesquisarei o uso da expressão corporal no processo educativo. Destaco que nós seres humanos somos a mais legítima expressão; somos sorrisos, lágrimas, olhares, voz, movimentos, sentimentos, gestos e emoções. Em suma, como referem Pedrosa e Tavares (2009), a expressão corporal é uma atividade organizada, preparada e dotada de objetivo que tem como intenção o desenvolvimento da criatividade, da sensibilidade, da imaginação e especialmente da comunicação. Ficando assim explícita a ideia que a expressão corporal é uma linguagem, um aprender sobre si mesmo; é usar a nossa própria máquina, que é o nosso corpo, para imprimir o que sentimos. No caso da EDISCA, nosso objeto de estudo, a dança aliada a outras diversas atividades, torna o “dançar” possível.

A posição valorativa do corpo vem ao encontro de uma ideia que o toma como elemento fundamental ao processo de aprendizagem. Compartilhamos a ideia de que o corpo, como nosso referencial de vida, nosso estar-presente no mundo, tem suma relevância no campo da Educação, pois a Corporeidade não é fonte complementar de critérios educacionais, mas seu foco irradiante primeiro e principal (FABRIN, 2001, p. 58).